Almofadinhas para usar no trocador

Quando o Frederico nasceu (e lá se vão quase 4 anos…), logo que ele foi para casa eu achei que o trocador não ficava confortável para deitá-lo, pois embora a almofada do mesmo fosse bem grossinha, faltava um apoio para a cabeça, e me dava a impressão de que quando eu o deitava ali ele ficava muito “solto”, pouco aconchegado. Daí experimentei usar um travesseirinho, mas ainda não era o ideal. Foi quando lembrei daquelas almofadas de viagem para apoio de pescoço. Fui na TokStok (isso em 2009) e comprei uma daquele estilo com bolinhas dentro, que se adapta aos movimentos do corpo, de tecido bem fininho e suave, em formato de sapo verde (combinando com o quartinho dele). Funcionou super bem, eu apoiava a cabecinha dele ali na hora de trocar a fralda, e o pescocinho e os ombros ficavam “dentro” também, dando uma sensação de aconchego. Usei o sapinho até os 2 anos…

Procurei no site da TokStok, mas acho que eles não vendem mais esse produto, só encontrei fotos de almofadinhas semelhantes, mas que também não estão mais disponíveis:

Antes da Valentina nascer eu já comprei uma para ela também, desta vez da marca Fom (tinha um quiosque no Iguatemi), do mesmo tipo de material, só que esta era lisinha, comprei a rosa pois era a que mais combinava com o quartinho dela. Também se encaixou perfeitamente no propósito que eu queria, e até hoje eu a uso no trocador da minha filha:

Vi que a Fom tem loja online, com vários modelos disponíveis.

Essas almofadas são boas porque podem ser lavadas na máquina e não dão calor na criança, além de fazerem um apoio ideal para a cabecinha do bebê no trocador (minha opinião).

E vocês, usam algum tipo de travesseiro ou almofada no trocador?

Método Nana, nenê

Por sugestão da leitora Nurit Masijah Gil, vamos abordar hoje mais um assunto que dá muito pano para a manga: o método Nana, nenê, baseado no livro de mesmo nome dos autores Eduard Estivill e Sylvia de Béjar.

Eu já ouvi falar muitas coisas a respeito do Nana, nenê. Para algumas crianças funcionou muito bem; para outras, funcionou por um tempo e depois os problemas de sono voltaram; e para algumas, foi um completo desastre, causando traumas profundos.

metodo Nana, nenê

O sono das crianças é mesmo um assunto complexo. Que mãe e pai nunca foram tomados pelos desespero nas madrugadas insones de seus filhos? Não existe no mundo criança que não tenha dado um “baile noturno” nos pais pelo menos algumas vezes na vida… Na verdade, pelo que ouço, a maioria das crianças pequenas não dorme noites inteiras. E nós sabemos bem o quão desgastante e cansativo é esse processo de ensinar uma criança a dormir – chega uma hora em que os pais estão tão exaustos que acabam “metendo os pés pelas mãos”, brigando, apelando para qualquer método ou simpatia que ofereça uma possibilidade de seu “anjinho” dormir várias horas seguidas…

 

Acho que já contei aqui que o Frederico é uma criança que sempre dormiu razoavelmente bem. Até os 5 meses de idade acordou de madrugada para mamar. Depois disso, apenas choramingava quando perdia o bico – era só alcançar o “bibi” que ele seguia dormindo. Mas, lá pelos 9 meses de idade, ele começou a acordar muitas vezes durante a noite, requerendo a nossa companhia. Demorava para pegar no sono de novo. Resultado: eu e meu marido andávamos que nem zumbis, exaustos. Até que teve um dia, nunca vou esquecer, era um domingo e eu não aguentava mais dormir “picadinho” e ficar fazendo o meu filho dormir de madrugada. Fui até a Livraria Cultura e comprei o tal do Nana, nenê. Li o livrinho todo num tapa (são só 145 páginas), e me decidi a aplicar o método no Frederico a partir daquele dia, sonhando com noites inteiras de sono. Falei para o meu marido, que na mesma hora me proibiu. Disse que não admitiria fazer isso com o nosso filho, que poderia ser traumático, que tinha pena… Enfim, já perceberam que aqui em casa o coração de manteiga é o pai e não a mãe, né? Nesse mesmo domingo, então, o Rodrigo conversou seriamente com o Frederico e explicou que a mamãe queria fazer “uma coisa horrível com ele”, mas que não faríamos isso se ele começasse a dormir direitinho. Meu filho olhava o pai atentamente com seus olhos bem abertos, com cara de quem estava entendendo tudo. E o pior é que entendeu mesmo… Acreditam que, a partir desse dia, o Frederico passou a dormir a noite inteira sem chorar??? Dez horas seguidas de muita paz e tranquilidade… O único porém é que, até hoje, ele não pega no sono sozinho – mesmo com 2 anos e 7 meses, precisamos fazê-lo dormir sempre. Sei que foi um erro nosso, e com a Valentina estou tentando fazer diferente – coloco a minha bebezinha no berço, e fico sentada por perto esperando ela dormir, mas nunca a nano no colo. Ela parece que já se acostumou com isso. Vamos ver se vai funcionar…

