Vivendo e aprendendo
Por Betine de Paris
O guri chega da escola e com a maior de todas as certezas afirma:
- Quando eu crescer vou ser paleontólogo!
Tá, ele ama dinossauros, mas ninguém afirma o que vai querer ser tão categoricamente sem um motivo.
Conversa vai, conversa vem, e a resposta chega:
- Mãe, eu sou tão ruim no futebol, nunca faço um gol!
É, com 5 anos ele já percebeu que não tem muito talento para o esporte. Deve ser genético. Ninguém tem talento aqui em casa.
Aí já começamos a nos preocupar se ele vai ser o eterno reserva do time. Aquele que ninguém vai chamar. O último das rodinhas. Então, tem o campeonato do ano da escolinha e descobrimos que o guri é titular!
Eu jurei que ia sofrer com a falta de talento, até descobrir que nenhum dos meninos da escola tinha nascido para ser Ronaldinho.
E no final de tudo, todos tiraram fotos com suas medalhas de participação. E no outro dia, tenho um jogador em casa. O melhor de todos. É surpreendente ver como as crianças superam e esquecem os problemas que eram enormes em um dia, e no outro, sumiram. Foi só fazer parte do time, só ir lá e ficar correndo sem encostar muito na bola, só participar e comemorar no final.
Só as crianças que ganharam sabiam o resultado do campeonatos.
Os outros cinco times se achavam vencedores.
Não tinha placar, mas havia gols.
Nenhum menino perguntou o resultado do jogo.
Só os pais que questionavam, xingavam e gritavam feito doidos na plateia.
Eu assisti quietinha. Esperando que ele conseguisse pegar na bola. Sabendo que estar no time já era muito para ele.
E é assim que as mães tem que ser. Comemorar cada migalha de sucesso. As crianças não precisam saber o resultado dos jogos. Tudo que eles precisam é de um sorriso e uma abraço no final. Eles não se importam, ainda. E não sabem o quanto são mais felizes e sábios por isso.
Competir é coisa de adulto. Criança quer brincar.








Betine, não esquenta quando o guri não tem talento para “Ronaldinho”, quem sabe pra “Tafarel”?
Quando o cara não da certo na linha ou ele desiste ou é teimoso e vai jogar no gol, hahahhahahahahahah
Betine, ADOREI teu texto!!! Sinceramente, nem gostaria que o Santiago se destacasse no futebol. E o medo das marias chuteiras? Hehehe
Mãe de menino sofre com isso né???? Pai fica idealizando. Que vai jogar bem, se dar bem na vida… que é fácil….
EU NÃO QUERO. Jogador vai morar na Europa, geralmente não faz faculdade… e fica longe da mamãe…. EU NÃO QUERO!!!!! Nem jogador, nem contador (igual a mamãe), nem Engenheiro (pra trabalhar com o pai)… Tres profissões dificeis de lidar… Só quero que ele saiba escolher e ser feliz….
Catia, penso E-X-A-T-A-M-E-N-T-E como tu. Quero meu filho com uma vida regradinha e perto da mama. SEMPRE. Hehehe.