Quartinho dos sonhos bebe: Cuidados na hora de projetar

Quais são os maiores cuidados na hora de projetar o quarto de um bebê?

O quarto de bebê deve ser um ambiente confortável, funcional e, principalmente, seguro. O projeto arquitetônico é importante para que o espaço seja pensado de maneira a atender alguns cuidados necessários, como fácil acesso, ventilação e iluminação.

A primeira etapa é definir um layout em que a posição dos móveis seja ideal, considerando a proteção contra ruídos e correntes de vento.  O desenho do mobiliário, por suas formas e materiais, deve ser seguro e prático. Os móveis não devem ter arestas pontiagudas, e devem ser laváveis e resistentes. As superfícies lisas evitam o acumulo de pó. O controle da iluminação é importante, o uso do dimer é uma boa alternativa para regular a intensidade de luz.

A decoração do quarto representa grande parte da preparação para a chegada do bebê. O desejo e a expectativa dos pais para a realização desse sonho devem ser traduzidos no projeto. Além dos aspectos funcionais, projetar o quarto de bebê é criar um pequeno “mundo”.

E a questão da segurança contra acidentes  (janelas, tomadas, quinas de móveis, altura de armários)?

As questões de segurança devem ser pensadas desde o lançamento do projeto arquitetônico para que todos os itens sejam atendidos.

Nas janelas são utilizadas redes de proteção.

O mobiliário deve ser projetado de acordo com a segurança do bebê. Além disso, a casa toda deve ser segura e, para isso, existem os acessórios de proteção: travas para qualquer gaveta ou armário, protetores de tomadas, protetores de canto para as quinas de móveis, espumas para as portas, grades para escadas, tapetes antiderrapantes, etc.

O berço é o objeto mais importante do quarto de bebê e merece ter atenção especial. Assim, deve estar em local visível e seguro, preferencialmente em um dos cantos do quarto. O ideal é que fique afastado de janelas, aparelhos de ar-condicionado e ventiladores. Além disso, qualquer objeto deve ser mantido fora do alcance como cortinas, quadros e abajures.

Em relação à prevenção de doenças, existem pisos, tapetes, cortinas e almofadas contra ácaro e outros problemas?

O ambiente precisa ser sempre ventilado e receber iluminação natural, no entanto, sem luz direta no berço. A escolha dos revestimentos é essencial para a prevenção de doenças. Devem ser escolhidos materiais de fácil manutenção e limpeza, que não acumulem pó e não causem alergia. Devem ser evitados cortinas, carpetes e bichos de pelúcia. São indicados tapetes de borracha antialérgicos, cortinas ou persianas removíveis e laváveis. O piso vinílico não retém poeira, é macio, térmico e tem muitas possibilidades de cores. Outra opção é o laminado plástico que tem superfície lisa e não porosa, sendo de fácil limpeza por não reter sujeira. O piso emborrachado também é apropriado pelas suas características: absorve impactos, é antiderrapante e acústico.

Quais itens são indispensáveis no quarto de um bebê? Quais itens são opcionais?

Para que o quarto seja um ambiente funcional e atenda a todas as necessidades do bebê é preciso pensar nos itens indispensáveis. Além do berço, que tem o papel principal, são itens fundamentais a poltrona de amamentação e a cômoda, que também pode servir como trocador.

Uma cama-sofá é de grande utilidade, já que pode acomodar alguma visita para o bebê durante o dia e, à noite, servir para o cochilo da mãe ou da babá.

Como itens opcionais, o projeto pode ser rico em detalhes para estimular o desenvolvimento da criança.  O uso de espelhos, de forma segura, permite que o bebê se observe. As texturas e cores dão movimento e enriquecem o cenário.

Os pais têm a preocupação de projetar um espaço que mais tarde possa ter seus móveis reaproveitados? Como funciona isso?

