Adaptação escolar, a psicóloga Caroline Brandalise Antoniazzi comenta.

Existe uma idade ideal para a criança entrar na escolinha ou isso varia de acordo com a personalidade da criança e a necessidade dos pais?

A entrada na escola desenvolve capacidades e habilidades na criança que talvez demorassem um pouco mais para serem percebidas caso a criança ficasse em casa com uma babá. A instauração da rotina e da autonomia é importante para a formação da personalidade da criança. Na escola, as relações com os colegas e professores são fundamentais para o desenvolvimento dos aspectos sociais. Além disso, fica evidente a diferença do desenvolvimento neuropsicológico e cognitivo das crianças que estão na escola se compararmos com as que não estão. As desvantagens, no meu ponto de vista, são as viroses que podem tornar-se recorrentes em função das outras crianças, mas que infelizmente fazem parte desse processo.

Quais são as vantagens e desvantagens da criança que está na escolinha?

Acredito que as crianças que entram na escola desenvolvem algumas habilidades mais cedo do que as que não estão. Seja pelo modelo ou imitação dos colegas, a tendência é que fiquem mais estimuladas e encorajadas em alcançar as etapas que os colegas estão. Por exemplo: o uso do copo de treinamento ao invés da mamadeira, fazer tentativas de comer sozinhas, fazer o treinamento para o desfralde, o desenvolvimento da fala, entre outros.

Como escolher uma escolinha?

A escolha da escola para o seu filho deve ser feita com tranqüilidade e com antecedência. Buscar alguma escola perto de casa, o que diminui tempo para o transporte dos pequenos, conhecer o projeto psicopedagógico, o número de alunos por sala e de professores e auxiliares por aluno. Acho fundamental observar a limpeza do espaço, a segurança da sala e do pátio (por exemplo: as tomadas são protegidas? As portas são travadas? Na pracinha tem areia? Essa areia é protegida?). Como é o procedimento quando alguma criança se machuca? Levam ao Pronto Socorro ou chamam algum serviço de atendimento? Como é feita a alimentação dos pequenos? A escola tem nutricionista para a elaboração do cardápio? Também acho que a questão do horário deve ser observada, visto que tem escolas flexíveis para a chegada e saída e outras não.

Como deve ser a adaptação da criança na escolinha?

Acredito que a adaptação começa muito antes do primeiro dia de aula. Inicia na conversa com a criança sobre a entrada na escola. É fundamental levar a criança para conhecer a escola, comprar a mochila, os uniformes para possibilitar que a criança vá se apropriando do novo assunto. Na adaptação, que pode durar dias ou semanas, dependendo da criança a mãe é peça fundamental! A mãe tem que manter-se segura da sua escolha, não demonstrar ambivalência. Nesse início deve fazer o que combinar com o seu filho: se disse que vai esperar ela deve estar lá quando e caso ele chorar. Nunca dizer que vai esperar e sair. Observamos que quanto menor a criança mais fácil a adaptação, em função de não ter tido uma rotina anterior cristalizada.

A criança pode apresentar alguma mudança de comportamento nesse período?

A criança pode apresentar alguma mudança de comportamento no período de adaptação e entrada na escola, visto que está experimentando uma nova rotina e muitas novidades que despertam ansiedade. É comum darem uma regredida emocionalmente, querendo funcionar como um bebê de colo, apresentando alterações do sono e da alimentação, mas isso em função dessa nova proposta que está sendo apresentada para a criança. A tendência é que a criança integre a rotina da casa com a rotina da escola. É importante observar a freqüência e a duração dos comportamentos regressivos.

Alguma dica para deixar esse momento menos tenso?

Uma dica que dou é que a mãe explique para a criança o que vai acontecer naquele dia na escola para que ela consiga prever o que vai acontecer. É diferente para a criança ouvir: “a mãe te busca no fim da tarde” e “ tu vais brincar com os amigos, vai dormir, lanchar e daí a mãe te busca”, isso vai acalmando a criança e não deixa ela tão ansiosa.

Mãe e profissional 24h : Eduarda Streb

Em junho de 2009, a jornalista Eduarda Streb, 37 anos, trocou Porto Alegre, onde trabalhava há quase 15 anos como repórter e apresentadora da RBSTV, pelo sonho de morar no Rio de Janeiro e entrar para o seleto time de profissionais do SPORTV. Só não imaginava que, logo ao chegar na cidade maravilhosa, realizaria a maior de todas as suas conquistas: a maternidade.

Mesmo longe da maior parte da família e dos amigos que continuaram no sul, Eduarda passou uma gravidez tranqüila, contando com o apoio da irmã, do cunhado e de sua afilhada que moram há 8 anos no Rio de Janeiro. Trabalhou até o final da gestação e manteve o seu característico alto astral.

