Fraldas noturnas

Desde que o Frederico tinha uns 10 meses, começamos a ter problemas de vazamento da fralda durante a noite. Meu gurizinho acordava todo molhado no meio da madrugada, e daí era aquela correria: trocar a roupa dele, o lençol, o protetor de colchão do berço, fazer ele voltar a dormir… Ou seja, situação totalmente desagradável nas madrugadas aqui de casa.
Comecei, então, a experimentar todos os tipos de fraldas disponíveis no mercado. A que ele usava normalmente de dia (e usa até hoje) é a Pampers Total Confort. De noite, eu costumava usar a Pampers Diurna e Noturna, mas sempre vazava. Infelizmente, não existe mais no mercado a tal da Pampers Noturna, que a minha cunhada, que já tem filhos maiores, me falou que era muito boa.

Bem, testei a Turma da Mônica Noturna, a Soft Touch, a Huggies do pacote vermelho, a Personal Baby, etc, etc, etc. Nada funcionava. Até que resolvi experimentar a Pompom Noturna, do pacote roxo, e finalmente meu filho passou toda a noite sequinho… Essa fralda é bem grande e grossa, mas, ao mesmo tempo, é macia tipo a Pampers. Uso ela no Frederico até hoje, ou seja, há praticamente um ano. Como meu filhote dorme cedo, lá pelas 20:30 hs, depois do banho eu coloco nele a Pampers do dia, e às 23:00 hs, antes de eu ir dormir, troco a fralda dele no berço mesmo, e coloco a Pompom. Ele nem sente, só se vira e segue dormindo. Não vou dizer que vez ou outra não vaza o xixi, mas é raro, tipo duas ou três vezes por mês.

Curte cada momento que passa ao lado do seu bebe

À frente do programa Criadores, exibido pelo Canal Rural todos os sábados, às 11h30min da manhã, Renata Ryff Moreira já entrevistou grandes personalidades ligadas ao agronegócio, como Regina Duarte, Ivete Sangalo, Zezé Di Camargo e Ivan Zurita. Também repórter oficial do pólo eqüestre e do esporte montaria em touros, que tem campeonatos brasileiros e americanos transmitidos pelo canal 35, a jornalista viaja com freqüência e passa dias longe da família, que mora em Porto Alegre.

Casada com o administrador de empresas Fernando Jorej desde 2004, é mãe de Giovana, 6 anos. “Engravidei no final da faculdade. Cheguei a trabalhar na empresa da família depois que a Giovana nasceu, mas o amor pelo jornalismo falou mais alto. Quando ela completou 8 meses, fui para a Rede Pampa de Comunicação.” Renata conta que o apoio do marido foi fundamental para que continuasse investindo na profissão. “Há três anos e meio, quando surgiu a oportunidade de entrar para a RBS, fiquei preocupada em ter que viajar e deixar a minha filha. O Nando foi ótimo. Depois que fui para o Canal Rural, percebi que a Giovana fortaleceu o vínculo que tinha com o pai, sem mudar a ligação que tem comigo”.

Apesar de ser apaixonada pelo que faz, a jornalista admite que às vezes sente culpa por não estar mais próxima à família. Orientada por uma psicóloga, Renata procura não compensar a ausência com presentes e cuida para que, mesmo estando longe, a filha não saia da rotina. “Curto ao máximo os momentos que temos juntas. Aposto na qualidade e não na quantidade do tempo. Nossa relação é muito legal. Somos amigas e parceiras. Desde pequenininha, ela vai comigo ao salão de beleza. A Gi é vaidosa, mas não deixa de brincar como as gurias de sua idade”. Além do apoio do marido, tem também o apoio de Rosa. “Ela me criou e hoje me ajuda a criar a Giovana. Só consigo desempenhar bem a minha função por ter essas pessoas mais do que especiais ao meu lado”, comemora.

Totalmente recuperada da difícil fase que atravessou com Giovana, por ela ter nascido prematura e ficado alguns meses no hospital, a ex-atleta – Renata chegou a competir como nadadora profissional – é pura felicidade ao contar que a herdeira já segue seus passos. “A Gi nadou a primeira vez aos nove meses. Faz uns dois anos que retomou a natação. Procuro não forçar, mas é impossível não reconhecer seu talento na água. Acho que a minha filha vai longe”, finaliza a mamãe orgulhosa.

