Viajando com filhos pequenos
Viajar com crianças, especialmente bebês, é um assunto que dá muito “pano pra manga”. É preciso uma certa dose de coragem para embarcar em uma avião e encarar uma longa viagem com uma criança pequena.
Eu e meu marido sempre gostamos muito de viajar, e por isso, mesmo depois que o Frederico nasceu, continuamos arrumando as malas e embarcando para diferentes destinos a fim de buscar aquilo que os viajantes vislumbram ao explorar novos lugares: diversão, novidade, cultura, auto-conhecimento, prazer em se surpreender. Só que a diferença é que, depois que o Frederico aterrisou em nossas vidas com sua bagagem infinita de amor e alegria, nunca mais viajamos a dois, e sim a três. Dizem que “dois é bom e três é demais”, né? Pois, no nosso caso, TRÊS É BOM DEMAIS! Optamos por levar nosso pequeno sempre junto conosco em nossas viagens, pois ainda não julgamos adequado nos separarmos dele, e nem mesmo queremos ficar longe do nosso filhote.
É claro que o planejamento e a estrutura necessários para uma viagem com bebê são bem mais elaborados do que numa viagem só de adultos. Na minha opinião, o ideal sempre é hospedar-se em um local que tenha uma estrutura mínima de “casa”, tipo flats, apart-hotéis ou mesmo casas e apartamentos alugados, pois ter uma cozinha e uma pequena área de serviço faz toda diferença. É muito mais fácil poder preparar comidas, papinhas e sucos em casa do que ficar correndo atrás de restaurantes que tenham comida apropriada para bebês, de locais que ralem frutas e preparem batidas no liquidificador, etc. E tudo ainda tem que ser na hora certa das refeições, para respeitar a rotina do bebê. Além disso, tem a questão das roupas, pois como vocês sabem criança suja muita roupa, e acho uma vantagem poder lavar as roupas durante a viagem (o que ajuda a diminuir o tamanho da mala a levar!).
Outra dica minha é optar SEMPRE por vôos noturnos, principalmente no caso de viagens internacionais, pois assim a criança dorme durante a viagem e nem chega a se incomodar com o longo tempo dentro do avião. Já ouvi relatos de amigas que fizeram longos vôos diurnos com seus filhos e as crianças choraram, resmungaram e incomodaram bastante. Ainda sobre o vôo, vale lembrar que crianças de até 2 anos tem de viajar no colo dos pais e não têm direito a assento, pagando 10% do valor da passagem. Mas, ao menos elas têm direito a bagagem (ufa, que alívio!).
Fundamental também é carregar sempre um carrinho do tipo guarda-chuva (eu tenho um McLaren e adoro, recomendo!). Porque ninguém merece ficar correndo em aeroportos, parques e pontos turísticos com uma criança no colo, né? Além disso, o carrinho serve como apoio para pendurar bolsa, sacola do bebê, etc. Em todas as companhias aéreas que eu viajei, o carrinho pode ser entregue para um comissário na porta do avião do local de embarque, e ao aterrisar no destino o carrinho já está aguardando novamente na porta do avião. Uma facilidade.
Fora isso, tem a questão da babá: eu já viajei com babá, sem babá, com pessoas da família, e também só com meu marido e meu filho. Também já contratei baby-sitter de hotel para me ajudar (daquelas que se paga por hora, sabe?). Acho que para cada tipo de viagem e para cada família tem uma situação ideal, mas em geral considero bem mais fácil e prazerosa para todos a viagem levando alguém para ajudar com o bebê.
O último item que quero falar aqui é sobre a documentação necessária para viajar com bebês: se a criança não tiver carteira de identidade, tem que carregar sempre a certidão de nascimento ORIGINAL (cópia não vale, nem autenticada), tanto em viagens nacionais quanto internacionais. Nas internacionais, além da certidão, a criança tem que ter passaporte, e visto se o país de destino exigir visto de turistas brasileiros. No caso dos EUA, é necessário visto mesmo para bebês. Crianças de até 14 anos não precisam ir até o consulado para fazer o visto, pode ir somente um dos pais, ou então, se ambos os pais tiverem visto, o da criança pode ser feito pelo correio, mediante envio da documentação exigida. Já os países da União Européia não exigem visto dos turistas brasileiros. A emissão de passaporte é feita da mesma forma que a dos adultos (ver www.dpf.gov.br), com a diferença que o passaporte de crianças tem validade diferente, conforme tabela abaixo:
| Idade da criança | Validade |
| 0 a 1 | 1 ano |
| 1 a 2 | 2 anos |
| 2 a 3 | 3 anos |
| 3 a 4 | 4 anos |
| 4 em diante | 5 anos |
Antes de o Frederico completar um aninho, viajamos com ele para lugares como o Vale dos Vinhedos, Gramado, Punta Del Este e Rio de Janeiro. Ou seja, todos destinos próximos. Depois do primeiro aniversário do nosso pequeno, começamos a viajar para destinos mais distantes e diferentes. Hoje, com 1 ano e 10 meses, o Frederico já viajou conosco para Porto de Galinhas, EUA (Miami e Orlando), Alemanha (Berlim), e Rio de Janeiro e Punta Del Este de novo. Nos posts do De malas prontas das semanas seguintes, vou comentar as viagens para a Disneyworld, Berlim, Porto de Galinhas e Rio. E boa viagem!