Luiza, filha de Eduarda e Otávio, carioca, produtor de eventos, nasceu no dia 7 de maio de 2010 e, com apenas 18 dias de vida, veio para Porto Alegre, onde sua mamãe passou os quatro meses da licença-maternidade sendo paparicada pelos parentes. “Como estava há pouco tempo no SPORTV, achei melhor não me ausentar por um período mais longo. Mesmo assim, não participei da cobertura jornalística da Copa na África, para a qual já tinha sido escalada. Mas, afinal, o que é uma Copa em comparação à emoção de ser mãe e estar com o filho? Brinco que a Luiza é a minha jabulani.”

Eduarda admite que os primeiros meses foram os mais complicados. “A Luiza é brava, chorava alto e às vezes eu não sabia o que fazer. Hoje a conheço muito melhor e consigo interpretar suas reações. Já sei reconhecer um chorinho de fome ou sono”, conta a mamãe que ainda amamenta e que pretende promover o desmame de uma maneira lenta para não causar traumas.

Profissional dedicada e completamente apaixonada pelo que faz, Eduarda se esforça para conciliar suas duas paixões: “Para dar conta de tudo, mãe tem que ser meio polvo. E eu, sem a menor dúvida, estou passando pelo melhor período da minha vida. Não tem explicação o amor que sinto pela minha filha.”

BATE-BOLA

um filme: A Fantástica Fabrica de Chocolate (uma doçura!)
um livro: O que esperar quando voce está esperando (o melhor para mamães de primeira viagem como eu)
uma música: Fico Assim sem voce, Adriana Calcanhoto
uma flor: gérbera
um prato: o da minha mãe
uma cor: vermelho
um animal: cavalo
um sentimento: amor de mãe (agora eu sei o que é)
um lugar bacana de POA: Parcão
um lugar bacana do Rio: Calçadão de Ipanema, aos domingos
uma loja charmosa: FARM
um perfume: GUCCI rush
um sabor: doce
uma palavra: filha
um objeto: TV
uma parte do corpo: olhos
exatamente o que a mamãe sonha para daqui a 30 anos: ver a Luiza feliz!

Treinamento funcional o que é? Personal trainer Joseane Canova Explica

Quem me acompanha no Facebook viu que no início de março pedi uma sugestão de personal trainer para os meus amigos. Foi aí que conheci a Joseane Canova e entendi um pouquinho mais do tal do treinamento funcional que a Raquelzita tanto me falava… E não é que essa modalidade realmente faz diferença? Não vou mentir para vocês. Malhar para mim sempre foi e continua sendo uma tortura, mas estou bem feliz com as mudanças que já começo a sentir no meu corpo. Convidei, então, a minha teacher para falar um pouquinho sobre o treinamento funcional para vocês. E se ficarem com alguma dúvida, podem mandar que ela responde.

O que é treinamento funcional?

É uma modalidade que está ganhando vez nas academias por se tratar de uma atividade mais completa. Trabalha valências físicas como força e equilíbrio.  Isso tem tornado esse tipo de treinamento muito popular já que em um mesmo exercício trabalhamos o corpo de forma global, prevenindo lesões e fortalecendo todos os músculos com movimentos naturais.

Qual o diferencial dessa modalidade?

O corpo não é trabalho isoladamente e sim, como um conjunto. Durante um mesmo exercício, simultaneamente, são trabalhados diversos músculos. Isso ajuda muito na prevenção de lesões, na melhora postural e no fortalecimento muscular

Quais são os acessórios usados?

Além do próprio corpo, são usados acessórios como, por exemplo, bola e elástico.

Gestantes podem fazer? 

Nos três primeiros meses não se deve fazer nenhuma atividade física intensa, mas se a gravidez estiver bem e a gestante for liberada pelo médico ela pode e deve realizar esse tipo de atividade com exercícios leves e moderados e com acompanhamento da frequência cardíaca. O treinamento funcional é recomendado para mulheres grávidas desde que seja acompanhado de um profissional capacitado.

Quais os benefícios dessa atividade para quem está grávida?

Muitas mulheres durante a gestação possuem dor nas costas, principalmente na lombar. É importante fortalecer essa musculatura e dentro do treinamento funcional existem diversos exercícios que realizam essa função. O centro de gravidade da mulher também muda e precisamos aperfeiçoar o equilíbrio e readaptar diversas atividades do dia a dia. O treinamento funcional ajuda na estabilização da coluna e na melhora da postura através do fortalecimento dos músculos abdominal e lombar.

Quais são as contra-indicações?

Existem diversos exercícios complexos com um certo nível de dificuldade. Durante a gestação eles devem ser riscados da lista das gestantes investindo em exercícios mais leves, de fácil execução e baixo risco.

E as mulheres que acabaram de ter filho, também podem fazer esse treinamento?

