As comprinhas de hoje

Por Paula Tweedie

E aí, gurias?

Anotaram a dica da Raquel da última sexta (ver aqui)?

Hoje ela me tirou cedo da cama para irmos juntas ao Babies Day Bazar, evento organizado pelas sempre antenadas Manuela Vilar e Ana Paula Brandão de Mattos.

Foi uma ótima oportunidade para fazer as comprinhas de inverno que as crianças estavam precisando…

O bazar está incrível, espaçoso e organizado! São roupas de ótima qualidade a preços super acessíveis. Lá vocês encontram marcas como Ralph Lauren,  Carters, Gymboree, Mimo, VIC, Loveet e muitas outras.

Querem dar uma espiadinha em parte das nossas compras?

Então olhem só…

Ficaram interessadas? Corram! Ainda dá tempo! O bazar funciona até às 20h de hoje (17 de abril).

Vão perder a oportunidade de conhecer uma casa de festas que ainda nem inaugurou???

O endereço da Hopi Casa de Festas vocês já tem? Rua Rua Regente, 463 (Bairro Bela Vista). Ah, muito importante: tem manobrista no local e recreacionistas para as crianças.

Viamão – tão perto, tão cheio de atrações

Recentemente tive a oportunidade de conhecer dois lugares aqui pertinho de Porto Alegre, em Viamão, que me seduziram. Um pela originalidade, outro pela sofisticação, ambos pelo contato com a natureza aliado ao conforto.

Primeiro é bom lembrar que eu sou do interior, fui criada numa estância gaúcha, e sempre que dá fujo para lá com os meus filhos. Mas centenas de quilômetros de distância me separam do lugar onde nasci e onde mora minha família, por isso gostei tanto desses locais: estão a menos de uma hora de distância da selva de pedra porto-alegrense!

E não tem como negar: criança amaaa brincar ao ar livre, em contato com elementos da natureza como plantas, água, terra, bichos.

O primeiro lugar se chama Floresta Encantada do Vovô Rangel, fica em Águas Claras (Parada 90 da RS 040). É um sítio totalmente preparado para o turismo ecológico e pedagógico, além de ser um lugar abençoado pela natureza, com resquícios de Mata Atlântica e na beira da Lagoa Branca. Fomos almoçar e passar a tarde lá com um grupo de crianças da escola do Frederico, e os pequenos simplesmente AMARAM. Tem uma floresta que é realmente encantada, onde após uma curta trilha a gurizada dá de cara com a casa da Branca de Neve, que tem até as 7 caminhas dos anões, uma graça. Tem também muitos brinquedos num parquinho bem diferente, feito de material reciclado. Mas a cereja do bolo mesmo é a lagoa com trapiche, pedalinhos e areia branquinha – no dia em que fomos estava calor, e, embora estivessem de roupa, as crianças não resistiram a um bom mergulho. Ou melhor, vários, com muitos pulos do trapiche e brincadeiras. Afinal de contas, infância sem banho de lagoa não tem graça, né? Fora isso, o local disponibiliza várias atividades pedagógicas, é só combinar com a proprietária: trilhas ecológicas, contato com animais, plantio de horta orgânica e cuidados com o pomar, casa do Tarzan, tirolesa, pescaria, passeio de pedalinho. Como comentei antes, nós almoçamos lá. A comida é estilo campeiro, mas eu não gostei muito da qualidade, recomendo que as pessoas levem seu próprio lanche, inclusive eles alugam churrasqueiras com mesas no meio do mato, deve ser super gostoso fazer um almoço lá!

O Babies Day Bazar está de volta!

Lembram do Babies Day Bazar, que as queridas Manuela Vilar e Ana Paula Brandão de Mattos costumavam organizar? Sempre foi um sucesso de público e de produtos, não é?!

Pois então, o evento adorado pelas mamães de Porto Alegre está de volta! A 5a edição se realizará na próxima quarta-feira, dia 17 de abril, das 9 às 20 horas na Hopi Casa de Festas.

