Compras para bebês nos EUA

Quando recebemos a notícia da gravidez, uma das primeiras coisas que começamos a pensar é no enxoval do bebê – o que comprar, onde, quais os itens necessários, quais as melhores marcas, etc. Para quem tem dúvidas, nós do Mães à Obra montamos uma listinha básica de enxoval – é só clicar aqui.
São muitas coisas para serem compradas de uma vez só, especialmente no caso de mamães de primeira viagem. Por isso, quem tem oportunidade de viajar para os Estados Unidos, tem mais é que aproveitar e comprar tudo lá, pois é muuuuito mais barato do que aqui!
Logo que fiquei grávida do Frederico, eu e meu marido já planejamos uma viagem para os EUA com o objetivo de passear (a última viagem antes de ter filho) e comprar roupinhas, carrinhos, brinquedos e utensílios para o novo integrante da família. Fomos à Chicago, Boston, Filadélfia e terminamos a viagem em Nova York, cidade que eu amo de paixão. Comprei muitas coisas em Boston, que tem uma taxa de imposto sobre compras menor do que a do estado de NY (6% contra 8%), e outras em NY.
Quando o Frederico já tinha 15 meses, fomos a Miami e Orlando (ver post aqui), e lá comprei também muitas coisas para o meu filho, especialmente roupas, sapatos e brinquedos.
Abaixo, listo para vocês as minhas dicas de compras nessas cidades.

• BOSTON – comprei muitas roupinhas nas lojas do Wrentham Village Premium Outlet, que fica próximo à cidade de Boston. Esse outlet faz parte da rede Premium Outlets (www.premiumoutlets.com), que, na minha opinião, é a melhor dos EUA. Lá, fiz um “tour básico” nas lojas Carter´s, Gap Kids, Tommy Hilfiger, Nike e Columbia.

o Os melhores achados foram na Carter´s (www.carters.com), que é bem basiquinha, mas tem todas aquelas roupas essenciais para o dia-a-dia do bebê, sempre num material super confortável e resistente. Os combos com 5 bodies por U$ 12,00 são imperdíveis! Só não esqueçam de calcular direitinho o tamanho que seu filhote estará em cada estação do ano para não comprar os tamanhos errados! Eu comprei bodies de tamanhos desde RN (newborn) até 18 meses de idade, e posso dizer que usei horrores todos eles, e mesmo assim eles não se acabaram! Vão ficar para o próximo baby, rsrs. Além disso, tem várias roupinhas bonitinhas, é só ter bom gosto na hora de escolher. Para o bebê ficar em casa ou brincar, são as melhores. Ah, comprei também umas cobertinhas muito gostosas e charmosas que usei bastante.

o Na Gap Kids (www.gap.com) comprei roupinhas muito estilosas, também de diversos tamanhos. Acreditam que até hoje o Frederico tem roupas que comprei nessa época? As calças jeans são bem bonitas, e os moletons são hours-concours, né? Eles têm também uns pijaminhas de malha muito bons para o inverno.

o Da Tommy (usa.tommy.com), adquiri as camisetas pólo básicas (todo menino tem que ter uma!), de várias cores, padronagens e tamanhos, e também uns casacos de moletom forrados com pele sintética por dentro que são sensacionais para o inverno – bonitos, confortáveis, leves e quentinhos. Além disso, as calças jeans também tem um corte bem bacana, e as calças sociais de sarja são um charme só. Ah, e as meias são sempre uma compra que vale a pena!

o Na Nike (www.nike.com), comprei alguns (poucos) tip-tops e vários tênis pequenininhos. Foram super baratos, mas, sinceramente, o Frederico usou pouco os de numeração muito pequena, pois na verdade bebês não precisam usar tênis, e sim sapatinhos bem molinhos e confortáveis. Acho que os tênis de verdade só valem a pena quando a criança começa a caminhar, lá pelos 11 ou 12 meses.
o Amo os casacos, coletes e softs da Columbia (www.columbia.com), aproveitei para comprar vários – tem numeração a partir de 6 meses de idade. São quentinhos, confortáveis e coloridos, tudo que uma criança pode querer! E, em algumas lojas, tem até tip-tops bem grossões, ótimos para sair com os bebês no inverno rigoroso aqui do sul – afinal de contas, a Columbia é uma marca de artigos para a neve!