Parabens pelo site! gostei muito das reportagens; quanto a viagem aerea com nenem,pode sim comprar o assento para bebe menor de 2 anos, isso da direito a levar o assento de seguranca para ele. O porem e que tem o mesmo valor do que a passagem do adulto…
Fany, seja muito bem-vinda ao Mães à Obra! Que bom que gostastes do site! Como chegastes até nós? Em relação ao assento do bebê, essa e outras questões serão abordadas na entrevista da próxima segunda-feira com a dona da agência Phd Turismo, Lisiane Ludwig. Não dá para perder, porque ela diz quais são as melhores viagens para serem feitas com crianças. Beijos!
Obrigada Paula, achei o link no blog Cegonhas…agora que o Nave mae nao existe mais sai na procura de outros blogs!
Fany, também fiquei órfã do Nave Mãe. A Tanise Dvoskin faz uma falta danada, né? Quero ver se consigo entrevistá-la aqui para matarmos um pouquinho da saudade da Sofia. Beijo.
O, Fany! Tudo bem? Obrigada pela participação! Esse assunto do assento para crianças menores de 2 anos ainda não está bem claro, pois eu tentei comprar um assento para o meu filho num vôo da Lufthansa, falei que queria pagar, e eles me disseram que era proibido por questões de segurança. Acho que depende da companhia aérea… Em qual companhia tu conseguistes comprar? Beijo
Raquel, viajei por American Airlines em dezembro; aqui nos Estados Unidos eles oferecem a passagem, acabei nao comprando pois sairia muito caro…mas no aviao tem o bercinho, que acabamos utilizando, ela tem 3 meses, durmiu muito bem nele.
Oi, Fany! Pois é, quando os bebês são pequenininhos, ainda cabem nesse bercinho da AA, que realmente são bem confortáveis e proporcionam uma boa noite de sono para os pequenos. Eu nunca viajei quando o meu filho era tão novinho, só depois que ele já tinha 1 ano, e das companhias que eu viajei, só a Lufthansa tinha berço para crianças maiores. Mas com certeza devem existir outras companhias que oferecem esse berço também. Se alguém souber, pode nos mandar a dica! Beijo
Eu viajo sempre com Lufthansa e nao achei necessidade em comprar o assento extra para minha filha, pois o bercinho oferecido sempre foi muito bem utilizado, pois nossos voos transatlanticos sao sempre noturnos.
Jah ajuda em viajens, acho dispemsavel, afinal ferias eh para curtir a familia e ter cumplicidade, mas claro as vezes de noite para um jantar ou uma saidinha, um babysitter de hotel resolve.
Pra Punta vou sempre quanto estou no Brasil,pois vou desde crianca, mas de carro soh fui uma vez com minha filha e achei um terror, aviao eh bem mais rapido.
bj
Oi, Carol! Pois é, no post da semana que vem, justamente, eu vou falar da maravilha que é esse bercinho da Lufthansa. Nó também viajamos por essa companhia em vôo noturno, e meu filho dormiu o tempo todo. Mas nem todas companhias têm um bercinho tão grande e confortável… Eu também costumo ir para Punta no verão, e sempre fui de carro. Mas confesso que esse ano, com o Frederico com quase 2 anos, achei um horror a viagem, o coitadinho reclamou o tempo todo. O percurso é muito longo para os pequenos ficarem tanto tempo presos na cadeirinha! Beijo
Gurias!!
Como boa sagitariana, eu também ADORO viajar. Mas logo que a Alice nasceu me deu um medo de sair por aí com ela…não fui nem pra praia no verao passado! Mas assim que ela completou um aninho fui experimentando, fazendo viagens curtinhas de um dia, de um final de semana….até que me enchi de coragem e passei dez dias na praia com ela. E assim a gente vai indo, sempre respeitando nossos próprios limites e os do bebê! Agora ninguém nos segura mais em casa!
Beijão!