O que é o Nana, nenê método

Mas, afinal de contas, no que se baseia o Nana, nenê? Basicamente, consiste em educar o hábito do sono para que a criança adormeça sozinha, pois assim, se ela despertar durante a noite, saberá dormir novamente sem a ajuda de um adulto (no caso, o pai e a mãe cansados, rsrs).

Deve-se, segundo o livro, criar um ritual da hora do sono, colocar a criança no berço, explicar para ela que o papai e a mamãe vão esperar fora do quarto, dar boa noite e sair. Parece simples, né? Mas é claro que a criança vai chorar, pois está acostumada a ter companhia para dormir. Então, começa a história do choro controlado: os pais devem entrar no quarto a intervalos regulares para dizer para a criança que estão por ali, dar confiança, e então sair novamente. Essa rotina deve durar uma semana, da seguinte forma: no primeiro dia, da primeira vez, espera-se 1 minuto de choro até entrar no quarto; depois espera-se 3 minutos, depois 5 minutos, e assim por diante, até que no sétimo dia deve-se deixar a criança chorar sozinha por até 17 minutos. Já pensaram que terror deve ser isso?

Sei de crianças que choraram a noite inteira, se desesperaram, arrancaram os protetores de berço, se machucaram… Já ouvi mães contarem que comeram barras e mais barras de chocolate enquanto ouviam os berros dos seus filhos. Algumas mães me disseram que, após de uma semana ou mais de choro, os filhos aprenderem a dormir sozinhos e não acordar durante a noite, mas alguns meses depois tiveram recaídas. Poucas me disseram que obtiveram sucesso permanente com o método.

No verão passado, encontrei no clube que frequentamos uma mulher que tinha uma filha de 5 anos e um bebê de 6 meses. Eu estava grávida, tomando banho de piscina com o Frederico, e ela me disse que gostaria de me dar um conselho: para que eu NUNCA usasse o Nana, nenê com meus filhos, pois ela havia feito isso com a filha mais velha, e a menina desenvolveu vários problemas psicológicos por causa disso, pois ficou com sensação de abandono e falta de confiança nos próprios pais, necessitando de terapia desde os 2 anos de idade. E, ainda por cima, mesmo com 5 anos, não dormia direito. Relato para fazer os defensores do método refletirem, não é mesmo?

Lições do método

Sabem o que eu acho? Que devemos, sim, tentar ensinar nossos filhos a dormirem sozinhos, mas sempre transmitindo muito carinho e confiança. O Frederico, quando era bebê, eu nanava no colo, sentada numa poltrona. Com a Valentina, a história está sendo diferente. E percebo que ela prefere pegar no sono sozinha no próprio berço do que no colo, pois a acostumei assim. Mas meu coração de mãe não permite deixar um filho chorando sozinho… Pode ser que eu esteja errada, mas prefiro dar atenção e ter um pouco menos de tempo para mim do que incutir traumas nos meus filhos.

E vocês, já aplicaram o Nana, nenê? Obtiveram sucesso? Seus filhos dormem bem? Têm dicas para o bom sono das crianças? Participem nos comentários desse post!

Por Raquel Guindani

Mala da maternidade

Quando eu postei a lista de enxoval ver aqui), eu prometi que faria outro post falando da mala do bebê, pois os itens da mala da mamãe eu já listei naquela vez.

