A farmacêutica Elisa Rosito Schäffer esclarece dúvidas sobre os perigos da automedicação

Priscilla Borges
Por Paula Tweedie
O que é automedicação?
A automedicação é o uso de medicamento sem prescrição, orientação e ou acompanhamento do médico ou profissional de saúde habilitado. A herança cultural e a falta de acesso aos médicos contribuem com o alto índice de automedicação no nosso país, fazendo do Brasil um dos líderes dos rankings de automedicação mundial.
Quais seus perigos?
Os maiores problemas relacionados à automedicação são a intoxicação, as reações de hipersensibilidade ou alergia, os efeitos colaterais indesejáveis, além de mascarar doenças e problemas de saúde.
A automedicação, em si, já é uma situação perigosa, e, em crianças, o risco é maior ainda.
Quando não se tem o diagnóstico feito pelo profissional de saúde o medicamento utilizado não irá tratar especificamente, além de correr riscos de interações medicamentosas (se o paciente estiver utilizando outras medicações). Utilizar mais de um medicamento simultaneamente pode desestabilizar os tratamentos, assim como provocar uma intoxicação. Qualquer nova substância pode desencadear novos efeitos. Alguns remédios, quando utilizados simultaneamente, podem potencializar a ação do outro ou até causar a perda do efeito. Por isso, é fundamental seguir à risca os horários e as quantidades indicadas. Sempre antes de tomar qualquer remédio é preciso perguntar a opinião do médico. Até mesmo o uso de fitoterápicos e de vitaminas deve ser informado e mesmo os remédios aparentemente inofensivos podem causar complicações.
Como proceder nos casos de intoxicação?
As intoxicações podem acontecer quando a utilização de remédios se faz por conta própria – quando os pais indicam e administram medicamentos nos filhos -, e nos casos em que a criança ingere o medicamento inconscientemente, pensando ser bala, por exemplo. Os comprimidos coloridos e líquidos atraentes chamam a atenção das crianças, por isso o cuidado deve ser redobrado. Os pais devem estar sempre em alerta para não facilitar o acesso das crianças aos medicamentos.
Nos casos de administração incorreta é necessário entrar em contato com o CIT (Centro de Informação Toxicológica) e com o médico e, se necessário, levar a criança para atendimento.
O telefone do CIT Porto Alegre é 0800 721-3000 ou 51 2139-9200. O endereço é Domingos Crescêncio 132 – 8º andar ou www.cit.rs.gov.br. O CIT atende 24 horas dando informações sobre procedimentos em casos de intoxicação.
Existem medicamentos que podem ser utilizados sem riscos?
Não existe medicamento livre de riscos para quem o utiliza. Por isso, é tão importante a prescrição correta. Cada organismo tem características e reações diferentes para um mesmo medicamento, o que pode gerar riscos.
“Não há nada na natureza que não seja venenoso. A diferença entre remédio e veneno está na dose de prescrição.” Paracelso
Qual a importância de se respeitar o prazo de validade dos produtos?
A validade é o período garantido pelo fabricante, após a realização de vários testes, de que o medicamento terá o efeito esperado. Portanto, nenhum medicamento pode ser utilizado fora do prazo de validade. Os riscos que medicamentos vencidos podem oferecer à saúde vão desde não se obter o efeito esperado até reações graves que podem trazer complicações mais sérias à saúde. Quando a validade expira não há como prever qual produto será formado da reação dessas substâncias, e nem mesmo qual o risco que ele oferece à saúde do paciente. Portanto, por questão de segurança, ninguém pode utilizar medicamento vencido.
Apoio:







Muito importantes os esclarecimentos prestados pela Dr.ª Elisa. Mesmo que a pessoa esteja tomando um remédio sob prescrição, não pode fazer uso de outro, qualquer que seja, por conta própria. Como bem relatado na entrevista, o segundo pode tornar inútil o primeiro (e vice-versa) ou pior, formar uma associação medicamentosa que seja até nociva à saúde.
Diferente da nossa época, quando os remédios tinham gosto ruim, agora eles são super atraentes. As crianças adoram! Todo cuidado é pouco, porque às vezes elas inclusive dizem que estão com dor, quando não estão…
Alerta sempre oportuno.
Parabéns à farmacêutica.
Bj, Jô
Obrigada!
Paula e Elisa,
Muito show a entrevista! Muito importante e informativa!! Orgulho dessas minhas amigas tão competentes!!
Bjao pras duas,
Carina
Carina, querida, é sempre muito bom receber os teus comentários! Super obrigada pelas carinhosas palavras. Saudade tua! Beijos.
Muita escarecedora a entevista da farmacêutica. Vou contar ao Bernardo que convive muito com uma hipocondríaca na família. Ahaha, não vou dizer quem é, mas ela dá homeopatia para ele, já que não é louca a ponto de medicá-lo. Beijos e adorei a entrevista!!!
Claudinha, tu és uma figura… hehehe Beijos no B. Saudade!