• NEW YORK – deixei para comprar todas as coisas grandes e pesadas (tralhas, rsrs) em NY, que era o último destino da viagem. Comprei também roupinhas na Macy´s (The world´s largest store – eu amo esse slogan!), alguns artigos mais chics na Bloomingdale´s, uns tenizinhos descolados na Adidas Originals Store, e brinquedos lindos na FAO Schwarz da 5° Ave (essa loja é tão cara quanto linda). Mas me esbaldei, mesmo, foi na Babies R´Us, comprando todos os equipamentos e acessórios para o bebê. Ah, bem pertinho de NY tem o famoso Woodbury Common Premium Outlets, da mesma rede que falei antes. Lá, tem todas as lojas já mencionadas em Boston e ainda a Gymboree, que tem roupinhas muito legais.

o A Macy´s (www1.macys.com) da Herald Square é uma loja de departamentos gigantesca, mas sempre vale a pena dar uma olhada no andar infantil – se eu não me engano, é o 7° – para garimpar lançamentos em promoção que ainda não estão nos outlets da vida. Comprei muitas roupinhas bonitas da marca First Impressions lá, além de lançamentos da Carter´s e ternos (sim, ternos!) da Nautica. Por sinal, essas roupas sociais para meninos são uma ótima compra para se fazer nos EUA, pois aqui no Brasil é difícil de achar, e quando se acha é super caro $$$. Ah, na Macy´s vale a pena olhar também as roupinhas da Puma e da Adidas.

o A Bloomingdale´s (www.bloomingdales.com) é uma Macy´s (bem) mais sofisticada. Tem na Lexington Ave e no SoHo, mas só a da Lexington tem seção infantil. Lá, comprei uma roupa linda da Polo Ralph Lauren para o batizado do Frederico, e mais uns sweaters de cashmere muito bonitos. Só que é tudo bem mais caro que do nas outras lojas citadas…
o Na Adidas Originals Store (www.adidas.com/originals) do SoHo, como mencionei antes, tem uns artigos descolados, em estilo vintage, muito legais. Comprei um tênis para o Frederico mega confortável que era um charme só.

o Bom, agora vamos à Babies R´Us (www.babiesrus.com) – acho que, nessa viagem, fui umas três vezes na loja que fica na Union Square. Lá tem tudo que você pode imaginar para bebês e mamães, e mais um pouco! São 3 andares, divididos em setores: amamentação, eletrônicos, roupas, banho, alimentação, higiene, cama, brinquedos, itens de segurança,  carrinhos, cadeirinhas, etc, etc, etc. Lá, contei muito com a ajuda do meu marido, principalmente na hora de escolher o carrinho e a cadeirinha do carro. Acho importante os papais participarem dessas escolhas também, afinal de contas, serão tão usuários quanto nós! Além do carrinho grande (compramos o modelo da Chicco Cortina Travel System – Discovery, que vem com suporte para o carro e bebê conforto acoplado, ou seja, é 3 em 1), que usamos até os 8 ou 9 meses de idade do Frederico, comprei também o carrinho guarda-chuva da McLaren (modelo Quest, que reclina), que uso bastante até hoje e adoro, e a cadeirinha para carro da marca Brytax, que uso desde que meu filho tinha 9 meses, e em princípio dá até 4 anos de idade. Essas foram as compras “grandes”, mas comprei também a babá eletrônica com vídeo (vale muuuito a pena) da marca Summer, a ordenhadeira elétrica, mamadeiras, bicos, aquecedor de mamadeira, sling, acessórios para banho, bico-termômetro (o Frederico nunca quis usar), pomada Lansinoh (essencial para usar nos seios durante o período de amamentação, super recomendo!), cobertas e xales, cortinas para carros, brinquedos e móbiles. E mais algumas coisitas que nem lembro mais, hehe.

