O lado b da maternidade
Por Paula Tweedie
Gurias, super A-M-E-I o post de ontem da Raquelzita. Vocês já leram aqui? Achei querido e, ao mesmo tempo, engraçado. Até lembrei de outra função que desempenho em casa: sou também tradutora. O Santiago fala pelos cotovelos, mas entendê-lo que é bom, só a mamãe aqui…
Bom, voltando ao tema, quando fui divulgar o post da minha amiga no Facebook, acabei encontrando outro interessantíssimo. A dica de leitura foi da It Mommies Nurit Masijah Gil. Lembram dela? Já adianto que o texto, de quem infelizmente não sei a autoria, não tem nada de meigo, nem educado. É punk, mega exagerado ao falar sobre “o lado b da maternidade”, mas super inteligente e engraçado. Acho que muitas de vocês vão gostar… Outras detestar… Enfim, a Raquel e eu queremos é colocar lenha na fogueira. Hahaha.
Bom final de semana ao lado dos filhotes e muitas, muitas, muitas risadas…
Beijos, Paula
“O LADO B DA MATERNIDADE
Me deu um ataque sincericida. E de tanto ver mãezinhas falando oh- como- a- vida- é- boa-como- filho- é- mágico, que resolvi falar a verdade. Segurem. O que nunca ninguém me contou: (Por que meu deus? Por que?) Que aquelas fotos de book gravídico são tudo uma farsa. Mães sorrindo placidamente segurando a barriga e olhando o mar é photoshop emocional. Tudo atriz. A verdade é que na gravidez a gente incha, vira uma orca com elefantíase. Não acha posição na cama, se sufoca com a própria barriga, vive num mundo paralelo. Um mundo regido por hormônios. Que ora estão de bom humor, ora não. E ora não ora não ora não……. Que passamos 9 meses numa montanha russa emocional com direito a vômitos. Muitos vômitos. Além de diarréias e gases em profusão. Sem contar as hemorróidas. Que quando vamos fazer ultrassom ou exames de sangue quase temos um ataque cardíaco de medo. Que acendemos velas, invocamos orixás, jogamos pipoca pra cima e sal grosso pra baixo. Fazemos promessas pra que no temido morfológico apareça o osso nasal, vinte dedos e um coração que bate. Que vamos todas corajosas levantar a bandeira do parto normal. Porque é o natural, é assim que deve ser. Sou forte. Sou índia. Vamo lá ficar de cóccix e botar uma vida pra fora. Só que atrás dessa bandeira estamos si-ca-gando de medo de aquela alcatra arregaçar nossas partes pudendas para todo sempre. Optamos então pela cesárea. SIM OPTAMOS, porque vivemos no Brasél e aqui pode se optar por. Mas claro que nas rodas matérnicas vou dizer que não foi opção, que minha filha tava com cabeça pra cima, que não tive contração e muito menos dilatação (na verdade, meu corpo usou esse mecanismo de defesa contra o medo) e dá-lhe cesárea. Mas quem disse que esse tipo de parto é simples, lindo, pimpão? Um corte de ponta a ponta na sua barriga do tipo ligue os pontos, formam um ‘smile’, aquela carinha sorridente, e que quando você olha no espelho, tem vontade de chorar e pensa: putaquepariu, me cortaram de cabo a rabo, nunca mais vão me amar. Mas isso não é nada perto do que esta por vir. O neném. Sim, o neném. Dizem os livros, revistas, amigos e parentes que você deve se sentir, (veja bem DEVE no sentido de dever, não de probabilidade), arrebatado por uma amor incondicional assim que pega seu filho nos braços. An. E é nessa hora que você tem que dizer: meu deus que coisa linda! E foi nessa hora que eu disse: meu deus é um joelho? É amor? Explosão de felicidade? Na hora do parto? Cheia de agulhas enfiadas nas veias? Com um corte de 10 cm da sua barriga, com oito camadas suas expostas à uma equipe que conta piadas de judeu enquanto cavoca o seu útero e joga uma gaze suja na sua coxa? O que chamam de amor eu chamo de me tirem daqui. Aflição. Só Madre Teresa, se não fosse