É a oportunidade de rechear o guarda-roupas dos nossos filhos com roupas de qualidade a preços bem baixos. A Manu e a Ana têm super bom gosto para selecionar as peças, e garantiram que os preços estarão imbatíveis! O inverno está chegando, e tenho certeza de que muitas mães precisam de itens como calças, camisetas e casacos para seus filhotes. Então, é só correr lá, e ainda aproveitar para conhecer a Hopi, que é uma casa de festas nova em Porto Alegre, super diferenciada, linda e espaçosa.

Uma lembrancinha cheia de vida

Na semana passada a Paula e eu fomos com as crianças no aniversário da Ana Clara, filha da Renata Goettems. A Rê é nossa amiga desde a época da hidroginástica de gestantes, nós três nos conhecemos lá e até hoje continuamos nos encontrando, nossos filhos (que têm a mesma idade) viraram amigos também (afinal, se conhecem desde a barriga!), criamos uma relação muito bacana. A Ana Clara é tãão linda, uma verdadeira princesa!

E o tema da festa foi de princesa também… Mais especificamente, Jasmim e Aladim. Estava tudo uma graça.

Mas o que eu mais gostei mesmo foi da lembrancinha, super diferente, original.

As crianças levaram esta caixinha para casa, que era bem pesada, Ao abri-la, vejam a surpresa, Dentro da caixinha tinha também um saquinho com sementes e um bilhetinho explicando como fazer para plantá-las, Depois disso, foi colocar as mãos na massa – ou melhor, na terra,

Agora tenho aqui na minha sacada dois vasinhos que são constantemente regados e cuidados por um menino e uma menina curiosos para saber o que vai nascer daquelas sementes – sim, pois não sabemos de que plantinha se trata, até aposta sobre a cor das flores que brotarão o Frederico já fez!

Muito legal, não acham? Não sei se é porque eu sou engenheira agrônoma, mas eu AMEI essa lembrancinha, tão diferente dos brinquedos de plástico e guloseimas usuais nos aniversários…

Quando a criança deve largar o bico?

Alô, mamães: pensando em como fazer para seus filhos largarem o bico/chupeta? Eu já passei por essa fase com o Frederico, conseguimos (eu, meu marido e a Dra. Juliana) fazer o desapego final aos 3 anos e 5 meses, até fiz um post sobre isso antes do meu filho largar o bico (ver aqui). Foi um pouco atrasado em relação ao ideal, foram difíceis os primeiros dias, mas vencemos! Ano que vem terei que passar pelo mesmo processo com a Valentina, que adora o “bibi” dela… Chego a ter calafrios só de pensar!

Eu considero essa uma das grandes mudanças na vida da criança, junto com o desfralde. Parece que, ao largar definitivamente a fralda e a chupeta, ela passa de fato da fase “bebê” para a fase “criança”. E todas as mudanças deixam marcas e não são fáceis, claro. Nem para nós, nem para os pequenos.

Pensando nisso, fiz algumas perguntas sobre o assunto à odontopediatra dos meus filhos, a Dra. Juliana Barata, que inclusive já nos deu entrevista sobre os cuidados bucais na infância aqui.

Os danos causados pelo uso da chupeta dependem do período de tempo em que é usada, da intensidade com que é usada e da frequência com que é usada.

Durante o hábito de sucção, a língua exerce uma força sobre o bico pressionando-o contra o palato (céu da boca). Essa força faz com que a arcada superior vá adquirindo um formato mais estreito, fazendo com que o palato fique profundo, favorecendo um crescimento vertical e dificultando a respiração pelo nariz, o que leva a uma respiração bucal. Além disso, os dentes anteriores são projetados (empurrados para frente), o que facilita com que sejam atingidos em caso de traumatismo dentário.  Esses dentes anteriores também ficam posicionados mais para cima, não havendo contato com os dentes inferiores, o que é chamado de “mordida aberta anterior”. Todas essas alterações levam a uma musculatura da face enfraquecida, o que prejudica a fala da criança.

 

2)   Até que idade o bico pode ser usado sem que haja prejuízos irreversíveis aos dentinhos?

