O desafio de ser uma grávida chique

Oi, gravidinhas! Hoje o post é para vocês!!!

Embora eu não esteja esperando bebê, nunca vou esquecer de como achava difícil me vestir nas duas vezes em que fiquei grávida. O corpo muda muito, fica difícil acomodar a barriga nas roupas que já tínhamos no armário, e além disso, o conforto passa a ser prioritário – sem deixar a elegância de lado, claro.

Para o dia-a-dia, leggings, blusas soltinhas e sapatilhas são a pedida. Mas, e quando a grávida tem de ir a um evento mais arrumado? E se o trabalho dela exigir um dress code mais sofisticado?

Eu não sou personal stylist nem entendida do assunto, mas adorei as escolhas que a Claudia Pant, diretora executiva do site Net-a-Porter (e-commerce inglês que é o maior e mais sofisticado shopping virtual do mundo), fez para um desafio que eles intitularam “Fashion Challenge Maternity Chic“. A Claudia diz que se vestir para as semanas de moda internacionais estando grávida é uma situação difícil, e que aparecer linda e fashionista na primeira fila dos desfiles com um barrigão é quase impossível, mas mostrou suas escolhas super elegantes para um momento como este.

Vestido estampado de seda com shape soltinho – Chloé:

Blazer com modelagem slim, também da Chloé:

Segundo ela, nesta fase a mulher deve procurar acentuar a menor parte do seu corpo, para disfarçar as que estão “maiores”. No caso dela, os braços são finos, por isso o blazer de modelo justinho.

Scarpim de salto Saint Laurent:

Claudia diz que usar salto alto é inegociável para ela – faz questão, pois é uma grande ajuda para ficar elegante. Vejo muitas grávidas de saltão por aí, mas eu particularmente nunca consegui usar quando estava grávida – aliás, uso pouquíssimo mesmo hoje em dia, pois gosto de me sentir confortável e livre para correr atrás das crianças. Nesse quesito, na minha opinião, uma sapatilha bonita de bico fino é melhor, pois deixa a grávida muito mais confortável.

Bracelete dourado Saint Laurent:

A executiva diz que a gestante deve abusar dos acessórios para dar graça ao look, e nesse ponto eu concordo 100%: jóias e bijouterias bem vistosos ajudam muito a compor o visual!

E então, o que acharam as escolhas da Claudia? Eu achei tudo lindo, mas dispensaria o salto alto…

Se quiserem ler mais sobre dicas de moda para gestantes, confiram os posts que a super stylist Roberta Weber já escreveu para nós: Tendências de moda para gestantes e Dicas de roupas de festas para grávidas.

Ah, e não deixem de conferir este link do Maternity Challenge do Net-a-Porter, lá tem muito mais dicas e sugestões de roupas para gestantes!

Almofadinhas para usar no trocador

Quando o Frederico nasceu (e lá se vão quase 4 anos…), logo que ele foi para casa eu achei que o trocador não ficava confortável para deitá-lo, pois embora a almofada do mesmo fosse bem grossinha, faltava um apoio para a cabeça, e me dava a impressão de que quando eu o deitava ali ele ficava muito “solto”, pouco aconchegado. Daí experimentei usar um travesseirinho, mas ainda não era o ideal. Foi quando lembrei daquelas almofadas de viagem para apoio de pescoço. Fui na TokStok (isso em 2009) e comprei uma daquele estilo com bolinhas dentro, que se adapta aos movimentos do corpo, de tecido bem fininho e suave, em formato de sapo verde (combinando com o quartinho dele). Funcionou super bem, eu apoiava a cabecinha dele ali na hora de trocar a fralda, e o pescocinho e os ombros ficavam “dentro” também, dando uma sensação de aconchego. Usei o sapinho até os 2 anos…

Procurei no site da TokStok, mas acho que eles não vendem mais esse produto, só encontrei fotos de almofadinhas semelhantes, mas que também não estão mais disponíveis:

Antes da Valentina nascer eu já comprei uma para ela também, desta vez da marca Fom (tinha um quiosque no Iguatemi), do mesmo tipo de material, só que esta era lisinha, comprei a rosa pois era a que mais combinava com o quartinho dela. Também se encaixou perfeitamente no propósito que eu queria, e até hoje eu a uso no trocador da minha filha:

Vi que a Fom tem loja online, com vários modelos disponíveis.

Essas almofadas são boas porque podem ser lavadas na máquina e não dão calor na criança, além de fazerem um apoio ideal para a cabecinha do bebê no trocador (minha opinião).