Madre, sentiria essa amor imediato pulsante, incondicional, acredito eu. Ou Dalai lama. Tenho uma amiga foi um pouco mais além, mas cada um sabe de si, né? “Tirem esse verme daqui” foi o que ela proferiu quando viu seu bebê. Acontece, gente. Quem é mãe sabe que acontece, mesmo que vocês abafem isso e guardem num baú a 18 palmos da terra esse tipo de emoção. Isso volta hein? Hora ou outra isso volta pra você. E melhor jogar pra fora. E não precisa ser taxada de psicopata por isso, os hormônios estão ai pra isso, pra culpar-mo-lhos. Assim como a depressão pós parto. Lindo. Uma criança saudável, faminta, com cabelinhos até! mas que chora pra caralho. Uma criança que é capaz de chorar por 10 horas seguidas. Não há amor incondicional que suporte o Baby Blues sem sucumbir. Nesse momento você olha para a janela do hospital. Confere se é alta. É alta. Sim!!!Pensamentos suicidas ou homicidas (que inclui todos aqueles parentes distantes que vão te ver pelada no hospital), passam a todo instante na cabeça das pobres mães. É, pobres mães, porque a gente não tem culpa de ser nardoni nessas horas. É uma coisa de deus, ou do diabo sei la. Mas não é da gente. É do universo, porra. Daí ce leva o verminho pra casa, já sentindo alguma afeição entre um bocejo e outro, entre uma regurgitação e outra, entre um putaquepariu e outro. Ele ri, você ri, ele chora, você chora, ele ri, você chora, você chora e ele chora, choramos. Choramos muito. Choramos por cansaço, por não saber lidar e por solidão. Sim solidão. Sentimos uma solidão intrínseca-visceral. Mesmo com alguenzinho grudado em seu peito, nos sentimos sozinhas. Adultas sozinhas, adultas crianças. Somos crianças e mais uma vez choramos. Desamparadas pela vida e por todos os nossos entes queridos mesmo que eles estejam no mesmo cômodo que nós. Não dá pra explicar. Só quem já foi mãe de um bebê de 1 mês sabe. SABE SIM do que tô falando. Não dissimulem. Daí ele cresce um tico, já levanta aquela cabeça balançante tipo cachorrinho- de- porta- mala- de- carro-de-pobre e você pensa WOW, tomara que comece a andar logo, minhas costas não aguentam mais esse peso. Quem ele pensa que eu sou? Um burro de carga? E lá vai você fritar bife com o pingente no colo; fazer cocô com ele te sorrindo no bebê- conforto posicionado estrategicamente a frente do vaso sanitário, tomar banho enquanto ele cochila escorado por almofadas na sua cama “e se ele virar e cair?” daí ce corre do banho enrolada precariamente numa toalha, pingando sangue. Ahhh sim, ninguém me disse que eu hemorragiria por quase 90 dias após o parto. E que gastaria em modess o equivalente a um Sandero 2012. Fora as vezes que você tem que almoçar com com ele penduradinho nas suas tetas. Quem nunca? Tetas. Tetas sim. Seios não pra quem nunca amamentou. Porque a gente se sente uma vaca. Uma vaca esperando a hora do abate, que nunca chega. Quantas vezes esqueci, ou não deu tempo de jantar, de tomar banho, adiar o xixi ate sua bexiga implorar por um Pyridium na veia? Fora a vaidade. Que vaidade? Passamos a evitar colares, pulseiras, brincos e anéis, porque machucam os bebês e eles podem arrancam e se você tiver um milésimo de segundo distraída eles enfiam na boca e engolem felizes o seu anel de ouro rosa da Vivara, aquele que você que tá pagando a quinta parcela ainda. Corremos pro hospital preocupadas com a saúde deles, em prantos, e depois que o anel sai esquecemos eles no canto e vamos lá limpar toda a bosta da nossa jóia, amaldiçoando a nossa criança. Daí começam a andar, ahhhh que legal o andar! Essa fase é mágica, se você mãe, for maratonista. Por que só assim pra dar conta de correr atrás de 80 centímentros hiperativos all day long. Você cansa. Cansa