Então, aqui estão as minhas dicas para montar essa malinha do bebê. Mais uma vez, estou me baseando principalmente na minha experiência como mãe do Frederico, e também na lista da academia Acqualitá.

Mala do bebê:
• 4 conjuntos bonitos de roupas para o dia
• 3 conjuntos confortáveis de roupas para a noite
• 5 bodies e 5 calças (mijãozinho)
• 4 pares de meia
• 2 sapatinhos
• enfeite de cabelo para as meninas
• manta para enrolar o bebê e vira-xale (2 de cada)
• 3 lençóis de carrinho para o berço da maternidade
• escovinha macia para o cabelo
• 6 fraldas de boca de pano
• 2 toalhas de fralda para secar o bebê

É bom organizar as roupinhas em saquinhos individuais, e escrever em cada saquinho: DIA 1, DIA 2, … Porque a primeira roupinha não é a gente que coloca no bebê, e sim a enfermeira (a coitada da mãe ainda está na sala de parto). E, às vezes, pode ser que mesmo nos outros dias a mamãe esteja dormindo na hora do banho, e seja a enfermeira, ou a vovó, ou o papai quem vai vestir a criança.

Como o Frederico é de fevereiro, devido a minha inexperiência, não levei meias para o hospital, pois pensei que não seria necessário por causa do calor. Pois foi a primeira coisa que a enfermeira me perguntou, ainda na sala de parto: onde estão as meias do bebê? Eu queria morrer… É que os bebês têm os pezinhos muito gelados, independente da época do ano.  Na manhã seguinte (o Frederico nasceu tarde da noite) meu marido buscou as tais meias em casa. Mas já estou avisando aqui para que ninguém passe por isso!
As roupinhas mais bonitinhas é bom separar para o primeiro dia e para o dia da saída do hospital, que são os momentos em que a criança é mais vista e mais fotografada.

Eu não sei como são os outros hospitais, mas no Moinhos de Vento eles fornecem as fraldas, a pomada e os lenços úmidos para a troca de fraldas, então não precisa levar.

Era isso.  Espero ter ajudado as futuras mamães. Eu sei bem a ansiedade que dá nessa reta final, quando chega a hora de arrumar a mala do hospital. Boa sorte!

Dicas para as mamães fotografarem os filhotes nas férias

De malas prontas para passar uns dias na praia com o meu gurizão, pedi para a fotógrafa Priscilla Borges (na foto), nossa parceira aqui no blog, escrever umas dicas para as mamães fotografarem os filhotes nas férias. Se eu aprender direitinho a lição, na volta posto uma foto para vocês verem, combinado? Segue o texto de Priscilla. Espero que gostem!

“Muitas mães me procuram dizendo que é impossível fotografar seus filhos, que essa é uma atividade difícil que compete somente a profissionais da área. Minha opinião é que a intimidade entre mães e filhos acaba atrapalhando na hora da fotografia, como fotógrafa, fotografar crianças é super natural, porque além de gostar imensamente de trabalhar com essa galerinha, tento deixar eles a vontade para que brinquem, dêem gargalhadas, chorem, façam caretas, de maneira a captar momentos espontâneos. Então é um erro ficar chamando a criança, pedindo sorrisos, que olhem para a máquina, isso acaba deixando os pimpolhos inseguros e tímidos frente à câmera. Aproveite este verão para registrar momentos importantes e únicos de seus filhos utilizando como fundo uma bela praia, piscina, clube, praça ou parque. Então, seguem algumas dicas para deixar suas fotos ainda melhores.

– É importante testar a máquina no ambiente que serão feitas as fotos, porque com isso você pode ajustar os recursos da máquina de maneira a obter um melhor resultado;

– Fotos em sentido horizontal são mais apropriadas para situações em que você quer registrar além da criança, a paisagem como um todo, por exemplo, o mar ao fundo, o castelo de areia na praia, um horizonte em segundo plano, um pôr-do-sol;

– Fotos em sentido vertical são mais indicadas quando queremos captar o rostinho da criança, uma expressão interessante, de maneira a “congelar” detalhes;

– Árvores, flores, grama são ótimos aliados para fotos incríveis, porque o contraste entre a cor da pele e o verde gera resultados incríveis.