A Associação Brasileira de Odontopediatria e o Ministério da Saúde recomendam que a idade de 3 anos seja a época limite para a eliminação do uso da chupeta. Entretanto, reconhecem que o ideal seria remover gradativamente o hábito até os 2 anos de idade. É importante que o odontopediatra acompanhe essa criança no sentido de avaliar se o hábito já não está causando alterações muito severas antes dessa idade. Nesse caso, com a concordância dos pais, pode-se tentar um abandono do hábito antes dos 3 anos de idade.

 

3)   Como os pais devem proceder quando chega a  hora de tirar o bico?

É importante que antes disso se inicie um processo lento e gradual de forma que ao se chegar aos 3 anos de idade o abandono seja tranquilo.  Desde o início do uso, o bico não deve ser estimulado e, de preferência, não deve ser oferecido antes que a criança solicite.

Os pais devem conversar com a criança explicando o que o bico está causando de forma que a criança se conscientize das reais razões pelas quais o bico deve ser abandonado.  Isto faz com que o abandono seja consciente. É muito provável que nos primeiros dias sem o bico, a criança se arrependa e peça o bico de volta. Nesse momento, os pais devem reforçar com a criança porque ela quis abandonar o bico e que é normal que ela sinta saudades, que essa saudade vai passar. E que enquanto sentir saudades, seu pai ou sua mãe vão ficar fazendo companhia, contando história ou lendo algum livro diferente”. Essa conduta vai distrair a criança, mas principalmente mantê-la segura após ter tomado uma decisão definitiva.

Deve-se tomar muito cuidado no sentido de se evitar propor trocas com a criança como por exemplo: “Se você entregar o bico para o Papai Noel, ele vai trazer uma linda boneca”

É fundamental que, após o abandono da chupeta, essa criança seja muito elogiada, realizando-se o que se chama “reforço positivo”. Aí sim, pode-se dar algum presente à criança, mas com a conotação de ser um prêmio pela sua conduta e não um objeto de troca.

 

4)   Como fazer o processo de forma que não ocorram traumas para a criança? Qual a influência do dentista nessa fase?

É claro que o abandono do bico é uma mudança importante na vida da criança. O fato de ser um sofrimento, pelo sentimento de perda não significa que a criança vai ficar traumatizada. O odontopediatra pode iniciar esse processo conversando com a criança sobre o porquê dela abandonar a chupeta e, principalmente, orientando os pais a como agir neste momento e nos dias que se seguem, já que é comum a criança se arrepender de ter parado com o hábito.

 

5)   Quais as marcas e modelos de bicos mais apropriados? Que tamanho de bico deve ser utilizado em cada idade?

O ideal é a utilização de uma chupeta de silicone (ao invés da de látex que favorece um maior acúmulo de bactérias) e ortodôntica já que apresenta um formato anatômico que acompanha o formato do palato. Quanto à marca, deve-se procurar marcas reconhecidas pela fabricação de bicos. Apesar da indicação do fabricante com relação ao aumento gradativo do seu tamanho, o ideal é que, desde o início, se adote a chupeta de menor tamanho por ocupar um menor espaço na cavidade bucal.

Meninos e meninas: iguais ou diferentes?

Gurias, esses tempos fiz um post sobre a exposição “Barbie Terras Distantes” no shopping Iguatemi, lembram (ver aqui)?

Na semana passada, resolvi levar o Santiago lá…

Eu adorei! Fiquei enlouquecida com as bonecas da exposição, mas o Santiago reclamou do início ao fim. Não deu certo!!! “Mãe, isso aqui é muito chato. Mãe, quero ir embora. Mãe, isso aqui é coisa de menina.” Só no finalzinho, quando viu o avião da Barbie é que ele posou para a foto e me deu uma folguinha…

Bom, comentei com umas amigas no Facebook que não tive parceria na exposição e várias disseram que o mesmo tinha acontecido com elas. Então surgiu a dúvida: afinal, meninos e meninas são ou não são iguais? Eles têm os mesmos interesses independente do gênero? Devem ou não receber o mesmo tratamento dos pais?

Nessas horas, nada melhor do que chamar a ajuda das universitárias. Com vocês, as It Mommies!