• MIAMI – como disse antes, fomos à Miami e Orlando com o Frederico junto, quando ele tinha 1 ano e 3 meses. Aproveitei para “renovar o estoque” de roupas e sapatos dele, pois praticamente tudo o que eu havia comprado para ele na viagem anterior não servia mais. Em Miami, comprei roupas da Carter´s e da Nautica na Macy´s; brinquedos, acessórios e mamadeiras na Babies R´Us; e mais brinquedos, penico, roupa de cama e berço portátil na Target. Também passei na Pottery Barn Kids para comprar umas coisinhas mimosas. Tem ainda a Buy, Buy Baby, que é super completa tipo a Babies R´Us (mamães especialistas recomendam a do Coral Springs). Uma loja de roupas super fofa para bebezinhos é a Baby Cottons (tem no Aventura Mall e no Village of Merrick Park). Para as mammies mais chiquetérrimas, tem a Baby Dior, a Burberry e a Mini Oxygene (Bal Harbour). Não fui aos outlets porque deixei para ir em Orlando, mas posso recomendar o Sawgrass Mills e o Dolphin Mall para comprar nas lojas da Carter´s, Gymboree, Janie and Jack, Nike, Adidas, Tommy, Ralph Lauren, Gap e The Children´s Place.

o A Target (www.target.com) é uma dessas lojas que existem aos montes nos EUA e que tem de tudo. Algumas coisas, tipo roupas e sapatos, são de qualidade inferior. Mas para outros itens, como brinquedos, vale muito a pena. Eles têm umas promoções da Fisher Price que são imbatíveis! Comprei aquele penico que toca musiquinha por um precinho bem camarada. Também comprei lá umas cobertinhas lindas com design da DwellStudio, a marca da bolsa do bebê da Gisele Bündchen, lembram?

o A Pottery Barn Kids (www.potterybarnkids.com) é uma loja muito mimosa, que vende artigos para cama e banho, além de móveis e objetos de decoração. Tudo para os pequenos. E, de quebra, ainda tem uns brinquedinhos em estilo antigo, de madeira, que são um achado. Tem no Village of Merrick Park.

• ORLANDO – em Orlando, tem dois grandes outlets: o Orlando Premium Outlets (da rede Premium já mencionada) e o Prime Outlet, esse mais novo e completo. Em ambos, encontram-se todas as lojas já citadas: Carter´s , Gymboree, Janie and Jack, Gap, Tommy, etc, etc. Para crianças acima de 1 ano, vale bastante a pena comprar tênis nas lojas das grandes marcas Nike, Adidas, Reebok e Puma (as roupinhas dessas marcas são legais também). Fora isso, tem as lojas da Disney que vendem artigos muito bacanas (sempre relacionados aos personagens de Walt Disney), desde roupas até objetos e brinquedos – mas não é com precinho de outlet, né?! Além dos outlets, tem o shopping Mall at Millenia, que tem muitas lojas legais, desde grifadas até outras mais acessíveis, como a Janie and Jack, por exemplo, que tem roupinhas bem charmosas, muitas em estilo navy (adoro!). Só que a diferença é que no Millenia, ao contrário dos outlets, é tudo lançamento, e, além disso, o shopping é lindo…

Bem, espero ter ajudado. Se tiverem dúvidas, é só perguntar! Afinal de contas, qual é a mamãe que não adora uma comprinha?

