Entrevistas, It Mommies

A marca da paixão: Karina Capaverde Bozouian e Caio

Fotos Priscilla Borges

Por Paula Tweedie

“Abri um bar na Cidade Baixa para conhecer a mulher da minha vida”, diz o empresário Marco Bozouian (50), casado com a publicitária Karina Capaverde Bozouian (32). Na época, Karina era dona de uma agência de publicidade e foi apresentada ao Marco por um ex-funcionário seu, que também era sócio de Marco no empreendimento que durou o tempo suficiente para que o namoro dos dois engatasse de vez. “Hoje trabalhamos juntos. Sócia do meu pai na franquia da mostra de arquitetura, decoração e paisagismo Casa Cor Rio Grande do Sul, sou responsável pelo marketing e operacional. O Marco, que é engenheiro de formação, fica com a parte técnica. Minha mãe, Vera Capaverde, é arquiteta e também assume a parte de relacionamento com os arquitetos expositores. E o meu pai, Valdecir Santos, é administrador e o diretor-geral do negócio. Com cerca de 100 profissionais envolvidos em mais de 60 projetos na edição de 2012, é possível dizer que a Casa Cor RS é, sim, uma grande família.”

Juntos desde 2005, Karina e Marco casaram-se em outubro de 2006. “Em 2008 acabei engravidando, porque sempre fui um pouco atrapalhada com a pílula. A menstruação atrasada e o sonho do Marco de que eu estaria grávida me deram vontade de fazer um teste de farmácia. O resultado foi positivo. Aí fiz o exame de sangue, mas na hora de ler, achei que tinha dado negativo. Li 5, mas era 5 mil. Como o resultado dos exames de farmácia e de sangue foram contraditórios, o Marco ligou para o laboratório para checar e aí descobriu o meu equívoco na leitura.”

Na primeira gravidez, Karina não enjoou, mas teve sangramentos. “Um dia, na ecografia, fui avisada de que não havia mais batimento fetal. Mesmo antes do anúncio médico, o Marco, que sempre me acompanhou em todas as consultas, percebeu que tinha alguma coisa errada porque não ouviu aquele barulho de praxe do coraçãozinho. Eu e a minha ginecologista achamos melhor fazer curetagem no mesmo dia. Não quis esperar por uma possível expulsão do meu organismo para não prolongar o sofrimento. Por mais que a gravidez não tivesse sido planejada, já estava curtindo a ideia de ser mãe. Muitos amigos já sabiam da novidade e até roupinhas o bebê já tinha ganhado. Não foi fácil ter uma gestação interrompida. Passei por uma fase difícil, de muitos questionamentos internos. Quando as pessoas sabiam que a gravidez não tinha vingado vinham me contar casos de mulheres próximas que passaram pela mesma situação. Não sabia que esse problema era tão comum. De qualquer forma, na segunda gravidez, esperei as primeiras doze semanas antes de comentar com os outros. Não queria ter que enfrentar o mesmo constrangimento de dizer que não esperava mais bebê se algo desse errado de novo.”

Karina, que tem uma irmã, diz que sempre se imaginou mãe de menina. “Curioso é que quando engravidei pela segunda vez, desconfiei que teria um menino. Na ecografia dos 4 meses, a médica não deu certeza, mas achou que fosse menina. Depois na ecografia dos 5 meses é que veio a confirmação do sexo, de que eu realmente teria um menino. Nossa, nunca imaginei que seria tanta alegria! Adoro ser mãe de menino!!! Meu filho é muito carinhoso. Sou tratada como a rainha da casa.”

Em relação ao parto, a publicitária não é radical. “Confesso que tenho um pouco de medo de cesareana, porque cirurgia é cirurgia, sempre tem risco, mas acho que parto normal é o tipo da coisa que não dá para forçar. É legal quando acontece de uma forma natural, como foi comigo. O Caio, por exemplo, nasceu exatamente com 40 semanas de gestação, no dia 17 de setembro de 2009. Acordei no meio da noite, já com contração de 15 em 15 minutos. Liguei às 3h da manhã para a minha ginecologista, morrendo de vergonha do horário. Dei muita sorte porque ela já estava no hospital, de plantão. Então, foi o tempo de colocar a minha roupa, pegar minha mãe em casa e ir para o Mãe de Deus. Cheguei às 4h com 5 cm de dilatação. Às 5h, já estava com 8 cm. 1 hora depois, cheguei nos 10 cm. O Caio nasceu às 7h. Quando me perguntam se doeu, eu sou franca: sim, muito! A dor é punk. Mas se eu tiver outro filho quero passar de novo por isso. Acho que a mulher tem que sentir a dor do parto, isso faz parte da experiência da maternidade. Além do mais, depois que a gente toma analgesia tudo fica diferente. Não sentia mais nem as contrações. A médica é que tinha que me avisar quando a contração estava vindo para eu fazer força. E não demorou para o Caio nascer, não. Ele veio na terceira ou quarta força que fiz. Sabe o que chegou a ser engraçado nessa hora? O médico alcançou o lencinho para o Marco limpar o bebê e adivinha o que ele fez? Enxugou as lágrimas (risos).”

Passada a emoção do nascimento, que pode ser assistido também por sua mãe, Caio foi diagnosticado com pneumotórax e precisou ficar internado dois dias na UTI. “O próprio organismo dele acabou absorvendo o ar que ‘escapou’ dos pulmões. Ainda bem que só soube do risco que ele correu depois de tudo. Resolvido isso, achamos melhor não voltar para casa. Morávamos num apartamento de um quarto. Fomos passar uns dias na minha mãe até que o apartamento que tínhamos comprado na planta ficasse pronto. Assim todos ficariam melhor acomodados. Mas o que era para ser dias transformou-se em um ano e meio, porque a construtora atrasou a entrega das chaves. Foi uma novela. Inclusive a arquiteta que tinha projetado um quarto de bebê precisou adaptar o projeto para uma suíte kids. Casa de mãe é casa de mãe, né? É com ela que conto em todos os momentos da minha vida e espero que a minha relação com o Caio também seja de tanta cumplicidade assim.”

