Tudo de novo outra vez

É com imensa alegria que hoje venho contar aqui para vocês que estou grávida novamente. Completei 12 semanas de gestação na sexta-feira passada, e agora já posso dizer para todo mundo que o Frederico vai ganhar um irmãozinho (ou irmãzinha)!

Eu e meu marido planejamos esse segundo filho, e tudo deu certinho, a diferença entre o Frederico e o bebê será de 2 anos e 5 meses. Estamos muito, muito felizes.

No final de julho, terei novamente um bebezinho nos meus braços! É tão emocionante ver a nossa família crescendo, cheia de amor, planos, realizações… Eu sempre sonhei com uma família grande, afinal de contas, na minha casa somos quatro irmãs. E dar um irmãozinho para o Frederico é o melhor presente que poderíamos oferecer para ele, não é mesmo?

E, para quem quer saber se com a segunda gravidez somos diferentes do que na primeira e nos importamos menos, posso dizer o seguinte: a emoção é tão grande como da primeira vez, assim como o amor, a única diferença é que, por não ser principiante, me preocupo menos com certas coisas. Já sei o roteiro, entendem? Sei que aos três meses os enjôos passam de verdade, o que posso e o que não devo comer, quando a barriga vai aparecer, em que momento o bebê vai começar a mexer…

Mas tem uma novidade: dar atenção ao primeiro filho para que ele enfrente bem a chegada do(a) maninho(a). O Frederico está sabendo de tudo desde que eu descobri que estava grávida. Contamos para ele que tem um bebezinho dentro da barriga da mamãe. As reações foram as mais diversas possíveis: no início ele ignorou, depois começou a dizer que dentro da barriga da mamãe havia “dois meninos memos” – detalhe: memos quer dizer gêmeos para ele! Mas já fiz duas ecografias, e é um bebê só, viram?! Em seguida, notei que ele começou a ficar muito, mas muito mais grudado em mim. Ele não quer se separar da mamãe para nada, coitadinho. Acho que tem medo de me perder… De vez em quando, até rolam uns beijinhos na minha barriga, mas, em geral, meu filho prefere evitar o assunto. Ontem, ele saiu com essa: “eu quero ver o nenê que tá dentro da barriga da mamãe”, levantou a minha blusa e ficou mexendo no meu umbigo. E por aí vai…

Bem, mas hoje eu queria mesmo era contar a boa notícia, e dizer que, coincidentemente, esse bebê foi gerado junto com o Mães à Obra. Então, nada mais justo do que eu dividir esse momento aqui com vocês, contando o andamento da minha gravidez. Para tanto, a partir de agora, começaremos uma nova seção aqui no blog, chamada “Diário da Gestação”, onde toda semana contarei novidades sobre essa nova fase da minha vida. Aproveito para convidar todas as outras gravidinhas a dividirem suas experiências conosco, mandarem suas dúvidas e contarem o que está acontecendo em suas vidas. Afinal, a troca é muito enriquecedora, principalmente em um momento tão especial como esse!

Enjôos, Dramins e afins

Até agora, posso dizer que foi tudo tranqüilo porque não tive nenhuma ameaça de perda do bebê, nem sangramentos. Mas do ponto de vista do meu estômago, não foi nada tranqüilo. Bem pelo contrário: desde a 6a semana de gestação, tenho a sensação de estar vivendo num navio que sacode ao sabor de ondas imensas e constantes. Sim, os enjôos, ou “morning sickness” para os americanos – que, para mim, significam morning, afternoon, evening, night… sickness!

Enjôos

Vocês devem estar se perguntando: mas os enjôos já não eram para ter passado lá pela 12a semana? Sim, eram, e confesso que estão bem mais amenos, mas ainda preciso do Dramin B6 para viver.

Quando eu estava grávida do Frederico, tive enjôo da 8a até a 12a semana. Eram náuseas constantes e quase diárias, mas em geral pelo período da manhã. Vomitei poucas vezes, umas 5 ou 6 no total. Mas agora, nessa segunda gravidez, o enjôo resolveu me mostrar a sua cara mais feia: náuseas muito fortes, eterna sensação de desconforto, falta de vontade de comer, total intolerância a cheiros, e vômitos, muitos vômitos.

Quando eu estava lá pela 9a semana, sofrendo muito, praticamente me alimentando de bolacha água e sal, chá de camomila e água com limão, e já 3 kg mais magra do que no início da gestação, resolvi ligar para a minha médica e dizer que não agüentava mais. Sabe qual foi a resposta dela? Mas por que não me ligou antes, menina?! Me receitou Dramin B6 de 4 em 4 horas, e ufa, que alívio –  me tornei outra pessoa! Voltei a comer, a ter ânimo, a brincar com meu filho… Santo Dramin!

Ela me falou para, a partir da 12a semana, ir diminuindo o Dramin, pois os enjôos normalmente passam nessa fase da gestação. Já estou espaçando mais o remédio, mas no dia em que tentei ficar sem, todo aquele terror das náuseas e vômitos voltou. Meu corpo ainda não se acostumou com tanta progesterona…

Vocês sabiam que 50% das mulheres grávidas sofrem com os enjôos no início da gravidez? E que a mesma mulher pode ter enjôo em uma gestação, e não ter em outra? (Eu não faço parte dessa turma de sortudas).

E vocês, leitoras gravidinhas, também passaram por isso?