A psicóloga Mariana Pötter fala sobre o “Vínculo mãe-bebê”

Foto: arquivo pessoal
LAÇOS MATERNOS
- O PODEROSO VÍNCULO MÃE-BEBÊ -
por Mariana Pötter
Ser um pai ou uma mãe bem-sucedidos significa muito trabalho árduo. Cuidar de um bebê ou de uma criança é uma atividade que toma 24 horas por dia, sete dias por semana e é sempre uma tarefa preocupante. E mesmo quando essa carga se torna um pouco mais leve à medida em que as crianças crescem e se desenvolvem bem, ainda assim requer muito tempo e atenção.
Hoje em dia, para muitas pessoas, essas verdades são desagradáveis. Dar tempo e atenção às crianças significa sacrificar outros interesses e atividades. No entanto, é comprovado que a mãe dedicada e flexível desde o nascimento do filho, que gosta de sua companhia e compreende suas necessidades de crescimento, representa uma vantagem no processo de estruturação da mente infantil, seja para o desenvolvimento emocional, seja para o cognitivo, duas dimensões da psique intimamente entrelaçadas.
Se os novos pais querem compreender a tarefa de serem pais, devem ser capazes, primeiramente, de entender o bebê e as capacidades extraordinárias que traz consigo, ao nascer.
A mãe sensível entra rapidamente em sintonia com o ritmo natural de seu bebê e, por estar atenta aos detalhes de seu comportamento, descobre o que mais lhe agrada e se comporta de modo a satisfazê-lo. Ao fazê-lo, ela não somente o torna feliz como, também, obtém a sua cooperação. Porque, embora inicialmente a capacidade de adaptação do bebê seja limitada, não é de todo ausente e se for permitido que ele cresça em seu devido tempo, logo o bebê estará dando recompensas. Podemos seguramente concluir que os bebês são pré-programados para se desenvolverem de uma forma socialmente cooperativa, se isto ocorre ou não depende do modo como são tratados.
A proximidade da mãe, o contato físico e a voz são os veículos por meio dos quais se alimentam o sentido de segurança e o bem-estar psicológico da criança. Esses momentos oportunizam a formação do apego com o bebê. O psiquiatra infantil inglês John Bowlby definiu apego como um laço afetivo formado entre duas pessoas. Os comportamentos de apego do bebê incluem chorar, fazer contato visual, agarrar-se, aconchegar-se e sorrir, e promovem a manutenção ou o estabelecimento da proximidade com sua principal figura provedora de cuidados, a mãe, na maioria das vezes.
O comportamento de apego traz segurança e possibilita o desenvolvimento. Quando uma pessoa está apegada ela tem um sentimento especial de segurança e conforto na presença do outro e pode usar o outro como uma “base segura” a partir da qual explora o resto do mundo.
Aos poucos, a ligação inicial entre a mãe e seu bebê deve se transformar para dar ao filho a possibilidade de crescer, adquirir competências, segurança e uma identidade separada daquela da mãe. Neste processo, um papel importante pode ser desenvolvido pelo pai (ou por outra pessoa significativa para o bebê), triangulando a relação, alargando os horizontes da criança e sustentando-a em sua necessidade de explorar o mundo e de encontrar nele seu lugar.
Os efeitos de todo esse investimento são poderosos, o vínculo que o bebê forma nos primeiros meses vai se perpetuar e transparecer nos padrões de comportamento que ele terá mais tarde, em todas as relações pessoais e profissionais que estabelecerá ao longo da vida. É comprovado que as crianças com apego seguro nos primeiros anos de vida possuem auto-estima mais elevada, são mais empáticas, mais altruístas, e têm QIs mais altos na pré-escola e na escola primária. Também é menos provável que apresentem comportamento delinqüente na adolescência. Ou seja, vale a pena todo o esforço e o cuidado!






assino embaixo : )
adoro a seguinte frase: “If you baby your baby when they are babies you won’t have to baby them when they are adults”!!
Muito legal essa frase mesmo, Lú! Beijão!
Amei!!!!!! É bom ler sobre esse assunto, pois estimula ainda mais as mães que se dedicam exclusivamente aos filhos, o que não é nada fácil, mas os frutos são colhidos e isso não tem preço! bjs
Concordo plenamente com a Alessandra, estimula ainda mais!! Deixei meu lado profissional completamente de lado para cuidar da minha filha desde que nasceu, e nao me arrependo, pq acredito ser o melhor investimento que posso fazer para a vida dela agora….um investimento que sera para todo o seu desenvolvimento!! PARABENS meninas!!!
Gurias, é incrível como os interesses mudam depois da chegada dos filhos. Tentei voltar ao trabalho, mas não consegui. E não me arrependo nem um segundo por isso. O tempo passa assustadoramente rápido. Acho que quem tem a chance de curtir os filhotes tem mais é que aproveitar. Beijos.
Alessandra, também acho super importante criar esse vínculo com os filhos. Fora que o retorno dos sorrisos e carinhos não tem preço, né? Beijo.
Mensagem enviada por Renata Petersen Port no facebook: “Materia mais do que especial, acredito que o vinculo mae-filho eh fundamental para todo o desenvolvimento dele!!! Mais uma vez, estao de parabens meninas!!! Estou me mudando para os EUA, mas nao deixarei de acompanhar o blog
Bjs” Renata, obrigada pelos elogios e pelo carinho. Boa sorte nos EUA! E não deixa de nos mandar notícias. Beijos, Paula
Gurias ! O “exercício” de entrega que um filho exige é uma experiência única. Abrir mão de desejos é doloroso, mas necessário. Não precisamos parar de trabalhar, mas precisamos mudar, mudar nossas prioridades, tolerar frustrações, afinal, não conseguimos dar conta de tudo com perfeição. Gostei da entrevista e o assunto é polêmico, pq várias dúvidas se atravessam…ninguém deixa de trabalhar com total certeza que isto é o melhor, pra sua vida e para a criança, assim como a mãe que trabalha também pensa: Será que não seria melhor parar? A resposta que cada uma encontra é muito particular e a saúde mental de uma criança tem relação com outros fatores, que a mãe trabalhando ou não, pode propiciar ou não. Bj Alana
Alana, concordo plenamente contigo. O exercício de ser mãe é uma eterna “escolha de Sofia”. Beijos.