– Se a intenção é fotografar a criança olhando para a câmera, deixe a máquina preparada e chame a criança de modo suave, sem forçar nenhum sorriso ou expressão. Garanto que as fotos mais naturais são sempre as melhores;
– Existem três enquadramentos básicos e tradicionais para fotos tecnicamente perfeitas, são eles: rosto (até a metade do tronco), meio corpo (abaixo do quadril) e corpo inteiro.

Espero, com minhas dicas, ajudar vocês pais a registrar momentos únicos de seus filhos com um pouco mais de técnica. Mas não esqueçam de que não existe receita mais perfeita do que a diversão, pois em um ambiente divertido, as fotos ficam excelentes.”

Como escolher a escola?

No jornal Zero Hora do dia 17/11/2010, saiu o caderno ZH Matrículas, que traz ótimas dicas de especialistas sobre como escolher a escola dos filhos.
Vou fazer aqui um “resumão” dessas dicas para vocês:
1) COMO ESCOLHER A ESCOLA?
a. O ideal é começar procurando por escolas mais próximas de casa.
b. No entanto, a proximidade da escola não deve sacrificar a escolha por uma escola de qualidade.
c. Visitar as escolas é um passo essencial – os pais devem procurar conhecer a rotina do ambiente escolar, ver se é cuidado, limpo, etc.
d. Durante a visita, a família pode questionar sobre o projeto político pedagógico da instituição.
e. É importante que o espaço educacional tenha, em seu referencial pedagógico e em sua prática cotidiana, valores semelhantes ao do núcleo familiar.
f. Após as primeiras visitas, quando os pais já tiverem feito uma pré-seleção das escolas, deve-se levar a criança para também observar suas reações a esses ambientes escolares.

2) O QUE OBSERVAR NA INFRAESTRUTURA?
a. Deve-se observar a quantidade de crianças por m2, além de luminosidade, janelas (altura, ventilação, etc), instalações elétricas, condições dos sanitários.
b. Preste atenção se a escola é bem servida de pátios. Se tem plantas, contato com o chão, areia, terra. Também é importante observar se esses pátios comportam o número de crianças, se são diversificados com espaços para correr e brincar.
c. Verificar se as salas apresentam jogos adequados à idade das crianças e em quantidade suficiente, e também se apresentam livros, fantoches, quebra-cabeças, carros, construção com blocos, etc.
d. As condições de segurança externa – mecanismos de controle do acesso à escola e preservação da sua privacidade.

3) COMO DEVE SER A ESCOLA?
a. Pesquisas indicam que para bebês e crianças pequenas funcionam melhor as escolas menores.
b. Mas a escolha por tamanho não deve ser fator mais relevante frente à proposta pedagógica e à adequação ao que a família espera da escola em termos de valores.
c. Se a escola for grande, é importante que haja prédio específico e exclusivo para os pequenos.
d. Espaços que não se confundem são essenciais para a criança não se sentir perdida no meio da multidão, o que não é bom para os pequenos estudantes.

E para quem ainda está em dúvida, na segunda-feira que vem o Palavra de Especialista será uma entrevista com a psicóloga Caroline Brandalise Antoniazzi, dando dicas sobre esse tema. Não percam!