E vocês, usam algum tipo de travesseiro ou almofada no trocador?

Uma lembrancinha cheia de vida

Na semana passada a Paula e eu fomos com as crianças no aniversário da Ana Clara, filha da Renata Goettems. A Rê é nossa amiga desde a época da hidroginástica de gestantes, nós três nos conhecemos lá e até hoje continuamos nos encontrando, nossos filhos (que têm a mesma idade) viraram amigos também (afinal, se conhecem desde a barriga!), criamos uma relação muito bacana. A Ana Clara é tãão linda, uma verdadeira princesa!

E o tema da festa foi de princesa também… Mais especificamente, Jasmim e Aladim. Estava tudo uma graça.

Mas o que eu mais gostei mesmo foi da lembrancinha, super diferente, original.

Agora tenho aqui na minha sacada dois vasinhos que são constantemente regados e cuidados por um menino e uma menina curiosos para saber o que vai nascer daquelas sementes – sim, pois não sabemos de que plantinha se trata, até aposta sobre a cor das flores que brotarão o Frederico já fez!

Muito legal, não acham? Não sei se é porque eu sou engenheira agrônoma, mas eu AMEI essa lembrancinha, tão diferente dos brinquedos de plástico e guloseimas usuais nos aniversários…

Lembram de uma outra lembrancinha nesse estilo que postamos aqui, bem no início do Mães à Obra?

Viamão – tão perto, tão cheio de atrações

Recentemente tive a oportunidade de conhecer dois lugares aqui pertinho de Porto Alegre, em Viamão, que me seduziram. Um pela originalidade, outro pela sofisticação, ambos pelo contato com a natureza aliado ao conforto.

Primeiro é bom lembrar que eu sou do interior, fui criada numa estância gaúcha, e sempre que dá fujo para lá com os meus filhos. Mas centenas de quilômetros de distância me separam do lugar onde nasci e onde mora minha família, por isso gostei tanto desses locais: estão a menos de uma hora de distância da selva de pedra porto-alegrense!

E não tem como negar: criança ama brincar ao ar livre, em contato com elementos da natureza como plantas, água, terra, bichos.

Viamão conhecendo a cidade

O primeiro lugar se chama Floresta Encantada do Vovô Rangel, fica em Águas Claras (Parada 90 da RS 040). É um sítio totalmente preparado para o turismo ecológico e pedagógico, além de ser um lugar abençoado pela natureza, com resquícios de Mata Atlântica e na beira da Lagoa Branca. Fomos almoçar e passar a tarde lá com um grupo de crianças da escola do Frederico, e os pequenos simplesmente AMARAM. Tem uma floresta que é realmente encantada, onde após uma curta trilha a gurizada dá de cara com a casa da Branca de Neve, que tem até as 7 caminhas dos anões, uma graça. Tem também muitos brinquedos num parquinho bem diferente, feito de material reciclado. Mas a cereja do bolo mesmo é a lagoa com trapiche, pedalinhos e areia branquinha – no dia em que fomos estava calor, e, embora estivessem de roupa, as crianças não resistiram a um bom mergulho. Ou melhor, vários, com muitos pulos do trapiche e brincadeiras. Afinal de contas, infância sem banho de lagoa não tem graça, né? Fora isso, o local disponibiliza várias atividades pedagógicas, é só combinar com a proprietária: trilhas ecológicas, contato com animais, plantio de horta orgânica e cuidados com o pomar, casa do Tarzan, tirolesa, pescaria, passeio de pedalinho. Como comentei antes, nós almoçamos lá. A comida é estilo campeiro, mas eu não gostei muito da qualidade, recomendo que as pessoas levem seu próprio lanche, inclusive eles alugam churrasqueiras com mesas no meio do mato, deve ser super gostoso fazer um almoço lá!

Apagar a luz faz bem para neném?

Esse é um dos erros que cometemos quando viramos mães…

São muitos os equívocos que as mães e os pais fazem com seus filhos, não é mesmo? Estamos sempre tentando acertar, mas muitas vezes a inexperiência e a falta de informações nos fazem tomar caminhos errados na condução da rotina e da educação dos nossos filhos. Mas daí a gente ouve, aprende, bate com a cabeça na parede, e corrige (ou tenta corrigir) os desacertos.

