Compras para bebês nos EUA

Quando recebemos a notícia da gravidez, uma das primeiras coisas que começamos a pensar é no enxoval do bebê – o que comprar, onde, quais os itens necessários, quais as melhores marcas, etc. Para quem tem dúvidas, nós do Mães à Obra montamos uma listinha básica de enxoval – é só clicar aqui.
São muitas coisas para serem compradas de uma vez só, especialmente no caso de mamães de primeira viagem. Por isso, quem tem oportunidade de viajar para os Estados Unidos, tem mais é que aproveitar e comprar tudo lá, pois é muuuuito mais barato do que aqui!
Logo que fiquei grávida do Frederico, eu e meu marido já planejamos uma viagem para os EUA com o objetivo de passear (a última viagem antes de ter filho) e comprar roupinhas, carrinhos, brinquedos e utensílios para o novo integrante da família. Fomos à Chicago, Boston, Filadélfia e terminamos a viagem em Nova York, cidade que eu amo de paixão. Comprei muitas coisas em Boston, que tem uma taxa de imposto sobre compras menor do que a do estado de NY (6% contra 8%), e outras em NY.
Quando o Frederico já tinha 15 meses, fomos a Miami e Orlando (ver post aqui), e lá comprei também muitas coisas para o meu filho, especialmente roupas, sapatos e brinquedos.
Abaixo, listo para vocês as minhas dicas de compras nessas cidades.

• BOSTON – comprei muitas roupinhas nas lojas do Wrentham Village Premium Outlet, que fica próximo à cidade de Boston. Esse outlet faz parte da rede Premium Outlets (www.premiumoutlets.com), que, na minha opinião, é a melhor dos EUA. Lá, fiz um “tour básico” nas lojas Carter´s, Gap Kids, Tommy Hilfiger, Nike e Columbia.

o Os melhores achados foram na Carter´s (www.carters.com), que é bem basiquinha, mas tem todas aquelas roupas essenciais para o dia-a-dia do bebê, sempre num material super confortável e resistente. Os combos com 5 bodies por U$ 12,00 são imperdíveis! Só não esqueçam de calcular direitinho o tamanho que seu filhote estará em cada estação do ano para não comprar os tamanhos errados! Eu comprei bodies de tamanhos desde RN (newborn) até 18 meses de idade, e posso dizer que usei horrores todos eles, e mesmo assim eles não se acabaram! Vão ficar para o próximo baby, rsrs. Além disso, tem várias roupinhas bonitinhas, é só ter bom gosto na hora de escolher. Para o bebê ficar em casa ou brincar, são as melhores. Ah, comprei também umas cobertinhas muito gostosas e charmosas que usei bastante.

o Na Gap Kids (www.gap.com) comprei roupinhas muito estilosas, também de diversos tamanhos. Acreditam que até hoje o Frederico tem roupas que comprei nessa época? As calças jeans são bem bonitas, e os moletons são hours-concours, né? Eles têm também uns pijaminhas de malha muito bons para o inverno.

o Da Tommy (usa.tommy.com), adquiri as camisetas pólo básicas (todo menino tem que ter uma!), de várias cores, padronagens e tamanhos, e também uns casacos de moletom forrados com pele sintética por dentro que são sensacionais para o inverno – bonitos, confortáveis, leves e quentinhos. Além disso, as calças jeans também tem um corte bem bacana, e as calças sociais de sarja são um charme só. Ah, e as meias são sempre uma compra que vale a pena!

o Na Nike (www.nike.com), comprei alguns (poucos) tip-tops e vários tênis pequenininhos. Foram super baratos, mas, sinceramente, o Frederico usou pouco os de numeração muito pequena, pois na verdade bebês não precisam usar tênis, e sim sapatinhos bem molinhos e confortáveis. Acho que os tênis de verdade só valem a pena quando a criança começa a caminhar, lá pelos 11 ou 12 meses.
o Amo os casacos, coletes e softs da Columbia (www.columbia.com), aproveitei para comprar vários – tem numeração a partir de 6 meses de idade. São quentinhos, confortáveis e coloridos, tudo que uma criança pode querer! E, em algumas lojas, tem até tip-tops bem grossões, ótimos para sair com os bebês no inverno rigoroso aqui do sul – afinal de contas, a Columbia é uma marca de artigos para a neve!

• NEW YORK – deixei para comprar todas as coisas grandes e pesadas (tralhas, rsrs) em NY, que era o último destino da viagem. Comprei também roupinhas na Macy´s (The world´s largest store – eu amo esse slogan!), alguns artigos mais chics na Bloomingdale´s, uns tenizinhos descolados na Adidas Originals Store, e brinquedos lindos na FAO Schwarz da 5° Ave (essa loja é tão cara quanto linda). Mas me esbaldei, mesmo, foi na Babies R´Us, comprando todos os equipamentos e acessórios para o bebê. Ah, bem pertinho de NY tem o famoso Woodbury Common Premium Outlets, da mesma rede que falei antes. Lá, tem todas as lojas já mencionadas em Boston e ainda a Gymboree, que tem roupinhas muito legais.

o A Macy´s (www1.macys.com) da Herald Square é uma loja de departamentos gigantesca, mas sempre vale a pena dar uma olhada no andar infantil – se eu não me engano, é o 7° – para garimpar lançamentos em promoção que ainda não estão nos outlets da vida. Comprei muitas roupinhas bonitas da marca First Impressions lá, além de lançamentos da Carter´s e ternos (sim, ternos!) da Nautica. Por sinal, essas roupas sociais para meninos são uma ótima compra para se fazer nos EUA, pois aqui no Brasil é difícil de achar, e quando se acha é super caro $$$. Ah, na Macy´s vale a pena olhar também as roupinhas da Puma e da Adidas.

o A Bloomingdale´s (www.bloomingdales.com) é uma Macy´s (bem) mais sofisticada. Tem na Lexington Ave e no SoHo, mas só a da Lexington tem seção infantil. Lá, comprei uma roupa linda da Polo Ralph Lauren para o batizado do Frederico, e mais uns sweaters de cashmere muito bonitos. Só que é tudo bem mais caro que do nas outras lojas citadas…
o Na Adidas Originals Store (www.adidas.com/originals) do SoHo, como mencionei antes, tem uns artigos descolados, em estilo vintage, muito legais. Comprei um tênis para o Frederico mega confortável que era um charme só.

o Bom, agora vamos à Babies R´Us (www.babiesrus.com) – acho que, nessa viagem, fui umas três vezes na loja que fica na Union Square. Lá tem tudo que você pode imaginar para bebês e mamães, e mais um pouco! São 3 andares, divididos em setores: amamentação, eletrônicos, roupas, banho, alimentação, higiene, cama, brinquedos, itens de segurança,  carrinhos, cadeirinhas, etc, etc, etc. Lá, contei muito com a ajuda do meu marido, principalmente na hora de escolher o carrinho e a cadeirinha do carro. Acho importante os papais participarem dessas escolhas também, afinal de contas, serão tão usuários quanto nós! Além do carrinho grande (compramos o modelo da Chicco Cortina Travel System – Discovery, que vem com suporte para o carro e bebê conforto acoplado, ou seja, é 3 em 1), que usamos até os 8 ou 9 meses de idade do Frederico, comprei também o carrinho guarda-chuva da McLaren (modelo Quest, que reclina), que uso bastante até hoje e adoro, e a cadeirinha para carro da marca Brytax, que uso desde que meu filho tinha 9 meses, e em princípio dá até 4 anos de idade. Essas foram as compras “grandes”, mas comprei também a babá eletrônica com vídeo (vale muuuito a pena) da marca Summer, a ordenhadeira elétrica, mamadeiras, bicos, aquecedor de mamadeira, sling, acessórios para banho, bico-termômetro (o Frederico nunca quis usar), pomada Lansinoh (essencial para usar nos seios durante o período de amamentação, super recomendo!), cobertas e xales, cortinas para carros, brinquedos e móbiles. E mais algumas coisitas que nem lembro mais, hehe.

• MIAMI – como disse antes, fomos à Miami e Orlando com o Frederico junto, quando ele tinha 1 ano e 3 meses. Aproveitei para “renovar o estoque” de roupas e sapatos dele, pois praticamente tudo o que eu havia comprado para ele na viagem anterior não servia mais. Em Miami, comprei roupas da Carter´s e da Nautica na Macy´s; brinquedos, acessórios e mamadeiras na Babies R´Us; e mais brinquedos, penico, roupa de cama e berço portátil na Target. Também passei na Pottery Barn Kids para comprar umas coisinhas mimosas. Tem ainda a Buy, Buy Baby, que é super completa tipo a Babies R´Us (mamães especialistas recomendam a do Coral Springs). Uma loja de roupas super fofa para bebezinhos é a Baby Cottons (tem no Aventura Mall e no Village of Merrick Park). Para as mammies mais chiquetérrimas, tem a Baby Dior, a Burberry e a Mini Oxygene (Bal Harbour). Não fui aos outlets porque deixei para ir em Orlando, mas posso recomendar o Sawgrass Mills e o Dolphin Mall para comprar nas lojas da Carter´s, Gymboree, Janie and Jack, Nike, Adidas, Tommy, Ralph Lauren, Gap e The Children´s Place.

o A Target (www.target.com) é uma dessas lojas que existem aos montes nos EUA e que tem de tudo. Algumas coisas, tipo roupas e sapatos, são de qualidade inferior. Mas para outros itens, como brinquedos, vale muito a pena. Eles têm umas promoções da Fisher Price que são imbatíveis! Comprei aquele penico que toca musiquinha por um precinho bem camarada. Também comprei lá umas cobertinhas lindas com design da DwellStudio, a marca da bolsa do bebê da Gisele Bündchen, lembram?

o A Pottery Barn Kids (www.potterybarnkids.com) é uma loja muito mimosa, que vende artigos para cama e banho, além de móveis e objetos de decoração. Tudo para os pequenos. E, de quebra, ainda tem uns brinquedinhos em estilo antigo, de madeira, que são um achado. Tem no Village of Merrick Park.