Procura, procura, procura

Gente, uma das missões mais difíceis da maternidade, para mim, é fazer escolhas para nossos filhos – a escolha de onde morar, onde estudar, em que médico ir. Porque tudo isso vai ter muita influência na vida dos nossos pequenos, e eu acho responsabilidade demais, peso demais, importância demais. Logo eu, que sempre fui uma pessoa super segura, na hora de decidir pelo Frederico me torno…insegura! O medo de errar está sempre latente dentro de nós, não é?!
Bom, mas como toda busca um dia tem de terminar, vou contar um pouco para vocês como eu e meu marido fizemos para escolher a escolinha onde colocaremos o Frederico a partir dos dois anos de idade.
Foi uma procura e tanto – exaustiva, cansativa e gratificante. Num primeiro momento, mapeei as escolinhas que ficavam num “raio” de até 10 minutos de carro da minha casa, pois acho que com crianças pequenas não devemos optar por lugares muito distantes, afinal de contas, Porto Alegre está se transformando numa mini-São Paulo em termos de trânsito. A partir disso, visitei nove escolas de educação infantil. Muitas delas foram indicadas por amigas ou vizinhas que têm filhos nessas escolas, o que sempre é uma boa referência, mas não quer dizer que porque os outros gostaram a gente vai gostar, afinal de contas, cada cabeça uma sentença… Se quiserem saber os nomes, endereços e telefones das escolinhas que eu e a Paula já visitamos, a seguir publicaremos um post sobre isso.
Os critérios que usei para avaliar as escolas visitadas foram: localização, estacionamento, infra-estrutura, pátio, tamanho das salas, banheiros, número de professoras por aluno, lanche, horário de entrada e saída, férias, presença ou não de câmeras, limpeza, existência de uniforme, valor da mensalidade, e, o mais importante de tudo, o projeto pedagógico e as atividades oferecidas pela escola, como aula de música, inglês, educação física, etc. Vou contar para vocês: não foi nada fácil. Como boa engenheira que sou, fiz uma planilha e dei notas para cada um desses critérios, o que me ajudou a selecionar as três melhores. Mas, a partir daí, a decisão foi totalmente subjetiva: sabe aquela história de “dar o clique”? Pois é, é isso mesmo: no final das contas, minha escolha recaiu justamente sobre aquela escola que eu mais tinha simpatizado desde o início, antes de dar notas e avaliar os critérios. Meu marido foi comigo visitar as três “finalistas”, e me ajudou bastante, com a sempre evidente objetividade masculina, a fazer a escolha.
Mas vou dizer para vocês: no final de tudo, eu estava cansada de fazer as tais visitas, e decidi que não iria conhecer mais nenhuma escola, afinal nove já era uma número bem significativo, e eu acho que se visse ainda mais opções, mais confusa ficaria.
Tenho certeza de que não existe a escola perfeita, conforme idealizamos. Temos que tentar imaginar se nosso filho ficará feliz naquele ambiente, se vai aprender coisas interessantes, enfim, qual a visão da criança sobre isso tudo. E, se não der certo, felizmente nada nessa vida é imutável (a não ser ter filhos, rsrs), então, uma vez insatisfeita, é só trocar!
Na semana que vem, vou postar algumas dicas dadas por especialistas no jornal Zero Hora sobre como escolher a escola do seu filho.
E, desde já, para quem está procurando – muito boa sorte!!!

Viajar com Filho não é nenhum bicho de sete cabeças!

Sempre que volto de viagem com meus filhos muitas pessoas – especialmente mães – me perguntam sobre as dificuldades de viajar com crianças pequenas, se a logística não é muito complicada, se conseguimos aproveitar o passeio, fazer compras, se eles dormem bem, etc.

viajar com criança

Depois de 4 viagens para EUA e Europa com meus filhos, e muitas dentro do Brasil e no Uruguai, posso afirmar que é bem menos complicado do que parece. Na verdade, que tem que descomplicar e relaxar de certas coisas somos nós, os pais.

É claro que quando viajamos com crianças pequenas (o meu filho tem 4 anos e a minha filha 1 ano e 9 meses) temos que ir conscientes de que não conseguiremos fazer todos os programas turísticos da programação, de que o momento de compras será mais complicado e exigirá paciência dobrada e revezamento entre os adultos, de que nem todos os restaurantes se encaixam no perfil “família”, e também que muitas vezes a noite vai terminar em um piquenique no quarto, visto que os pequenos vão capotar e os pais terão que se contentar com um bom vinho e alguns petiscos comprados no supermercado. Mas, e o que há de mal nisso???

Na minha opinião, depois que temos filhos, temos que assumir a situação de que somos uma FAMÍLIA, e de que as viagens de férias passarão a ser diferentes. Que há privações em alguns momentos eu não posso negar, mas a alegria do convívio e das descobertas que fazemos juntos nessas viagens são muito maiores e melhores do que isso.

Vale a pena levar filhos ?

Bom, eu sou do tipo que anda sempre com os filhos a tiracolo. Viagem sempre foi uma paixão minha e do meu marido, e não deixamos de viajar depois da chegada dos pequenos. Apenas adaptamos certas coisas, e ganhamos companheirinhos na jornada.

