Carina Pellenz Carvalhal atenta à educação de Laura e Martina
Por Paula Tweedie
Educação. Essa é a maior preocupação da dermatologista Carina Pellenz Carvalhal (40) e do urologista Eduardo Franco Carvalhal (39) em relação às filhas Laura (7) e Martina (4). “A primeira coisa que me chamou atenção no Eduardo foi a gentileza. Ele é naturalmente elegante. Valorizo muito isso nas pessoas. Temos que aprender a ser agradáveis desde cedo. Sempre digo para a Laura e a Martina não fazerem ao outro aquilo que não gostariam que fizessem com elas”, garante Carina.
O casal de médicos se conheceu no primeiro ano de residência, em 1996, num plantão de emergência. “O Eduardo me convidou para comer uma pizza. Eu estava sozinha e aceitei. Em seguida, começamos a namorar. Fui extremamente bem recebida pela família dele, tanto que depois de um tempo fui morar com eles, já que os meus pais são de Caxias do Sul e não tinham condições de me manter em Porto Alegre. Em 2000, o Eduardo e eu fomos fazer um pós no exterior. Fiquei seis meses fora e o Eduardo um ano e meio. Mesmo sem ele no Brasil, continuei na casa do sogro e da sogra. Eles me adotaram como uma filha. Nunca vou esquecer disso… Na volta do Eduardo a Porto Alegre, achamos que já estávamos prontos para dar um passo à frente. Casamos!”
Carina conta que logo de início tinha deixado clara a vontade de ser mãe. “Numa das primeiras vezes em que saímos, perguntei ao Eduardo se ele pensava em ser pai. É um risco fazer tal questionamento a um homem no começo de um relacionamento, né? Mas se a resposta fosse negativa, provavelmente não estaríamos casados hoje. Desde que parei de brincar de bonecas já sonhava com a maternidade. Sou apaixonada por crianças.”
A médica diz que tinha muita vontade de contar ao marido que estava grávida de uma maneira bem original, mas não conseguiu. “Estava em São Paulo, participando de um congresso, e pedi ao Eduardo que retirasse um exame de rotina. Não achei que estivesse grávida, porque tinha endometriose, com um padrão bem intenso de dor. Há bastante tempo usava comprimido de uso contínuo, mas engravidei rápido, apenas três meses depois de parar a pílula. Não conheço nenhum caso em que o homem tenha contado à mulher sobre a gravidez. Vocês conhecem? Acho que o meu é o primeiro (risos). O Eduardo ficou bem feliz com a novidade e, no dia seguinte, mandou flores para o hotel onde eu estava hospedada com o seguinte cartão: ‘Voltem logo. Estou esperando vocês’. Foi emocionante.”
Nessa época, Carina trabalhava dois dias por semana em Caxias. “Atendia meus pacientes lá às terças e quartas feiras e voltava para casa. Fiz isso até a metade da gestação da Laura. Até que começou a ficar pesado e achei melhorar pegar mais leve.” Na primeira gravidez, a médica teve uma gestação pélvica, o que dava muitas dores no quadril. “Fiz vários tratamentos, inclusive de fisioterapia. Mas tudo passou quando a minha filha nasceu.”
Laura veio ao mundo no dia 24 de novembro de 2004. “As contrações começaram com 34 semanas, mas aguentei firme até as 37. Durante três meses, parei de trabalhar. Depois fui retomando a rotina aos poucos. Como morava perto do consultório, conseguia amamentar entre as consultas.”
Carina não esperou muito para engravidar de novo. “Em 12 de novembro de 2007, nasceu a Martina. A segunda gravidez foi mais tranquila, porque me cuidei desde o início. Queria muito que a Laura tivesse uma irmã. Educo as minhas filhas para que cresçam parceiras, amigas, cúmplices. Uma nunca estará sozinha tendo a outra.”