“Os meninos são muito diferentes das meninas e têm interesses diferentes. As meninas são mais detalhistas, independentes e decididas. Eles se contentam com menos, demandam menos e falam menos :-) . Acho que as meninas são mais curiosas, gostam de conversar e, na mesma idade dos meninos, são muito mais espertas… Nós tratamos eles de forma diferente, justamente por notarmos essas diferenças, que existem e tem que ser respeitadas.”“Boa pergunta, Paula! Sabe que começo a ver algumas diferenças no jeito de ser? Apesar de ser bem pequenino, o Vítor é mais agitado, parece um polvo pra vestir. Usa muito mais a força do que a Sofia usava quando era bebê.

Ainda não consigo avaliar se vamos ter que ter rédeas mais curtas com o Vítor, mas é o que começa a dar a impressão. Acho que o que vai determinar vai ser muito em função da personalidade de cada um. Acho que a educação em geral não deve ser diferente, até já falei pro André que não gostaria de fazer diferença entre eles, mas ao mesmo tempo fico pensando se não fazemos isso naturalmente, sendo mais ‘light’ com meninas e duros com meninos. Fica pra pensar!”

Aqui em casa são dois meninos e uma menina, e posso te garantir que existem muitas diferenças. As meninas são mais concentradas, muito embora, geralmente mais agitadas. Por outro lado, as brincadeiras são mais elaboradas, mais calmas e mais produtivas. Elas vivem no mundo da fantasia, vivem sonhando com o príncipe encantado. Já os meninos são mais práticos, mais rápidos, mais ativos, as brincadeiras mais curtas, mas mais intensas. Os interesses são completamente diferentes, elas amadurecem mais rápido, são sonhadoras. A minha filha, que tem 5 anos, já faz planos para o futuro, fala em ter família, filhos, profissão. Por sua vez, os meninos vivem mais o hoje. Sem falar no consumismo, pois meninas consomem muito mais: vestido, saia, blusa, calça, laço, tiara, vários sapatos porque tem que combinar tudo. Meninos são bem mais simples para se vestir. Tudo é básico, é muito mais fácil. Acredito que o tratamento deva ser o mesmo mas em intensidade diferente, ou seja, de acordo com as necessidades de cada um, aí sim independente do sexo, porque cada filho, ao meu ver, precisa de um tratamento diferente, eu com três estou vivenciando bem isso, pois cada um tem suas peculiaridades, personalidades distintas, e, sendo assim, cada um recebe o tratamento que precisa.”

Massa com salmão ea trufinhas de bolacha Maria

A publicitária, responsável pelo marketing e pelo operacional da Casa Cor RS, agora também está envolvida em um novo projeto chamado Papo Cozinha. Eu já confessei aqui que sou uma zero a esquerda em forno e fogão e não vejo a hora de me matricular num curso de culinária!!!
“Oi Paula, hoje envio duas receitas, uma de massa com salmão que agrada a todos na Sexta-feira Santa e outra para fazer com os pequenos no Domingo de Páscoa, as trufinhas de bolacha Maria. As receitas foram desenvolvidas para o Papo Cozinha, sendo a primeira no especial de Páscoa, que aconteceu nesta segunda-feira, e a segunda receita foi executada no Papo Cozinha Kids, com crianças de 2 a 5 anos, nesta terça-feira.”

Ingredientes (para 4 porções)400g pappardelle200g salmão fresco200ml creme de leite frescomanteiga Q.B.

azeite de oliva Q.B.

tomilho para decorar

sal

pimenta a gosto

1 dente de alho inteiro

Coloque a água para ferver. Quando começar a ferver, adicione o sal e, em seguida, coloque a massa para cozinhar.

Aqueça uma frigideira e passe um dente de alho inteiro. Despreze o alho. Coloque a manteiga e o azeite. Adicione o salmão e deixe refogar. Adicione o creme de leite e deixe incorporar os sabores por alguns minutos.

Após o cozimento da massa, escorrer e incorporar ao molho. Servir.

OBS: pode-se substituir a massa pappardelle por outra de agrado das crianças, como a “gravatinha” ou “parafuso”.