Na verdade, só o fato da pessoa viajar já exige um certo grau de desprendimento, independente de estar com os filhos. Deixamos a segurança da nossa casa, da família, dos amigos, do carro, para rumar ao desconhecido (e essa é justamente a graça da coisa). E daí a gente tem que se adaptar em novos quartos, novas camas, novos caminhos, novos sabores.

Com as crianças é a mesma coisa: até pode ser que no primeiro dia eles estranhem um pouco, mas em seguida já se adaptam e passam e incorporar aquela nova rotina. Noto que a cada viagem essa transição fica mais fácil com meus filhos – primeiro porque eles estão crescendo e ficando mais maduros e flexíveis, e segundo porque estão ficando acostumados a viajar (orgulho de estar formando dois pequenos viajantes!).

Nessa última viagem fomos nós 4 e a minha sogra – a presença da avó ajuda muito em viagens, é mais um adulto para dar uma mão, reparar… Alugamos um apartamento, como costumamos fazer (já disse que acho bem melhor esse tipo de hospedagem com criança). Compramos um monte de novidades gostosas no supermercado (adoro ir a supermercado quando viajo, haha), e fazíamos o café da manhã em casa. Almoço sempre na rua, em restaurantes, e jantar às vezes em casa, às vezes fora. Dependia do cansaço do dia… Mas com o maior orgulho conto para vocês que eles se comportaram bem (para os limites de uma criança, claro) em todos os lugares que fomos para comer, desde os mais simples até alguns sofisticados e exóticos (comida peruana, japonesa, etc). Até jantamos no Nobu com eles uma noite, que é um lugar mais com carinha de “balada”, e deu tudo super certo, inclusive encontramos outras crianças por lá também. O pessoal do restaurante foi super atencioso, trouxeram copinho plástico infantil e ofereceram espetinhos deliciosos de peixe e frango para os dois. Aliás, é difícil o restaurante que não seja kids friendly nos EUA…

É claro que os lanches e refeições durante uma viagem nem sempre são o ideal, a frutinha não está sempre à mão, mas que mal faz, durante 10 dias, se alimentar um pouco fora da rotina super saudável de casa? Melhor fechar os olhos e curtir a alegria deles devorando waffles e batatas fritas…

Sobre o sono, a Valentina estranhou um pouco a primeira noite, mas depois já se acostumou e passou a dormir a noite toda de novo. E o Frederico já nem sente mais essas mudanças… A soneca do dia da Valentina teve que ser sempre “na rua”, no meio dos passeios: andando de carro ou no próprio carrinho. É claro que a programação para um dia inteiro fora, batendo perna e passeando, exige um certo grau de organização: na mochila é necessário levar muitas fraldas, no mínimo duas mudas de roupa, casaquinho, mamá, lanche, água, brinquedos, etc.

Com levar bebes na viagem

A parte “compras” é a mais complicada com crianças, na minha opinião. Lá procuramos mesclar programas para eles, pracinhas, parquinhos, passeios turísticos com as idas a shoppings. Em alguns momentos nos revezamos, meu marido ia para o apartamento com eles enquanto eu encarava as lojas, ou a minha sogra entretia os dois por algum tempinho, ou eu ficava com eles enquanto o Rodrigo pesquisava lojas de eletrônicos… Mas no dia que fomos ao outlet Sawgrass Mills levamos os dois junto, e eles se comportaram SUPER bem, ao meio-dia levamos eles para almoçar no Rainforest Cafe, e depois deixamos eles brincarem um bom tempo no playground do restaurante. Aguentaram firme, sem reinar, até o fim. E temos que convir que um dia de outlet já é massante para nós, adultos, imagina então para eles!