• ORLANDO – em Orlando, tem dois grandes outlets: o Orlando Premium Outlets (da rede Premium já mencionada) e o Prime Outlet, esse mais novo e completo. Em ambos, encontram-se todas as lojas já citadas: Carter´s , Gymboree, Janie and Jack, Gap, Tommy, etc, etc. Para crianças acima de 1 ano, vale bastante a pena comprar tênis nas lojas das grandes marcas Nike, Adidas, Reebok e Puma (as roupinhas dessas marcas são legais também). Fora isso, tem as lojas da Disney que vendem artigos muito bacanas (sempre relacionados aos personagens de Walt Disney), desde roupas até objetos e brinquedos – mas não é com precinho de outlet, né?! Além dos outlets, tem o shopping Mall at Millenia, que tem muitas lojas legais, desde grifadas até outras mais acessíveis, como a Janie and Jack, por exemplo, que tem roupinhas bem charmosas, muitas em estilo navy (adoro!). Só que a diferença é que no Millenia, ao contrário dos outlets, é tudo lançamento, e, além disso, o shopping é lindo…

Bem, espero ter ajudado. Se tiverem dúvidas, é só perguntar! Afinal de contas, qual é a mamãe que não adora uma comprinha?

Lista de enxoval – todos itens!

Esta lista baseia-se na minha experiência como mãe do Frederico, e também utilizei como fontes o livro Nave Mãe (Tanise Dvoskin), e as listas da Academia Acqualitá e das lojas Puppy e Bordados & Cia.

Lista de enxoval

Para o bebê
• Tamanhos RN e P:
6 bodies manga comprida brancos de algodão
6 bodies manga curta brancos de algodão (se o bebê for de verão)
6 calças de algodão do tipo “mijão” ou “culote” (daquelas de usar por baixo)
6 tip tops compridos com pé
6 tip tops curtos (se o bebê for de verão)
6 pares de meia de algodão (que não apertem o tornozelo)
4 pares de sapatinhos
3 pijamas
2 casaquinhos de linha (se o bebê for de verão)
2 casaquinhos de lã
2 toucas (se o bebê for de inverno)
3 conjuntos de roupa de linha (verão) ou lã (inverno) para ocasiões especiais
2 blusinhas de lã básicas (se o bebê for de inverno)
2 blusas de moletom ou soft quentinhas (bebê de inverno)
3 camisas ou bodies com gola de camisa
6 babeiros
8 fraldas de pano grandes
8 fraldas de pano pequenas
3 mantas de lã ou linha (dependendo da época do ano)
2 vira-xales
3 regatinhas (bebê de verão)
Vestidinhos e lacinhos de grudar com sabonete para as baby girls
1 chapéu de sol
• Para os outros tamanhos (M, G, 1 ano), você pode ir adaptando essa lista conforme a estação do ano, lembrando sempre que, conforme o crescimento do bebê, as necessidades vão mudando, por exemplo, a partir dos 10 meses eles precisam usar sapatinhos com solado para ficar de pé e caminhar apoiado, e assim por diante. Com certeza, cada mãe vai sentir do que seu filho está precisando…

Para o berço
4 jogos de lençol
4 fronhas avulsas
2 cobertores
1 edredom
2 colchas
2 protetores de colchão
1 conjunto de protetores de berço
2 travesseiros baixinhos, anti-sufocantes
Almofadinhas para apoiar o nenê no berço
1 móbile

Para o banho
1 banheira com suporte
1 redinha para banheira (para segurar o bebê)
4 toalhas com capuz
4 toalhas de fralda
1 toalha forrada com fralda na parte interna

Para a higiene
Fraldas descartáveis (não comprar muitos pacotes tamanho RN, pois o bebê cresce muito rápido, e em seguida passa para o tamanho P)
Sabonete e shampoo neutros
Pente e escova de cabelo macia
Lenços umedecidos
Algodão em quadradinho
Cotonetes
Tesourinha de unha
Hipoglós
Kit de cesto, garrafa térmica e potinhos para produtos de higiene
Termômetro

Para o carrinho
4 jogos de lençol (os mesmos lençóis do hospital)
1 colchão para carrinho
1 travesseirinho
1 cobertor

Para passear
1 sling

1 mala
1 sacola grande
1 carrinho bom, com várias inclinações
1 bebê conforto
1 berço portátil (para viagens)
1 trocador portátil (muitas vezes vem junto com a sacola)
1 porta-bico

Para a alimentação
1 mamadeira pequena
2 mamadeiras grandes
1 escova para mamadeira
1 escorredor de mamadeiras
2 bicos
1 conjunto de colheres
Pratinhos e copinhos com tampa

Para a amamentação
1 almofada de amamentação
Pomada para os seios (indico a Lansinoh)
Bico de silicone
Bombinha para tirar leite (de preferência elétrica)
Protetores para seio (1 par tipo concha, e também aqueles descartáveis)
3 sutiãs de amamentação

Para a maternidade
Enfeite de porta
Lembrancinhas
Cesto para lembrancinhas
1 pacote de absorventes para pós-parto
4 camisolas ou pijamas com abertura na frente para amamentar
Calcinhas grandes
Chinelo
Produtos de higiene íntima
1 roupa bonita e confortável para o dia da alta
Documentos
Máquina fotográfica
Mala do bebê (farei outro post sobre isso)

Babá Service, Como identificar uma boa profissional

Quais características fazem de uma babá uma boa profissional?

A boa profissional babá tem que ter bastante responsabilidade e comprometimento com o trabalho. Gostar de criança é necessário, mas diria que mais do que isso, ela tem que se vincular com a criança e curtir muito todas as funções que fazem parte do universo infantil.


 

Quais qualidades são indispensáveis?

Podemos levantar várias qualidades como: ser afetiva, ter muita paciência, ter humildade no sentido de aceitar as orientações dos pais e ser discreta.

Quais defeitos são toleráveis?

A capacidade de tolerar os defeitos de cada um é muito particular de cada família, o que pode ser insuportável para mim para o outro pode ser tolerável, mas quando a família sente que a babá gosta das crianças e é carinhosa com elas, às vezes, toleram atrasos, faltas, desorganização, porque o mais importante são as crianças estarem bem.

Quais atividades fazem parte do trabalho da babá?

A babá pode se envolver com tudo que se refere às crianças como: alimentação, roupas e arrumação do quarto.

Que dicas poderia dar para quem fará a seleção de uma profissional?

Saber no que já trabalhou, quanto tempo ficou e motivos das saídas, perguntar sobre a sua família e o cuidado com os seus filhos. Não contratar se alguma coisa ficar meio nebulosa e, se possível, ligar para empregos anteriores. Peça xerox da identidade e comprovante de residência e verifique os antecedentes criminais.

As mulheres têm de quatro a seis meses de licença-maternidade. Na sua opinião, qual é a melhor opção para a volta ao trabalho, é deixar a criança com uma babá ou colocá-la numa escolinha? Por quê?

Se a família não tem condições de remunerar bem e ter uma boa babá é melhor a escolinha, pois lá mais pessoas estarão fiscalizando os cuidados com a criança, mas se a família dispõe de recursos e pode fazer uma seleção criteriosa, a babá tem algumas vantagens: cuidar da criança no seu ambiente (sua caminha, seus brinquedos, seu quartinho…), ter um “olhar” exclusivo da cuidadora que atenderá as suas necessidades, a cuidadora qualificada estimulará e brincará com a criança e ela ficará mais protegida de doenças. Até dois anos de idade a criança não socializa ainda, então, ela não interage com outras crianças, o que seria a maior função da escolinha: a socialização.

O que pensa em relação às babás morarem no emprego? Essa facilidade compensa ou não?

Acho que se buscamos babás saudáveis emocionalmente, o melhor é não morar. Com raras exceções esse “casamento” dá certo. As babás, como qualquer profissional, precisam ter uma distância do seu trabalho para “recarregar as baterias”. Quanto à facilidade, penso que quando decidimos ter filhos deixamos de lado essa palavra, pois o que pode ser “fácil” pra mim, pode ser prejudicial para o filho, e a maternidade e paternidade deve ser o maior exercício de desprendimento da nossa vida.

Quanto custa e como funciona o esquema para a babá dormir uma ou duas vezes por semana na casa onde trabalha para os pais poderem sair?

Aconselho a perguntar para babá quanto custa a noite de trabalho ou qualquer extra, pois não existe um valor fixo. Já vi noites custarem de quarenta a cem reais.

As cuidadoras de crianças hoje estão mais qualificadas?

Bem mais qualificadas. Hoje não queremos mais uma babá que apenas repare os nossos filhos, buscamos pessoas com conhecimento, com iniciativa para imprevistos  e que também sejam um modelo positivo, que se expressem bem e sejam criativas.

Quais cursos já existem na área?

Além do curso específico para babás, que normalmente as agências oferecem, recebemos candidatas com o curso de educadora assistente, magistério, técnica de enfermagem e pedagogia.

O que acha do monitoramento por câmera do que acontece em casa, na ausência dos pais da criança?

Acho que cada família deve ter o seu jeito de verificar se o trabalho da babá está sendo adequado. A câmera é um deles.

Quanto custa, em média, uma babá por mês?

Depende da carga horária, uma babá em horário integral custa de oitocentos a mil reais.