Erro de deixar luz fraquinha

No meu caso, uma das coisas erradas que fiz foi sempre deixar uma luzinha fraca, indireta, ligada nos quartos dos meus filhos à noite, enquanto eles dormiam. Eu pensava que assim eles se sentiriam mais seguros se acordassem durante a noite, saberiam onde estavam, conseguiriam procurar a chupeta perdida entre os lençóis. De fato, meus filhos dormem bem, a Valentina sempre dormiu a noite toda (coisa que com o Frederico só foi se tornar permanente aos 2 anos de idade), e ambos sabiam procurar seus “bibis” ou se localizar no próprio quarto durante a noite devido à pequena iluminação que eu deixava acesa.

Sono profundo para criança

Só que eu estava errada. E não foi por falta de avisos: a minha mãe sempre me disse que eu devia apagar a luz para que eles dormissem melhor e produzissem os hormônios necessários à sua saúde e bem-estar. Mas eu ia postergando a história de deixá-los totalmente no escuro simplesmente pro achar mais cômodo assim, e para que eles não sentissem medo (o medo está mesmo é na cabeça da gente…).

O que os médicos dizem

Agora, estando o Frederico com 4 anos e a Valentina com 1 ano e 8 meses, após conversar com duas médicas sobre o assunto e ler e pesquisar muito, criei coragem e apaguei a luz.

Resumidamente, o que ocorre é o seguinte: a melatonina, um neuro-hormônio produzido pela glândula pineal que regula nossos ciclos biológicos e nos induz mais rápido ao sono profundo, é um poderoso anti-oxidante, influencia na memória, no aprendizado, no envelhecimento e na prevenção de doenças. Ela só é produzida no escuro completo. Qualquer luzinha, por mínima que seja, já faz com que o cérebro envie uma mensagem bloqueando a sua formação. Vejam bem, não é o hormônio do crescimento, o GH, mas esse só é produzido quando estamos em… sono profundo!

Bom, não quero me estender nessa explicação, até porque não sou médica nem especialista no assunto, entretanto o fato é que devemos todos, adultos e crianças, dormir no escuro. Para o bem da nossa saúde.

Voltando ao apagar das luzes aqui em casa: o Frederico estranhou muito desde que começamos a deixar o quarto no escuro, reclamou algumas vezes, porém explicamos para ele que isso o faria acordar mais descansado e “crescer mais”, e ele acabou aceitando. A Valentina, por sua vez, não reclamou, parece nem ter notado a diferença…

E os filhos de vocês, dormem no escuro completo? Eles sentem medo?

Método Nana, nenê

Por sugestão da leitora Nurit Masijah Gil, vamos abordar hoje mais um assunto que dá muito pano para a manga: o método Nana, nenê, baseado no livro de mesmo nome dos autores Eduard Estivill e Sylvia de Béjar.

Eu já ouvi falar muitas coisas a respeito do Nana, nenê. Para algumas crianças funcionou muito bem; para outras, funcionou por um tempo e depois os problemas de sono voltaram; e para algumas, foi um completo desastre, causando traumas profundos.

metodo Nana, nenê

O sono das crianças é mesmo um assunto complexo. Que mãe e pai nunca foram tomados pelos desespero nas madrugadas insones de seus filhos? Não existe no mundo criança que não tenha dado um “baile noturno” nos pais pelo menos algumas vezes na vida… Na verdade, pelo que ouço, a maioria das crianças pequenas não dorme noites inteiras. E nós sabemos bem o quão desgastante e cansativo é esse processo de ensinar uma criança a dormir – chega uma hora em que os pais estão tão exaustos que acabam “metendo os pés pelas mãos”, brigando, apelando para qualquer método ou simpatia que ofereça uma possibilidade de seu “anjinho” dormir várias horas seguidas…

 