Se a mulher fizer atividades físicas durante a gestação irá se recuperar mais rápido do pós-parto e poderá retomar as atividades num período menor. Esse tipo de treinamento irá ajudar a fortalecer a mus

Uso do desenho no tratamento de crianças? Vanna Puviani comenta

Gurias, na semana passada, aconteceu um evento super bacana aqui em Porto Alegre promovido pelo Infapa, instituto parceiro do Mães à Obra:  ”O uso do desenho e dos símbolos no tratamento de crianças e casais”. Não cheguei a divulgar nada antes porque o workshop era direcionado a especialistas, mas aproveitei a vinda da psicoterapeuta Vanna Puviani, professora da Universidade dos Estudos da Bologna (Itália) e especialista no uso terapêutico das linguagens não-verbais na Psicoterapia Imaginativa para uma entrevista. Espiem só:

Uso do desenho no tratamento de crianças?

As emoções nem sempre são expressas verbalmente, correto? Como, então, tentar entender o que as crianças sentem?

Não é tão importante entender o que as crianças sentem, mas favorecer a expressão das emoções da criança. O desenho é o caminho escolhido pela criança, o mais alegre e profundo, para falar de si, para se conhecer e se fazer reconhecer na sua singularidade e beleza. É uma maneira muito eficaz de se mostrar através das suas criações, e não apenas através de comportamentos problemáticos.

Além da linguagem verbal, que outras formas há de expressão?

Através da arte eu vou despertar o lado artístico da pessoa para que ela possa procurar a beleza, presente em tudo e em cada ser humano. Através de gestos criativos como escrever, pintar, desenhar, cantar, dançar… Através da prática focada nas artes eu ajudo as pessoas a buscar o contato consigo mesmo, com sua própria casa e com os entes queridos.

É possível interpretar sentimentos através de desenhos e símbolos?

A minha escolha não é interpretar os sentimentos, mas trazê-los de volta à vida através do desenho, isto é, do gesto, das cores, das formas e dos símbolos que você pode reconhecer como bons, como os seus sentimentos e como todas as pessoas. E eles são “bons”, porque são seus, visíveis e reconhecíveis através dos símbolos escolhidos e, portanto, não são mais assustadores.

Qual o papel das cores na interpretação de um desenho?

A minha escolha é não interpretar o desenho, assim como não se interpreta um quadro ou uma música, e então o efeito benéfico onde está? Encontra-se nas emoções que evocam o olhar e nas histórias que ativam o seu autor.

E em relação ao desenho? Em quais aspectos ele pode ser observado além das cores? Traçado? Objetos presentes?

Desenhar significa ver e tornar visível o mundo interno e as relações externas: geometria e símbolos, proximidade e distância, que antes eram obscuras. Significa ver os problemas e ver as soluções. Juntos: adulto e criança em busca das necessidades e sonhos, tudo para tornar visível e possível de ser narrado. O desenho não deve ser interpretado pelo adulto, mas proposto por ele e utilizado pela criança para contar, para gritar os seus problemas e sussurrar as soluções, o desenho que se torna auto-revelação.

É saudável que pais e educadores estimulem os filhos a desenhar?

Eu acho que sim, porque é exatamente através do desenhar que a criança se expressa, se reconhece, se narra, se auto- revela. Desenhar é uma atividade sagrada de criatividade. É a maior obra de arte que nos foi dada, poder criar uma forma, uma voz, cores e dar visibilidade à sua própria individualidade única e singular.

A partir de que idade as crianças têm coordenação motora para o desenho?

A partir de dois ou três anos de idade a criança acha divertido passear sobre uma folha com uma cor e deixar os traços de si bem visíveis para mostrar a uma pessoa atenta e pronta a apreciar os seus gestos. Gestos aparentemente sem sentido para o adulto, mas plenos de intencionalidade para a criança.

Quando as crianças conseguem fazer a figura humana?

A habilidade da criança de dar forma ao corpo humano e a qualquer objeto que ele vê é uma conquista que começa a partir dos três ou quatro anos de idade e que varia, tanto em relação à idade, quanto aos estímulos familiares e ambientais. É, portanto, sempre apropriado oferecer a criança a oportunidade de desenhar.

Quais seriam os sinais que poderiam indicar uma situação problemática ou de inadequação, indicando o encaminhamento a um especialista?

Os sinais mais claros de sofrimento são expressos pela criança através da escolha de um comportamento inadequado e preocupante. O desenho é um instrumento de cura, pois dá à criança a oportunidade de se expressar, de narrar a si mesmo, de reconhecer-se e de se fazer conhecer e ser visto. E assim vai transformar os seus relacionamentos afetivos, fazendo com que o adulto o veja através dos seus olhos. Eu sempre sugiro aos pais e professores que desenhem para buscar as formas “belas” para dar vazão, luz e visibilidade à beleza que está em toda parte, a beleza que é a explosão de vida dentro de nós, à nossa volta, graças a nós.

