A veterinária Renata Scaf Silveira fala sobre animais de estimação e crianças

Priscilla Borges
Por Paula Tweedie
Quais são as vantagens das crianças que têm animais de estimação?
As crianças que têm contato com animais de estimação desde cedo aprendem a respeitar mais a natureza, os limites de convivência e a socialização entre elas, os animais e as outras pessoas. Exercem o senso de responsabilidade por ter o dever de alimentar, passear e cuidar do seu animal. Também desenvolvem sua motricidade, quando estão tocando, brincando e observando os movimentos de seu pet.
Qual é o animal mais recomendado para se ter em casa? Como saber qual é o tipo mais indicado para cada família?
Para saber qual o animal ideal para se ter é preciso levar em consideração alguns fatores como o estilo de vida da família, o tempo que terá disponível para dedicar ao animal, o espaço físico e também se os custos financeiros com cuidados e alimentação serão compatíveis com o orçamento.
Os cães, por exemplo, necessitam de mais tempo de cuidados, e isso vai depender também da raça. Algumas são mais ativas e precisam se exercitar mais. Também é necessário observar o porte: cães maiores precisam de mais espaço e são recomendados para quem mora em casa e possui área externa. Cães de porte pequeno a médio podem ser criados em apartamentos, desde que saiam para um passeio na rua pelo menos três vezes ao dia.
Já os gatos têm mais autonomia, não precisam sair para passear, conseguem ficar mais tempo sozinhos desde que tenham comida e água disponíveis. Necessitam menos espaço e podem ser criados em casas ou apartamentos, desde que sejam tomados alguns cuidados, como a instalação de redes de proteção em todas as janelas.
Quais são as raças mais recomendas de cães e gatos para crianças?
É difícil recomendar uma raça específica de cães para crianças, pois não é possível definir com segurança, já que todos os animais agem instintivamente, e quando se sentem em uma situação de estresse ou ameaçados podem se tornar agressivos. Como as crianças quando muito pequenas ainda não desenvolveram o senso de limite, às vezes acabam, sem querer, invadindo o espaço do cão e provocando uma reação agressiva por parte do animal. O ideal é que a criança comece sua convivência com um animal a partir dos 8 anos de idade. Porém, existem raças que têm um histórico menos agressivo como Labrador, Shitsu, Pequinês, Border Collie, Terranova, Golden Retriever entre outras. As raças que têm um histórico de maior agressividade e, portanto, são menos recomendadas são: Pit Bull, Rotweiller, Chow Chow, Sharpei, Cocker, Daschund (linguicinha) e Pintcher que podemos citar, entre algumas outras.
Em relação aos gatos, não existe tanta diferença entre as raças, pois a maioria tem o mesmo porte e comportamento parecidos. Devem apenas ter seu espaço e limites respeitados para que haja uma boa convivência.
E os vira-latas? É verdade que são mais espertos e fiéis ao dono?
Não é verdade. Os vira-latas, por não serem uma raça definida, e sim uma mistura de várias raças, não têm predisposição a assumir um comportamento de uma raça específica. Todas as raças têm por instinto respeitar o seu dono por considerá-lo o líder de sua matilha.
Com que frequência os animais devem ser vacinados?
Os animais devem tomar as vacinas polivalente e anti-rábica anualmente. Porém esses não são os únicos cuidados a serem tomados. Também é necessário dar vermífugo a cada três meses e medicação antipulgas e carrapatos uma vez por mês.
Grávidas podem ter contato com gatos? Não há perigo de toxoplasmose?
O mais importante meio de contaminação da toxoplasmose é por ingestão de carne crua e frutas e verduras mal lavadas. Para um gato transmitir a doença aos humanos, é necessário que ele tenha ingerido um pássaro ou rato contaminados. Depois de contaminado, o gato irá eliminar a toxoplasmose pelas fezes apenas uma vez em toda a sua vida, e essas fezes deverão ficar durante sete dias no ambiente para se tornar infectantes. Após isso, a grávida precisa ter contato direto com as fezes contaminadas e levar as mãos à boca para se infectar. Portanto, a possibilidade de contaminação pelos gatos é realmente muito remota.
Como preparar o pet para a chegada do bebê?
É importante que o animal comece a ter contato com o bebê desde o período da gestação, encostando-se à barriga da mãe, sentindo o cheiro. Com a chegada do bebê o animal pode ter os primeiros contatos entrando no quarto, sentido o cheiro de suas roupas, da criança, da mãe, para assim começar a se acostumar com o novo membro da família.
Como fazer com que o pet e a criança cresçam em harmonia?
Para que a criança possa a ter uma convivência harmoniosa com os animais, deve ser orientada a respeitá-los e aceitá-los. É preciso que a criança os entenda como seres vivos e não bichinhos de pelúcia. É fundamental que os pais a orientem a não apertar, puxar e esmagar os animaizinhos. A criança tem que saber que o animal tem seus próprios brinquedos e que ultrapassar esse limite pode resultar em mordidas.