demais e pensa… porque ele foi andar tão rápido meu deus?! Na verdade eles não aprendem a andar e sim a correr. Já nascem Robson Caetano. Começa aí a aparecer alguma independência. Ufa! Você já pode ir pra cozinha cortar meia cebola enquanto ele fica na sala enfiando o controle remoto na boca, e você pede pra tirar, e ele põe e você pede e ele põe, ad infinitum. Daí ce desiste e aproveita pra chorar botando a culpa na maldita cebola. Mas leitoras, não é a cebola que te faz chorar, é o seu filho, não se enganem. Ter um bebê exaure, suga, chupa sua força. Ter uma criança exaure, suga chupa, engole, extingue suas forças. Dizem que na adolescência essa progressão aritmética piora. Oremos. Falando em orar, eu até rezava antes de dormir, quando grávida. Depois n-u-n-c-a mais lembrei. Esqueci o Pai Nosso, o Salve Rainha, a Ave Maria. Só lembro do Credo. Credo que canseira, credo que feia que eu tô, credo que gorda, credo que vida!!!!Vida social, esquece. Vida social de mãe de bebê é ir no supermercado e compartilhar os benefícios do Prebio1 no corredor de leite em pó. É saber que a Pampers absorve bem menos xixi que a Huggies, mas pra cocô é excelente. E o cocô hein? Milho inteiro e confundir beterraba com sangue é motivo recorrente de pânico pra mães desavisadas. Dá-lhe pediatra. Pobre médico de mãe de primeira viagem; esse ser é o que mais sofre. É cada pergunta, que hoje, quando lembro que liguei as 5 da manhã pra perguntar o que fazia com uma picada de pernilongo, me faz querer morrer. Mentira. Foda-se o médico. Ninguém mandou ser pediatra. Aí chega o momento de os pimpolhos frequentarem a escolinha. Você começa a vislumbrar a sua independência. Seus braços ficam livres por meio período e você pode dormir. Pode? Não, não pode. Você tem que lavar louça, roupa, chorar, fazer comida, chorar, trabalhar, chorar, tomar banho-se der- e ir buscar ele na escola. O que você fez nessas quatros horas? Viveu? Não. Sobreviveu a mais um dia. Tipo AA – mais um dia. Se você for casada, chega a noite, entre um acordar e outro de seu filho, vem maridão encostar o pé gelado no seu. Se ele tiver sorte, você nem acerta o saco dele. Mas a intenção é essa. E quando você não tem marido, você se sente uma miserável por nem ter um pé gelado pra se enroscar com o seu. E quando calha de além de ingressarem na escola, os filhotes desmamarem? Ohhhhh independência máster. E se adicionar o desfralde? Isso é vida!! Engano ledo (mais um). Xixi por toda a parte, xixi de noite, xixi de dia, xixi na calça, xixi na cadeirinha do carro, xixi no shopping. Fora o cocô. Vida de cão. Nessas horas seus peitos já estão no chão, junto com sua auto estima. Peitos no chão, perna mijada, feijão no dente, cabelo bicolor. Reze pra estar na onda do ombrè hair na época que seu filho nascer. Ou melhor antes de nascer, porque na gravidez é expressamente proibido tingir o cabelo (mas isso burlamos, viu ginecos? Temos técnicas transcendentais para isso) Fora isso tudo aí supracitado, tem as birras em locais públicos e não públicos, tem os pesadelos, tem o terror noturno, tem o vamos brincar quando você chegar do trabalho, tem o não quero brócolis só chocolate, tem o posso dormir aqui com você, tem o………. A lista é infinita e minha filha não tem nem 3 anos. Mas sou a favor da sinceridade para com as outras mães. Conto. Conto tudo mesmo, para que pensem 2, 3, 4, 8 vezes antes de abrirem as pernas sem camisinha. Ser mãe é padecer. O paraíso é história pra boi dormir. – eu podia ter tido um filho boi. Pelo menos dormia. (apagar)
PS1: Claro que tem o lado A, mas esse todo mundo conta. Quando sarar minha TPM eu conto.
PS2: Excluir esse post do blog assim que Lulu for alfabetizada.”
