Inter do meu coração

Pessoal, hoje quem escreve é meu marido Rodrigo, dedicado pai do Frederico e da Valentina. Ele vai contar como foi a experiência de levar o Frederico ao primeiro jogo do Inter da vida dele. Achei super apropriado que o texto fosse feito por ele, afinal de contas, futebol é uma paixão que passa de pai para filho! Raquel
Por Rodrigo Guindani
Estava ansioso esperando o momento de levar o Frederico a um jogo do Inter. Imaginava como seria, se ele ia aguentar até o final, se ia entender o jogo, se ia olhar para o campo, se ia gostar. Queria poder explicar tudo, se é que paixão tem explicação, explicar o que significa “gol do Inter” que eu tanto o ensinei a repetir sempre que alguém faz um gol e na realidade virou a frase para tudo que se relaciona a futebol.
Então fomos eu, Raquel, Frederico e meus primos André e Alessandra ao jogo do Inter contra o América Mineiro neste feriado da Independência.
Chegando ao estádio ele já começou a comentar que todos estavam (vestidos) de Inter. Descemos do carro e nos dirigimos às cadeiras já com ele correndo e gritando a famosa frase “gol do Inter”.
Entramos no Beira-Rio e antes mesmo de conseguirmos sentar, assistimos ao primeiro Goooollll do Inter. Enquanto o estádio explodia em alegria, felicidade, muito barulho e gritos de gol eu não me contive, levantei o Frederico o máximo que pude e comecei a pular, sem me dar conta de que tudo aquilo poderia assustá-lo. Olhei imediatamente para o meu filho e percebi que estava calado, olhando para os lados tentando entender o que estava acontecendo. O que será que se passava por sua cabecinha? Para meu alívio isso durou uma fração de segundos e ele pôs-se a comemorar, imitando o pai e todo o Beira-Rio lotado.
Conseguimos finalmente chegar aos nossos lugares, Raquel sentou ao meu lado e Frederico no meu colo. Aí começou uma sucessão de perguntas impressionantes. Queria saber por que aquele tio estava vestido de amarelo, por que aquele outro tio de vermelho estava usando casaco e estava fora do campo, por que o outro tio de amarelo tinha uma bandeira na mão. Por que os “amiguinhos” ficam lá trás e não vão ajudar os outros a chutar a bola. Só uma bola para todos eles!!! Gesticulava, olhando compenetrado para o campo e falando sem parar. Mas papai, é só pegar a bola lá e colocar ali dentro. Simples assim! Acho que quem complica somos nós.
Expliquei que o tio de amarelo era como a professora da escolinha, se eles brigavam, o tio ficava brabo, e colocava eles de castigo. O outro tio da bandeirinha ajudava aquele tio que ficava brabo e o que estava fora de casaco era como o papai deles, era ele quem ensinava-os a jogar.
Continuava olhando para o jogo, gesticulando os braços e falando. E como falava! Eu e Raquel nos olhávamos e encostávamos o ouvido na sua boca para tentar entender o que ele dizia e mais perguntas e comentários surgiam.
E quando eu já não sabia mais o que fazer, temendo que novas perguntas desafiadoras surgissem e não tivesse mais como me defender daquele ataque indefensável de indagações, o primeiro tempo acabou, ufa!
“Vamos comprar uma pipoca e ir para casa, pois a mamãe tem que ir para casa dar mamá para a maninha?”
Bem, missão cumprida, mais um colorado! Inter venceu por 4 a 2, pé quente!
Agora é pensar o futuro, minha imaginação corre solta pensando em todos os jogos que virão e veremos juntos, em todos os gols do NOSSO Inter que comemoraremos, nas taças que conquistaremos e em todos estes momentos de paixão que teremos e que serão só nossos, inexplicáveis como toda paixão e muito legais de viver ao lado de um filho.
Adorei!








Ahhhh, vou ter que me render! Sou gremista, mas achei o texto e as fotos lindos.
Daqui um tempo, a Valentina estará junto com mais questionamentos ainda!
Beijos.
Rê, eu também adorei o texto e as fotos! Só teria gostado mais se o Rodrigo estivesse falando do Grêmio. Hehehehe Já falei para a Raquel pedir para ele escrever mais vezes para o site. Beijos.
E a Paula já se comprometeu a levar o Santiago num jogo do Grêmio para escrever um post “azul” também!!! Beijo.
Raquel, meu filho nasceu num dia em que o Grêmio perdeu o grenal. Tomara que ele tenha azar no jogo para ter sorte no amor… hehehe Beijos.
Sério? Eu não sabia disso, rsrs!!!
Sim! Mas o André não gosta de falar sobre isso. hehehe
Comentário enviado por Márcia Munhoz pelo Facebook: “Que lindo Rodrigo!! como uma “mãe colorada” me emocionei ao ler teu texto. O beira-rio agora faz parte das tardes da manu, dia desses foi com a babá assistir a um treino e a bola caiu para o lado dela, o Renan veio pegar e ela não queria de jeito nenhum devolver…rsrsrsr..bj grande pra vcs!”
Que legal, Márcia! Só imagino a carinha da Manu com a bola na mão, hehe… Vou falar para o Rodrigo que tu gostou do texto! Bjo
Renata, vou adorar levar a Valentina junto!!! Hoje em dia as mulheres são muito bem-vindas nos estádios, né? Beijo.
Estou louca pra levar a Isadora, que noto uma certa indecisão na escolha do time, já que o avô e tias maternas são colorados fanáticos, e vira e mexe tentam levar ela para “o mal caminho”.
O pai, gremista desesperado, já deu até o fardamento oficial pra pequena e torce pra que ela não mude de ideia…
Competições familiares saudáveis, é até engraçado!
Renata, na minha opinião, os filhos devem ser do time do pai, para que tenham a oportunidade de torcer juntos e frequentar o estádio na companhia um do outro. Depois nos conta a opção da Isadora! Beijo.
Raquel, por acaso o André e eu torcemos para o mesmo time, mas eu penso exatamente como tu. A criança tem que torcer para o time do pai. Será que somos machistas? hehehe
adorei!! e que bom que o inter ganhou!!! kkkkk bjsssss
Sim, o Frederico deu sorte!! Beijo.
Que legal! Ficou um amor a matéria! Parabéns ao Rodrigo pelo texto! Bjo
Viu só o Rodrigo “se puxando”, Vanessa? Pais à obra, hehe… Beijo.
Lindos!!!!
Aqui em casa, a disputa vai ser grande para o nosso Frederico. Eu sou colorada e o papai é gremista.
Que sonho poder levá-lo ao Beira-Rio um dia ver o gol do Inter!
Beijos!!!
XIII, Fátima, a disputa vai ser acirrada, hein? Beijos.
Raquel, acho que a experiência deve ter sido incrivel. Aqui em casa grenal é assunto proibido, por enquanto – ja que a mamãe e colorada e o papai é gremista, mas torço para que a Isabela seja colorada e, então, vou contar com a ajuda do vovô para levá-la ao Beira Rio.
Camila, acho que a Isabela será GREMISTA como o primo. hehehe
Camila, a experiência foi mesmo maravilhosa. Mas sinto em te dizer que acho que ela vai seguir o time do pai, rsrs. Os filhos geralmente são do mesmo time do pai! Beijo.
Adorei o texto e as fotos estão lindas.
Parabéns Rodrigo pelo texto! “pais á obra”
Obrigado pelos elogios. Realmente foi muito bom ir ao jogo com o Frederico e o texto é a sincera tentativa de reproduzir o que senti naquele momento.