“Só não tenho coragem de ter o terceiro filho por falta de estrutura. Minha família mora em Caxias. Sinto não ter meus pais por perto. Com eles aqui tudo seria diferente…”
“A Laura e a Martina são apaixonadas pela minha mãe. Quando vou a Caxias, levo as gurias junto. A Laura, que é a mais velha, sempre foi muito corajosa e inclusive já passou férias sozinha na casa dos avós. E, quando a minha mãe vem nos visitar, as duas ficam muito tristes quando ela vai embora…”
“Às vezes, me arrependo de não ter engravidado das gurias mais cedo para que elas tivessem convivido mais com a avó paterna. A mãe do Eduardo conheceu a Laura, mas não a Martina.”
“O Eduardo trabalha bastante. Hoje as gurias já entendem que quando ele não está junto é porque precisa ajudar outras pessoas.”
“Admiro a dedicação do meu marido. Ele tem muita disposição para conciliar a vida pessoal e profissional. Já aconteceu dele visitar um paciente às 22h porque antes levou as filhas ao espetáculo Disney On Ice.”
“Gosto da tranquilidade do Eduardo. Ele tem muito jeito com as gurias, consegue passar os conceitos de educação numa boa, sem brigar.”
“Um dos programas que gostamos de fazer juntos é andar de bicicleta.”
“Laura gosta de estudar, faz inglês e tem aula de piano. Conhecida como devoradora de livros, tem sempre uma publicação na mochila para se distrair caso a mamãe aqui chegue atrasada para buscá-la na aula.”
“Mas vocês acreditam que ela também gosta de esporte? Sim! A Laura patina, joga tênis, e faz natação.”
“Martina também adora natação, mas no momento não está praticando porque tem otite de repetição. Já colocou dreno nos ouvidos três vezes.”
“A Martina faz amizade rápido. Está sempre de bem com a vida. É fácil conviver com ela.”
Com mestrado em dermatopediatria, Carina está sempre de olho na pele das suas pequenas. “Procuro ir com elas para o sol nos horários mais tranquilos, passar protetor, colocar óculos escuros, mas não esqueço o bom senso… Minhas filhas são crianças. Querem aproveitar!!! Não precisam deixar de curtir a praia…”
“Faz dois meses que elas não têm mais babá e já noto muita diferença desde então. Elas estão mais independentes, mais responsáveis e até mais educadas.”
“Como agora sou eu que dou banho, já aproveito o momento para conversar e ensinar algumas coisas… Querem um exemplo? Se na escola sei que elas aprendem a importância de poupar água, lembro que não podem ficar muito tempo de baixo do chuveiro porque isso prejudica o planeta.”
Vocês viram os quartinhos das gurias ontem aqui no site? Lindos!
Se a Laura e a Martina fossem um…
Filme: Bratz / Pollypocket
Livro: Judy Moody / Qual é a cor do amor
Música: Fico assim sem você / Aquarela
Flor: Amor perfeito / Amor perfeito
Cor: azul claro / rosa
Animal: cachorro / gato
Sentimento: amor / amor
Local da cidade: Livraria Cultura. Clube Juvenil
Tipo de roupa: mini-saia / vestido
Perfume: Zara Girls / Zara Baby
Sabor: chocolate / morango
Palavra: energia / alegria
Objeto: livro / máquina fotográfica
Tipo de brinquedo: jogos / bonecas
Parte do corpo: boca / olhos
O que sonha para o futuro… Sonho em ver as minhas meninas se transformarem em mulheres felizes, realizadas e independentes, sem nunca esquecerem do amor e dos valores que receberam da nossa família.























Parabéns pela linda reportagem! Essa família é nota 10!
Obrigada, Ana Clara!
Linda entrevista! Parabéns! As 3 estão muito parecidas.
Obrigada, Clarissa! Muito parecidas, né? Também acho…
Meninas!!!!!
Vocês estão lindas, em perfeita sintonia!!!!!
A Carol quis ver umas 10x…..
Bjus
Juli, Tina e Carol
Que legal, Juliana!