Ingredientes

1 pacote de biscoito Maria (200g)

1 lata de leite condensado

1 1/2 xícara (chá) de chocolate em pó

8 colheres (sopa) de açúcar

margarina para untar

Modo de preparo

No liquidificador, triture os biscoitos, apertando a tecla pulsar. Em uma tigela, misture as bolachinhas com o leite condensado e 1 xícara de chocolate em pó. Misture bem com a colher depois com as mãos. Unte as mãos com margarina e modele bolinhas. Misture o chocolate restante (1/2 xíc) com o açúcar e passe as bolinhas nessa mistura. Sirva.

 

Por que colocar criança dormi no escurinho

Por Raquel Guindani

Da série: os erros que cometemos quando viramos mães…

São muitos os equívocos que as mães e os pais fazem com seus filhos, não é mesmo? Estamos sempre tentando acertar, mas muitas vezes a inexperiência e a falta de informações nos fazem tomar caminhos errados na condução da rotina e da educação dos nossos filhos. Mas daí a gente ouve, aprende, bate com a cabeça na parede, e corrige (ou tenta corrigir) os desacertos.

No meu caso, uma das coisas erradas que fiz foi sempre deixar uma luzinha fraca, indireta, ligada nos quartos dos meus filhos à noite, enquanto eles dormiam. Eu pensava que assim eles se sentiriam mais seguros se acordassem durante a noite, saberiam onde estavam, conseguiriam procurar a chupeta perdida entre os lençóis. De fato, meus filhos dormem bem, a Valentina sempre dormiu a noite toda (coisa que com o Frederico só foi se tornar permanente aos 2 anos de idade), e ambos sabiam procurar seus “bibis” ou se localizar no próprio quarto durante a noite devido à pequena iluminação que eu deixava acesa.

Só que eu estava errada. E não foi por falta de avisos: a minha mãe sempre me disse que eu devia apagar a luz para que eles dormissem melhor e produzissem os hormônios necessários à sua saúde e bem-estar. Mas eu ia postergando a história de deixá-los totalmente no escuro simplesmente pro achar mais cômodo assim, e para que eles não sentissem medo (o medo está mesmo é na cabeça da gente…).

Agora, estando o Frederico com 4 anos e a Valentina com 1 ano e 8 meses, após conversar com duas médicas sobre o assunto e ler e pesquisar muito, criei coragem e apaguei a luz.

Resumidamente, o que ocorre é o seguinte: a melatonina, um neuro-hormônio produzido pela glândula pineal que regula nossos ciclos biológicos e nos induz mais rápido ao sono profundo, é um poderoso anti-oxidante, influencia na memória, no aprendizado, no envelhecimento e na prevenção de doenças. Ela só é produzida no escuro completo. Qualquer luzinha, por mínima que seja, já faz com que o cérebro envie uma mensagem bloqueando a sua formação. Vejam bem, não é o hormônio do crescimento, o GH, mas esse só é produzido quando estamos em… sono profundo!

Bom, não quero me estender nessa explicação, até porque não sou médica nem especialista no assunto, entretanto o fato é que devemos todos, adultos e crianças, dormir no escuro. Para o bem da nossa saúde.

Voltando ao apagar das luzes aqui em casa: o Frederico estranhou muito desde que começamos a deixar o quarto no escuro, reclamou algumas vezes, porém explicamos para ele que isso o faria acordar mais descansado e “crescer mais”, e ele acabou aceitando. A Valentina, por sua vez, não reclamou, parece nem ter notado a diferença…

E os filhos de vocês, dormem no escuro completo? Eles sentem medo?

Chuteira personalizada

O Frederico agora só quer saber de jogar futebol. Está sempre chutando uma bola, fazendo gol a gol com o pai, entrou na escolinha de futebol duas vezes por semana, enfim, aquelas coisas de “guri” que eu já sabia que um dia iriam acontecer aqui em casa.

Meu filho adora o Inter em primeiro lugar, claro, mas também curte muito o Neymar (todas as crianças adoram ele, né?!). Por isso, o pedido do último Natal foi a chuteira do Neymar, aquela azul turquesa com laranja, sabem? Bem escandalosa, sim, mas sabem que eu até acho charmosa?