Primeiros cuidados médicos com o bebe com Pediatra Natacha Uchoa

Na semana passada, a mãe de uma coleguinha do Santiago, que chegou há poucos meses de muda do Rio de Janeiro, perguntou se eu teria um pediatra de confiança para indicar. Recomendei a Dra. Natacha Uchoa, que acompanhou o parto do Santiago e hoje, além de médica do meu gurizinho, é uma amiga muito querida da família. Lembram que publiquei Festa Pop Star a festinha da filha dela? Pois então… Conversando com a mãe do coleguinha do Santiago, percebi que a Raquel e eu nunca tínhamos falado no Mães à Obra sobre a importância da escolha do pediatra e os primeiros cuidados médicos com o bebê. Convidei, então, a Dra. Natacha para esclarecer algumas questões sobre o assunto. Espero que gostem!

Como escolher o pediatra do seu filho? O que é importante levar em consideração no momento da escolha?


A escolha do pediatra é muito importante. O médico deve ser escolhido, se possível, ainda na gestação para logo que sair do hospital, caso não seja o mesmo que atendeu no nascimento,  possa auxilia-lo nas primeiras dúvidas. Além de obter referências, pesquise sua formação profissional. A empatia do profissional é extremamente importante, associado a disponibilidade.  É sempre confortante para os pais, saber se em caso de urgência, ou fora do horário do consultório, possa entrar em contato. Os pais sentem-se seguros se sabem que podem pedir ajuda.

O pediatra deve ser indicado pelo ginecologista obstetra ou pode ser sugerido pela própria paciente?

O pediatra na sala de  parto, na minha opinião, é melhor ser indicado pelo obstetra, pois este já sabe das rotinas dessa equipe, facilitando o atendimento da mãe e do bebê.
Já o pediatra que acompanhará o bebê após a saída do hospital deve ser escolhido pelos pais, assim poderão optar pelo profissional que mais lhe trará segurança.

Primeiros cuidados médicos com o bebe

Para que os pais não fiquem inseguros, vale marcar uma consulta com o profissional mesmo antes do nascimento da criança para já receber as primeiras orientações e tirar dúvidas?

Sim, o primeiro contato é muito importante, e se esse acontecer antes do nascimento, os pais terão mais tempo para procurar o pediatra que melhor atende suas necessidades.
Assim, também, ficarão mais tranquilos com as dúvidas inicias, até as de enxoval do bebê.

É importante que o médico que acompanhe o parto seja um pediatra com especialização em neonatal ou não necessariamente? Por quê?

O pediatra na sala de parto não necessariamente tem que ser neonatologia, mas é recomendável. Isto deve-se ao fato de que se acontecer qualquer intercorrência com o bebê o neonatologia está mais habilitado a atender.

Quais são os exames que o recém-nascido faz ainda na maternidade? Tipagem sanguínea? Teste do pezinho? Teste da orelhinha? Teste do olhinho? Quais exames são obrigatórios? Quais são opcionais?

A Tipagem Sanguínea do recém-nascido não é um exame obrigatório ao nascimento. Esse só é coletado se a tipagem sanguínea da mãe for negativa ou em casos de icterícia neonatal precoce para descartar incompatibilidade sanguínea.

Primeiros exames

O Teste do Olhinho, realizado pelo pediatra não necessita de colírios prévios, é feito utilizando uma fonte de luz para se observar o reflexo que vem da retina. O reflexo vermelho normal  significa que as principais estruturas internas do olho  estão transparentes, permitindo que a retina seja atingida de forma normal, descartando, principalmente catarata congênita. Esse exame é obrigatório ao nascimento ou até a alta hospitalar.

O Teste da Orelhinha ou Teste de Otoemissão Acústica é simples, feito a partir de 48 horas após o nascimento do bebê e pode detectar se ele tem algum problema auditivo evitando problemas na fala e no aprendizado da criança. O exame é feito no berçário em sono natural, demora de 5 a 10 minutos, não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê. Esse teste pode ser feito ainda no hospital ou até os 30 dias de vida.

O Teste do Coraçãozinho ou Oximetria de Pulso é um exame simples, indolor, rápido, que deve fazer parte da triagem de rotina de todos os recém-nascidos, pois é importante para o diagnóstico precoce de algumas cardiopatias congênitas. Esse mede a oxigenação sanguínea na mão direita e em um dos pés do bebê. Ainda não é obrigatório em todo o Brasil.

O Teste do Pezinho é um exame laboratorial simples que tem o objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar lesões irreversíveis no bebê. Ele é feito a partir da análise de gotas de sangue colhidas por punção no calcanhar do recém-nascido. O teste tem por objetivo identificar diversas doenças que não apresentam sinais ou sintomas logo após o nascimento.
Deve ser coletado a partir do terceiro dia de vida, o mais precoce possível, para que o tratamento seja iniciado precocemente, evitando complicações da doença detectada. O teste do pezinho básico que detecta quatro doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias e fibose cística, é obrigatório, os testes ampliado, plus e  master, que detectam mais diferentes tipos de doenças não são obrigatórios porém muito importantes.

Com que frequência a criança visita o pediatra nos primeiros anos de vida?