Acho que já contei aqui que o Frederico é uma criança que sempre dormiu razoavelmente bem. Até os 5 meses de idade acordou de madrugada para mamar. Depois disso, apenas choramingava quando perdia o bico – era só alcançar o “bibi” que ele seguia dormindo. Mas, lá pelos 9 meses de idade, ele começou a acordar muitas vezes durante a noite, requerendo a nossa companhia. Demorava para pegar no sono de novo. Resultado: eu e meu marido andávamos que nem zumbis, exaustos. Até que teve um dia, nunca vou esquecer, era um domingo e eu não aguentava mais dormir “picadinho” e ficar fazendo o meu filho dormir de madrugada. Fui até a Livraria Cultura e comprei o tal do Nana, nenê. Li o livrinho todo num tapa (são só 145 páginas), e me decidi a aplicar o método no Frederico a partir daquele dia, sonhando com noites inteiras de sono. Falei para o meu marido, que na mesma hora me proibiu. Disse que não admitiria fazer isso com o nosso filho, que poderia ser traumático, que tinha pena… Enfim, já perceberam que aqui em casa o coração de manteiga é o pai e não a mãe, né? Nesse mesmo domingo, então, o Rodrigo conversou seriamente com o Frederico e explicou que a mamãe queria fazer “uma coisa horrível com ele”, mas que não faríamos isso se ele começasse a dormir direitinho. Meu filho olhava o pai atentamente com seus olhos bem abertos, com cara de quem estava entendendo tudo. E o pior é que entendeu mesmo… Acreditam que, a partir desse dia, o Frederico passou a dormir a noite inteira sem chorar??? Dez horas seguidas de muita paz e tranquilidade… O único porém é que, até hoje, ele não pega no sono sozinho – mesmo com 2 anos e 7 meses, precisamos fazê-lo dormir sempre. Sei que foi um erro nosso, e com a Valentina estou tentando fazer diferente – coloco a minha bebezinha no berço, e fico sentada por perto esperando ela dormir, mas nunca a nano no colo. Ela parece que já se acostumou com isso. Vamos ver se vai funcionar…

O que é o Nana, nenê método

Mas, afinal de contas, no que se baseia o Nana, nenê? Basicamente, consiste em educar o hábito do sono para que a criança adormeça sozinha, pois assim, se ela despertar durante a noite, saberá dormir novamente sem a ajuda de um adulto (no caso, o pai e a mãe cansados, rsrs).

Deve-se, segundo o livro, criar um ritual da hora do sono, colocar a criança no berço, explicar para ela que o papai e a mamãe vão esperar fora do quarto, dar boa noite e sair. Parece simples, né? Mas é claro que a criança vai chorar, pois está acostumada a ter companhia para dormir. Então, começa a história do choro controlado: os pais devem entrar no quarto a intervalos regulares para dizer para a criança que estão por ali, dar confiança, e então sair novamente. Essa rotina deve durar uma semana, da seguinte forma: no primeiro dia, da primeira vez, espera-se 1 minuto de choro até entrar no quarto; depois espera-se 3 minutos, depois 5 minutos, e assim por diante, até que no sétimo dia deve-se deixar a criança chorar sozinha por até 17 minutos. Já pensaram que terror deve ser isso?

Sei de crianças que choraram a noite inteira, se desesperaram, arrancaram os protetores de berço, se machucaram… Já ouvi mães contarem que comeram barras e mais barras de chocolate enquanto ouviam os berros dos seus filhos. Algumas mães me disseram que, após de uma semana ou mais de choro, os filhos aprenderem a dormir sozinhos e não acordar durante a noite, mas alguns meses depois tiveram recaídas. Poucas me disseram que obtiveram sucesso permanente com o método.

No verão passado, encontrei no clube que frequentamos uma mulher que tinha uma filha de 5 anos e um bebê de 6 meses. Eu estava grávida, tomando banho de piscina com o Frederico, e ela me disse que gostaria de me dar um conselho: para que eu NUNCA usasse o Nana, nenê com meus filhos, pois ela havia feito isso com a filha mais velha, e a menina desenvolveu vários problemas psicológicos por causa disso, pois ficou com sensação de abandono e falta de confiança nos próprios pais, necessitando de terapia desde os 2 anos de idade. E, ainda por cima, mesmo com 5 anos, não dormia direito. Relato para fazer os defensores do método refletirem, não é mesmo?

Lições do método

Sabem o que eu acho? Que devemos, sim, tentar ensinar nossos filhos a dormirem sozinhos, mas sempre transmitindo muito carinho e confiança. O Frederico, quando era bebê, eu nanava no colo, sentada numa poltrona. Com a Valentina, a história está sendo diferente. E percebo que ela prefere pegar no sono sozinha no próprio berço do que no colo, pois a acostumei assim. Mas meu coração de mãe não permite deixar um filho chorando sozinho… Pode ser que eu esteja errada, mas prefiro dar atenção e ter um pouco menos de tempo para mim do que incutir traumas nos meus filhos.

E vocês, já aplicaram o Nana, nenê? Obtiveram sucesso? Seus filhos dormem bem? Têm dicas para o bom sono das crianças? Participem nos comentários desse post!

Por Raquel Guindani

Cuidados com a pele da mãe e do bebê: A dermatologista Doris Hexsel fala

O que efetivamente muda na pele, no cabelo e nas unhas durante os 9 meses de gestação?