 

A Saga do Sapato Social

No final de outubro passado, o avô do meu marido (bisavô do Frederico) fez uma festa para comemorar seus 90 anos de vida – o que não é para qualquer um, né, gente?!

Pois bem, como era uma festa de traje social, meu filho teria que ir vestido de acordo. Eu tinha comprado para ele, em Miami (paraíso das compras), uma roupa social muito lindinha, composta de calça e colete risca-de-giz, mais camisa social e gravata. Bom, então tínhamos tudo menos… o sapato!!!

Foi então que minha saga começou. Mais ou menos um mês antes da festa, iniciei a procura nas lojas de Porto Alegre. Primeiro, fui em todas as lojas onde costumo comprar roupas e sapatos para o Frederico. Não encontrei nada, a não ser “sapatênis” pretos, que de sociais não tinham nada. Em todas as lojas, a resposta era a mesma: “a gente costumava trabalhar com esse tipo de sapato, mas como não tinha saída, não trabalhamos mais”. O que me fez pensar também: puxa vida, como hoje em dia se usa pouco roupa social, antigamente as pessoas se arrumavam bem mais…

Resolvi, então, procurar nas lojas de meninos maiores, tipo Brooksfield Jr. e VR Kids, que eu sabia que trabalhavam com trajes sociais, e, por conseguinte, sapatos adequados a essas roupas. Realmente, essas lojas têm sapatos sociais pretos lindos, iguaiszinhos aos de adulto, mas só a partir da numeração 23, e meu filho na época calçava 21. Quase pensei em comprar grande e encher a ponta com algodão!

Fomos ao Rio de Janeiro no feriadão do Dia das Crianças, e pensei que lá fosse ser mais fácil achar o bendito sapato. Percorri todas as lojas dos shoppings Rio Design e Leblon, além das lojas de rua de Ipanema e Leblon. Até achei um sapato social na Chicletaria, só que era BEGE (!). A vendedora me informou que, como no Rio faz muito calor, não se usa sapato preto, só bege. Coisas de cariocas… Fui também, por indicação de uma amiga, na Pé de Dragão, que realmente é uma loja que tem muuuitas opções de calçados infantis, mas o sapato social, adivinhem só – estava em falta!

Voltei para Porto Alegre de mãos abanando, e já preocupada, pois nessa data já faltavam apenas 15 dias para a festa. Apelei, então, para minha mãe, que mora no interior. Ela me disse no telefone: “aqui é certo que vou achar, esse tipo de coisa em cidade pequena é bem mais fácil”. Mas que nada, a coitada da minha mãe procurou, procurou, e não viu nem sombra do tal sapato social.

A essas alturas do campeonato, toda a minha família e amigos já estavam sabendo do “drama do sapato”. Minha cunhada, então, me avisou que havia aberto uma nova loja especializada em sapatos infantis em Porto Alegre, a Poá Calçados. Liguei para lá, e a moça que atendeu me disse que eles iriam, sim, vender sapatos sociais para meninos, mas os benditos sapatos ainda não tinham chegado porque estavam em falta na fábrica (!). Aiaiaiai, meu problema não tinha fim! E já faltava só uma semana para a festa!

Foi quando, num momento de quase desespero, tive um lampejo de sabedoria, e lembrei da loja Lione, onde eu havia encomendado a roupinha social que o Frederico usou no casamento da minha irmã, quando ele tinha 4 meses. Liguei para lá e a moça me disse que tinha, sim, sapato social do tamanho do pé do meu gurizinho, só que era AZUL MARINHO. Mesmo não sendo o preto que eu queria, peguei o carro e me mandei para lá, afinal de contas, azul marinho e preto não são primos tão distantes assim… Só que, quando cheguei na loja, vi que o azul nem era bem marinho – era um azul claro demais, vivo demais. Murchei. Mas, então, ao olhar as prateleiras da loja, achei um mocassim todo preto, de pelica, de uma coleção mais antiga da Tip Toey Joey (marca que eu adoro, e os pezinhos do Frederico amam). Perguntei se tinha tamanho 21, e adivinhem: TINHA!!! Salva aos 45 do segundo tempo!!!

Conversas para guardar

Já comentei aqui que adoro guardar recordações dos meus pequenos: fotos, vídeos, desenhos, pequenos objetos… Tenho uma caixa “especial” onde acomodo com muito carinho roupinhas de momentos marcantes, sapatinhos e brinquedos especiais, outra para cartões de felicitação, convites dos aniversários e lembrancinhas. Além disso, muitos álbuns de fotografias e pastas com desenhos e trabalhinhos.

Conversas para guardar

Mas e a voz mimosa, as palavrinhas engraçadas, o som das risadas??? Lembro que a minha mãe costumava gravar em fitas cassete (do fundo do baú, rsrs) as nossas conversas quando eu e minhas irmãs éramos pequenas, e eu já estava pensando em fazer isso com meus filhos, puxar assuntos divertidos com eles e eternizar o áudio desses momentos.

Daí que, passeando em Miami, entrei numa loja da Hallmark – adoro as lojas dessa marca, sempre que viajo para os EUA entro numa para comprar alguns itens de papelaria, como cartões (são lindos!), envelopes e coisas do gênero. E o que encontrei em um dos corredores da loja??? Uma série de livrinhos chamados Conversations do Keep – Recordable Book.

A coleção consiste em livros bonitos, com gravuras, que trazem junto um gravador. Em cada página há frases sugestivas para iniciar as conversas com seu filho, tipo “O que você faz para fazer a mamãe sorrir?“; “O que você pensa que a mamãe faz quando você não está junto?”; “O que você quer ser quando crescer?”; “O que você gosta de fazer com a mamãe, e por quê?”. Para cada uma das perguntas há um botão, daí é só apertar e gravar a resposta da criança!

Não é uma recordação maravilhosa para guardar de nossos filhos? Já imaginaram daqui uns 20 ou 30 anos escutar isso junto com eles, que emocionante?

Há livros para toda a família, eu comprei o Mom & Me, mas há também “Dad & Me”, “Grandma & Me” e “Grandpa and me”.

Muito mais lindo do que um pen drive para guardar algo tão precioso quanto as palavras dos nossos filhos, não acham?!

O diário de um prematuro

O post de hoje é muito, muito especial. Um relato corajoso, sincero, profundo e amigo de uma mãe que passou por todo o sofrimento de uma UTI Neonatal por mais de 100 dias. Uma mãe que teve gêmeos, perdeu um dos filhos no parto, e seguiu lutando com todas as suas forças para que o outro filho, o pequeno Antônio, prematuro de apenas 26 semanas, sobrevivesse.

O diário de um prematuro

Durante todos os dias em que o filho esteve internado, a Fabiana escreveu. Escreveu para aliviar a dor, para colocar as ideias em dia, e, principalmente, para deixar um registro que pudesse confortar outras mães que viessem a passar pela mesma situação.

Fabiana e o pequeno Antônio saíram vitoriosos dessa. Hoje ele tem 4 anos, é um meninão lindo, cheio de alegria e saúde, completando a família feliz com a irmã mais velha Júlia e o papai Paulo Roberto.

O diário é enorme, tem 45 páginas muito ricas, que provocam emoções no leitor – algumas vezes lágrimas, outras sorrisos, esperança, expectativa… Vou publicar aqui alguns trechos: os primeiros 10 dias (incluindo a primeira cirurgia do bebê), o dia do primeiro colo, com 2 meses de vida, e a véspera da alta da UTI. Quem tiver interesse em ler o relato completo coloca o email nos comentários para que eu possa enviá-lo.

Dia 17 de fev de 2009

Meus filhos nasceram! Um misto de sentimentos tomou conta de mim… Jamais poderia prever que eles nasceriam tão precocemente… Eu estava com 26 semanas e meia. De repente, comecei a sentir contrações. Ainda assim, não conseguia conceber a possibilidade de que eles estavam prestes a nascer. A correria no CO aumentava e com elas as contrações. Então, eu soube: chegou a hora. As dores aumentavam e eu não conseguia mais aguentar. Em menos de uma hora comecei a sentir contrações e tive meus dois filhos homens: Arthur Gabriel e Antônio.

Quando eu voltei a mim, veio a notícia da morte do gêmeo 1.

Pessoal,

 Não tenho palavras para descrever este momento… Sempre considerei a  situação que estou vivendo como a mais difícil que uma pessoa pode viver e nunca imaginei que eu passaria por tudo isso. O impressionante é que a gente encontra forças para ir adiante e fazer o que deve ser feito. Ver meu filho morto foi, sem dúvida alguma, a pior coisa que eu já experimentei na minha vida, mas o Antônio está aí e lutando para viver. Eu já entendi que cada dia é uma conquista e uma razão para comemorar. Meu filhinho é pequeno sim, mas é um guerreiro de peso.  Ele está lutando bravamente como gente grande.

O que eu mais quero agora é que o tempo passe e eu olhe para trás e conte essa história para outras mães que passam pelo mesmo problema para encorajá-las. Por enquanto, quem precisa de coragem e  força sou eu… Sei que vocês estão do meu lado e não vejo a hora de me recuperar para poder abraçar a todos e apresentar meu pequeno grande guerreiro. 

Amo vocês. Muito obrigada por todas demonstrações de carinho. 

Bj

Fabi.

O que parecia história da vida alheia, tornou-se a minha história e eu descobri que tinha mais força do que eu poderia imaginar.