No primeiro ano de vida, as consultas são mais frequentes. A primeira visita ao consultório costuma ser entre o sétimo e o décimo dia de vida.  É normal o bebê perder peso nos primeiros dias de vida, então uma consulta precoce é muito importante para revisar o peso, ver como está a amamentação e tirar muitas dúvidas que surgem nesses primeiros momentos. Depois, as consultas são mensais no primeiro ano de vida para acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança e também as vacinas. A partir dos 12 meses de vida até os 24 meses podem ser a cada dois meses e a partir de então a cada 3 meses.

Quais são as dúvidas mais frequentes das mamães de primeira viagem?

As dúvidas mais frequentes são sobre amamentação e cólicas. Porém, a cada mês que a criança vai crescendo surgem diversas e variadas dúvidas. “Como será quando eu voltar ao trabalho?” “ Deixo o bebê em casa com uma cuidadora, ou coloco em uma escola?”  “Como introduzir os alimentos sólidos ao bebê?”

Conclusão Algum conselho a elas?

Eu além de ser pediatra, sou mãe, então quero dizer que nenhuma dúvida deve ser deixada de ser perguntada, mesmo que pareça bobagem, pois o bebê não vem com uma bula e nem nós, mães, aprendemos a cuidar dos nossos filhos em um curso. O dia-a-dia é que nos ensina e o pediatra ajuda muito, nos deixando tranquilas e nos ensinando quando devemos nos preocupar. Depois de eu ser mãe, tenho certeza, de que me tornei uma melhor pediatra, pois entendi melhor as preocupações das mães.

Daniela Schneider fala sobre fobias

A fobia se caracteriza por um medo excessivo, ligado à presença ou previsão de se defrontar com o objeto ou situação temida (estímulo fóbico). Envolve um temor não justificado, frequentemente levando a evitação do contato com o estímulo fóbico. Em algumas situações a presença do objeto pode ser tolerada, embora com acentuada ansiedade. Quanto ao estímulo fóbico, este pode envolver animais, situações do ambiente natural, dentre outros.

A que estão ligadas as fobias infantis?

A fobia infantil está ligada a um medo irracional acerca de objetos ou situações circunscritas. Nas crianças, diferentemente do que ocorre com adultos e adolescentes, o caráter irracional e excessivo do medo pode não ser reconhecido.

Em termos de desenvolvimento da fobia, normalmente se destacam três caminhos: (1) a experiência direta, através da qual o indivíduo vivencia alguma situação ameaçadora envolvendo o objeto ou situação em questão; (2) a experiência indireta, por meio da qual se observa este comportamento exagerado em outras pessoas e, por último (3) o aprendizado por informação e instrução, o qual se dá no contato com histórias e informações negativas relacionadas ao estímulo fóbico.

Como identificar a criança que tem fobia? Como perceber que a criança não tem apenas medo, tem fobia em relação a algo?

A criança que tem fobia tende a apresentar intenso comportamento de evitação, esquivando sistematicamente das situações e/ou objetos temidos. Além disso, apresenta elevada ansiedade antecipatória diante da possibilidade de se deparar com o objeto ou situação. Diferentemente dos medos comuns de determinadas faixas etárias, os medos fóbicos persistem por longo tempo e causam um grande impacto na vida do indivíduo.

Quais são as fobias infantis mais comuns?

A fobia referente ao ambiente natural, como é o caso de medo de chuva, está entre as mais frequentes.

Como as fobias podem ser tratadas?

As fobias são tratadas através de psicoterapia, envolvendo, normalmente, estratégias que incluem a exposição ao objeto ou à situação temida. Esta é a principal estratégia utilizada no manejo de medos e ansiedades, denominada dessensibilização sistemática. Claro que para isto, a criança precisa estar compreendendo o funcionamento do seu transtorno, bem como já ter desenvolvido recursos para lidar com seu medo. Dentre estes recursos destacam-se a identificação e avaliação de pensamentos, assim como o aprendizado do relaxamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental tem sido apontada como o tratamento de escolha no caso das fobias específicas.

A parceria entre Lohan e Natália

Desde a gravidez, Natália Ferreira, 42 anos, se empenhou em nutrir não só o corpo, mas também a alma do bebê que estava carregando. Comeu muitas frutas, que ela adora. Jogou capoeira e fez yoga. E trabalhou, trabalhou, como relações públicas, até o último dia. Saiu de uma reunião para a maternidade. Mas tudo muito zen, tranquilo, como é a relação entre ela e Lohan.

O nome foi inspirado na saga do Senhor dos Anéis. Nati queria muito que o nome finalizasse com “an”, como muitos nomes de cidades do filme.

– Fui pensando… Um dia, estávamos numa meditação em grupo e eu falei “Lohan”, e o San, pai dele, disse que tinha sonhado com esse nome. Mágico! – conta Natália.

Desde a gravidez de Nati, todos que trabalham com ela estavam envolvidos com a função gostosa da maternidade. Nos shows, o Lohan, ainda dentro da barriga, já era cuidado. Quando estava para começar uma passagem de som dos artistas, e o volume seria alto, o pessoal da equipe técnica avisava. Então, para Nati, voltar ao trabalho depois do nascimento do filho foi apenas uma questão de adaptação.