Durante a gestação ocorrem mudanças endócrinas (nas glândulas), metabólicas, imunológicas, vasculares e físicas, fazendo com que a gestante sofra alterações não somente na forma e estrutura do seu corpo, mas na pele e nos cabelos. A mulher grávida apresenta mudanças importantes na pele. De um modo geral, a pele e o cabelo melhoram neste período. Algumas outras alterações estão relacionadas a alterações hormonais: ganho de peso, aumento do volume das mamas, a pele dos mamilos e a linha média do abdômen fica mais escurecida. Em algumas pacientes, a pele oleosa pode se apresentar um pouco pior, favorecendo o aparecimento de acne.

Devido ao aumento dos níveis de alguns hormônios, o cabelo fica mais volumoso e brilhante, pois melhora a hidratação e também pode até aumentar o número de fios. Durante toda a gravidez temos 95% dos cabelos crescendo e 5% na fase de queda. No entanto, após o parto ocorre o chamado eflúvio telógeno pós-parto, com uma diminuição brusca do número de fios de cabelos. Em geral, essa queda de cabelo é reversível e melhora mesmo sem medicação, apesar de que se aconselha tratar para aquelas que já tem predisposição a queda dos cabelos.

As unhas podem sofrer alterações, como fragilização e descolamento.

Essas alterações variam de pessoa para pessoa ou geralmente seguem um padrão?

Cada pessoa responde de forma diferente ao período gestacional sob vários aspectos, porém algumas mudanças na pele e cabelos são comuns entre as gestantes.

Quanto tempo depois do parto a pele, o cabelo e as unhas voltam ao normal?

Geralmente, após seis meses do nascimento do bebê. Note que, durante a gravidez, o bebê normalmente retira da mãe tudo o que necessita para o seu crescimento, isso em termos de vitaminas, minerais, etc. É normal que a gestante fique espoliada de alguns elementos, que normalmente já são repostos mesmo durante a gravidez. Logo após o nascimento, a maioria das mulheres também amamenta. Após 6 meses, em geral tudo tende a voltar ao normal.

Algumas mulheres desenvolvem estrias e melasmas (manchas escura no rosto) durante a gravidez. Isso tem solução? Quais procedimentos estéticos a medicina já disponibiliza para reverter os problemas?

Estrias – Durante a gravidez, podem aparecer estrias devido ao importante estiramento da pele (causado pelo crescimento do bebê intra-útero) e também por questões genéticas e hormonais. O uso diário de hidratantes, que devem ser especiais e indicados pelo médico, auxilia na prevenção. Normalmente são usados cremes com substâncias emolientes além de vitaminas, óleos naturais, entre outros. Ácido retinóico e cremes a base de uréia devem ser evitados durante a gestação. Há tratamentos eficientes para estrias que podem ser usados durante a gravidez, como a microdermoabrasão, mas os lasers fracionados, hoje bastante utilizados, só podem ser usados depois do parto.

Melasma – As alterações hormonais da gestação propiciam o aparecimento de manchas na face, chamada melasma. São manchas escuras, localizadas principalmente nas bochechas e no lábio superior. O uso de filtro solar com um fator alto, assim como evitar a exposição ao sol, são medidas importantes para prevenir esta condição. O melasma deve ser tratado preferencialmente após a gestação, pois os tratamentos mais eficazes não devem ser usados na fase gestacional. Uma vez instalado, a remoção é complicada e trabalhosa, assim prevenir é a melhor opção.
 

Quais deveriam ser os cuidados básicos de uma gestante? Tem algum procedimento indicado, como drenagem linfática, por exemplo?

Durante a gravidez, os cuidados resumem-se a sessões de massagens, inclusive drenagem linfática, limpeza de pele, hidratação corporal e facial.

O primeiro trimestre da gravidez é o mais delicado. Evitar o uso de produtos e medicamentos sem orientação medica é fundamental. Devido ao acúmulo de líquidos pode-se dar início às sessões de drenagem linfática a partir do segundo trimestre, não sendo recomendado drenar a região abdominal durante nenhum período da gestação.

Proteção solar, limpeza de pele e hidratação do corpo são procedimentos cosméticos que podem ser realizados pela gestante. O uso de óleo de amêndoas, cremes a base substancias emolientes, de vitamina E e de óleo de semente de uvas, usados diariamente, podem ser ótimas opções para a hidratação da pele. Vale lembrar também a importância da realização de exercícios físicos e a manutenção de uma alimentação saudável e equilibrada.