 

MÁXIMAS DA UTI NEONATAL

O meu primeiro dia na UTI NEONATAL foi horrível… Eu pensei que não aguentaria… Vi mais máquinas do que meu bebê e jamais tinha visto um bebê tão pequeno. Na segunda vez que eu fui, também foi muito difícil. Cada palavra, cada gesto das enfermeiras, dos médicos e dos outros pais que estavam vivendo a mesma experiência que eu e meu marido, significavam muito para mim. Qualquer aceno em direção à ascendência do estado do nosso filho vale muito e eu jamais conseguirei mensurar o quanto eu sou grata aos profissionais que estiveram e estão ao nosso lado nessa luta.

Mesmo muito pequeno, meu filho se mostrou valente desde o primeiro dia que eu o vi e, pelo menos por ora, essa garra é o que tem me mantido.

Descobri que há uma rotina na NEO a qual resolvi chamar de “o mundo da NEO”. Os pais chegam e já vão para a sala onde fazem a higienização e colocam os aventais. Meu marido teve que conhecer o “mundo da NEO” antes que eu e quando ele me levou já estava bem familiarizado com aquele ambiente que, num primeiro momento, parece tão pesado… Contudo, à proporção que as horas passam, a gente vai vendo e conhecendo o “mundo da NEO” e aí já não parece mais tão pesado assim. Pelo contrário, a gente vê que os bebês melhoram e vão embora para a vida!

Mesmo assim, não consigo evitar sentir medo.

Lá no “mundo da NEO” a gente vive um dia depois do outro. Às vezes, a gente tem que se contentar com as horas e vibrar a cada uma que passa.

 “Cada um com seu bebê” – descobri que no “mundo da NEO” a gente não deve ficar olhando o bebê do lado. Cada bebê tem o seu ritmo, a sua história e o seu tempo. Não há comparação entre os pequenos grandes pacientes da NEO.

 No “mundo da NEO” a gente não pode esperar ouvir que nosso filho está bem, o máximo que ouvimos, pelo menos até o quarto dia após o nascimento (dia de hoje), é que o bebê está dentro do quadro esperado e isso é muito bom. Daí o porquê de mais uma máxima do “mundo da NEO”: “No news:  good news”.

 

Dia 21 de fev de 2009

Hoje foi o dia que eu mais fiquei com meu bebê. Após uma dor de cabeça insuportável, consegui me levantar e ficar  na NEO ao lado do meu filho. Comecei a tirar leite: MUITO LEITE…. Pena que o Antônio não está aqui no quarto comigo para eu poder amamentá-lo. Acho que, no momento, um dos meus maiores desejos é que ele esteja em condições de mamar. Eu vou ser a mãe mais feliz do mundo quando isso acontecer.

OS PRIMEIROS 05 DIAS DE VIDA DE UM PREMATURO

Hoje é sábado de carnaval, dia 21 de fev de 2009. Domingo passado baixei hospital para fazer repouso e na terça feira de madrugada meus filhos nasceram. Desde então, vivi um turbilhão de emoções… Tem horas que eu ainda custo a creditar em tudo que já aconteceu…

Terça-feira pela manhã após receber a notícia de que o Arthur Gabriel já havia falecido, a enfermeira responsável pelo CO foi falar comigo para ver se eu gostaria de ver o meu bebê. Num primeiro momento, eu fui terminantemente contra. Em seguida, mudei de idéia e ela foi buscá-lo. O tempo que ela demorou para chegar com ele aonde eu estava parecia uma eternidade…. Então, ela entrou e me mostrou meu filho enroladinho numa manta e com uma touquinha…. Parecia um bonequinho: pequeno e perfeitinho… Tão meu quanto a Júlia ou quanto o Antônio: para sempre meu filhinho… Eu jamais vou esquecê-lo… Onde quer que ele esteja eu sei que ele sabe que a mamãe ama ele mais que tudo nesse mundo e sempre estarei aqui com ele no meu coração até que um dia, enfim, nós nos encontremos novamente e eu possa, então, envolvê-lo em meus braços…

A ROTINA NO “MUNDO DA NEO” I

Todos dias nos horários das 12h30min às 13h30min e das 18h30min às 19h30min tem troca de plantão na NEO. Tão logo termina a troca de plantões, a porta da UTI NEO já está repleta de pais ansiosos para verem seus pequenos guerreiros.

Todo mundo já parece habituado à rotina da NEO. Por enquanto, eu ainda não vi ninguém mais perdido do que eu por lá. Porém, eu sei que em breve eu já serei uma veterana também.

Eu sei que o problema todo parece muito ruim, mas tem seu lado bom. Os resultados são muuuito gratificantes. Eu não desejo que ninguém passe por essa experiência, mas quem passa sabe o valor que cada hora de vida dos nossos filhos tem.

Com a Júlia foi tudo muito diferente… Ela nasceu com quase 3kg e meio e com 52cm! Grande e pronta! A gente não imagina que tem um mundo paralelo a esse que é o “mundo da NEO”.

Agora são 20h45min. Acabei de chegar da NEO. O Antônio está lá: lutando!!!!! Mexe feito louco!!! Chega a me deixar nervosa…

O ambiente na NEO é peculiar… Há um silêncio de cumplicidade na atmosfera. Os olhares apreensivos dos pais, mormente os recém chegados como eu; a solidariedade dos profissionais que zelam pela vida dos pequenos valentes; e o barulho contínuo das incubadoras. São tantos dados e itens de monitoramento que não dá pra acreditar!  O melhor a fazer é viver um dia depois do outro e comemorar cada um deles.

Hoje, enquanto eu e meu marido estávamos na NEO, uma das incubadoras começou a apitar, eu olhei para meu marido apavorada! Fechei a portinha da incubadora e fiquei com aquela cara de “por favor, venham ver meu filho!”. Então, a enfermeira veio e disse que estava tudo ok. Nesse momento eu percebi que aquele era apenas o primeiro de muitos sustinhos que eu ainda vou ter com o meu pequeno grande valente. Por enquanto, eu acho que ele está bem. Mais um dia está acabando e ele continua lutando bravamente. Por ora, eu agradeço a Deus mais esse dia e peço, com toda minha energia, outros dias ao lado do meu menino.

22 de fev de 2009

Hoje eu estou exausta! Parece que o mundo desabou em cima de mim. O Antônio está lá: lutando pela vida!!! Os dias na NEO custam muito a passar… Uma coisa melhora e outra piora e só o que nos resta é ter PACIÊNCIA: MUITA PACIÊNCIA. Ele precisa de tempo para se recuperar. Infelizmente nós somos muito imediatistas, o que torna a adaptação aos longos e inusitados dias na NEO muito mais difícil.

Toda vez que chego lá, vejo de longe a luzinha da incubadora do Antônio e, à proporção que vou me aproximando, vejo ele sempre se movimentando. Quando eu toco nele, ele responde ao meu toque: se contorce todinho e eu acho que ele gosta que eu ponha o dedo nas costinhas dele… Ele é muito bonitinho…

Não tem como não se incomodar com aquela quantidade de fios ligados no bebê. Hoje pela manhã, percebi que ele estava com outro acesso: isso parte meu coração… Eu gostaria de poder fazer alguma coisa, mas não posso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Deus abençoe meu filho e esteja ao lado dele.

Ontem, ele estava chorando… Não dá para ouvir, ele não emite som, mas eu toquei nele e senti a vibração no peitinho dele… Chorar é normal, acho que deve ser até bom. Sei lá, a verdade é que já se passaram 05 dias e ele continua lá e, até agora, não deu nenhum susto muito grande.

As enfermeiras e as médicas da NEO são muito especiais… Cuidam dos prematuros com todo carinho e zelo que eles precisam. Às vezes, acho melhor nem perguntar como as coisas estão evoluindo com receio do que vou escutar. Prefiro ficar ao lado dele em silêncio, torcendo com toda minha alma e energia para que ele se restabeleça.

Eu soube hoje que a infecção dele já está melhorando, contudo ele ainda está com problemas para respirar e precisa do respirador. Parece que isso não é anormal, mas cada um com seu bebê.

Vou na NEO.

A IMPORTÂNCIA DO COMPANHERISMO I

Eu e o Paulo estamos juntos nessa empreitada e, se não fosse ele, eu não sei o que seria de mim. Eu consigo me ver nos olhos dele. Estamos juntos e nestas horas acabamos nos unindo ainda mais… Quando estamos na NEO eu fico olhando para ele através da incubadora do Antônio. Cada susto, cada barulho diferente daquelas máquinas é um novo olhar que trocamos. Não é preciso dizer nada… Nossa comunicação se dá de forma silenciosa e harmônica. Um tem sido o porto seguro do outro. Nunca estive tão próxima de alguém assim…

Isso tudo faz com que eu reflita acerca do quão perfeita é natureza, em todos os seus aspectos!

Tem horas que eu me olho no espelho e não consigo me encontrar. Nestes momentos, eu olho para o Paulo para conseguir me situar novamente e ele sempre está lá. Tenho me reencontrado diariamente através dele…

Eu descobri muito sobre mim nestes últimos 05 dias: descobri força, ouvi sons que jamais ouvira, choros que nem pareciam meus… A questão é que tem um bebê cheio de vida esperando e precisando de nós. Não dá pra se entregar!!!! O Antônio está bem sim e vai sair dessa! São essas as coisas que me vem à cabeça quando eu penso no Paulo: eu sei que o Antônio vai ficar bem e nós vamos ficar aqui ao lado dele o tempo que ele precisar e, quando isso tudo acabar e formos para casa com nosso pequeno guerreiro, vamos fazer uma festa bem grande para comemorar!!!!

22 de fev de 2009

Meu filho amado,

 A mamãe está completamente apaixonada por você… És tão pequenino, mas já tens o teu cheirinho e o teu jeitinho valente de ser.