Desde bebê, sempre tinha um lugarzinho reservado para o Lohan no trabalho da mamãe, assim ele começou a interagir, já se sentia parte das produções. Até hoje, e cada vez mais, Lohan vibra (e ele é pura vibração e energia boa) quando tem a oportunidade de ajudar a mãe: ele adora estar envolvido com a equipe que o adotou antes de sua estreia no mundo.

– Acredito que seja importante mostrarmos às crianças como atuam os pais no mercado de trabalho, de uma maneira leve e sutil. Ele gosta de saber dos eventos, levar material de divulgação para a escola, um amor! – conta Natália, que tem como marca registrada entre os amigos distribuir “beijos de sol” e muito amor ao final de seus e-mails.

Em um dia das mães, Lohan resolveu surpreender a Nati com um café da manhã feito por ele. Todo produzido – já que a mamãe trabalha desde sempre com produção! Era um domingo, e ela tinha que ir trabalhar. Então, os dois aproveitaram e foram juntos ao aeroporto, onde ela tinha que coordenar uma coletiva de imprensa com o Fábio Junior.

– Pedi desculpas ao artista por ter trazido o filhote, para não parecer tiete. O Fábio estava bem cansado e quieto, mas foi de uma
querideza com o Lohan e fez um cafuné nele dizendo “fala muleque”. O Lohan curtiu um monte! E, até hoje, canta todo faceiro “ você pintou como um sonho” e “As metades, da laranja, Dois amantes, dois irmãos, Duas forças, que se atraem sonho lindo de viver estou morrendo de vontade” – cantarola a mamãe.

O Lohan vibra com os projetos da Nati, que é uma das sócias do Atelier 523. A união é tamanha que, em alguns domingos, o pequeno pergunta alegremente se pode ir para o trabalho com a mãe. Lohan é um parceiro, um companheirinho, que soube, desde sempre, se adaptar à vida da mãe – e fez isso sem problemas, como reconhece Nati. Participa dos eventos, espetáculos e entrevistas, tudo dentro das regras de segurança e, principalmente, respeitando seus limites enquanto criança.

A rotina dos dois foge do comum. Ambos estudam filosofia na Nova Acrópole, cuja sede fica no Solar Palmeiro, no Centro, e Lohan se sente em casa. Quem disse que filosofar não é para os pequenos? Aliás, há muito mais filosofia na infância do que sonha nossa vã percepção de adultos. Uma das preferências de mãe e filho é o oráculo do Pão, que fala das Virtudes, das bênçãos e da abundância. É um hábito que Natália tem com a equipe do Atelier em cada novo dia e em casa. São pequenos momentos de reflexão que motivam as pessoas. “Segundos de pensamento são ouro puro”, diz Nati, uma mulher completamente solar. Iluminada.

Lohan tem 8 anos, e estuda na Amigos do Verde desde os 4. Lá, a rotina da criançada começa com a harmonização, reflexão e desejo de um dia redentor. “Eles fazem mapa mental, definem projetos a partir do consenso do grupo – prática que promove uma conexão valiosa entre escola e família e que, além de emocionar, estrutura e fortalece todos os envolvidos” conta Nati.

Super ligado em cultura, desde pequeno Lohan ama ir à Livaria Cultura. No aniversário de 4 anos, a Dani e o Alex, que atendem Natália desde que o Lohan estava na barriga, mandaram o livro do Bob Dylan de presente para ele por motoboy, mas a exigência era que ele assinasse a entrega. E foi assim a primeira assinatura oficial do Lohan. Para receber Bob Dylan em casa. Quando soube que a mãe iria trabalhar no show do cantor, o pequeno ficou super empolgado. Tanto que colocou o nome de Dylan no filhote de labrador, um dos animais da família.

O amor pelos animais também é parte importante da vida dos dois. Eles têm uma gata de 17 anos que se chama Feliz, e duas pequenas, a branca Laksmi e a preta Vitória Onix. No sítio da família ficam outros animais: os gatos Sol Dourado, a Lola Charlote e a Maya. A Amelie Pouilan é a gata que fica no Atelier. Eles também têm cachorro, a Rara Vida, uma pastora branca, e uma labradora
preta que leva o nome de Pachamama, mãe do Dylan.

– Às vezes, ele está lendo e as gatas estão todas em volta. Todos rompem aquele padrão de que gato não é carinhoso. Aprendemos muitos com as gatas. Bicho faz bem, essa é a mais pura e abençoada verdade para nós – resume Natália.

Nos finais de semana de folga, Natália costuma levar Lohan e os amigos a peças de teatro Ele já assistiu a mais de 100 produções
teatrais infantis.

Alergia à proteína do leite de vaca? Gastro-pediatra responde as principais perguntas

Gastro-pediatra Cristina Targa Ferreira Responde

É comum a criança ter alergia à proteína do leite?