Antes de iniciar qualquer tratamento, na gravidez ou não, é muito importante consultar um médico dermatologista para o diagnóstico e tratamento corretos.

O que não poderia, de jeito nenhum, faltar na nécessaire de uma futura mamãe?

Filtro solar e cremes hidratantes para prevenção de manchas e estrias, respectivamente.

Quais produtos para grávidas costuma indicar?

Os filtros solares podem e devem ser utilizados, principalmente os filtros físicos, que não são absorvidos e funcionam como uma barreira à radiação solar. Desde o início da gravidez, a gestante pode usar hidratantes com produtos já conhecidos e sabidamente inócuos para o bebê. Hidratantes a base de óleo de amêndoas doces, prímula e macadâmia podem ser utilizados para prevenir estrias.
 

Durante a gestação, a mulher pode fazer luzes ou pintar o cabelo? Quais procedimentos e quais produtos devem ser evitados nesse período?

Não existem estudos científicos que comprovem que os produtos encontrados nas tintas sejam maléficos para o bebê. Há alguns componentes que foram utilizados em algumas tintas, como chumbo, que é um metal prejudicial à saúde fetal, e hoje é proibido. Mas, pelo menos uma tintura com chumbo na formulação ainda está no mercado, em um produto tido como “natural”, a Henna.

De um modo geral, o uso das tinturas de cabelo durante a gravidez não está contra-indicado mas, por precaução, recomenda-se que as tinturas não entrem em contato com o couro cabeludo e sejam utilizadas somente a partir do segundo trimestre de gestação.

Em relação às crianças pequenas, quais são os cuidados dermatológicos necessários?

O cuidado mais importante com a pele na infância é a fotoproteção, uma vez que as crianças são mais suscetíveis aos efeitos dos raios ultravioletas (UV). A criança deve ser exposta ao sol com moderação a partir dos 3  primeiros meses de vida, sendo que os protetores devem ser usados apenas depois dos 6 meses. Os melhores protetores solares para as crianças são os que contêm filtros físicos e protegem contra os raios UVB e UVA. A escolha sempre deve levar em conta os produtos desenvolvidos especialmente para as crianças e recomendados pelo dermatologista. Hoje já existem bonés, chapéus e roupas feitos com tecido que bloqueia a radiação do sol, atuando como mais uma barreira aos raios ultravioletas. Estes são inócuos e podem ser usados em qualquer idade.

O filtro solar é recomendado para futuras mamães e bebês? Qual é o fator sugerido para cada caso? De quanto em quanto tempo o filtro deve ser reaplicado? Afinal, o creme sai ou não sai na água?

O ideal é conversar com o dermatologista que indicará o produto mais adequado para o tipo de pele e que se ajusta melhor a cada pessoa. Quanto à proteção, a regra geral é sempre usar produtos contendo FPS (fator de proteção solar) 15, no mínimo, e de preferência que associem proteção química e física (que fazem bloqueio dos raios solares). Estando em praia ou com maior exposição ou mais prolongada, os filtros com FPS mais altos são melhores (ex: 50 ou 60).

O filtro solar deve ser aplicado 20 minutos antes de sair de casa e reaplicado a cada duas horas, pois o efeito já estará bastante diminuído. Se a pessoa permanecer muito tempo na água ou suar recomenda-se a reaplicação antes mesmo de completar duas horas.
 

As dermatites aumentam com a chegada do verão? Alguma recomendação especial para o período mais quente do ano, quando acontece mais exposição solar e mais tempo em piscina ou praia?

Com o calor, devido ao suor excessivo, as dermatites, que se manifestam como lesões avermelhadas, às vezes descamativas e com coceiras, podem ocorrer com mais frequência. Evitar ambientes abafados, excesso de roupas ou roupas molhadas e outras situações que provoquem o suor em excesso também ajudam a evitar as crises.

A utilização de um filtro solar é indispensável em qualquer época do ano, e especialmente no verão, quando as pessoas estão mais expostas aos efeitos nocivos da radiação ultravioleta. Como já mencionado, a maneira correta de aplicar o filtro solar é no mínimo 20 minutos antes da exposição ao sol, devendo ser reaplicado a cada 2 horas, não esquecendo de reaplicá-lo também ao sair da água.

É importante, ainda, ressaltar que se surgirem lesões de pele ou alguma outra alteração deve-se procurar um dermatologista para indicar o tratamento mais adequado.
 