Oi Gurias,
Adorei a entrevista…
O Marcelo (meu marido), quer dar um cachorrinho para a Duda de aniversário, pois ela adora bichos!!!
Minha mãe tem 2 boxer e a Maria Eduarda é simplesmente apaixonada por eles, ela pede para ir ver a Mel e o Bruce, mais do que a Vovó e o Vovô – hehehehe… Abraça eles e brinca…
Eu tinha um gato (o Luke), que ficou conosco até a Duda fazer 1 aninho (mais ou menos), mas acabei levando ele para a minha Mãe, pois ele ficou com ciúmes depois que ela nasceu e fazia coco e xixi fora da caixinha, e eu não podia deixar a porta do quarto dela aberta, que era lá dentro que ele ia fazer as necessidades. Mas ele está super bem na minha Mãe, e é a paixão da Duda também… Ela tbm tem o Luke (em casa), só que de pelúcia… hehehe
Quando vamos na mãe ela sempre pega o Luke no colo e brinca muito com ele (ele é muito querido e ela pode apertar que ele não faz nada)…
Quanto a questão da toxoplasmose, me irritava muito com as pessoas quando estava grávida, pois todas falavam que era para eu me dezfazer do Luke. Claro que eu me informei com a veterinária, e ela me disse exatamente a mesma coisa que a Renata disse. O problema é que as pessoas falam sem saber, e não aceitam a tua explicação…
Parabéns mais uma vez pela bela entrevista!!!
Beijos
Ju
Ju, sou suspeita. Tenho dois cachorros. A Luna, também conhecida por Lulilú (maltês) e o Tobo, também conhecido por Amigo (Shitzu). A Luna ficou na casa dos meus pais quando eu casei. E o Amigo eu fiz o meu marido comprar quando tinhamos poucos meses de namoro (tinha a teoria de que se ele cuidasse bem de um cachorro cuidaria bem de um bebê – e deu muito certa a teoria). O Santiago é apaixonado pelos dois cachorros que tenho. A Luna tem um temperamento mais difícil e o meu filho já entende isso e a respeita, coisa mais querida. Já o Amigo é totalmente dócil, então o Santiago às vezes abusa. É muito mais provável que ele morda o cachorro do que o cachorro morda ele. Preciso estar sempre atenta para que o meu filho de quatro patas não sofra. O Santiago diz que ama o papai, ama a mamãe e ama o “Popo” (ele ainda não diz Tobo). Beijos
Mensagem enviada por Lisiane Jesus Mazzardo: “sabes que ando bem preocupada com a reação da Guga quando o Henrique chegar… Mas converso com ela, mostro a barriga e coisas assim!! Agora com as dicas da Rê ficará mais fácil!! Obrigada!!” Vai dar tudo certo, Lisi! Boa sorte, Beijos.
Linda veterinária! Ótima a entrevista! Bj
Obrigada pela participação!
Excelente entrevista, superinformativa, como aliás são todos os posts do maesaobra. Parabéns a Dra. Renata pelas informações claras e muito úteis! Um beijo da amiga e fã.
Obrigada pela participação Aline. Achei um amor a mensagem. Ficou ótima a entrevista, né? A Renata é muito inteligente e preparada. Beijos.
Gurias, quando eu estava grávida da Maria Luiza tinha maior preocupação de como seria a adaptação dela com o Milonga e a Mel (casal de lhasa que tenho).
Pois quando eu estava ainda no hospital, meu marido veio em casa e trouxe uma fraldinha da recém chegada para eles irem se acostumando com o cheirinho dela.
Deu certo!
Agora mesmo ela corria pela casa atrás da “BEL” para dar um uuuuupa nela!
Recomendo os Lhasa… eles são ideais para quem tem criança.
A Mel estará junto para aparecer na entrevista de sexta? Beijos
Gente, conheço algumas mamães que não conseguiram conciliar o cachorro com a chegada do bebê, principalmente em apartamento, no entanto, já vi também tantos casos darem certo…me questiono quais os sinais que um cachorro pode dar, que deixaria uma mãe apreensiva. Sei que as babás ficam inseguras em casas com cachorros.
Alana
Alana, cada família tem suas peculiaridades, né? E também existem cachorros e cachorros… A decisão deve ser muito bem pensada. Não dá para pegar o bichinho e depois abandoná-lo. Acho muita maldade. Beijos.
A entrevista foi muito esclarecedora,principalmente o assunto da toxoplasmose, um mito que assusta muita gente.
A pediatra do meu neto,Dra. Rosanna Nejedlo,me disse que imprimiu esta entrevista e levou para seu consultório para orientar as mamães.
Comprimento o site pela iniciativa.
Que legal!!! Obrigada pelo depoimento! Beijos.