Sim, essa é uma preocupação atual que possibilita uma economia futura. Projetar um quarto infantil que permita “crescer” com o bebê é interessante e funcional. Nesse caso, desde o layout até os móveis são pensados de uma forma que possam atender as mudanças do ambiente. A marcenaria pode ser prevista em função das necessidades atuais e futuras. Como exemplo, o trocador pode ser a base de uma bancada. A cama auxiliar pode ser a futura cama da criança. A cômoda pode ser substituída por uma bancada. O armário deve ser projetado para se adequar ao layout futuro. As prateleiras projetadas para receber brinquedos podem depois abrigar livros. Algumas empresas já desenvolvem móveis para serem adaptados ao crescimento da criança: http://leanderdesign.com/en/frontpage

Que recursos tecnológicos hoje estão disponíveis?

Atualmente a automação é um recurso importante. No quarto do bebê, a possibilidade de criar cenários e controlar a luz, o som e a temperatura. Além da economia de energia, permite um controle a distância. Há no mercado avançados e modernos controles de parede “touch screen”, que comandam os cenários para diferentes ocasiões como a hora da amamentação, do sono ou de brincar. Entre outros comandos, a automação engloba o fechamento automático de persianas e cortinas, acendimento de umidificadores e aparelhos de ar-condicionado e até aquecedores de mamadeira. A babá eletrônica com vídeo ganhou nova dimensão. Câmeras instadas no quarto do bebê podem ter sua imagem para que a mãe acompanhe, via internet, tudo que acontece com o bebê. Outro sistema funciona com alarmes que lembram a mãe da hora de amamentar e trocar as fraldas.

De que maneira a cor influencia no comportamento do bebê? Ela pode acalmar, pode estimular? Como é feita essa escolha?

As cores e formas devem traduzir a intenção do projeto de acordo com o perfil dos pais. O quarto de bebê deve ser um espaço de aconchego e bem estar, tanto para a mãe como para o filho. As cores influenciam o nosso humor. O uso de cores neutras e tons pastéis dão mais tranqüilidade ao ambiente e não agitam a criança. As cores fortes estimulam o bebê, mas devem se restritas a pequenos elementos e aos brinquedos. É importante que as cores traduzam a vontade dos pais em harmonia com as necessidades do ambiente.

O que o seu filho vai ser quando crescer?

Meus filhos têm, respectivamente, 4 anos e 1 ano de idade. Estão, portanto, muito longe da hora de escolher uma profissão. Por enquanto, não sonho nem idealizo nada para eles, somente desejo que sejam pessoas bem sucedidas, realizadas, e que façam muito bem feito aquilo que resolverem fazer – sonho de toda mãe, não é mesmo?

Procuro fazer minha parte ensinando valores de caráter, responsabilidade, esforço, organização, determinação. Tudo através de brincadeiras e atividades da rotina infantil, claro.

Entretanto, acho muito interessante, do ponto de vista da educação e do conhecimento, que eles (principalmente o Frederico, que tem 4 anos) conheçam as diferentes profissões que existem, que entendam a profissão minha e do meu marido, dos avós, dos tios, etc. Não conhecer profundamente, claro, mas ter uma noção. O Frederico sempre gostou de acompanhar meu marido no ambiente de trabalho dele, o que fez com que ficasse totalmente apaixonado pelo negócio do pai. Ele brinca de trabalhar com o papai, desenha eles “fazendo reuniões”, fala bastante nisso. Normal, né? Até porque o “brincar de trabalhar” é uma forma lúdica e divertida das crianças aprenderem sobre o trabalho.

Agora na escola dele a turminha está trabalhando num projeto das profissões, o que está proporcionando que os pequenos tenham contato com profissionais das mais variadas áreas – todos os pais estão visitando a sala de aula para contar sobre seus trabalhos, assim como os funcionários da escola e outros profissionais como bombeiros, enfermeiros, seguranças, pilotos, etc. Nem preciso dizer a curtição que está sendo essa atividade, e o quão divertido é vê-los contar sobre como é o trabalho de cada profissão… As interpretações são bem variadas, e de acordo com o alcance de crianças de 4 e 5 anos de idade. Porque vamos e convenhamos, nada fácil explicar para eles o que faz um psiquiatra, um juiz… Algumas profissões são mais concretas, e por isso mais fáceis, como médico, fotógrafo, dentista, etc. Mas está sendo um aprendizado e tanto! E rende boas risadas, tentem conversar sobre isso com os filhos de vocês!