BATE-BOLA

um filme: Barbie e as 12 bailarinas
um livro: Nossa é difícil. Acho que ainda vou escrever um livro sobre ela, sobre o amor que uma mãe sente, do sentimento de uma mãe ao ter uma filha prematura nos braços… enfim, acho que ela um dia vai ter o próprio livro. É um sonho que eu tenho.
uma música: Meteoro – do Luan Santana – ela canta o tempo todo
uma flor: uma Rosa
um prato: qualquer um que tenha muitooooo chocolate
uma cor: rosa bem clarinho
um animal: cachorro – ela é fiel a todos os amigos dela
um sentimento: amor
um lugar bacana de POA: Parcão. Ela ama ir lá
uma loja charmosa da cidade: Doll´s
um perfume: A Gigi adora perfurme. Tenho que cuidar para ela não misturar todos. É dificil escolher um só.
um sabor: doce
uma palavra: carinho
um objeto: uma boneca
uma parte do corpo: olhos
exatamente o que a mamãe sonha para daqui a 25 anos: Que ela tenha saúde e muita felicidade. É isso que uma mãe deseja.

A autonomia e a teimosia andam de mãos dadas

Embora seja mãe de segunda viagem, estou aprendendo muitas coisas novas com a Valentina. Minha filha tem personalidade muito, muito diferente da do irmão, o que está fazendo com que meu marido e eu tenhamos que reaprender. Reaprender a educar, a contemporizar, a ter paciência, a dar limites.

Acontece que a Valentina, com 1 ano e 8 meses, quer fazer tudo sozinha, é independente, quer determinar as regras do jogo. Percebo que os “terrible twos” chegaram antes para ela. Minha menina sempre teve personalidade forte, muito amorosa e muito teimosa ao mesmo tempo, dramática e passional na maior parte das vezes (afinal, é leonina, né?). E isso se traduz em quê, agora que estamos chegando perto dos 2 anos? Em birras, claro.

Não aceita de jeito nenhum que a gente dê a comida para ela, quer segurar os talheres o tempo todo, quer abrir a geladeira e pegar sozinha o próprio lanche, quer escolher roupas e sapatos (e colocá-los à sua maneira), quer desenhar pela casa inteira, muitas vezes não quer trocar a fralda, tira o cinto da cadeirinha do carro, grita, esperneia quando não consegue o que quer.

E agora, o que fazemos???

Recorri à minha “biblioteca”, e estou relendo o livro A criança mais feliz do pedaço, do Dr. Harvey Karp (já falei dele aqui). Já comecei a aplicar as técnicas dele, com alguns resultados até o presente momento. Tenho conversado com outras mães, pesquisado, perguntado: como tornar obediente uma menininha que quer ter autonomia, que tem personalidade forte e que, além disso tudo, é SEGUNDA FILHA?

Sim, porque cada vez tenho mais certeza de que a ordem de nascimento influencia completamente no comportamento e na personalidade das pessoas. Coitados dos filhos mais velhos, como somos eu e o Frederico… Sempre seguindo regras, obedecendo, esperando permissões. Com o segundo filho, quem dita o ritmo são eles mesmos: afinal de contas, se o Frederico só foi apresentado à canetinha hidrocor com 2 anos e ao patinete com 3 anos, a Valentina convive com isso e muito mais desde bebezinha. E quer explorar todas essas maravilhas, claro. Quer usar e abusar, quer fazer tudo o que o irmão faz, quer comer o que ele come… Não é à toa que os segundos (e terceiros, quartos) filhos são muito mais “descolados” na vida adulta! Eles já encontram as portas abertas desde que nascem…

São tantos desafios pelos quais estou passando agora, que nem daria para enumerar todos aqui. Birras, choros, brabeza, muita “arte” em casa…

Em compensação, tenho uma filha MEGA carinhosa, sorridente, esperta, cheia de vida e simpática (quando não está brava, claro).

E aí, o que se faz numa situação dessas??? “Terrible twos” antecipados é pra matar!!!