Destino I – Miami e Orlando, EUA

Quando o Frederico tinha 1 ano e 3 meses viajamos para a Flórida. É claro que eu sei que uma criança dessa idade quase não aproveita os parques da Disney, mas não escolhemos esse destino exatamente por causa dele. Na verdade, essa viagem se propiciou porque os meus sogros decidiram alugar uma casa e passar um mês em Orlando. Nós, então, resolvemos aproveitar o “ensejo” e passamos duas semanas lá, divididas entre Miami (5 dias) e Orlando (8 dias).
Como em Miami alugamos um apartamento, e em Orlando ficamos na casa alugada pela minha sogra, levamos junto a nossa empregada para nos ajudar com o Frederico, fazer as comidinhas dele e auxiliar no serviço da casa.
Já sei que muita gente vai perguntar sobre o visto para babá/empregada. Funciona assim: o empregador (quem assinou a carteira da funcionária) tem de ir junto com ela ao consulado americano para fazer a entrevista. São exigidos documentos de ambos, e esse visto é um tipo especial de visto de trabalho, que permite a entrada da pessoa nos EUA somente quando acompanhada de seu empregador. Conosco deu tudo muito certo, contratamos uma empresa despachante que nos orientou com os formulários e a documentação, fizemos a entrevista no consulado do Rio, e a minha empregada ganhou o visto para 5 anos (normalmente esses vistos de trabalho tem duração reduzida, mas tivemos sorte).
Bem, vamos à viagem em si:
• Aeroporto e avião – fomos de American Airlines, e o berço (basket) que essa companhia oferece para bebês é muito pequeno, não suportaria o peso do nosso filho. Na ida conseguimos lugar na fileira da frente (preferencial), e o Frederico dormiu no nosso colo. Depois, fizemos uma caminha para ele no chão, mas os comissários não são muito simpáticos a essa idéia, pois pode ser perigoso em caso de turbulência. De qualquer forma, entre colo e chão, o Frederico dormiu a viagem inteira, só acordando na hora do café da manhã. Já na volta havia lugares sobrando no vôo, então ele dormiu deitado entre eu e meu marido. A viagem toda, novamente.


• Hospedagem – tanto o apto de Miami como a casa de Orlando eram muito bons, espaçosos e bem equipados, o que facilitou demais a rotina do nosso bebê.
• Alimentação – é um problema a alimentação de crianças pequenas nos EUA. Todas as vezes que tentamos comer fora com o Frederico foram desastrosas. Nos restaurantes, os “kid´s menus” são um atentado à boa alimentação – somente pizzas, batatas fritas, hambúrgueres e massas com molhos muito temperados e fortes. No nosso primeiro dia em Orlando, no parque Magic Kingdom, fomos almoçar em um restaurante dentro do parque, e pedimos a tal massa para crianças. Tinha tanto catchup e tempero naquele molho que nem o Frederico nem nós conseguimos comer! Teve um dia, quando viajamos de carro de Miami para Orlando, que levei uma papinha pronta comprada lá para dar para ele na hora do almoço, pois estaríamos na estrada. O Frederico comeu uma colherada e não quis mais saber. E olha que o meu filho é bom de garfo e não tem muitas frescuras para comer, hein? Provamos a tal papinha, e ela era realmente horrorosa, com um gosto muito artificial. Resumo da história: nos dias em que o Frederico não almoçava em casa, minha empregada cozinhava de manhã cedo uma comidinha para ele, e levávamos num potinho para aquecer nos parques. Acho que essa é uma das partes mais delicadas da viagem para quem não fica num lugar com cozinha, ou não está disposto a cozinhar. Comprávamos todas as frutas, verduras, legumes, iogurtes e carnes, e preparávamos todas as refeições do meu filho em casa.
• Passeios – em Miami, o Frederico ADOROU ir à praia (na verdade, meu filho é um verdadeiro peixinho, sempre adora ficar na água e na areia). Notei também que ele curtiu muito o calorzinho de lá, pois aqui no RS já estava frio nessa época do ano (maio), e para o Frederico foi muito divertido voltar a usar bermudas e camisetas de manga curta. Na Disney, levamos ele aos parques Magic Kingdom, Animal Kingdom e Blizzard Beach. Nesses parques, a empregada foi junto, atuando como babá do Frederico. Reservamos alguns parques, mais direcionados a adultos, para irmos sem ele. Fomos, eu e meu marido, ao Hollywood Studios, Universal Studios e Island of Adventure. Nesses dias, o Frederico ficou em casa com a empregada e os meus sogros. Sobre os parques: a estrutura que esses locais têm para crianças pequenas é muito boa. Todos os parques possuem o local chamado Child Care, onde tem caminhas, bercinhos, trocadores, cadeiras de papá, forno de microondas, água quente, brinquedos, etc. Isso foi de grande utilidade para nós, pois nessa época o Frederico ainda fazia 2 sonecas diárias, então levávamos ele para dormir lá, no fresquinho do ar-condicionado (estava MUITO calor em Orlando nessa época do ano); também era lá que aquecíamos as comidas e preparávamos as mamadeiras dele.
o Magic Kingdom – é o parque mais cheio de magia e fantasia da Disney, especialmente dedicado a crianças pequenas (e à criança que existe dentro de cada um de nós, rsrs). O Frederico AMOU o Mickey, a Minnie e o Pateta. Voltou de lá completamente apaixonado por esses personagens. Lá ele pode “andar” em vários brinquedos, e curtiu bastante. Nas fotos abaixo, não percam a carinha dele ao lado da Minnie.
o Animal Kingdom – eu e meu marido não conhecíamos esse parque, e achamos que seria legal levar o Frederico para ver os bichos. Mas, na verdade, se vê os bichos muuuito de longe no safári ao redor do parque, e o meu pequeno nem enxergou direito as zebras, elefantes, girafas e afins. Fomos lá num sábado, o parque estava meeega lotado, fazia o maior calorão, e foi bem difícil se deslocar com o carrinho de um lado para o outro do parque (que é bem grande, por sinal). Mesmo assim, o Frederico gostou de ver os dinossauros, e na parte dedicada à África, dançou junto no show de músicas típicas (outra característica do meu filho é ser um dançarino nato, adora se sacolejar quando ouve uma música). Outro ponto positivo foi o show do Nemo, que é lindo, vale ficar na fila. O Frederico gostou de ver os peixinhos e os efeitos especiais.
o Blizzard Beach – é o parque aquático mais novo do complexo Disney. Foi, sem dúvida, o lugar onde o Frederico mais se divertiu. O parque é muito legal, tem tobogãs gigantes para os maiores, piscinas com ondas, corredeiras, etc, mas tem também toda uma parte de piscinas, brinquedos e mini tobogãs para crianças pequenas. O Frederico não queria sair da água nem para comer, curtiu demais toda a função. Gritava o tempo todo “água, mamãe, água, água, água!!!”.