Sei que algumas pessoas acham precoce ter contato com o assunto “trabalho e profissão” nessa idade, mas acho que tudo depende da forma de abordagem, e na minha opinião é válido para eles começarem a criar seus próprios conceitos e descobrir afinidades com esta ou aquela área. Não tenho pretensão nenhuma que meus filhos sigam as profissões dos pais, no entanto sei que teremos, de alguma forma, influência sobre isso – pesquisa realizada este ano pela Faculdade Anhembi Morumbi mostrou que a opinião da família é o que mais influencia a escolha dos estudantes na hora de definir a profissão (35%).

O que eu penso é que, quanto mais nossos filhos conhecerem, mais segurança vão ter para decidir na hora de fazer um vestibular – que eu, por sinal, acho que é cedo demais na vida para uma escolha tão importante como a profissão.

Por enquanto, julgo ser saudável esse contato deles com o ambiente de trabalho dos pais, até porque eles se sentem super valorizados de participar de um dia de trabalho ao nosso lado. Nesta última viagem que fizemos para Miami, no último dia em que estávamos lá, fui fazer um lanche de manhã numa cafeteria do Bal Harbour com a Valentina e me surpreendi quando, após ter feito o pedido, veio um menino de uns 7 anos de idade servir a mesa. Questionei o que estava ocorrendo, e ele me disse super contente que aquele era um dia especial na cidade, em que os filhos podiam acompanhar os pais em seus empregos e exercer suas funções. Como no caso dele a mãe era garçonete, lá estava o menino super contente servindo as mesas do café, e me disse que no período da tarde ele iria acompanhar o pai no trabalho dele. Achei interessante até como forma das crianças valorizarem os trabalho dos pais.

A maioria das crianças dizem que querem ser bombeiros, policiais, astronautas, bailarinas, cantoras, professoras e veterinárias quando crescerem, certo? É claro que as opiniões e gostos mudam de acordo com o crescimento, e que tudo isso faz parte de uma grande brincadeira, mas acho que mostrar as opções e conduzir esse assunto de maneira leve só pode trazer benefícios no futuro.

O Frederico agora anda dizendo que quer ser empresário quando crescer (risos). E o filho de vocês, o que quer ser quando crescer?

Conversas para guardar

Já comentei aqui que adoro guardar recordações dos meus pequenos: fotos, vídeos, desenhos, pequenos objetos… Tenho uma caixa “especial” onde acomodo com muito carinho roupinhas de momentos marcantes, sapatinhos e brinquedos especiais, outra para cartões de felicitação, convites dos aniversários e lembrancinhas. Além disso, muitos álbuns de fotografias e pastas com desenhos e trabalhinhos.

Conversas para guardar

Mas e a voz mimosa, as palavrinhas engraçadas, o som das risadas??? Lembro que a minha mãe costumava gravar em fitas cassete (do fundo do baú, rsrs) as nossas conversas quando eu e minhas irmãs éramos pequenas, e eu já estava pensando em fazer isso com meus filhos, puxar assuntos divertidos com eles e eternizar o áudio desses momentos.

Daí que, passeando em Miami, entrei numa loja da Hallmark – adoro as lojas dessa marca, sempre que viajo para os EUA entro numa para comprar alguns itens de papelaria, como cartões (são lindos!), envelopes e coisas do gênero. E o que encontrei em um dos corredores da loja??? Uma série de livrinhos chamados Conversations do Keep – Recordable Book.

A coleção consiste em livros bonitos, com gravuras, que trazem junto um gravador. Em cada página há frases sugestivas para iniciar as conversas com seu filho, tipo “O que você faz para fazer a mamãe sorrir?“; “O que você pensa que a mamãe faz quando você não está junto?”; “O que você quer ser quando crescer?”; “O que você gosta de fazer com a mamãe, e por quê?”. Para cada uma das perguntas há um botão, daí é só apertar e gravar a resposta da criança!

Não é uma recordação maravilhosa para guardar de nossos filhos? Já imaginaram daqui uns 20 ou 30 anos escutar isso junto com eles, que emocionante?