O papai e a mamãe querem que tu saibas que és muito amado e que nós estamos te esperando sem pressa. Demore o tempo que precisares, nós não sairemos do teu lado.

Nasceste para a vida, renascemos para ti.

Te amamos,

Pai, mãe e Jujú.

 

23 de fev de 2009

Mais um dia se passou e nosso guerreiro continua firme!

Ontem tiraram meu soro o que facilita minhas idas na NEO. Hoje de manhã qdo estivemos lá, percebi que o Antônio já saiu da fototerapia! Ele abriu os olhos!!!

Ele é muito parecido comigo!

Já estamos amigos dos outros pais da NEO. Os bebês vão melhorando e vão mudando de sala, cada vez mais próximos da porta de saída. Por esta razão é que a UTI NEONATAL é uma UTI sui generis: é uma unidade de tratamento intensivo sim, mas para a vida…

O Antônio já tem amiguinhos de sala: a Manuela, que nasceu com 540gr e já está na NEO há mais de um mês! Tem também o Miguel I e o Miguel II, este é bem pequenininho e também já está há mais de um mês na NEO, aquele é grandão, mas ambos parecem que estão indo muito bem. Tem também a Maria que foi promovida de sala hoje e já vai começar a mamar no peito. Os bebês que estão na sala do Antônio ainda estão no respirador ou recém saíram e ainda não mamam no peito – recebem leite materno pela sonda ou ainda não estão recebendo, que é o caso do Antônio.

Hoje ele vai coletar sangue para fazer uns exames…

São 12h39min, estou esperando terminar a “troca da guarda na NEO” para eu ir ver o Antônio.

À proporção que os dias passam e que a gente vai convivendo com os pequenos valentes, vamos nos afeiçoando cada vez mais e vendo o quanto eles são resistentes! Na verdade, este nome “pequenos valentes” é o nome dado ao grupo de pais dos prematuros que se reúne todas as segundas-feiras aqui no Hospital. Eu ainda não tive a oportunidade de frequentar o grupo, mas estou ansiosa para que chegue segunda-feira que vem e eu possa ir. É importante esta troca entre os pais que estão na mesma situação… Faz com que a gente perceba que não está sozinho e que a vida dos nossos filhos está só começando. É claro que eles vão demorar um pouco mais que um bebê que nasceu na hora, mas vão ficar bem!

Não consigo mais ficar longe do meu filho… Venho para o quarto e a imagem dele não sai da minha cabeça… Então, a gente volta pra NEO e fica mais um pouquinho segurando a mãozinha do nosso pequeno valente.

23 de fev de 2009 

Acabei de voltar da NEO. Não pude ver meu pimpolho porque um novo prematuro estava pintando  no pedaço. Então, fui para a sala da ordenha tirar leite. Já estou me acostumando com a rotina da NEO. Já sei onde encontrar as coisas e como devo proceder na coleta do leite e, sem dúvida alguma, eu sou uma das mães que mais tem leite na NEO! Talvez seja meu organismo fazendo a sua parte…

Com o tempo a vida no mundo da NEO vai ficando menos impressionante e a gente vai vendo que a situação não é tão ruim assim. Pelo contrário!

24 de fev de 2009 – 11h

Hoje não está sendo um dia muito bom pra nós. O Antônio ainda não teve o fechamento completo de uma artéria do coração que faz com que o prematuro consiga respirar sozinho aqui fora. Ele vai precisar de mais uma dose da medicação para ver se esse fechamento acontece “naturalmente”, caso contrário, é preciso fazer um procedimento cirúrgico. O maior problema disso tudo é que para receber a nova dosagem do remédio ele precisa estar com a função renal estável e, por enquanto, isso não aconteceu. Enfim, é um probleminha atrás do outro… Ontem ele parou de tomar dopamina, uma droga que mantém a pressão estável. Porém, não se sabe se ele não vai ter que voltar a tomar esta medicação.

É isso aí, um dia depois do outro… Com certeza, muitos dias serão ruins, mas no final seremos recompensados. Só o fato de estarmos convivendo com nosso filho um dia após o outro já é uma recompensa que nós agradecemos a Deus do fundo dos nossos corações.

A prematura que chegou ontem na NEO, de prematura não tem nada! Nasceu com mais de 40 semanas e é uma giganta perto dos pequenos valentes da NEO. Eu sei bem porque ela fica ao lado do Antônio.

Eu não lembro se mencionei, mas o Antônio nasceu com 1kg e 20gr. Pois é, em frente à incubadora dele tem um menino que nasceu com 740gr e ao lado uma menina que nasceu com 540gr! Eu sei que lá na NEO é cada um com seu bebê, contudo, serve de consolo ver que ele não é o menor bebê da NEO…

Eu sei que ainda vai demorar mto tempo para o Antônio ir pra casa com a gente, mas eu confesso que já não aguento mais! É muita pressão! Ontem à noite eu simplesmente desmaiei. Apesar de estar super nervosa com esse problema que o Antônio está tendo nos rins, eu dormi em seguida, nem deu tempo dos pensamentos ruins invadirem minha mente.

A ROTINA NO “MUNDO DA NEO” II

Eu gostaria de estar mais tranquila… Mas a verdade é que eu estou com os “nervos à flor da pele”! Eu quero pegar meu bebê no colo! Tirar todos aqueles tubos dele e protegê-lo em meus braços! Eu queria tanto!

Todo dia quando saio do quarto pela manhã para ir na NEO eu tenho medo do que vou encontrar…

Hoje, o Paulo foi tomar café e eu fui direto pra NEO. Tenho medo de chegar lá sozinha e ter acontecido alguma intercorrência com o Antônio… Tenho tantos medos… Entretanto, não há espaço para todos eles… Não é justo que eu tenha dúvidas em relação a coisa alguma! Não é justo com o Antônio que está lutando bravamente… As dúvidas vêm como consolo no caso de alguma coisa dar errado. Funcionam como um “amenizador” do sofrimento que eu poderia ter no caso de alguma coisa dar errada. Mas, como eu já disse, por mais amedrontada que eu esteja, não posso me deixar abalar. Simplesmente não há espaço para isso nesse momento.

Hoje um casal lá da NEO que tem um bebê mais ou menos do tamanho do Antônio levou máscaras de carnaval para tirar fotos com o bebê. Eles estavam rindo e felizes…. Será que um dia eu também vou ficar feliz assim?

Ver o Antônio com aquele maquinário todo é sufocante! Tem horas que eu tenho a nítida impressão de que vou explodir!!!!

Eu sinto como se o mundo tivesse desabado sobre a minha cabeça… Completamente sem forças… Sem disposição para coisa alguma… Cada vez que chegamos da NEO e entramos no quarto, nos atiramos um pra cada lado: absolutamente esgotados, consumidos pela preocupação e pela expectativa de que horas melhores virão.

Hoje eu seu qual o significado da palavra desespero…

 Apesar de tudo isso, a vida no mundo da NEO continua vertendo…

Hoje eu entrei no site dos pequenos valentes e li vários depoimentos de outros pais que passaram pela mesma  experiência… De alguma forma, é confortante saber que há tantas outras famílias que viveram a mesma situação.

 

24 de fev de 2009 – 19h25min

Mais um dia está terminando e nós agradecemos a Deus por mais este dia.

Até amanhã.

 

25 de fev de 2009 – 10h46min

Mais um dia e mais um fardo de dúvidas e emoções. Hoje as questões são: será que a função renal do Antônio vai melhorar? No caso de não melhorar, será que devemos fazer a cirurgia??????????? Meu Deus!!!!!!!  Me sinto com as mãos atadas… Não sei o que fazer!!!!

Nestas horas parece que tudo está prestes a explodir…. Qualquer faísca lançada é o suficiente para as coisas pegarem fogo. Foi o que acabou de acontecer agora entre eu e o Paulo… Eu lamento muito… Fica difícil pensar de forma clara sem confundir as emoções…

Na verdade, tudo está muito difícil e eu sinto como se tivessem me jogado no meio de um furacão: desnorteada mesmo… Contudo, eu sei qual é o meu rumo, o caminho que devo seguir e ele me leva diretamente para dentro daquela UTI NEONATAL para o lado do meu filho. Em meio a esta tempestade toda só ele importa, só ele está certo e é da garra dele pela vida que eu tiro as minhas forças nos momentos mais difíceis.

Acabaram de ligar da NEO…. Tenho que ir lá falar com o cirurgião…. Meu Deus ajude meu filhinho…

O Paulo foi levar o sangue colhido do Antônio no laboratório. Não sabem se ele vai precisar fazer a cirurgia. Vai depender do resultado do exame.

Um casal de pais lá da NEO levou um par de sapatinhos para o Antônio hoje. Ela (a mãe) me disse que sapatos vermelhos são para a saúde. Aquilo significou tanto para mim… Eu até já coloquei um dos pés do sapatinho no Antônio…

Eu tenho vontade de gritar!!!!!!!! Aí eu penso: não é hora para se desesperar! PACIÊNCIA é a palavra chave no momento: PACIÊNCIA…

Hoje a Júlia chega da praia e eu vou apresentá-la para o seu irmãozinho. Tenho certeza que ela vai transmitir muita luz e força para ele… A Júlia é uma menina muito especial.

Agora são 13h05min, eu estou esperando terminar a troca do plantão para ir para NEO ficar meu pequeno valente. Apesar das complicações que estão ocorrendo hoje, eu sou estou confiante e tenho certeza que tudo vai ficar bem.

Filho amado,

 A mamãe e o papai estão aqui do teu lado. Sabemos que tudo vai ficar bem e queremos que tu saibas que não temos pressa. Somos teus  e estamos a tua disposição. Amamos você mais que tudo nesta vida…

 Bj

Pai, mãe e Júlia.