“O Caio ainda não está na escolinha. Talvez por comodismo, tenho adiado isso… Até novembro do ano passado ele tinha uma babá, a Amanda, que o acompanhava desde os 5 meses de vida. Quando ela mudou de cidade, precisei readaptar a rotina do meu filho. Agora, enquanto trabalho, ele fica na casa da minha mãe, sob os cuidados de uma funcionária de muitos anos da família.”

Feliz com seu casamento, Karina diz que em 2016 pretende fazer uma renovação de votos.

“Também penso em ter outro filho, sim, mas não agora. Vou ter outro filho quando sentir que é a hora. Quero que ele seja planejado.”

“Não vou engravidar por pressão da família e dos amigos. Por uma questão de logística, não teria como ter outro bebê neste momento.”

 

“A maioria diz que é muito mais fácil criar duas crianças com pouca diferença de idade, mas nunca tive pressa em engravidar rápido de novo para ‘fechar a fábrica’. Maternidade tem que ser prazer, não obrigação.”

“Criança exige atenção full time. O Caio mamou até 1 ano e 1 mês, sendo que até os 6 meses foi exclusivamente no peito. Na verdade, acho que ele ainda é um nenê. Não quero ter um filho atrás do outro. Quero esperar que o Caio esteja mais independente para que o dia que eu engravidar de novo eu possa gerenciar numa boa os dois filhos. Enquanto isso, vou curti-lo bastante.”

“Não existe nada que um beijo de filho não cure!”

“Apesar do aumento de peso (Karina engordou 13kg na gestação de Caio) e da dificuldade de se vestir, é muito bom estar grávida. Quero passar novamente por essa experiência.”

“Escolher nome de filho é uma tarefa complicada, por ser algo tão definitivo. O nome Caio foi escolhido com quase 9 meses de gestação.”

“Estou louca que o Caio tire a fralda, mas sei que o processo de desfralde é delicado, então procuro não forçar a barra.”

“Minha vida mudou depois da maternidade. Agora eu sei que tudo que fizer tem uma consequência não só para mim, como também para o Caio.”

“Ele é uma paixão, super carinhoso, super querido!”

Caio em seu quartinho que já foi mostrado em detalhes aqui.

Fiquei apaixonada por essa criança! Vocês acreditam que o Caio me presenteou com desenhos dele? Fofo!!! Quando cheguei em casa, mostrei tudo para o Santiago. Tenho que apresentar esses dois…

“Fiz a minha primeira tatuagem aos 14 anos. Hoje tenho 9. Não me arrependo de nenhuma, muito menos a que tem o nome do meu filho. O Marco tinha medo de se tatuar, mas depois que viu essa minha homenagem ao Caio também resolveu fazer a dele. Não existe paixão maior do que se tem por um filho.”

Se o meu filho fosse…

Um filme: Toy Story
Um livro: Pinocchio
Uma música: Festa do estica e puxa
Uma flor: alecrim, que conforme a “galinha pintadinha” é a flor do campo e combina comigo e com ele que já está mostrando que vai ser chegado às panelas como a mãe.
Um prato: batata-frita com ketchup
Uma cor: azul
Um animal: um macaquinho
Um sentimento: alegria
Um local na cidade: nossa casa
Um tipo de roupa: uma calça jeans que tá sempre pronta pra qualquer situação!
Um perfume: talco
Um sabor: chocolate
Uma palavra: amor
Um objeto: uma jóia preciosa
Um tipo de brinquedo: urso de pelúcia
Uma parte do corpo: coração, onde “mora” o sentimento mais profundo de uma mãe pelo filho.
O que a mamãe sonha para o futuro: que meu filho seja feliz, e que cresça fazendo o bem aos outros, consequentemente ele será cercado por amor.

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8 Respostas para “A marca da paixão: Karina Capaverde Bozouian e Caio”

  1. Em 30 de junho de 2012 em 16:56 Juliana Vargas respondeu com ... #

    Kaka as fotos ficaram lindas! Esse teu filho é um amor mesmo. Manda um beijo da amiguinha dele… hehehe. Parabéns por essa família querida!!!

    Bjs

    • Em 2 de julho de 2012 em 11:38 paula respondeu com ... #

      Juliana, não sabia que vocês eram amigas! Que legal!!! Mundinho pequeno…

  2. Em 30 de junho de 2012 em 23:18 Marlene respondeu com ... #

    Karina achei muito interesante o que voce relatou!
    Parabens pela familia que voce tem!
    Esse filho lindo de voces bjsss!

    • Em 2 de julho de 2012 em 11:38 paula respondeu com ... #

      Marlene, obrigada pela participação! Beijos

  3. Em 2 de julho de 2012 em 17:09 Ana Paula L. Jung respondeu com ... #

    Kaká.. Adorei a entrevista!! O Caio ta enorme e lindo ou melhor a família toda esta linda!! Saudades.. bjos

    • Em 2 de julho de 2012 em 17:26 paula respondeu com ... #

      Ana Paula, obrigada pelo recadinho pra Kaká!

  4. Em 5 de julho de 2012 em 17:10 Laura Pasquali respondeu com ... #

    Parabéns pela entrevista! Essa família é um amor!
    Muito queridos!
    Beijos

    • Em 5 de julho de 2012 em 17:12 paula respondeu com ... #

      São todos queridos! Mas vamos combinar que o Caio não existe, né? Até desenho me fez! Fofo!!!

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