Quais seriam os 10 mandamentos para ter uma gestação segura?

Organizar e planejar o pré-natal;

Alimentar-se bem e ingerir bastante líquidos;

Utilizar filtro solar;

Usar suplementação vitamínica e de minerais recomendada pelo médico;

Fazer atividade física regularmente;

Evitar o uso de medicamentos;

Diminuir o consumo de cafeína;

Não beber e nem fumar;

Dormir pelo menos oito horas por dia;

Evitar situações de estresse.

Uma gestação saudável é o primeiro e mais importante passo para se ter um bebê saudável. Independente de qualquer questão dermatológica, é fundamental que as futuras mamães façam o acompanhamento da gestação com um obstetra. Em caso de dúvidas relativas à saúde da pele, é importante a realização de uma consulta também com o seu dermatologista, que irá avaliar o caso e indicar o melhor tratamento.

Doris Hexsel, Médica Dermatologista – Responsável pelo Setor de Cosmiatria do Departamento de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Investigadora Principal do Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia e Diretora Médica da Clínica Hexsel de Dermatologia (Porto Alegre e Rio de Janeiro)

Mala da maternidade

Quando eu postei a lista de enxoval ver aqui), eu prometi que faria outro post falando da mala do bebê, pois os itens da mala da mamãe eu já listei naquela vez.

Então, aqui estão as minhas dicas para montar essa malinha do bebê. Mais uma vez, estou me baseando principalmente na minha experiência como mãe do Frederico, e também na lista da academia Acqualitá.

Mala do bebê:
• 4 conjuntos bonitos de roupas para o dia
• 3 conjuntos confortáveis de roupas para a noite
• 5 bodies e 5 calças (mijãozinho)
• 4 pares de meia
• 2 sapatinhos
• enfeite de cabelo para as meninas
• manta para enrolar o bebê e vira-xale (2 de cada)
• 3 lençóis de carrinho para o berço da maternidade
• escovinha macia para o cabelo
• 6 fraldas de boca de pano
• 2 toalhas de fralda para secar o bebê

É bom organizar as roupinhas em saquinhos individuais, e escrever em cada saquinho: DIA 1, DIA 2, … Porque a primeira roupinha não é a gente que coloca no bebê, e sim a enfermeira (a coitada da mãe ainda está na sala de parto). E, às vezes, pode ser que mesmo nos outros dias a mamãe esteja dormindo na hora do banho, e seja a enfermeira, ou a vovó, ou o papai quem vai vestir a criança.

Como o Frederico é de fevereiro, devido a minha inexperiência, não levei meias para o hospital, pois pensei que não seria necessário por causa do calor. Pois foi a primeira coisa que a enfermeira me perguntou, ainda na sala de parto: onde estão as meias do bebê? Eu queria morrer… É que os bebês têm os pezinhos muito gelados, independente da época do ano.  Na manhã seguinte (o Frederico nasceu tarde da noite) meu marido buscou as tais meias em casa. Mas já estou avisando aqui para que ninguém passe por isso!
As roupinhas mais bonitinhas é bom separar para o primeiro dia e para o dia da saída do hospital, que são os momentos em que a criança é mais vista e mais fotografada.

Eu não sei como são os outros hospitais, mas no Moinhos de Vento eles fornecem as fraldas, a pomada e os lenços úmidos para a troca de fraldas, então não precisa levar.

Era isso.  Espero ter ajudado as futuras mamães. Eu sei bem a ansiedade que dá nessa reta final, quando chega a hora de arrumar a mala do hospital. Boa sorte!

O aniversário de 1 aninho do Santiago

Já contei para vocês que perto de datas importantes da minha vida sempre acontecem imprevistos que me impedem de comemorar, né? Não tive chá-de-panela, não tive chá-de-fralda, não tive lua-de-mel e por pouco, muito pouco, não deixo o primeiro aniversário do Santiago passar em branco. Ano passado aconteceram sérios problemas de saúde na minha família que quase me fizeram desistir de organizar a festinha do meu filho. Eu disse quase.

Depois de ir à linda recepção do Frederico, liderada pela minha querida amiga e agora sócia Raquel, cheguei à conclusão de que não existe nada melhor do que estar reunido com quem a gente gosta. Foi uma verdadeira corrida contra o relógio, porque precisei organizar tudo em cima da hora, poucos dias antes da celebração. Mas quando olho o álbum de fotos da ocasião vejo que tudo super valeu a pena.