Há livros para toda a família, eu comprei o Mom & Me, mas há também “Dad & Me”, “Grandma & Me” e “Grandpa and me”.

Muito mais lindo do que um pen drive para guardar algo tão precioso quanto as palavras dos nossos filhos, não acham?!

Viamão – tão perto, tão cheio de atrações

Recentemente tive a oportunidade de conhecer dois lugares aqui pertinho de Porto Alegre, em Viamão, que me seduziram. Um pela originalidade, outro pela sofisticação, ambos pelo contato com a natureza aliado ao conforto.

Primeiro é bom lembrar que eu sou do interior, fui criada numa estância gaúcha, e sempre que dá fujo para lá com os meus filhos. Mas centenas de quilômetros de distância me separam do lugar onde nasci e onde mora minha família, por isso gostei tanto desses locais: estão a menos de uma hora de distância da selva de pedra porto-alegrense!

E não tem como negar: criança amaaa brincar ao ar livre, em contato com elementos da natureza como plantas, água, terra, bichos.

O primeiro lugar se chama Floresta Encantada do Vovô Rangel, fica em Águas Claras (Parada 90 da RS 040). É um sítio totalmente preparado para o turismo ecológico e pedagógico, além de ser um lugar abençoado pela natureza, com resquícios de Mata Atlântica e na beira da Lagoa Branca. Fomos almoçar e passar a tarde lá com um grupo de crianças da escola do Frederico, e os pequenos simplesmente AMARAM. Tem uma floresta que é realmente encantada, onde após uma curta trilha a gurizada dá de cara com a casa da Branca de Neve, que tem até as 7 caminhas dos anões, uma graça. Tem também muitos brinquedos num parquinho bem diferente, feito de material reciclado. Mas a cereja do bolo mesmo é a lagoa com trapiche, pedalinhos e areia branquinha – no dia em que fomos estava calor, e, embora estivessem de roupa, as crianças não resistiram a um bom mergulho. Ou melhor, vários, com muitos pulos do trapiche e brincadeiras. Afinal de contas, infância sem banho de lagoa não tem graça, né? Fora isso, o local disponibiliza várias atividades pedagógicas, é só combinar com a proprietária: trilhas ecológicas, contato com animais, plantio de horta orgânica e cuidados com o pomar, casa do Tarzan, tirolesa, pescaria, passeio de pedalinho. Como comentei antes, nós almoçamos lá. A comida é estilo campeiro, mas eu não gostei muito da qualidade, recomendo que as pessoas levem seu próprio lanche, inclusive eles alugam churrasqueiras com mesas no meio do mato, deve ser super gostoso fazer um almoço lá!

Kidtropolis, um mundo de inspiração

Eu adoro decoração. Quem me conhece sabe bem disso. Gosto de inventar moda, fazer sozinha, copiar, recriar, o que for. Gosto de cores e coisas lúdicas, que não sirvam apenas para enfeitar, mas para brincar.

Um dos sites mais bacanas para se inspirar é o Kidtropolisbuild, que faz de qualquer quarto um parque de diversões. Logicamente, há projetos que só se enquadram em quartos muito grandes, o que não é uma realidade da maioria dos apartamentos modernos brasileiros. Mas o bacana não é olhar e pensar: ah, não dá aqui em casa. Mas se ater aos detalhes e, a partir deles, criar pequenos recantos inesquecíveis.

Olha que bacana esse calendário familiar gigante. Decora uma parede, é útil e lindo.

Gosto muito também desse deck com piscina de bolinhas. Claro que já exige um espaço maior, mas é uma graça e pode ser o palco de muitas brincadeiras, lanches e diversão com os amigos. E ainda tem gavetões para arrumar a bagunça dos brinquedos sem exigir uma disciplina exagerada dos pequenos.

Outra ideia de que gosto muito é esse armário com várias divisões e profundidades e no qual todas as portas têm letras.

Uma das ideias desses americanos de que mais gosto é essa porta com entrada para os baixinhos. Um bom marceneiro reproduz. Não é uma graça?