As alergias aumentaram muito no mundo atual. A asma, as rinites, a dermatite atópica e as alergias alimentares estão cada vez mais comuns.

Entre as alergias alimentares, a alergia à proteína do leite de vaca é

a mais comum, pois a proteína do leite de vaca é uma das primeiras proteínas que o bebê entra em contato na vida. Além disso, as alergias alimentares ocorrem com maior frequência no primeiro ano de vida, pois o intestino do bebê, ainda imaturo, não se protege adequadamente contra a presença de proteínas “estranhas” (não humanas).

Existem dois tipos de alergia: aquela imediata, que ocorre nas primeiras duas horas após o contato, e a alergia tardia, que dá mais sintomas intestinais e que pode ocorrer até 72 horas após o contato com a proteína desencadeadora.  A alergia imediata é mais frequentemente constatada pelos alergistas e a tardia, mais pelos gastro-pediatras.

É mais comum que isso aconteça se o leite for materno ou de vaca?

É mais comum com leite de vaca, ou seja, é mais frequente nas crianças que tomam fórmulas e não leite materno. O leite materno parece proteger contra as alergias e, principalmente, contra as alergias mais graves.

Entretanto, é importante saber que a proteína do leite de vaca passa através do leite materno e, por isso, crianças que são amamentadas também podem ter alergia à proteína do leite de vaca. O que nunca acontece é alergia ao leite materno.

O leite de vaca, integral, não deve ser usado no primeiro ano de vida, pois não é adequado para bebês por ter excesso de algumas substâncias como, por exemplo, gordura e proteína.

O leite de soja pode ser usado como leite substituto? Quais suas vantagens?

As fórmulas de soja não estão indicadas nos primeiros seis meses de vida, pois nessa idade, a quantidade de leite que o bebê ingere é muito grande e a soja possui hormônios fitoestrógenos. O mais indicado para as crianças que não mamam no seio é utilizar as fórmulas especiais para alergia, que se chamam fórmulas hidrolisadas ou fórmulas de aminoácidos.

Para as crianças alérgicas à proteína do leite de vaca e que mamam no seio materno, está indicado à mãe fazer dieta sem leite de vaca e/ou derivados, e o bebê deve seguir mamando no peito. Não suspender a amamentação é muito importante. A dieta é bastante difícil e na maioria das vezes as mães precisam de acompanhamento da nutricionista.

Além disso, como a soja também é uma proteína não humana,  pode causar alergia e isso não é infrequente.

A soja, então, está indicada para as alergias imediatas (aquelas que são mais graves e acontecem nas primeiras 2 horas após entrar em contato com a substância alergênica) ou depois dos 6 meses de vida.

Como identificar se o filho tem alergia à proteína do leite? Quais sintomas ele pode apresentar?

Os sintomas principais são sangue nas fezes, dor e choro importantes, cólicas, diarreia, constipação, outras alergias, tipo dermatite atópica e alergias de pele no bebê nos primeiros meses de vida. A criança que apresenta vômitos e/ou diarreia logo após tomar sua primeira mamadeira ou que apresenta lesões de pele também pode ter alergia alimentar, só que imediata.

Quais testes podem ser feitos pelo médico para ver se a criança tem esse problema?

Para essas alergias mais comuns não existem exames laboratoriais. O diagnóstico é clínico, ou seja, se retira a proteína do leite da dieta e se observa se o bebê melhora. Depois de 2 a 4 semanas, coloca-se o leite na dieta (da mãe ou do bebê) e verifica-se se os sintomas retornam, ou não.

No caso das alergias imediatas – aquelas que se apresentam nas primeiras duas horas, após consumir o leite (ou a proteína que causa alergia) e que se apresentam como manchas na pele, vômitos e diarreia imediatos, há exames de sangue que podem ajudar, mas também não são 100% seguros. Esses exames “ajudam” no diagnóstico, mas sozinhos também não são confiáveis. É necessário haver clínica, ou seja, sintomas que melhoram com a retirada e pioram com a reintrodução.

Como evitar o problema?

Na verdade, o maior fator de prevenção é o aleitamento materno.

Outro fator importante é não dar fórmulas de leite de vaca na maternidade. Deve-se dar para aquelas crianças que são grupo de risco (que têm pais ou irmãos alérgicos) fórmulas hidrolisadas na maternidade.

Muitas crianças precisam receber um pouco de fórmula quando nascem, porque não baixou o leite materno ainda, ou porque fazem hipoglicemia. Nesses casos é que se deve dar fórmula hidrolisada, se essas crianças forem do grupo de risco (que têm pais ou irmãos alérgicos).

A mulher que está amamentando precisa ter quais cuidados com a alimentação?

Só se o filho for alérgico. Os estudos não demonstram benefício em tirar leite das mães que os filhos não têm alergias ou que não têm sintomas para prevenir.