 Nunca pensei que daria tanto valor a um choro… Fico aqui no quarto do hospital ouvindo os choros dos bebês dos quartos próximos ao meu, ansiando o momento em que ouvirei com alegria o chorinho do meu filho.

 

25 de fev de 2009 – 21h11min

Hoje a Júlia veio conhecer o Antônio!

 

A ROTINA NO “MUNDO DA NEO” III

É impressionante o quanto a gente fica vulnerável quando tem um filho na NEO. Não há muito o que questionar em termos de conduta médica. Temos que fazer nosso papel de pais e deixar as decisões médicas para a equipe encarregada da UTI. Às vezes a gente nem sabe quais foram os procedimentos que já foram tomados. Fiquei sabendo hoje que o Antônio fez transfusão de sangue!!!!!

E mais! A cirurgia, que era uma possibilidade, virou fato! Ele vai fazer a cirurgia na sexta-feira às 8h.

Disseram-me que a vida no mundo da NEO é uma montanha russa – mais uma máxima do “mundo da NEO”. Contudo, eu não poderia supor que fosse tanto assim….

Hoje, a neonatologista de plantão veio conversar comigo e disse: se tu continuares tão nervosa assim, vais enlouquecer antes da metade da internação. Num primeiro momento, eu pensei: quem ela pensa que é? E se fosse o filho dela? Em seguida, percebi que este não era o caminho. A médica tinha razão. Se a gente se descuida, acaba enlouquecendo mesmo. A questão é que ficamos muito impotentes face a uma situação dessas e não há nada que possa mudar isso, exceto a paciência e o transcorrer do tempo. Só o tempo vai fazer com que as coisas evoluam e eu tenho certeza que isso não tardará a acontecer.

No mais é isso. Mais um dia está terminando e só Deus sabe qual o rumo dessa montanha russa amanhã. Até lá.

 

26 de fev de 2009 – 9h46min.

Acabei de vir da NEO. Tão logo entrei, percebi a movimentação ao redor do Antônio. A cara das enfermeiras e da médica quando me viram… Então, foi eu me aproximar da incubadora dele para elas pedirem para eu sair um pouco porque ele tinha perdido a cor.  Agora eu pergunto: o que significa perder a cor??????????????????????????????????????????????

Voltei para o quarto.

Meu obstetra acabou de entrar aqui e eu pedi que ele fosse até lá ver o meu pequeno valente. Meu Deus do céu…. Me dê forças….

Uma dor intensa invade meu coração…. Eu sinto um frio na barriga…. Tenho tanto medo…. Nem consigo escrever as coisas ruins que passam pela minha cabeça. Como eu já disse, não tenho o direito de duvidar da recuperação do meu filhinho que está lutando tão bravamente pela vida e vai vencer!

O meu obstetra voltou e disse que o Antônio está apresentando oscilações de comportamento. Ora está com a coloração ok, ora perde a cor e isso significa que alguma coisa há. Ele acha melhor pegarmos uma 2ª opinião antes de fazermos a cirurgia. O problema é que eu tenho medo de meter outro profissional no meio dos que já trabalham aqui na NEO e estão 24h por dia com o Antônio…. Eu não questiono a conduta dos médicos, eu só quero o melhor para o meu filho…

Falei com a Dra. D., uma das encarregadas pela NEO aqui do hospital, e ela disse que o que está atrapalhando o Antônio neste momento é este canal do coração e que a cirurgia é o caminho a ser tomado. Se ela disse, está dito. Eu acredito nos médicos e vou entregar nas mãos deles. Sem 2ª opinião.

Filho amado,

 A mãe não cansa de fazer vigília aí do teu ladinho. Ver tuas caretinhas e sentir tua energia enorme… Some a ela a nossa energia: de todas pessoas que estão rezando por ti. Pense no teu irmãozinho… Tenho certeza que ele também está ao teu lado torcendo por ti. Vai dar tudo certo meu pequeno valente. A mãe acredita em você e tem certeza que tudo vai ficar bem. Já consigo te ver brincando com a Júlia e com o nosso cãozinho bucha: o Truco, também conhecido como “Drogba”.

Te amamos muito.

Bjs

Pai, mãe e Júlia.

 

Mais uma vez sinto que o mundo desabou na minha cabeça… O cirurgião que vai fazer a cirurgia no Antônio me entregou um Termo de Consentimento para eu assinar. Seguinte: o tal termo parece uma assombração!!!! A parte que mais me doeu é a que menciona a possibilidade de o Antônio sentir dores no pós-operatório, sem falar que também consta que ele corre risco de morte….

Meu Deus, me sinto tão impotente…

Nestas horas a gente se apega muito em Deus… Como é importante a gente ter fé e acreditar em Deus, independentemente da crença que cada um segue: acreditar em Deus é fundamental!!! Eu acredito.

Hoje a montanha russa da vida no mundo da NEO está muito agitada. São várias descidas ao mesmo tempo e a gente mal se recupera de uma emoção e já estamos entrando de cabeça noutra. Não há como refugar. Não temos escolha, temos que nos atirar mesmo e acreditar. Ter fé: muita fé.

 

A IMPORTÂNCIA DO COMPANHEIRISMO II

O Paulo voltou a trabalhar ontem (25 de fev de 2009), mas ele continua dormindo aqui no hospital comigo. Aliás, o hospital virou nossa residência nos últimos 11 dias e, mesmo depois que eu der alta, vou continuar por aqui no mínimo mais 2 meses. Tem uma sala só para os pais que têm bebês na NEO. É bom porque é mais uma possibilidade de troca e consolo.

Todas noites antes de dormir a gente reza pelo Antônio e agradece o dia que passou. Continuamos sendo reflexo um do outro. O mais interessante é que quando um desanima, o outro fica bem e sacode a poeira. Assim as coisas vão indo: devagar e sempre. Nós já sabíamos que a caminhada seria longa, entretanto, não é possível dimensionar o tamanho da dor que sentimos.

Tudo nessa vida tem um porquê. Então, se nós estamos vivendo isso tudo é porque tem uma razão: é porque eu, o Paulo e o Antônio tínhamos que passar por isso. No final, seremos recompensados.

 

 26 de fev de 2009 – 17h14min

Acabei de voltar da NEO, mais uma vez o Antônio perdeu a cor e está saturando mal. A angústia de ver as enfermeiras correndo ao redor da incubadora dele é tão grande que é simplesmente impossível de explicar… Eu não sei o que fazer!

Tenho esperança de que amanhã depois da cirurgia ele comece a melhorar e consiga estabilizar a oxigenação. Por enquanto, só nos resta rezar, acreditar e, como sempre, esperar. Amanhã é outro dia e, se Deus quiser, vai ser melhor do que o dia de hoje.

Até lá.

 

27 de fev. de 2009 – 10h12min – DIA DA CIRURGIA DO ANTÔNIO

Acordei às 7h10min e, mais uma vez, parece que o mundo está sobre os meus ombros… Fui para a NEO ver meu guerreiro e acabei cochilando ao lado dele.

Às 09h20min, as enfermeiras entraram na sala em que o Antônio fica e levaram a incubadora dele para o bloco cirúrgico…. A sensação de ver nosso filhinho sendo levado com todo aquele aparato é insuportável….

Subimos para a capela para rezar um terço. Nessas alturas minha família e a do Paulo já estavam conosco.

Minha pressão baixou para 9 por 5. Quase desmaiei… A sensação que eu sinto é como se tivesse uma mão apertando meu coração. Absolutamente impotente… Entregue nas mãos dos médicos e nas mãos de Deus. Mas, como todos têm dito, Deus sabe o que faz.

 

Antônio – nosso filho amado,

 Receba nossa força e de todas pessoas que estão pensando em ti neste momento. Fica esperto meu bebê. Tu és um lutador: o nosso pequeno valente!

Estaremos aqui quando tu abrires os olhos segurando tua mão. Tudo vai ficar bem.

Te amamos,

Pai, mãe e Júlia.

 

Agora são 10h33min, estamos todos ansiosos esperando a equipe médica nos dar informações sobre a cirurgia.  

11h23 min. – acabamos de vir da NEO – A cirurgia foi UM SUCESSO!!!

………………………………………………………………………………………………………………………………………….

21 de abril de 2009

O tempo passa e com ele nossa angústia e preocupação.

O Antônio está na sala 3! Já vem pro meu colo uma vez por turno, ainda faz quedinhas de saturação, mas nada comparado ao que vivemos.

Hoje, eu e o Paulo colocamos ele no peito pela primeira vez! Foi muito bom! Ele é muito bonitinho…

Estamos muito felizes. Ainda vivemos um dia depois do outro, mas com a certeza de que logo estaremos em casa.

Uma coisa é certa: não é possível fazer planos quando estamos vivendo no mundo da neo, sob pena de vermos frustradas nossas expectativas. Então, continuamos agradecendo a DEUS cada dia e ansiando a hora de levarmos nosso pequeno valente conosco.

Por enquanto, eu estou na expectativa de ver o Antônio fora da incubadora. Ele está com 1kg725gr,  com 1kg800gr eles tiram ele da casinha e aí ele vai poder colocar roupinha….. Que lindo! Não vejo a hora! Quem sabe não é amanhã?

 

ANTÔNIO E EU – PARTE FINAL

Hoje é quarta-feira, dia 27 de maio de 2009. Amanhã vai fazer 100 dias que estamos no “mundo da neo” e, se tudo der certo, saímos amanhã mesmo!

Neste último mês, o Antonio passou por mais uma temporada no isolamento para se recuperar de uma gripe. Teve também a briga contra a mamadeira! Os prematuros só saem do mundo da neo quando conseguem mamar na mamadeira e, acreditem, mamar é muito difícil!