• Compras – bom, esse é um capítulo à parte… Para roupas de crianças e brinquedos, é o paraíso – tudo bom, bonito e barato. A dica é ir nos outlets para comprar roupinhas na Carter´s, Gymboree, Janie and Jack, Tommy, Adidas, Puma e Gap Kids, e a boa e velha Macy´s para encontrar roupas mais arrumadinhas e com cara de “lançamento”. Sempre vale muito a pena comprar brinquedos na Toys R´Us e na Target, e artigos para bebês na Babies R´Us.
No final, posso dizer que notei um grande desenvolvimento do Frederico nessa viagem – ficou mais sociável; descobriu novos “amigos” (os personagens de Walt Disney); aprendeu a dormir em qualquer lugar (no carrinho, nos parques, no avião, nos aeroportos), coisa que ele praticamente não fazia antes; viu pessoas que falam uma língua diferente da nossa; cresceu e ficou mais aberto ao novo. Além disso, uma viagem em família é sempre algo muito gostoso e prazeroso, e o convívio que se tem nessas situações só fortalece os laços familiares.

Viajando com filhos pequenos

Viajar com crianças, especialmente bebês, é um assunto que dá muito “pano pra manga”. É preciso uma certa dose de coragem para embarcar em uma avião e encarar uma longa viagem com uma criança pequena.
Eu e meu marido sempre gostamos muito de viajar, e por isso, mesmo depois que o Frederico nasceu, continuamos arrumando as malas e embarcando para diferentes destinos a fim de buscar aquilo que os viajantes vislumbram ao explorar novos lugares: diversão, novidade, cultura, auto-conhecimento, prazer em se surpreender. Só que a diferença é que, depois que o Frederico aterrisou em nossas vidas com sua bagagem infinita de amor e alegria, nunca mais viajamos a dois, e sim a três. Dizem que “dois é bom e três é demais”, né? Pois, no nosso caso, TRÊS É BOM DEMAIS! Optamos por levar nosso pequeno sempre junto conosco em nossas viagens, pois ainda não julgamos adequado nos separarmos dele, e nem mesmo queremos ficar longe do nosso filhote.