E nós mandamos personalizar a tal chuteira com o nome dele bordado em amarelo fluorescente. Eu achava que isso era comum, mas como até hoje, sempre quando ele está com a chuteira, muita gente me pergunta onde eu mandei colocar o nome dele, aqui vai a dica: na loja da Nike do Shopping Iguatemi aqui de Porto Alegre eles bordam na hora!

Meu pequeno craque adora ver o nome dele escrito na chuteira…

A autonomia e a teimosia andam de mãos dadas

Embora seja mãe de segunda viagem, estou aprendendo muitas coisas novas com a Valentina. Minha filha tem personalidade muito, muito diferente da do irmão, o que está fazendo com que meu marido e eu tenhamos que reaprender. Reaprender a educar, a contemporizar, a ter paciência, a dar limites.

Acontece que a Valentina, com 1 ano e 8 meses, quer fazer tudo sozinha, é independente, quer determinar as regras do jogo. Percebo que os “terrible twos” chegaram antes para ela. Minha menina sempre teve personalidade forte, muito amorosa e muito teimosa ao mesmo tempo, dramática e passional na maior parte das vezes (afinal, é leonina, né?). E isso se traduz em quê, agora que estamos chegando perto dos 2 anos? Em birras, claro.

Não aceita de jeito nenhum que a gente dê a comida para ela, quer segurar os talheres o tempo todo, quer abrir a geladeira e pegar sozinha o próprio lanche, quer escolher roupas e sapatos (e colocá-los à sua maneira), quer desenhar pela casa inteira, muitas vezes não quer trocar a fralda, tira o cinto da cadeirinha do carro, grita, esperneia quando não consegue o que quer.

E agora, o que fazemos???

Recorri à minha “biblioteca”, e estou relendo o livro A criança mais feliz do pedaço, do Dr. Harvey Karp (já falei dele aqui). Já comecei a aplicar as técnicas dele, com alguns resultados até o presente momento. Tenho conversado com outras mães, pesquisado, perguntado: como tornar obediente uma menininha que quer ter autonomia, que tem personalidade forte e que, além disso tudo, é SEGUNDA FILHA?

Sim, porque cada vez tenho mais certeza de que a ordem de nascimento influencia completamente no comportamento e na personalidade das pessoas. Coitados dos filhos mais velhos, como somos eu e o Frederico… Sempre seguindo regras, obedecendo, esperando permissões. Com o segundo filho, quem dita o ritmo são eles mesmos: afinal de contas, se o Frederico só foi apresentado à canetinha hidrocor com 2 anos e ao patinete com 3 anos, a Valentina convive com isso e muito mais desde bebezinha. E quer explorar todas essas maravilhas, claro. Quer usar e abusar, quer fazer tudo o que o irmão faz, quer comer o que ele come… Não é à toa que os segundos (e terceiros, quartos) filhos são muito mais “descolados” na vida adulta! Eles já encontram as portas abertas desde que nascem…

São tantos desafios pelos quais estou passando agora, que nem daria para enumerar todos aqui. Birras, choros, brabeza, muita “arte” em casa…

Em compensação, tenho uma filha MEGA carinhosa, sorridente, esperta, cheia de vida e simpática (quando não está brava, claro).

E aí, o que se faz numa situação dessas??? “Terrible twos” antecipados é pra matar!!!

Ah, e para quem aí estiver pensando que o problema é meu, que sou eu que não sei dar limites nem educar, até aceito a crítica, mas confesso que, quando tinha só o Frederico, que é uma criança super tranquila, madura e educada, eu também costumava pensar assim sobre as mães de crianças que eu via fazendo birra por aí. Entretanto, cada criança é um indivíduo, e vejo hoje como é difícil educar uma personalidade “animada” como a da Valentina, segundo a classificação do Dr. Harvey Karp – com padrões imprevisíveis de comportamento, grandes altos e baixos, apaixonada e que não desiste NUNCA.

Pois eu também não vou desistir. Seguirei sempre tentando educar e dar limites para torná-la mais paciente, obediente e cooperativa (parafraseando a capa do livro citado).