É isso aí, Magali! Acho que tem um gostinho todo especial viajar com nossos filhos. E é bom que eles já vão ficando com um espírito de viajantes também, né? Beijo
Magali, criança A-DO-RA praia, né? É muito legal sair com eles de casa, passar por outras experiências. Eles voltam mais espertos. Beijos.
oi, boas dicas.
Mas gostaria de saber como se faz para viajar com babá para os Estados Unidos?
tem que fazer um contrato, ou só a carteira profissional vale?
Agradeço a atenção.
Olá, Edna. Tem que ter carteira de trabalho assinada e pelo menos 1 ano de serviço contigo, se eu não me engano. E então fazer o visto americano para a babá, que é vinculado ao empregador. Para isso, é necessário sim um contrato de trabalho no modelo fornecido pelo consulado. Te aconselho a procurar um bom despachante para ajudar no processo!
Olá! Estou indo de Goiânia para o Rio de Janeiro no feriado de junho, pela primeira vez com o Artur (8 meses). Tenho algumas dúvidas sobre o que levar e tal. Posso levar o carrinho normalmente entao? Será que dá pra ele dormir no bebê conforto durante o voo? E banheira? Como fazer? Acho que vou dar banho no chuveiro mesmo. E como a viagem é só de 4 dias, acho que dá pra levar papinha da Nestle mesmo, né? O que acham? Bjos!
Olá, Lívia! Sim, o carrinho podes levar e entregar na porta do avião. Sobre dormir no bebê conforto durante o vôo eu não posso responder, porque sempre levei os meus filhos no colo – inclusive a Valentina viajou de avião conosco com 5 meses para o RJ, e foi no colo. Quanto à banheira, a melhor coisa é carregar aquelas banheirinhas infláveis ou de dobrar, que não ocupam espaço na bagagem. Acho complicado dar banho de chuveiro em bebês pequenos… Sobre a papinha da Nestlé, se o teu filho gosta, acho que não tem problema. Eu sempre levei papinhas feitas em casa congeladas, daí pedia para guardarem no freezer do hotel e para aquecerem no microondas nos horários das refeições. O Frederico nunca curtiu muito as papinhas salgadas da Nestlé, então pensava que por muitos dias ele não iria comer… E para a Valentina, eu nunca ofereci! Não é tão complicado carregar os potinhos de papinha congelada em uma bolsa térmica. Beijo e boa viagem!
Vou fazer uma parte do meu doutorado em Barcelona e tenho a possibilidade de levar meu filho de 2 anos e meu Maria junto. Ficaremos lá por 4 meses. Além da viagem, também tenho receio de como as coisas vão ficar por lá. Aqui ele ja frequenta escolinha, tem toda uma rotina super bem adaptada. Alguém já teve ou conhece alguém que tenha tido uma experiência semelhante? Ao mesmo tempo que estou empolgada com a possibilidade de morar um tempo fora do pais, estou angustiada e com muitas duvidas em relação à ida do pequeno.
Raquel, nunca passei por uma experiência como essa, mas o único conselho que tenho a te dar é: LEVA TEU FILHO JUNTO! Tu não vai aguentar ficar 4 meses longe dele, e pra ele também não seria bom… Acho que nessa vida tudo se adapta, menos a saudade. De repente tu podes procurar uma escolinha para ele lá, seria até uma boa oportunidade para ele aprender espanhol. Com 2 anos e meio, acredito que já não haveria grandes problemas de adaptação, e nem de readaptação à escola daqui quando voltares. Beijo e boa sorte!
Raquel Dias, quem sabe tu vai um tempo antes (um mês, por exemplo), para ele se sentir confortável para a adaptação à escolinha? Aí qdo tuas aulas começarem, ele já vai estar um pouco mais familiarizado com o ambiente! Não conheço ninguem q já tenha ido, apenas que pretende ir (EUA), e as dúvidas são as mesmas. Boa sorte!
Boa sugestão, Sigrid! Beijo.
Gurias,
Obrigada pelas sugestões. Infelizmente não tenho como ir antes para organizar as coisas, pois serei liberada do trabalho muito próximo da data do início do curso. Realmente, não penso em me afastar dele, nem conseguiria me concentrar direito nas atividades…mas estou aflita em pensar como será a adaptação, fico preocupada com tudo que pode acontecer: e se ele ficar doente? e se ele não se adaptar? será que a mudança da língua não vai confundir ele? como será que vai ficar a readaptção dele na volta? Bom, acho que são mais angustias de mãe…me desejem sorte e obrigada pelas dicas!
Raquel, quanto a ficar doente, sempre é bom fazer um seguro de saúde internacional e ter a referência de algum médico ou clínica que sejam indicação de conhecidos, né? Vai dar tudo certo, tu vai ver. Coisa boa ter essa oportunidade! Beijos e BOA SORTE!