O voo e o aeroporto também são sempre momentos “tensos” em viagens com crianças. Essa foi a primeira vez que fomos de voo diurno. Eu sempre achei que era melhor viajar de noite com as crianças, pois assim eles dormiam o tempo todo e não viam o tempo passar. Só que a gente chega acabado no destino, né? Pois então, experimentamos o voo diurno e adoramos! Saímos de Porto Alegre de manhã cedinho, e à tardinha estávamos em Miami, inteiros. E os pequenos? Se comportaram super bem, nós levamos várias opções de entretenimento (iPad, livros de colorir, livrinhos de leitura, brinquedos), e, além disso, a TAM tem um Canal Kids bem bacana também, com vários filmes e desenhos. Uma parte do tempo eles dormiram, um pouco se ocuparam com as refeições, e o restante da viagem eles brincaram e assistiram desenhos. Pegamos aqueles assentos conforto, que ficam na primeira fileira, o que possibilita espaço para eles brincarem no chão, circularem, etc. Isso ajuda muito! E também comprei assento para a Valentina, pois, embora ela ainda não tenha dois anos de idade, é muito grande para ir no nosso colo por 8 horas.

O Frederico e a Valentina curtiram muito os passeios: zoológico, Museu da Criança, praia, passeio de barco, etc. As crianças crescem muito nesse tipo de viagem, aprendem coisas novas, passam a observar as diferenças entre os lugares, entre as pessoas, entre as comidas… Para mim, cada vez fica mais prazeroso viajar com a minha duplinha!

Finalizando, fiz esse post realmente para dizer que não acho nenhum bicho de sete cabeças viajar com crianças. É claro que precisa ter disposição, paciência, e um companheiro a fim de encarar a aventura do lado – caso do meu marido, que é um ótimo parceiro de viagem, adora a companhia das crianças e encara junto tudo o que precisamos enfrentar com eles.

Não deixem de viajar porque tiveram filhos! A vida continua, e os caminhos passam a ser mais coloridos e divertidos (e também um pouco mais cansativos, claro…).

As metas passam pelo balão de festa

Vocês lembram do jornalista Alecs Dall’Olmo? Ele é casado com uma grande amiga minha de infância, a Márcia Munhoz, e pai da graciosa Manuela, de 3 anos. Já publicamos um texto lindo que ele escreveu sobre a filha, o Vem dançar!, e agora ele nos brinda mais uma vez com um texto super sensível e inteligente sobre o desenvolvimento da filhota. Confiram:

É entrar no carro e o pedido ganha volume: papai, liga a música do Eu fiz um rock pra você, da canção Consumado, de Arnaldo Antunes. Canta plena de entusiasmo, com os braços dançando no ar e se movendo no que permite o cinto. Só fica muda em uma parte que entra uma frase para assovio. Ela logo emenda: eu não consigo ainda; também não consigo fazer assim (estende a mão e pressionando os dedinhos em uma tentativa de produzir um estalo). O ainda me chama a atenção. E segue: quando for maior vou conseguir, né? Passado o momento de dois “eu não consigo ainda”, Manuela, minha filha de 3 anos, segue o baile do “tá consumado” do Sr. Antunes versão na cadeirinha do carro. Outro que tem espaço garantindo é Tim Maia, principalmente depois que Manu decobriu que ele fez uma canção só para as princesas cantarem. Lembram da versão ao vivo de Dia de Domingo? Tim abre a voz para pedir ajuda para elas cantarem a primeira parte com um clássico “alô princesas…”. Manu adora cantar Dia de Domingo todos os dias, mas eu só posso cantar na segunda parte. Ou seja: “primeiro as princesas”. Foi em meio das cantorias que a minha princesa passou a definir e propor algumas metas. Certo dia me olhou com ar grave, pegou o violão e disparou: quando eu for só um pouco maior quero tocar violão sozinha. A lista inclui, claro, conseguir assoviar e estalar os dedos para acompanhar as músicas. Mas há metas com diferentes prazos e desafios variados como aprender a surfar. Podem acreditar. Dia desses ela saiu com essa: vou fazer aula de surfe quando chegar a praia de novo. Mas antes do encontro com o mar quer conseguir cortar papel com a tesoura rosa sem rasgar a folha, colar sem que a cola grude nos dedos (até hoje não consegui, ainda mais quando é ‘superbonder’), quer correr com a bola quicando na mão várias vezes. Também quer ir para São Paulo (não me perguntem os motivos, mas vez ou outra vem o papo de São Paulo), quer andar com cachorro na guia sem ela ficar puxando, quer ficar segurando um peixe na mão (mas ele tem que ficar vivo), quer levar o Tubiano (um cavalo) e a Pixinguinha (uma égua) para passearem em Porto Alegre. Manu ama cavalos. E andar sozinha neles nunca foi uma meta. Na primeira vez subiu com a mãe e logo ressaltou: desce que vou sozinha. E foi (para a minha tensão máxima). Monta, segura na sela com uma das mãos e com a outra vai soltando as rédeas para sair no trote manso pelo campo (pelo menos é dentro do cercado). Também quer não ter tanto medo de galinhas. Mas o que mais planeja foi confidenciado dias atrás: “quando eu crescer mais vou conseguir encher balão sozinha para as festas”. É preciso estar mais do que preparado para o discurso dos nossos pequenos. E nunca estaremos o suficiente, pois encher ou não um balão de festa pela vida faz toda a diferença.