Outro problema é que existem muitos credos populares de que a mãe que amamenta não  pode comer muitas coisas. Na verdade, o que não pode é a proteína causadora da alergia, se o bebê é alérgico. As mães devem ter muito cuidado, evitando excluir muitos itens da alimentação e incorrendo, dessa forma, em uma dieta inadequada. A mulher que amamenta precisa comer adequadamente. Isso é muito importante para a boa amamentação.

Existe tratamento para o problema?

Sim. O tratamento é a retirada da proteína que causa alergia da dieta. Com isso, o bebê tem tempo de amadurecer seu intestino e ficar tolerante. Ou seja, a alergia alimentar é, na maioria das vezes, temporária, vai passar com o tempo de amadurecimento da criança. Em geral, quase todas as crianças vão ficar tolerantes, ou seja, vão poder tomar leite com o passar do tempo. O tratamento –  retirada da proteína agressora – é importante para o intestino poder se recuperar e ficar tolerante.

Se não tratarmos e a criança permanecer sangrando, por exemplo, essa criança pode ficar com mais alergias e piorar cada vez mais.

Com o tempo, o sistema imunológico da criança desenvolve tolerância à proteína do leite?

Exatamente, com o tempo o sistema imunológico da criança desenvolve tolerância à proteína do leite ou à proteína que causa alergia. Com a exclusão da proteína agressora da dieta, o intestino se recupera e se fortalece, para poder enfrentar essa proteína posteriormente.

Uma mãe que tem filho com alergia à proteína do leite tem maiores chances de ter outro com o mesmo problema ou não há relação?

Sim. O maior “fator de risco”, como nós chamamos, é ter  irmão, ou o pai, ou a mãe alérgicos. Se ambos forem alérgicos, a probabilidade é ainda maior. Esses bebês que têm familiares de primeiro grau alérgicos são os que vão ter maior risco de ter alergia também.

Alergia à proteína do leite é a mesma coisa que intolerância à lactose?

Não. São duas coisas bem diferentes. O maior erro que se vê por aí é dizer que a criança tem “alergia à lactose” – isso não existe!

A lactose é o açúcar do leite e não causa alergia. Tem muita lactose no leite materno e nenhuma criança se torna intolerante ao leite materno.  A intolerância à lactose é um fenômeno de pessoas mais velhas, em geral, adultos. É a falta de uma enzima, chamada lactase, que ocorre nos adultos. Como somos mamíferos, nascemos com muita lactase e só vamos desenvolver a intolerância bem mais tarde na vida, quando vamos perdendo essa enzima. As crianças só tem intolerância à lactose quando, por uma lesão intestinal extensa, perdem essa enzima. Isso ocorre nos casos de doenças, como as gastroenterites graves, por exemplo.

Já a alergia é um fenômeno diferente, em que há formação de anticorpos. As células de nossa defesa (linfócitos, por exemplo) têm memória e cada vez que entra a proteína alergênica no nosso corpo, elas se “lembram” e atacam essa proteína, formando anticorpos contra ela. Isso é uma reação imunológica, bem diferente da que ocorre na intolerância à lactose.

Então, alergia é mais comum no primeiro ano de vida e é contra a proteína, sendo um fenômeno imunológico, com anticorpos.  A intolerância é contra o açúcar do leite (lactose), ocorre por falta de uma enzima, principalmente nos adultos. São dois fenômenos diferentes, que ocorrem em idades distintas e contra moléculas diferentes.

UPDATE:

Gurias, como as perguntas não param de chegar, a Dra. Cristina vai dar uma resposta geral para todas.

“Paula, vou dar uma resposta geral e tu postas, pois são muitas perguntas e muitos detalhes. beijo Cristina.”

A alergia à proteína do leite de vaca é um fenômeno da imaturidade, portanto dos primeiros meses de vida. Alguns pacientes seguem com alergia até mais tarde na vida (3 ou 4 anos), mas todos vão se tornar tolerantes, ou seja, um dia vão tolerar o leite.
A soja é a segunda proteína mais alergênica, depois do leite de vaca. Muitos fazem alergia TAMBÉM à soja, que também é transitória.
O que acontece é essas crianças são alérgicas, vão apresentar outras alergias, tipo de pele ou respiratórias.
Mas, nem sempre essas outras alergias estão relacionados aos alimentos. Isso acontece nos primeiros meses de vida, depois eles “trocam” de alergia. Ou seja, depois de 1 ano de idade, as crianças têm outras aelrgias que NÃO tem nada que ver com as comidas. Essas alergias são relacionados a coisas de contato (pele) e a polens ou mudanças  de temperautra (respiratórias).
O diagnóstico é clínico, ou seja, tira o leite e melhora. Coloca o leite de novo e piora.
Nã existe exame bom para isso. A ecografia NÃO é um bom exame para isso, pois além de não existir padrões de normalidade, depende do “olho” do ecografista.
A intolerância à lactose é outra coisa diferente. Tem a ver com falta de uma enzima (LACTASE), que acontece mais nos adultos e não em bebês. Não é uma reação alérgica!”