Viajando com filhos pequenos
É claro que o planejamento e a estrutura necessários para uma viagem com bebê são bem mais elaborados do que numa viagem só de adultos. Na minha opinião, o ideal sempre é hospedar-se em um local que tenha uma estrutura mínima de “casa”, tipo flats, apart-hotéis ou mesmo casas e apartamentos alugados, pois ter uma cozinha e uma pequena área de serviço faz toda diferença. É muito mais fácil poder preparar comidas, papinhas e sucos em casa do que ficar correndo atrás de restaurantes que tenham comida apropriada para bebês, de locais que ralem frutas e preparem batidas no liquidificador, etc. E tudo ainda tem que ser na hora certa das refeições, para respeitar a rotina do bebê. Além disso, tem a questão das roupas, pois como vocês sabem criança suja muita roupa, e acho uma vantagem poder lavar as roupas durante a viagem (o que ajuda a diminuir o tamanho da mala a levar!).
Outra dica minha é optar SEMPRE por vôos noturnos, principalmente no caso de viagens internacionais, pois assim a criança dorme durante a viagem e nem chega a se incomodar com o longo tempo dentro do avião. Já ouvi relatos de amigas que fizeram longos vôos diurnos com seus filhos e as crianças choraram, resmungaram e incomodaram bastante. Ainda sobre o vôo, vale lembrar que crianças de até 2 anos tem de viajar no colo dos pais e não têm direito a assento, pagando 10% do valor da passagem. Mas, ao menos elas têm direito a bagagem (ufa, que alívio!).
Fundamental também é carregar sempre um carrinho do tipo guarda-chuva (eu tenho um McLaren e adoro, recomendo!). Porque ninguém merece ficar correndo em aeroportos, parques e pontos turísticos com uma criança no colo, né? Além disso, o carrinho serve como apoio para pendurar bolsa, sacola do bebê, etc. Em todas as companhias aéreas que eu viajei, o carrinho pode ser entregue para um comissário na porta do avião do local de embarque, e ao aterrisar no destino o carrinho já está aguardando novamente na porta do avião. Uma facilidade.
Fora isso, tem a questão da babá: eu já viajei com babá, sem babá, com pessoas da família, e também só com meu marido e meu filho. Também já contratei baby-sitter de hotel para me ajudar (daquelas que se paga por hora, sabe?). Acho que para cada tipo de viagem e para cada família tem uma situação ideal, mas em geral considero bem mais fácil e prazerosa para todos a viagem levando alguém para ajudar com o bebê.
O último item que quero falar aqui é sobre a documentação necessária para viajar com bebês: se a criança não tiver carteira de identidade, tem que carregar sempre a certidão de nascimento ORIGINAL (cópia não vale, nem autenticada), tanto em viagens nacionais quanto internacionais. Nas internacionais, além da certidão, a criança tem que ter passaporte, e visto se o país de destino exigir visto de turistas brasileiros. No caso dos EUA, é necessário visto mesmo para bebês. Crianças de até 14 anos não precisam ir até o consulado para fazer o visto, pode ir somente um dos pais, ou então, se ambos os pais tiverem visto, o da criança pode ser feito pelo correio, mediante envio da documentação exigida. Já os países da União Européia não exigem visto dos turistas brasileiros. A emissão de passaporte é feita da mesma forma que a dos adultos (ver www.dpf.gov.br), com a diferença que o passaporte de crianças tem validade diferente, conforme tabela abaixo:

Idade da criança Validade
0 a 1 1 ano
1 a 2 2 anos
2 a 3 3 anos
3 a 4 4 anos
4 em diante 5 anos

 

Antes de o Frederico completar um aninho, viajamos com ele para lugares como o Vale dos Vinhedos, Gramado, Punta Del Este e Rio de Janeiro. Ou seja, todos destinos próximos. Depois do primeiro aniversário do nosso pequeno, começamos a viajar para destinos mais distantes e diferentes. Hoje, com 1 ano e 10 meses, o Frederico já viajou conosco para Porto de Galinhas, EUA (Miami e Orlando), Alemanha (Berlim), e Rio de Janeiro e Punta Del Este de novo. Nos posts do De malas prontas das semanas seguintes, vou comentar as viagens para a Disneyworld, Berlim, Porto de Galinhas e Rio. E boa viagem!