Hoje o Antônio fez sua segunda cirurgia; desta vez, foi muito mais simples e, é claro, tudo está muito bem e ele vai sair amanhã.

Foi, sem dúvida alguma, uma experiência e tanto, que mudou nossas vidas pra sempre….

Eu queria, mais uma vez, agradecer a todos vocês que estiveram ao meu lado e dizer que foi muito importante para mim sentir toda essa energia positiva! Muito obrigada! Eu gostaria de abraçar todos de uma só vez!

Hoje é quinta-feira, dia 29 de maio de 2009! Nem acredito que chegou ao fim o maior desafio de toda minha vida!

Estamos no hospital aguardando o médico que vai nos dar ALTA!!!!!! Esta noite, o nosso pequeno valente vai dormir ao nosso lado!!!!!

Ele está com 2,600kg e 47cm!

Antônio e eu? Não. Daqui pra frente, é o Antônio quem escreve a sua própria história.

Viajar com Filho não é nenhum bicho de sete cabeças!

Sempre que volto de viagem com meus filhos muitas pessoas – especialmente mães – me perguntam sobre as dificuldades de viajar com crianças pequenas, se a logística não é muito complicada, se conseguimos aproveitar o passeio, fazer compras, se eles dormem bem, etc.

viajar com criança

Depois de 4 viagens para EUA e Europa com meus filhos, e muitas dentro do Brasil e no Uruguai, posso afirmar que é bem menos complicado do que parece. Na verdade, que tem que descomplicar e relaxar de certas coisas somos nós, os pais.

É claro que quando viajamos com crianças pequenas (o meu filho tem 4 anos e a minha filha 1 ano e 9 meses) temos que ir conscientes de que não conseguiremos fazer todos os programas turísticos da programação, de que o momento de compras será mais complicado e exigirá paciência dobrada e revezamento entre os adultos, de que nem todos os restaurantes se encaixam no perfil “família”, e também que muitas vezes a noite vai terminar em um piquenique no quarto, visto que os pequenos vão capotar e os pais terão que se contentar com um bom vinho e alguns petiscos comprados no supermercado. Mas, e o que há de mal nisso???

Na minha opinião, depois que temos filhos, temos que assumir a situação de que somos uma FAMÍLIA, e de que as viagens de férias passarão a ser diferentes. Que há privações em alguns momentos eu não posso negar, mas a alegria do convívio e das descobertas que fazemos juntos nessas viagens são muito maiores e melhores do que isso.

Vale a pena levar filhos ?

Bom, eu sou do tipo que anda sempre com os filhos a tiracolo. Viagem sempre foi uma paixão minha e do meu marido, e não deixamos de viajar depois da chegada dos pequenos. Apenas adaptamos certas coisas, e ganhamos companheirinhos na jornada.

Na verdade, só o fato da pessoa viajar já exige um certo grau de desprendimento, independente de estar com os filhos. Deixamos a segurança da nossa casa, da família, dos amigos, do carro, para rumar ao desconhecido (e essa é justamente a graça da coisa). E daí a gente tem que se adaptar em novos quartos, novas camas, novos caminhos, novos sabores.

Com as crianças é a mesma coisa: até pode ser que no primeiro dia eles estranhem um pouco, mas em seguida já se adaptam e passam e incorporar aquela nova rotina. Noto que a cada viagem essa transição fica mais fácil com meus filhos – primeiro porque eles estão crescendo e ficando mais maduros e flexíveis, e segundo porque estão ficando acostumados a viajar (orgulho de estar formando dois pequenos viajantes!).

Nessa última viagem fomos nós 4 e a minha sogra – a presença da avó ajuda muito em viagens, é mais um adulto para dar uma mão, reparar… Alugamos um apartamento, como costumamos fazer (já disse que acho bem melhor esse tipo de hospedagem com criança). Compramos um monte de novidades gostosas no supermercado (adoro ir a supermercado quando viajo, haha), e fazíamos o café da manhã em casa. Almoço sempre na rua, em restaurantes, e jantar às vezes em casa, às vezes fora. Dependia do cansaço do dia… Mas com o maior orgulho conto para vocês que eles se comportaram bem (para os limites de uma criança, claro) em todos os lugares que fomos para comer, desde os mais simples até alguns sofisticados e exóticos (comida peruana, japonesa, etc). Até jantamos no Nobu com eles uma noite, que é um lugar mais com carinha de “balada”, e deu tudo super certo, inclusive encontramos outras crianças por lá também. O pessoal do restaurante foi super atencioso, trouxeram copinho plástico infantil e ofereceram espetinhos deliciosos de peixe e frango para os dois. Aliás, é difícil o restaurante que não seja kids friendly nos EUA…

É claro que os lanches e refeições durante uma viagem nem sempre são o ideal, a frutinha não está sempre à mão, mas que mal faz, durante 10 dias, se alimentar um pouco fora da rotina super saudável de casa? Melhor fechar os olhos e curtir a alegria deles devorando waffles e batatas fritas…

Sobre o sono, a Valentina estranhou um pouco a primeira noite, mas depois já se acostumou e passou a dormir a noite toda de novo. E o Frederico já nem sente mais essas mudanças… A soneca do dia da Valentina teve que ser sempre “na rua”, no meio dos passeios: andando de carro ou no próprio carrinho. É claro que a programação para um dia inteiro fora, batendo perna e passeando, exige um certo grau de organização: na mochila é necessário levar muitas fraldas, no mínimo duas mudas de roupa, casaquinho, mamá, lanche, água, brinquedos, etc.

Com levar bebes na viagem

A parte “compras” é a mais complicada com crianças, na minha opinião. Lá procuramos mesclar programas para eles, pracinhas, parquinhos, passeios turísticos com as idas a shoppings. Em alguns momentos nos revezamos, meu marido ia para o apartamento com eles enquanto eu encarava as lojas, ou a minha sogra entretia os dois por algum tempinho, ou eu ficava com eles enquanto o Rodrigo pesquisava lojas de eletrônicos… Mas no dia que fomos ao outlet Sawgrass Mills levamos os dois junto, e eles se comportaram SUPER bem, ao meio-dia levamos eles para almoçar no Rainforest Cafe, e depois deixamos eles brincarem um bom tempo no playground do restaurante. Aguentaram firme, sem reinar, até o fim. E temos que convir que um dia de outlet já é massante para nós, adultos, imagina então para eles!

O voo e o aeroporto também são sempre momentos “tensos” em viagens com crianças. Essa foi a primeira vez que fomos de voo diurno. Eu sempre achei que era melhor viajar de noite com as crianças, pois assim eles dormiam o tempo todo e não viam o tempo passar. Só que a gente chega acabado no destino, né? Pois então, experimentamos o voo diurno e adoramos! Saímos de Porto Alegre de manhã cedinho, e à tardinha estávamos em Miami, inteiros. E os pequenos? Se comportaram super bem, nós levamos várias opções de entretenimento (iPad, livros de colorir, livrinhos de leitura, brinquedos), e, além disso, a TAM tem um Canal Kids bem bacana também, com vários filmes e desenhos. Uma parte do tempo eles dormiram, um pouco se ocuparam com as refeições, e o restante da viagem eles brincaram e assistiram desenhos. Pegamos aqueles assentos conforto, que ficam na primeira fileira, o que possibilita espaço para eles brincarem no chão, circularem, etc. Isso ajuda muito! E também comprei assento para a Valentina, pois, embora ela ainda não tenha dois anos de idade, é muito grande para ir no nosso colo por 8 horas.

O Frederico e a Valentina curtiram muito os passeios: zoológico, Museu da Criança, praia, passeio de barco, etc. As crianças crescem muito nesse tipo de viagem, aprendem coisas novas, passam a observar as diferenças entre os lugares, entre as pessoas, entre as comidas… Para mim, cada vez fica mais prazeroso viajar com a minha duplinha!

Finalizando, fiz esse post realmente para dizer que não acho nenhum bicho de sete cabeças viajar com crianças. É claro que precisa ter disposição, paciência, e um companheiro a fim de encarar a aventura do lado – caso do meu marido, que é um ótimo parceiro de viagem, adora a companhia das crianças e encara junto tudo o que precisamos enfrentar com eles.

Não deixem de viajar porque tiveram filhos! A vida continua, e os caminhos passam a ser mais coloridos e divertidos (e também um pouco mais cansativos, claro…).

Batizado com ovelhinhas e muito lilás

Gurias, faz tempo que não mostro inspirações para batizados por aqui, né? Então resolvi dividir hoje com vocês algumas imagens da festinha da Sophia, filha da minha amiga Fabiana Fauri. Espero que gostem!

batizado com ovelinhas

O batizado aconteceu na Igreja da Ressurreição do colégio Anchieta.

A pequena Sophia vestiu o mandrião da família.

O mandrião já tinha sido usado pela avó, pela mãe e pela irmã dessa guriazinha fofa!

Após a cerimônia religiosa, cerca de vinte convidados foram recepcionados no salão de festas do prédio onde a família mora.

Dicas Batizado com ovelhinhas

“Os preparativos começaram mais ou menos um mês antes do batizado”, conta Fabiana.

“A decoração foi feita pela Ki-Festa, com a profissional Janete, que é um amor. Já trabalho com essa empresa desde o aniversário de 1 ano da Nathalia, minha filha mais velha, e gosto bastante, porque a equipe é treinada e muito competente.”

“Na verdade, já chego lá com tudo meio planejado.”

“Dessa última vez, queria um tema que tivesse a ver com batizado, mas não queria anjinhos, já que uma amiga tinha recém feito uma festa assim, em branco e amarelo.”

