De Tudo, Testamos

A criança mais feliz do pedaço

Por Raquel Guindani

Estou acabando de ler o livro “A criança mais feliz do pedaço”, do pediatra americano Harvey Karp. Comprei esse livro porque já ouvi muito falar da “série” do Dr. Karp (ele escreveu também “O bebê mais feliz do pedaço”), e também devido ao interessante subtítulo da capa, que diz: “Como acabar com as birras e educar uma criança para que se torne paciente, obediente e cooperativa”.

Não que o Frederico seja muito birrento – graças a Deus, meu filho não é de ficar fazendo escândalos na rua, se atirando no chão, etc e tal – mas após os 2 anos (ah, the terrible twos…), como era de se esperar, as “vontades próprias” começaram a aparecer, e, junto com elas, alguns atos de desobediência e tentativas de insubordinação. Resolvi, então, ler esse livro para me preparar melhor para o que ainda está por vir, e também para tentar conduzir bem as situações adversas que o Frederico nos apresenta hoje em dia.

O médico conta como, a partir de sua experiência de consultório, acabou descobrindo o segredo da comunicação bem-sucedida com crianças de 1 a 4 anos. Dá dicas de como tratar gentilmente os filhos (a velha máxima de que gentileza gera gentileza), comunicando-se com eles com respeito, ouvindo e repetindo seus anseios, ao invés de usar palavras que ferem, comparam, distraem e se apressam a silenciar sentimentos.

O autor comenta que devemos encarar os filhos dessa faixa etária como “pequenos homens das cavernas”, pois as crianças de fato agem de modo não civilizado, devido a terem um cérebro ainda bem primitivo em termos de linguagem e lógica. Para se comunicar bem com esses pequenos selvagens, os pais e mães devem agir como “embaixadores”, e não como chefes ou amigos dos filhos, o que não é fácil…

As dicas “de ouro” do livro para lidar com crianças perturbadas são:

- Pratique a regra do fast-food: quando a criança está tendo um ataque de birra, é imprescindível que você passe 1 minuto repetindo energicamente, com emoção, o que acha que ela quer ou sente – para ajudá-la a se acalmar um pouco – antes de dizer a sua mensagem importante.
- Fale criancês: use frases curtas, repita a frase várias vezes, e use gestos animados e um tom de voz expressivo para espelhar um pouco dos sentimentos da criança.

- Incentive o bom comportamento (com tempos de recompensa, construção de confiança, exercícios de paciência, rotinas e sementes de gentileza), acabe com os comportamentos incômodos (conectando-se com respeito, oferecendo acordos ganha-ganha e aplicando consequências moderadas quando a perturbação continuar) e interrompa rapidamente os comportamentos inaceitáveis (castigo ou multa).

Com essas dicas, o autor diz ser possível evitar a maioria dos ataques de birra ou interrompê-los amorosamente. E aí, ficaram interessadas em testar? Eu já estou colocando alguns desses conceitos em prática aqui em casa!

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9 Respostas para “A criança mais feliz do pedaço”

  1. Em 28 de maio de 2011 em 11:44 Nurit respondeu com ... #

    Que legal Raquel! Não sabia deste livro.
    Eu tenho o ‘the happiest baby on the block’ que me ajudou muito quando a Taly era bebê. Vou procurar este agora.
    Beijos,

    • Em 28 de maio de 2011 em 14:06 raquel respondeu com ... #

      Oi, Nurit! Pois é, esse livro se encaixa bem na fase que o Frederico e a Taly estão vivendo agora. “O Bebê mais feliz do pedaço” eu não li, mas já me falaram que é muito bom, estou até pensando em comprar para me ajudar com a Valentina. Inclusive tem o DVD, não é? Beijão.

    • Em 30 de maio de 2011 em 1:28 paula respondeu com ... #

      Nurit, já pedi o livro emprestado pra Raquel. Estou super a fim de ler! Beijos.

  2. Em 1 de junho de 2011 em 21:59 Samanta Ternes respondeu com ... #

    Oi Raquel, adorei a dica, pois estou passando um trabalho com o meu filho, pois as vezes não se comporta como gostaríamos, ou como ensinamos diariamente.
    Ele está numa fase de que tudo é “meu”, acho horrível isso, eu explico, explico mas ta bem complicado.
    Vou comprar este livro, assim sabemos como lidar melhor com esses gurizinhos.
    Só pra dizer que estou lendo um bem legal, o nome do livro é Quem Ama, Educa! Içami Tiba, estou adorando também.
    Obrigada, beijos
    Samanta Ternes

    • Em 1 de junho de 2011 em 23:19 paula respondeu com ... #

      Samanta, meu gurizinho também tem personalidade forte e está sempre nos testando. Não é fácil, né? Já me falaram desse teu livro, mas ainda não li… Criança sem educação não dá pra aguentar, né? Valeu a dica. Beijos.

    • Em 2 de junho de 2011 em 9:23 raquel respondeu com ... #

      Samanta, tomara que o livro do Dr. Karp te ajude! Eu tenho esse outro livro do Içami Tiba, por sinal comprei os dois juntos. Agora vou começar a lê-lo, mas já ouvi várias pessoas falando bem dele. Uma vez assisti a uma palestra do autor e gostei muito. Temos que estar sempre estudando e nos informando, pois educar um filho é a missão mais difícil e mais importante das nossas vidas, né? Beijos.

  3. Em 2 de junho de 2011 em 21:24 Samanta Ternes respondeu com ... #

    Ai gurias, como é bom saber que não é só o meu filho que se comporta desta maneira nessa idade. Já me falaram que neste período entre 2 a 3 anos é assim mesmo, mas eu estou um pouco triste com ele, pois suas atitudes me entristecem.
    Pior que sempre falei sobre criança mal educada, e agora eu estou passando por isso, heheheh, só quem tem filhos entende os maus comportamentos…Né!!!???
    Tenho usado uma tática ótima quando vamos sair, por exemplo. Conversamos com ele ainda no carro, avisando que estamos indo em determinado lugar, que temos que cumprimentar as pessoas, que precisamos nos comportar, etc…Tem funcionado. Depois, quando vamos embora, comentamos com ele o seu bom comportamento.
    Enfim, não é nada fácil!!!!
    Obrigada, beijos gurias.
    Samanta Ternes

    • Em 3 de junho de 2011 em 9:28 raquel respondeu com ... #

      Samanta, conversar é sempre o melhor remédio, né? Concordo contigo que é muito fácil criticarmos quando ainda não somos mães. Só no dia-a-dia com os filhos é que vemos como é difícil educar. Precisa MUITA paciência e MUITO diálogo, além do casal necessitar uma sintonia enorme. Boa sorte com o teu filho! Beijos.

    • Em 3 de junho de 2011 em 11:56 paula respondeu com ... #

      Samanta, claro que tu não estás sozinha! Tenho conversado com várias mães que estão passando pelo mesmo problema (detalhe: geralmente, são mães de meninos). Muitas não comentam por vergonha, por acharem que os outros vão pensar que elas estão falhando na educação. Mas a gente não pode pensar assim. A hora de educar é agora. É normal que eles tenham personalidade forte e testem nossos limites. Cabe a nós dizer não e mostrar a melhor maneira de agir. Já dizia aquela música do Coldplay: “Nobody said it was easy…” Boa sorte para nós! Beijos.

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