Convidei apenas a família e os amigos mais chegados e, no final das contas, foi ótimo porque o clima que teve de descontração e informalidade é a minha marca registrada. O tema da festinha foi o bichinho preferido do Santiago: peixe, que, aliás, também é seu signo no zodíaco. A decoração foi minha, com ajuda da mãe, da irmã e da amigona de infância Elisa Rosito Schäffer, que virou uma noite comigo desenhando, recortando e colando. Acho que fizemos mais de mil peixinhos juntas. Foram taaaaaantos que dias depois do aniversário eu ainda sonhava com eles. Hehehe.

Para quem tem dúvida se deve ou não fazer festinha de um ano, acho que independente do tamanho e do orçamento do evento, a data deve, sim, ser muito comemorada! O tempo passa tão rápido… a gente tem que curtir tudo ao máximo!!!

Santiago, meu filhote amado, obrigada por deixares a vida da mamãe muito mais colorida.

FICHA TÉCNICA

Local: salão de festas do meu prédio

Aluguel de cadeiras, mesas e toalhas: Locare – www.locare.com.br

Cachorro-quente, docinhos e bolo: Totosinho – www.totosinho.com.br

Material para fazer os peixes (EVA, cola, tesoura): Casa do Papel e Lojas Lina www.casadopapel.com.br e www.lojaslinna.com.br

Balões de gás Hélio: Big Festa www.bigfestacenter.com.br

Lembrancinhas: bolinhas de sabão. Também da Big Festa.

Fotos: Luciano Moura (51) 8465-5644

Tudo de novo outra vez

É com imensa alegria que hoje venho contar aqui para vocês que estou grávida novamente. Completei 12 semanas de gestação na sexta-feira passada, e agora já posso dizer para todo mundo que o Frederico vai ganhar um irmãozinho (ou irmãzinha)!

Eu e meu marido planejamos esse segundo filho, e tudo deu certinho, a diferença entre o Frederico e o bebê será de 2 anos e 5 meses. Estamos muito, muito felizes.

No final de julho, terei novamente um bebezinho nos meus braços! É tão emocionante ver a nossa família crescendo, cheia de amor, planos, realizações… Eu sempre sonhei com uma família grande, afinal de contas, na minha casa somos quatro irmãs. E dar um irmãozinho para o Frederico é o melhor presente que poderíamos oferecer para ele, não é mesmo?

E, para quem quer saber se com a segunda gravidez somos diferentes do que na primeira e nos importamos menos, posso dizer o seguinte: a emoção é tão grande como da primeira vez, assim como o amor, a única diferença é que, por não ser principiante, me preocupo menos com certas coisas. Já sei o roteiro, entendem? Sei que aos três meses os enjôos passam de verdade, o que posso e o que não devo comer, quando a barriga vai aparecer, em que momento o bebê vai começar a mexer…

Mas tem uma novidade: dar atenção ao primeiro filho para que ele enfrente bem a chegada do(a) maninho(a). O Frederico está sabendo de tudo desde que eu descobri que estava grávida. Contamos para ele que tem um bebezinho dentro da barriga da mamãe. As reações foram as mais diversas possíveis: no início ele ignorou, depois começou a dizer que dentro da barriga da mamãe havia “dois meninos memos” – detalhe: memos quer dizer gêmeos para ele! Mas já fiz duas ecografias, e é um bebê só, viram?! Em seguida, notei que ele começou a ficar muito, mas muito mais grudado em mim. Ele não quer se separar da mamãe para nada, coitadinho. Acho que tem medo de me perder… De vez em quando, até rolam uns beijinhos na minha barriga, mas, em geral, meu filho prefere evitar o assunto. Ontem, ele saiu com essa: “eu quero ver o nenê que tá dentro da barriga da mamãe”, levantou a minha blusa e ficou mexendo no meu umbigo. E por aí vai…

Bem, mas hoje eu queria mesmo era contar a boa notícia, e dizer que, coincidentemente, esse bebê foi gerado junto com o Mães à Obra. Então, nada mais justo do que eu dividir esse momento aqui com vocês, contando o andamento da minha gravidez. Para tanto, a partir de agora, começaremos uma nova seção aqui no blog, chamada “Diário da Gestação”, onde toda semana contarei novidades sobre essa nova fase da minha vida. Aproveito para convidar todas as outras gravidinhas a dividirem suas experiências conosco, mandarem suas dúvidas e contarem o que está acontecendo em suas vidas. Afinal, a troca é muito enriquecedora, principalmente em um momento tão especial como esse!