As comprinhas de hoje

Por Paula Tweedie

E aí, gurias?

Anotaram a dica da Raquel da última sexta (ver aqui)?

Hoje ela me tirou cedo da cama para irmos juntas ao Babies Day Bazar, evento organizado pelas sempre antenadas Manuela Vilar e Ana Paula Brandão de Mattos.

Foi uma ótima oportunidade para fazer as comprinhas de inverno que as crianças estavam precisando…

O bazar está incrível, espaçoso e organizado! São roupas de ótima qualidade a preços super acessíveis. Lá vocês encontram marcas como Ralph Lauren,  Carters, Gymboree, Mimo, VIC, Loveet e muitas outras.

Querem dar uma espiadinha em parte das nossas compras?

Então olhem só…

Ficaram interessadas? Corram! Ainda dá tempo! O bazar funciona até às 20h de hoje (17 de abril).

Vão perder a oportunidade de conhecer uma casa de festas que ainda nem inaugurou???

O endereço da Hopi Casa de Festas vocês já tem? Rua Rua Regente, 463 (Bairro Bela Vista). Ah, muito importante: tem manobrista no local e recreacionistas para as crianças.

Viamão – tão perto, tão cheio de atrações

Recentemente tive a oportunidade de conhecer dois lugares aqui pertinho de Porto Alegre, em Viamão, que me seduziram. Um pela originalidade, outro pela sofisticação, ambos pelo contato com a natureza aliado ao conforto.

Primeiro é bom lembrar que eu sou do interior, fui criada numa estância gaúcha, e sempre que dá fujo para lá com os meus filhos. Mas centenas de quilômetros de distância me separam do lugar onde nasci e onde mora minha família, por isso gostei tanto desses locais: estão a menos de uma hora de distância da selva de pedra porto-alegrense!

E não tem como negar: criança amaaa brincar ao ar livre, em contato com elementos da natureza como plantas, água, terra, bichos.

O primeiro lugar se chama Floresta Encantada do Vovô Rangel, fica em Águas Claras (Parada 90 da RS 040). É um sítio totalmente preparado para o turismo ecológico e pedagógico, além de ser um lugar abençoado pela natureza, com resquícios de Mata Atlântica e na beira da Lagoa Branca. Fomos almoçar e passar a tarde lá com um grupo de crianças da escola do Frederico, e os pequenos simplesmente AMARAM. Tem uma floresta que é realmente encantada, onde após uma curta trilha a gurizada dá de cara com a casa da Branca de Neve, que tem até as 7 caminhas dos anões, uma graça. Tem também muitos brinquedos num parquinho bem diferente, feito de material reciclado. Mas a cereja do bolo mesmo é a lagoa com trapiche, pedalinhos e areia branquinha – no dia em que fomos estava calor, e, embora estivessem de roupa, as crianças não resistiram a um bom mergulho. Ou melhor, vários, com muitos pulos do trapiche e brincadeiras. Afinal de contas, infância sem banho de lagoa não tem graça, né? Fora isso, o local disponibiliza várias atividades pedagógicas, é só combinar com a proprietária: trilhas ecológicas, contato com animais, plantio de horta orgânica e cuidados com o pomar, casa do Tarzan, tirolesa, pescaria, passeio de pedalinho. Como comentei antes, nós almoçamos lá. A comida é estilo campeiro, mas eu não gostei muito da qualidade, recomendo que as pessoas levem seu próprio lanche, inclusive eles alugam churrasqueiras com mesas no meio do mato, deve ser super gostoso fazer um almoço lá!