Miami Children’s Museum Dica de Viagem

Pensem em um lugar onde as crianças podem brincar de imitar os adultos em um espaço planejado para isso. Um mundo de faz-de-conta onde tudo foi feito para que os pequenos possam fantasiar, sentir, praticar, criar, experimentar… Em que aquelas brincadeiras criativas de fazer compras, colher frutas, andar de barco, dirigir caminhão, fabricar dinheiro e fazer paredes de tijolo podem realmente ter uma dimensão de realidade para meninos e meninas: este é o Miami Children’s Museum, uma das experiências mais legais que já tivemos com nossos filhos.

Como é o Museu Miami Children’s

Lá foi feita uma mini cidade mesmo para as crianças: com supermercado, banco, hospital, consultório de dentista, corpo de bombeiros, obras, fazendinha, etc, etc. A sensação, logo na entrada, é de puro encantamento. O supermercado é perfeito, tudo em tamanho reduzido: carrinho de compras, seção de frutas, de carnes, de pães, de enlatados, balança para pesar os vegetais, caixa onde até o barulhinho de leitura do código de barras se ouve ao passar um produto, enfim, uma sensacional maneira de brincar com a questão de fazer compras.

E na hora de pagar tudo isso??? Bem, podemos mostrar para as crianças que antes é necessário dar uma passadinha no banco para sacar dinheiro, e já aproveitar para mostrar como são produzidas as moedas, como é um cofre, que os países tem diferentes moedas, como podemos economizar dinheiro…

Vale a pena ir no museu Miami Children’s

Enfim, o lugar é realmente encantador, uma aula e tanto para as crianças, os meus filhos saíram de lá super curiosos em relação ao que viram, com os olhinhos brilhando!

Recomendo MUITO esse passeio para quem for a Miami com crianças.

O Miami Children’s Museum abre todos os dias das 10 às 18 hs, com exceção dos feriados de Ação de Graças, Natal e Ano Novo. O ingresso custa U$ 16,00 para adultos e crianças. Apenas bebês menores de 1 ano de idade não pagam.

Maiores informações: www.miamichildrensmuseum.org

Buenos Aires para niños

Mais uma vez a minha vizinha querida e que adora viajar, nos mandando dicas quentinhas de uma viagem que ela fez a Buenos Aires com o filho.

Adorei, pois acho a capital porteña um ótimo destino para nós, brasileiros. Ainda não fui lá com o Frederico, mas com certeza pretendo levá-lo, de repente já com a Valentina junto…

Alguns passeios em Buenos Aires, em 4 dias

Em viagens curtas parece mais difícil fazer as malas, por isso, é muito útil fazer um rol de viagem de acordo com o destino, a época do ano e a idade da criança. Assim não corremos o risco de esquecer de nada e, principalmente, não levamos coisas demais. Além disso, é sempre bom pesquisar em sites e blogs especializados sobre eventos, exposições, peças e outras programações temporárias que acontecerão na cidade no período da viagem. Um dos mais completos é “Buenos Aires para Niños”, editado por uma “mamãe” que mora lá e que até já escreveu um guia que pode ser adquirido através do blog.

Quanto aos passeios, além dos mais tradicionais, vale a pena dedicar um ou dois dias para passear em Palermo, onde as ruas são animadas, há bons shoppings, parques, bosques, pracinhas, o Planetário, o Jardim Botânico, o Jardim Japonês e o  Zoológico! O blog Buenos Aires Para Ninõs indica as principais ruas: Gurruchaga, Honduras, Armenia e El Salvador, e apelidou a área de “Palermo Bacana”.  Pode-se começar pela Rua Malábia, onde concentram-se lojas, cafés e confeitarias, de tudo um pouco. Nosso filho gosta muito da sorveteria Munchi’s, por causa daquela vaquinha simpática  convidando para comer mais sorvete! E, para os adultos, a Starbucks fica ao lado. Na região tem também a Muma’s Cupcakes. Os sorvetes da Chungo (na El Salvador com Gurruchaga) são especiais.