Em tempo: A leitora Karina, mamãe do João Guilherme, informa que o texto é de Giuliana Vaia, do blog Lulu Não Dorme. Obrigada pela informação, Karina!







Achei super divertido o texto! E acho que assim mesmo é a maternidade: a gente consegue dar risada de todos os “percalços” porque o Lado A vale muuuuito a pena!
Inclusive reconheci o texto: é do blog “Lulu não dorme”. A mãe-blogueira, a Giuliana, é muito divertida, sempre dou muita risada quando leio so textos dela!
Beijos
Karina
Karina, super obrigada pelo crédito! Vou colocar no post. O texto é ótimo, né? Achei muito inteligente. Não conhecia o blog da Giuliana, mas ele acaba de entrar na minha lista de favoritos. Valeu a dica!
Muito bom o texto, e faz a gente repensar os planos sim…hehehe.
Achei a autora:
http://lulunaodorme.blogspot.com.br/2012/06/maternidade-o-lado-b-ou-vida-como-ela-e_11.html
bjs
Livia P, a Karina me deu a dica e já acrescentei essa informação ao post. O blog Lulu não dorme já está nos meus favoritos!
Eu amei esse texto qdo vi pela 1° vez, é ótimo!!! É desse blog aqui, “Lulu não dorme”, delícia de se ler!!!
http://lulunaodorme.blogspot.com.br/2012/06/maternidade-o-lado-b-ou-vida-como-ela-e.html
Patricia, não conhecia o “Lulu não dorme”! Que descoberta incrível!!! Já está na minha lista de favoritos.
Hehehehehe credooooo!!!! Mas vamos ser sinceras?! Ser mãe eh, além de lindo claro, cansativo!!!! Muitooo!!!
adorei o texo, mto engraçado!!! Beijos!!!!
Rê, que tpm forte, né? Risos. A autora Giuliana Vaia está de parabéns pela sinceridade. Achei o texto inteligente e divertido… Beijos
Muito engraçado! Exagerado, mas nem tanto… talvez na escolha das palavras, mas são fatos! Imagina com duas! kkkkkkkkk
Tati, nem imagino… Quero tanto ir para o segundo filho, mas ainda não tenho coragem. Hahaha
Gurias, adorei…é isso mesmo…é bom, mais é ruim….e se acham que um dá trabalho…dois é uma loucura total…ainda bem que já nao sou muito “certinha da cabeça” assim vamos sobrevivendo…E viva nossas criações (filhos) q hoje não sabemos como eram nossas vidas quando eles não existiam….
Lisi, semana que vem entra no ar uma entrevista de uma mãe que garante que criar dois filhos é muito mais fácil do que um. Eu não sei não… hahaha Beijos pra ti e pra tua família
Não pensa mto Paula, pq se pensares….hehehehe bjs e um ótimo final de semana!!!!
Re, a primeira vez não foi pensada e eu pirei na gravidez… Queria que a segunda vez fosse totalmente planejada. hehehe
Renata port, tenho 30 anos. Acho que dá para curtir mais o Santiago antes de pensar em outro baby, né? Quem sabe assim a coragem vem com o tempo, Rê? Hehehe
Gente…. eu ri demais!!!!!!!! E o pior é ler isso e reconhecer que muito provavelmente eu jamais leria este tipo de texto antes de ser mãe, para estar “avisada”. Q bom hehehhehehehehhe!!! Beijos
Sigrid, eu também ri muito. E fiz a minha mãe rir também. Li pra ela! Hahaha Pensei em ler para o marido, mas desisti. Será que um homem também se divertiria com esse texto? Hehehe
Paula! Mostrei ontem para o meu marido e ele ROLOU DE RIR!!! Bom humor é tudo!!! PS: AMEI TE CONHECER
Sigrid, ele gostou? Que bom!!! Achei que os homens não fossem achar tão engraçado… Eu também ADOREI te conhecer!!! Beijos
hahahahah… eu chorei de rir! No duplo sentido!
Digo sem culpa que poderia ter escrito esse texto, principalmente quando tive depressão pós parto.
O importante é que sobrevivemos e tudo isso compensa o amor que damos e recebemos.
beijos!
Concordo em gênero, número e grau, Rê. hehehe Beijos.