“Optei, então, por um tema fofo e bíblico: ovelhinhas.”

“O bolo, os doces decorados, as bolachas no palito e os cake pops eram da Isa Herzog, com quem trabalho desde o batizado da Nathalia. Ela é ótima e super simpática.”

“Os demais doces eram da Andrea Doces.”

“Além das ovelhinhas, foram usados na decoração pratos de cerâmica branca, flores e balões a gás.”

O cardápio do almoço? Paella.

“As ovelhinhas eram todas minhas. Elas foram compradas especialmente para o evento.”

As lembrancinhas do batizado: um potinho personalizado com álcool gel e uma fotinho da Sophia.

Adorei que a lembrancinha foi enrolada num terço… Tudo a ver com o motivo da comemoração!

“No almoço, a Sophia usou um vestido lindo bege com flores lilás e verde que eu trouxe de Nova York quando estava grávida, por isso as cores da festa, quis combinar com o vestido.”

Lindo o batizado! Linda a família!!! Parabéns, Fabricio e Fabiana!

 

Quando a criança deve largar o bico?

Alô, mamães: pensando em como fazer para seus filhos largarem o bico/chupeta? Eu já passei por essa fase com o Frederico, conseguimos (eu, meu marido e a Dra. Juliana) fazer o desapego final aos 3 anos e 5 meses, até fiz um post sobre isso antes do meu filho largar o bico (ver aqui). Foi um pouco atrasado em relação ao ideal, foram difíceis os primeiros dias, mas vencemos! Ano que vem terei que passar pelo mesmo processo com a Valentina, que adora o “bibi” dela… Chego a ter calafrios só de pensar!

Eu considero essa uma das grandes mudanças na vida da criança, junto com o desfralde. Parece que, ao largar definitivamente a fralda e a chupeta, ela passa de fato da fase “bebê” para a fase “criança”. E todas as mudanças deixam marcas e não são fáceis, claro. Nem para nós, nem para os pequenos.

Pensando nisso, fiz algumas perguntas sobre o assunto à odontopediatra dos meus filhos, a Dra. Juliana Barata, que inclusive já nos deu entrevista sobre os cuidados bucais na infância aqui.

Os danos causados pelo uso da chupeta dependem do período de tempo em que é usada, da intensidade com que é usada e da frequência com que é usada.

Durante o hábito de sucção, a língua exerce uma força sobre o bico pressionando-o contra o palato (céu da boca). Essa força faz com que a arcada superior vá adquirindo um formato mais estreito, fazendo com que o palato fique profundo, favorecendo um crescimento vertical e dificultando a respiração pelo nariz, o que leva a uma respiração bucal. Além disso, os dentes anteriores são projetados (empurrados para frente), o que facilita com que sejam atingidos em caso de traumatismo dentário.  Esses dentes anteriores também ficam posicionados mais para cima, não havendo contato com os dentes inferiores, o que é chamado de “mordida aberta anterior”. Todas essas alterações levam a uma musculatura da face enfraquecida, o que prejudica a fala da criança.

 

2)   Até que idade o bico pode ser usado sem que haja prejuízos irreversíveis aos dentinhos?

A Associação Brasileira de Odontopediatria e o Ministério da Saúde recomendam que a idade de 3 anos seja a época limite para a eliminação do uso da chupeta. Entretanto, reconhecem que o ideal seria remover gradativamente o hábito até os 2 anos de idade. É importante que o odontopediatra acompanhe essa criança no sentido de avaliar se o hábito já não está causando alterações muito severas antes dessa idade. Nesse caso, com a concordância dos pais, pode-se tentar um abandono do hábito antes dos 3 anos de idade.

 

3)   Como os pais devem proceder quando chega a  hora de tirar o bico?

É importante que antes disso se inicie um processo lento e gradual de forma que ao se chegar aos 3 anos de idade o abandono seja tranquilo.  Desde o início do uso, o bico não deve ser estimulado e, de preferência, não deve ser oferecido antes que a criança solicite.

Os pais devem conversar com a criança explicando o que o bico está causando de forma que a criança se conscientize das reais razões pelas quais o bico deve ser abandonado.  Isto faz com que o abandono seja consciente. É muito provável que nos primeiros dias sem o bico, a criança se arrependa e peça o bico de volta. Nesse momento, os pais devem reforçar com a criança porque ela quis abandonar o bico e que é normal que ela sinta saudades, que essa saudade vai passar. E que enquanto sentir saudades, seu pai ou sua mãe vão ficar fazendo companhia, contando história ou lendo algum livro diferente”. Essa conduta vai distrair a criança, mas principalmente mantê-la segura após ter tomado uma decisão definitiva.

Deve-se tomar muito cuidado no sentido de se evitar propor trocas com a criança como por exemplo: “Se você entregar o bico para o Papai Noel, ele vai trazer uma linda boneca”

É fundamental que, após o abandono da chupeta, essa criança seja muito elogiada, realizando-se o que se chama “reforço positivo”. Aí sim, pode-se dar algum presente à criança, mas com a conotação de ser um prêmio pela sua conduta e não um objeto de troca.

 

4)   Como fazer o processo de forma que não ocorram traumas para a criança? Qual a influência do dentista nessa fase?

É claro que o abandono do bico é uma mudança importante na vida da criança. O fato de ser um sofrimento, pelo sentimento de perda não significa que a criança vai ficar traumatizada. O odontopediatra pode iniciar esse processo conversando com a criança sobre o porquê dela abandonar a chupeta e, principalmente, orientando os pais a como agir neste momento e nos dias que se seguem, já que é comum a criança se arrepender de ter parado com o hábito.

 

5)   Quais as marcas e modelos de bicos mais apropriados? Que tamanho de bico deve ser utilizado em cada idade?

O ideal é a utilização de uma chupeta de silicone (ao invés da de látex que favorece um maior acúmulo de bactérias) e ortodôntica já que apresenta um formato anatômico que acompanha o formato do palato. Quanto à marca, deve-se procurar marcas reconhecidas pela fabricação de bicos. Apesar da indicação do fabricante com relação ao aumento gradativo do seu tamanho, o ideal é que, desde o início, se adote a chupeta de menor tamanho por ocupar um menor espaço na cavidade bucal.

Meninos e meninas: iguais ou diferentes?

Gurias, esses tempos fiz um post sobre a exposição “Barbie Terras Distantes” no shopping Iguatemi, lembram (ver aqui)?

Na semana passada, resolvi levar o Santiago lá…

Eu adorei! Fiquei enlouquecida com as bonecas da exposição, mas o Santiago reclamou do início ao fim. Não deu certo!!! “Mãe, isso aqui é muito chato. Mãe, quero ir embora. Mãe, isso aqui é coisa de menina.” Só no finalzinho, quando viu o avião da Barbie é que ele posou para a foto e me deu uma folguinha…

Bom, comentei com umas amigas no Facebook que não tive parceria na exposição e várias disseram que o mesmo tinha acontecido com elas. Então surgiu a dúvida: afinal, meninos e meninas são ou não são iguais? Eles têm os mesmos interesses independente do gênero? Devem ou não receber o mesmo tratamento dos pais?

Nessas horas, nada melhor do que chamar a ajuda das universitárias. Com vocês, as It Mommies!

“Os meninos são muito diferentes das meninas e têm interesses diferentes. As meninas são mais detalhistas, independentes e decididas. Eles se contentam com menos, demandam menos e falam menos :-) . Acho que as meninas são mais curiosas, gostam de conversar e, na mesma idade dos meninos, são muito mais espertas… Nós tratamos eles de forma diferente, justamente por notarmos essas diferenças, que existem e tem que ser respeitadas.”“Boa pergunta, Paula! Sabe que começo a ver algumas diferenças no jeito de ser? Apesar de ser bem pequenino, o Vítor é mais agitado, parece um polvo pra vestir. Usa muito mais a força do que a Sofia usava quando era bebê.

Ainda não consigo avaliar se vamos ter que ter rédeas mais curtas com o Vítor, mas é o que começa a dar a impressão. Acho que o que vai determinar vai ser muito em função da personalidade de cada um. Acho que a educação em geral não deve ser diferente, até já falei pro André que não gostaria de fazer diferença entre eles, mas ao mesmo tempo fico pensando se não fazemos isso naturalmente, sendo mais ‘light’ com meninas e duros com meninos. Fica pra pensar!”

Aqui em casa são dois meninos e uma menina, e posso te garantir que existem muitas diferenças. As meninas são mais concentradas, muito embora, geralmente mais agitadas. Por outro lado, as brincadeiras são mais elaboradas, mais calmas e mais produtivas. Elas vivem no mundo da fantasia, vivem sonhando com o príncipe encantado. Já os meninos são mais práticos, mais rápidos, mais ativos, as brincadeiras mais curtas, mas mais intensas. Os interesses são completamente diferentes, elas amadurecem mais rápido, são sonhadoras. A minha filha, que tem 5 anos, já faz planos para o futuro, fala em ter família, filhos, profissão. Por sua vez, os meninos vivem mais o hoje. Sem falar no consumismo, pois meninas consomem muito mais: vestido, saia, blusa, calça, laço, tiara, vários sapatos porque tem que combinar tudo. Meninos são bem mais simples para se vestir. Tudo é básico, é muito mais fácil. Acredito que o tratamento deva ser o mesmo mas em intensidade diferente, ou seja, de acordo com as necessidades de cada um, aí sim independente do sexo, porque cada filho, ao meu ver, precisa de um tratamento diferente, eu com três estou vivenciando bem isso, pois cada um tem suas peculiaridades, personalidades distintas, e, sendo assim, cada um recebe o tratamento que precisa.”