Um ótimo programa para as crianças é ir ao Zoo bem ali em Palermo, que é muito completo e está bem cuidado. É preciso tempo para ver todos os belos animais, como pingüins, leões, elefantes, tigres, ursos, animais de fazenda, girafas, condores, tartarugas gigantes e muito mais! No aquário há horários de shows com focas, e as crianças adoram. Passamos a manhã lá e depois pegamos um táxi direto para almoçar no Casa Mua, em Palermo (Soler 4202, esquina com Julián Alvarez), um misto de bistrô, café e lojinha, onde servem saladas, quiches e outros pratos leves, tendo também menu infantil e uma brinquedoteca ampla e com vários brinquedos educativos. Nosso filho almoçou bem e brincou muito com uma amiguinha que conheceu lá no restaurante.

Outro programa aprovado por ele, apesar de não se tratar de uma novidade e parecer meio “antigão”, foi o Planetario Galileo Galilei. Mas é bom dizer que ele estava com um interesse especial, porque bem naquela época andava interessadíssimo em seu livro novo sobre os astros e o universo. Por isso, depende da idade e do interesse da criança. Ele adorou o filminho sobre os planetas e dizia que saturno brincava de bambolê e a terra era gremista.

A Casa Rosada não é bem um programa infantil, mas se não conhecem ainda pode ser visitada sem muita demora, a não ser em férias e feriados, quando tem mais filas. Um bom circuito pela área é passar antes no Café Tortoni, depois visitar a Casa Rosada e dali seguir para Puerto Madero, pertinho, para almoçar na Cabanha Las Lilas e levar as crianças para visitar os buques-museo Fragata Sarmiento e Corbeta Uruguay.

Outra novidade que surgiu na cidade são os “bares” para crianças, com atividades, brincadeiras, oficinas e jogos. É bom consultar as programações e horários com antecedência. Nós fomos num chamado Recursos Infantiles, mas parece que já fechou.

Aliás, esse é um problema comum em Buenos Aires, principalmente com relação a restaurantes, sendo grande a freqüência com que abrem e fecham os locais. Assim, é melhor gastar um tempo na internet antes para evitar perdas de tempo durante a viagem.

Há ainda muitas opções de programas divertidos. Anna Chaia (www.cirandadomundo.com.br) sugere uma “caça ao tesouro” no MALBA.  E uma amiga foi com a família e adorou o passeio até Colonia de Sacramento, de Buquebus, passando uma noite por lá.

Sobre compras para crianças, atualmente a melhor área é Palermo, com suas lojinhas charmosas como Owoco, Pitti Bimbo, Viva la Pepa, Mitaí, Grisino Ropa para Jugar, Barbie Store, etc.

Shoppings bons são Paseo Alcorta, bem mais calmo, e Alto Palermo. Há lojas da Mimo & Co, Cheeky, Paula Caen D’Anvers Ninõs, MiniMimo, Patisserie, Little Akiabara, Pioppa, brinquedos Imaginarium (espanhola) e outras. Mas a maioria tem filiais em Palermo, onde é bem melhor para passear. No Shopping Abasto, bem mais agitado, tem uma grande loja da Cheeky, para mim a melhor. Se estiver chuvoso, lá tem o Museo de los Niños, mais adequado para crianças pequenas, e um parquinho de diversões dentro do shopping, que não é nada muito especial, mas pode ser bem útil num dia de chuva ou muito frio, adequado para várias idades.

Em outra área da cidade, a livraria Ateneo tem uma boa seção infantil, e em Las Cañitas recentemente inaugurou o Mundo da Discovery Kids, com loja e brinquedoteca.

 

Quanto aos restaurantes, todos sabem que é um capítulo à parte, mas vale indicar dois que gostamos muito: Cluny e Cabanha Las Lilas. A maioria dos restaurantes, mesmo no jantar, recebe bem famílias com crianças, mas claro que há lugares que não são kids friendly, como em toda parte, e por isso é bom sempre informar-se antes de fazer uma reserva. Na outra viagem, quando nosso filho tinha dois anos, fomos com amigos jantar no Sucre, mais cedo, antes da agito.

O bom de Buenos Aires é a proximidade com o Brasil e a possibilidade de uma viagem mais curta em final de semana ou feriado.