A rotina e as descobertas do bebê, De Tudo

O preço das coisas, a origem do dinheiro e o troco

Por Raquel Guindani

O Frederico está com quase 3 anos e meio, e tem demonstrado bastante interesse em entender o dinheiro, as notas, as moedas, o troco, o pagamento com cartão de crédito. Ou seja, começa a perceber que as coisas têm um preço, e que precisamos pagar por elas.

Tudo começou com o carrinho de pipoca: sempre que íamos no Parcão ou no clube, no final do passeio ele ganhava um saco de pipoca, e desde o fim do ano passado já me pedia o dinheiro para pagar “sozinho” o pipoqueiro. Voltava todo contente com o troco, e bem triste quando não tinha troco (rsrs). Daí entra a matemática, o valor das coisas, e muita paciência de pai e mãe para explicar. Até hoje me defronto com muitas situações hilárias na relação do meu filho com o dinheiro: ele acha que moedas valem muito mais do que notas de papel; acredita (como todas as crianças) que quando pagamos com cartão na maquininha (em que ele sempre quer apertar o botão verde), não gastamos dinheiro; e, dia desses, perguntado por mim se ele sabia de onde saía o dinheiro, respondeu cheio de certeza: da carteira, mamãe! Hahaha…

Daí veio toda a explicação de que o dinheiro que estava na carteira vinha do nosso trabalho, que passava pelo banco, que todo o mundo precisa trabalhar para ganhar dinheiro, etc, etc, etc.

Acredito que muitas de vocês devem estar passando por essas “dúvidas financeiras” com os filhos de vocês; por isso, reproduzo aqui um artigo do site Infomoney que achei super interessante para começarmos a educar nossos filhos sobre o dinheiro:

Foto: Infomoney

 

Em cada faixa etária, o que crianças e jovens devem saber sobre dinheiro?

A linguagem e o conteúdo da conversa devem ser adaptados ao universo da criança, explica especialista

Por Viviam Klanfer Nunes 

 

Educar financeiramente os filhos nem sempre é uma tarefa fácil para os pais, por vários motivos, seja por falta de tempo, seja simplesmente por não saberem nem como começar a falar sobre o assunto. E o primeiro erro é não saber o que se deve ensinar em cada momento da infância e da juventude.

Isso quer dizer que a linguagem e o conteúdo da conversa deve ser adaptada ao universo da criança. Você não terá muito sucesso ao querer falar com seu filho de 5 anos de idade sobre aposentadoria, poupança, cartão de crédito e coisas que simplesmente não fazem parte da realidade dele.

Dos três aos cinco anos elas estão preparadas para ouvir determinados conceitos sobre dinheiro. Quando crescem um pouco mais, também estão prontas para ouvir e absorver um pouco mais sobre o assunto. Pensando nisso, a escritora de livros sobre finanças pessoais, Liz Weston, resolveu ajudar os pais.

Ela sugeriu quais os conceitos devem ser trabalhados com as crianças ao longo do seu crescimento. Observe:

Dos três aos cinco anos

- Você precisa de dinheiro para comprar coisas;
- O dinheiro é ganho através do trabalho;
- Às vezes é preciso esperar um pouco antes que seja possível comprar o que se deseja;
- Existe uma diferença entre aquilo que você quer e aquilo que você precisa.

Dos seis aos dez anos

- Você precisa aprender a fazer escolhas sobre como irá gastar o seu dinheiro;
- É bom pesquisar preços em várias lojas e compará-los antes de comprar;
- Você pode ter sérios prejuízos ao compartilhar informações na internet;
- Colocar seu dinheiro na poupança pode lhe proteger muito, e ainda rende juros.

Dos onze aos treze anos

- De cada real que você gastar, guarde 10 centavos;
- As senhas e informações financeiras, como o número do cartão de crédito ou da conta bancária, estão sempre sob ameaça de roubo;
- Quanto mais cedo você começa a poupar, mais rápido seu dinheiro vai crescer – por conta dos juros;
- O cartão de crédito pode ser visto como um tipo de empréstimo. Se você não pagar a conta na data certa, terá que pagar juros e acabar devendo mais do que gastou inicialmente.

Dos quatorze aos dezoito anos

- Quando estiver escolhendo e pensando na faculdade, preste atenção ao custo de cada uma delas;
- Deve-se evitar comprar no cartão de crédito aquilo que você não teria dinheiro para pagar à vista;
- Seu primeiro salário será menor do que o esperado, já que parte dele é destinado ao pagamento de impostos;
- Já é hora de começar a pensar em investimentos individuais visando a aposentadoria.

Dos 18 em diante

- Você deve usar o cartão de crédito apenas se for capaz de pagar integralmente o que gastou, todos os meses;
- Você precisa de seguro de saúde;
- É preciso ter como reserva financeira pelo menos três salários integrais para casos de emergência;
- Quando estiver escolhendo um produto para investir seu dinheiro, lembre-se de considerar os riscos e as despesas anuais, com taxas e custos de administração.

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P.S.: Recentemente começamos a fazer brincadeiras de “comércio” aqui em casa. Dou dinheiro de brinquedo para o Frederico, montamos lojas de brinquedos, de roupas, fruteiras, etc, e simulamos relações de compra. Ele gosta bastante de brincar disso, mas ainda não consolidou muitos conceitos de valor, troco… Vou continuar investindo nesse faz-de-conta, pois acho que brincar é a melhor forma de aprender!

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4 Respostas para “O preço das coisas, a origem do dinheiro e o troco”

  1. Em 3 de agosto de 2012 em 3:35 Betania Huber da Silva respondeu com ... #

    Raquel,
    adorei a materia!
    Qd a Beatriz me pede algo eu digo: entao a mamae vai ter que trabalhar pra pagar…ela pensa e diz” …entao tu nao vai ficar com a gente?”

    • Em 5 de agosto de 2012 em 20:56 raquel respondeu com ... #

      Bacana esse texto, né, Betania? E que amor a Bia já relacionar a necessidade de ganhar dinheiro com o tempo que tu ficas longe dela… Como nessa idade eles já começam a entender as coisa, não é? Beijo para vocês.

  2. Em 3 de agosto de 2012 em 15:34 Jaciana (mãe da Júlia) respondeu com ... #

    Esse texto me fez lembrar de uma situação engraçada que aconteceu com a filha de uma amiga. A menina tem 3 anos e sempre pedia dinheiro ao pai. O pai deu uma nota de 2 reais e outro dia deu outra nota de 2 reais. Os pais acreditavam que ela estava guardando o dinheiro na bolsa, mas quando foram ver ela tinha picotado as duas notas com a tesourinha do colégio, como se aquilo fosse um simples papel, que na cebacinha dela não tinha valor nenhum….kkkkkkkkk
    Doce inocência.
    Beijos!

    • Em 5 de agosto de 2012 em 20:44 raquel respondeu com ... #

      Muito boa essa, Jaciana! Hahahaha… Beijo.

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