Ah, e para quem aí estiver pensando que o problema é meu, que sou eu que não sei dar limites nem educar, até aceito a crítica, mas confesso que, quando tinha só o Frederico, que é uma criança super tranquila, madura e educada, eu também costumava pensar assim sobre as mães de crianças que eu via fazendo birra por aí. Entretanto, cada criança é um indivíduo, e vejo hoje como é difícil educar uma personalidade “animada” como a da Valentina, segundo a classificação do Dr. Harvey Karp – com padrões imprevisíveis de comportamento, grandes altos e baixos, apaixonada e que não desiste NUNCA.

Pois eu também não vou desistir. Seguirei sempre tentando educar e dar limites para torná-la mais paciente, obediente e cooperativa (parafraseando a capa do livro citado).

Jogo da vida

Santiago, meu filho, hoje é teu aniversário. Teu terceiro aniversário! Há meses esperas por essa data, não é mesmo? Chegou a hora de comemorarmos! Proponho um brinde a todas às nossas conquistas nesses 3 anos e 9 meses. Vamos fazer um tim-tim e relembrar alguns momentos?

Tu sempre foste surpreendente. Desde a concepção. Mamãe engravidou com apenas dois meses de casada. Não tivemos lua-de-mel. Isso porque semanas antes do nosso casamento, o teu pai pegou uma forte pneumonia, foi hospitalizado e chegou a passar por cirurgia. Quase que fico viúva antes de subir ao altar… Já pensou? Não gosto nem de imaginar… E tu não serias órfão, não, tu simplesmente não existirias. Credo, que papo deprê para dia de comemoração, não é não? Já já vamos mudar de assunto, mas para garantir, deixa eu bater três vezes na madeira aqui para não dá azar. SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Entrou em campo sem sequer ser escalado.

Foi experimentando o vestido que usaria na formatura em arquitetura da Nathalia, tua dinda, que percebi que o meu corpo estava diferente. A pouca cintura que tenho desapareceu e os seios, que já são grandes, ficaram ainda maiores. No dia seguinte, o teu pai comprou um teste de farmácia. Não tive coragem de fazer na hora. Deixei para a manhã do outro dia. O resultado já dá para imaginar, né? Positivo!!! Na mesma hora em que soube, acordei o André. Fiz uma cena bem dramática, daquelas dignas de novela mexicana, sabe? Morrendo de medo de tudo o que estaria por vir… Mal sabia eu que a minha vida estava começando, para valer mesmo, naquele instante…

Como sabes, a festa de casamento conseguimos manter na data prevista, mas a viagem precisou ser adiada. Só não contávamos que semanas mais tarde receberíamos a visita da cegonha, o que fez com que mais uma vez tivéssemos que rever nossos planos. Tivemos uma “lua-de-melda” a três, quando eu já estava com 25 semanas de gestação. E, por favor, sem aquele papo de que grávida também pode ser sexy. Uma coisa definitivamente não combina com outra. Até porque eu estava em forma. Em forma de barril. Hahaha. Engordei muito. Muito mesmo. 35 quilos. Com 1,71 m passei dos 60 aos 95 kg em poucos meses. Assustador!!! E acho que só não entrei na casa dos três dígitos porque parei de me pesar antes. SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Em partida decisiva, controlou a eufórica torcida e apitou o jogo que terminou em zero a zero.

Faltando um mês para a data prevista para o teu nascimento, pela primeira vez o André resolveu conversar com a minha barriga antes de dormir. “Santiago, tenho um montão de coisas para te mostrar. Quero te ensinar a jogar bola, pescar, cantar, assar churrasco, andar de carrinho de lomba, fazer a barba, dar nó na gravata… Tens muitas coisas para aprender, já podes nascer, meu filho.” Naquela noite, perdi o sono. Vi o desfile das escolas campeãs do Rio de Janeiro até às 4h da manhã. E acordei pouco depois, às 6h do dia 1 de março de 2009, porque a minha bolsa tinha estourado. Avisamos os parentes e os amigos e fomos correndo para o hospital. SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Mostrou que não perde tempo e que escuta direitinho as orientações do técnico.