Muito bom o texto, ri muito, gostei da parte do boi.
Tenho 29 anos e minhas duas gestações não foram planejadas, nunca
quis ser mãe, dizia que nunca ia ter filhos e minha irmã queria 7 filhos, cá estou
eu com dois filhos e ela solteirona curtindo a vida, hehe!
Abraços!!!
Giselle, a minha gravidez também não foi planejada e sofri bastante até entender todas as mudanças pelas quais precisaria passar… Mas ainda bem que a mamãe natureza não perdoo o meu pequeno deslize. Sou uma pessoa muito mais feliz hoje.
Hehehe muito engraçado o texto, me diverti! Ninguém disse que era fácil, né?!
Mas precisava ser tãoooo difícil??? Quando relembro o primeiro ano do Santiago chega a me dar um arrepio. Hahaha
kkkkkkkkkkk eu já conhecia o texto, Paula…tudo de bom…tem uma conhecida minha que diz assim:”tenha filhos e conheça a vida selvagem”.Adoro!!!!!!
Selvagem? Adorei!!! Hehehehe
Afff…cômico, verdadeiro e um pouco ácido…mas enfim a maternidade também é isso.
Bjs
Um pouco ácido? Muito ácido, né? Hehehehe mas achei muito bem sacado. Beijos
Ri muito!
Há passagens clássicas…hahaha!
Bjs
Que bom! Rir faz bem…. Hehehehe beijos
Gostei do texto, mas preciso comentar que achei a citação do caso Nardoni de extremo mau gosto. Acho inadmissivel citar uma tragédia envolvendo o assassinato de uma criança com tom pejorativo. Há algumas semanas li o post da Paula que citava o caso Madeleine em tom de ironia, e não achei bacana também. Sou fã do blog, acesso diariamente, mas acredito que este tipo de ironia não deveria ter espaço aqui. Bjs
Ana Carolina, Realmente, acho que essa passagem sobre o caso Nardoni não precisava… Sobre o meu post do Rio, sugiro que tu leias de novo. Não houve ironia. Acho aquela história muito triste. Não faria piada com ela. Beijos e obrigada pelo elogio ao site.
Gostei muito, principalmente da coragem da escritora. Engraçado e trágico. Mas tudo passa! E com o segundo é mil vezes mais fácil.
Corajosa, né? Hehehehe Com o segundo é mais fácil? Quem sabe me animo? Hehehehe Beijos
Eu já li umas três vezes e ainda choro de rir. Eu acho que a gente só chora de rir se tem a segurança de que o lado A é maravilhoso, de que amamos nossos pequenos e de que lado B existe sim, mas não invalida toda maravilha. Quando postei num grupo de mães do FB, várias pessoas ficaram indignadas com o texto. Óbvio que ele exagera, mas na minha opinião, tentar negar que existe lado B é tentar viver num mundo de fantasia, cor-de-rosa. Tudo tem lado B, não é?