Entrei em trabalho de parto (ai, como dói), não tive dilatação e a gineco optou pela cesareana. Ufa! Depois da anestesia, foi tudo MARAVILHOSO. Consegui curtir cada minutinho ao teu lado, meu amor. É incrível mesmo o tal do instinto materno. Assistindo ao vídeo do teu parto, vi que a primeira reação foi lamber e cheirar a cria compulsivamente. Hehehe. A nossa recupeção não poderia ter sido melhor! O Hospital Moinhos de Vento parecia uma casa de festas, de tanta, mas tanta gente que foi te conhecer… SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Casa completamente lotada já na estréia do campeonato.

A partir de então, filhote, aqui em casa deixamos de ser um mais um. Viramos três. Construímos uma família! Construímos uma história da qual o protagonista és tu! Viramos coadjuvantes da nossa própria vida para todo o sempre, porque NADA e nem NINGUÉM é mais importante para o papai e para a mamãe do que tu, meu gurizinho. SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Com apenas meio sorrizinho, conquista a torcida e recebe fortes aplausos…

Não lembro quantas vezes me perguntastes nos últimos tempos quando era o teu aniversário. Talvez porque nós estejamos sempre em festas, né? Hahaha. Ainda bem que gostas de uma folia tanto quanto a sua mama. “Mãe, hoje é o meu aniversário?”, “Mãe, o meu aniversário está muito longe?”, ”Mãe, e o meu aniversário?”, “Mãe, falta pouco para o meu aniversário?” Santiago, FINALMENTE chegou o teu aniversário! E o pai e a mãe prepararam uma festa bem bonita para ti. Estou louca para ver a tua carinha… Feliz aniversário, meu amor! Parabéns pelos teus 3 aninhos. Muitas felicidades! E não esquece que estarei sempre aqui para te ajudar a encarar o jogo da vida. Ganhando ou perdendo, tu serás sempre o meu campeão. Te amo tudo! Sempre.

Sem amigos imaginários

Lorenzo é filho único. Tem 5 anos e nunca pediu para ter irmãos. Aliás, ele pediu para não ter irmãos. Toda vez que a mãe de um colega da escola conta que está grávida ele chega e faz o mesmo comentário: “Tadinho do fulano, vai ter um irmão. Eu não quero isso!”.

Mas toda vez que ele vai dormir, quem dorme com ele? A Mana.

Sim, ele tem uma mana, e ela não é imaginária. É um dinossauro de pelúcia do filme A Era do Gelo. E ele tem um mano, que é o irmão da mana no filme. Mas eles não falam, não choram e não pedem pra dividir os brinquedos.

Eu sou filha única e nunca tive a vontade de ter irmãos. Então não posso culpar o Lorenzo por ser tão radical na vontade de ser o único. Ele aprendeu a dividir o espaço e a comida com dois cachorros, a Maria Eduarda e o Robert Rock.

A Duda, uma maltês de 7 anosm chegou antes dele nascer. Ele diz que ela é minha filha, mas não é irmã dele, afinal, ela é um cachorro.
O Bob, um shitzu de 10 meses, veio pra brincar com ele, e logo de cara eu tive que ouvir: “Eu sou o papai do Robert!”.

E assim a família ficou completa.
Ele brinca com o filho, xinga, coloca de castigo, tenta sempre dividir a comida com os cachorros e ainda dá beijinhos. E eles brigam, brincam e assim o dia se completa.

Eu vejo muito pais falarem dos amigos imaginários dos filhos. Tem pai que já sentou ou pisou no amigo sem querer.
Lá em casa os amigos são todos reais e animais.Até os insetos ganham carinho e atenção até que alguém mate por engano. E aí é um drama, que dura uns 5 minutos, mas que é o suficiente para centenas de fungadas e suspiros dolorosos.

Criar um filho e ter animais é cansativo. Tem dias em que as mordidas são maiores do que as lambidas.
Mas nunca é tedioso. Ver as crianças brincando e sorrindo é tudo que a gente espera para os nossos pequenos. E nada é mais eficiente do que ver o Bob deitado de barriga pra cima esperando um carinho do Lorenzo. A gente precisa aprender com as crianças que as maiores alegrias são feitas dentro de casa com o que faz parte do nosso dia a dia.

Às vezes nós criamos sonhos imaginários para que a vida se torne perfeita, mas para eles ela já é completa e não precisa de mais nada pra sermos felizes. É só saber curtir o que se tem, em vez de esperar pelo que não está ao nosso alcance.