Mas claro, a gente só chora de rir se nossos filhos já deixaram de ser recém-nascidos… senão, a gente chora ‘de chorar’ mesmo… risos. Beijos
Penso EXATAMENTE como tu, Nurit! Hehehe
Oi Paula,
Sabe que não achei o texto engraçado?! Achei exagerado, agressivo. Acho sim que a maternidade tem um lado B e que nem tudo são flores, mas a ponto de chamar o bebê de verme, se sentir uma vaca esperando para o abate…não sei, para mim, felizmente, não foi para tanto…acho que sobrevivi melhor ao lado B de ser mãe ou talvez minha TPM tenha sido mais light! hehe..Beijos
Tatiane, concordo que a autora exagera em vários momentos mas, de qualquer forma, achei o texto inteligente e engraçado. Provavelmente porque também sofra de tpm. Hehehehe
Não sei nem como começar meu comentário… Tenho 24 anos, ainda moro com meus Pais, minha gestação foi no momento totalmente contrário do que planejávamos, estávamos para entrar no 1º apartamento das nossas vidas, não nos casamos, tudo por conta da chegada do Joaquim. Mas JAMAIS eu pensaria muitas das coisas citadas neste texto, não enganando a mim mesma, de verdade, nada disso passou na minha cabeça. Gente, de onde uma mãe não sente amor incondicional no nascimento do filho, meus batimentos cardíacos foram a 167 na hora que vi meu filho, chorei tanto, me emocionei tanto, algo que nunca senti, nem lembrei do corte, das agulhas, de nada, só flutuei no sonho que estava realizado, meu filho, lindo e saudável nos meus braços, e podendo dividir isso com o homem maravilhoso que me deu esse presente. Eu passo por dificuldades, meu filho mama a 10 meses e 22 dias, acorda 4x por noite para agarrar meus seios, meu filho detesta colocar roupa, chora de manhosinho, por vezes faz birra pra comer, sempre arrumo ele perfeitamente e por vezes me deixo “pode ser assim hje” e saio de cada mais ou menos, mas NUNCA tratei isso como um lado péssimo da maternidade, tá aí o mágico de ser Mãe, é ser firme, forte e passar pelas dificuldades sem achar que ter tido um filho não foi a melhor escolha da vida. Muito pelo contrário, essas dificuldades ficam tão ofuscadas diante do amor, da troca de carinho, das emoções, da doação, do aprendizado dos filhos, que não fazem parte do meu dia a dia. Sem mentira, sem forçar a barra gente, estou falando de todo meu coração, este pensamento deste texto, é muito particular, assim como pode ser que algumas mães achem minha resposta muito particular, mas acredito que uma grande maioria, ainda acha o estado de graça pela maternidade maior e com muito mais coisas boas para falar, do que tudo isso de ruim citado no texto. Achei de mau gosto algumas partes, e sinceramente, com toda verdade que habita o meu coração de Mãe, profissional e esposa, não achei graça, mas respeito quem escreveu, respeito todas as opiniões, mas sou uma mãe muito feliz, realizada e sem stress com as complicações da maternidade, atrasos, dores, gorduras a mais, falta de tempo, qualquer coisa desse tipo, é um pingo diante do amor e do prazer que meu filho traz a minha vida, eu nasci para ser mãe, quero mais filhos, mais e mais! Se Deus quiser eu e meu marido iremos conseguir.
Beijos a todas!
Larissa, entendo e respeito o teu ponto de vista! Que bom que as pessoas são diferentes e gostam de coisas diferentes!
Obrigada! O Blog é meu companheiro diário, gosto e admiro muito vocês duas. Grande Beijo.
É mesmo, Larissa? Tu não tens noção de como a gente fica feliz em saber disso… A-M-A-M-O-S trocar figurinhas com vocês! Super obrigada pelo carinho!!! Beijos.
Que bom saber que tu estás sempre nos acompanhando, Larissa! Ficamos muito contentes com esse retorno… Beijos.
Ah, quero dizer que eu não tenho e nunca tive TPM, não sei o que é isso
hehehe
Tá explicado então! hehehe Beijos
Gurias, desculpa não consegui achar nada engraçado, achei tudo exagerado na verdade.
E olha que tenho TPM ..hehe.
Amo ser mãe com todas as dificuldades que vem no pacote.
Parabéns pelo blog, faz parte a minha leitura diária..adoro..bjs
Silvana, obrigada pelos elogios ao Mães à Obra! A Raquel e eu nos esforçamos bastante para melhorar a cada dia. Em relação ao texto, concordo que ele é exagerado. E muito! Mas, na minha opinião, além de engraçado ele é inteligente. Para te falar bem a verdade, achei que estivesse sozinha nessa… mas pelo comentários que recebi nos últimos dias, parece que muitas leitoras, apesar dos exageros, também riram do Lado B da Maternidade. Beijos
Não posso mentir e dizer que não ri, porque ri, mas ainda assim considero o texto exagerado em certos pontos. Mas confesso, que a interpretação depende do dia em que lemos. Conforme está nossa vida, o enxergamos de uma maneira. E de qualquer forma, apesar de tudo, somos com certeza as mães mais felizes do mundo!
Daniele, tens razão. Tudo depende do humor. Tem dias que achamos uma coisa mais ou menos engraçada. O texto é exagerado, sim, mas tem ótimas sacadas também…
Beijos