O que o seu filho vai ser quando crescer?

Meus filhos têm, respectivamente, 4 anos e 1 ano de idade. Estão, portanto, muito longe da hora de escolher uma profissão. Por enquanto, não sonho nem idealizo nada para eles, somente desejo que sejam pessoas bem sucedidas, realizadas, e que façam muito bem feito aquilo que resolverem fazer – sonho de toda mãe, não é mesmo?

Procuro fazer minha parte ensinando valores de caráter, responsabilidade, esforço, organização, determinação. Tudo através de brincadeiras e atividades da rotina infantil, claro.

Entretanto, acho muito interessante, do ponto de vista da educação e do conhecimento, que eles (principalmente o Frederico, que tem 4 anos) conheçam as diferentes profissões que existem, que entendam a profissão minha e do meu marido, dos avós, dos tios, etc. Não conhecer profundamente, claro, mas ter uma noção. O Frederico sempre gostou de acompanhar meu marido no ambiente de trabalho dele, o que fez com que ficasse totalmente apaixonado pelo negócio do pai. Ele brinca de trabalhar com o papai, desenha eles “fazendo reuniões”, fala bastante nisso. Normal, né? Até porque o “brincar de trabalhar” é uma forma lúdica e divertida das crianças aprenderem sobre o trabalho.

Agora na escola dele a turminha está trabalhando num projeto das profissões, o que está proporcionando que os pequenos tenham contato com profissionais das mais variadas áreas – todos os pais estão visitando a sala de aula para contar sobre seus trabalhos, assim como os funcionários da escola e outros profissionais como bombeiros, enfermeiros, seguranças, pilotos, etc. Nem preciso dizer a curtição que está sendo essa atividade, e o quão divertido é vê-los contar sobre como é o trabalho de cada profissão… As interpretações são bem variadas, e de acordo com o alcance de crianças de 4 e 5 anos de idade. Porque vamos e convenhamos, nada fácil explicar para eles o que faz um psiquiatra, um juiz… Algumas profissões são mais concretas, e por isso mais fáceis, como médico, fotógrafo, dentista, etc. Mas está sendo um aprendizado e tanto! E rende boas risadas, tentem conversar sobre isso com os filhos de vocês!

Sei que algumas pessoas acham precoce ter contato com o assunto “trabalho e profissão” nessa idade, mas acho que tudo depende da forma de abordagem, e na minha opinião é válido para eles começarem a criar seus próprios conceitos e descobrir afinidades com esta ou aquela área. Não tenho pretensão nenhuma que meus filhos sigam as profissões dos pais, no entanto sei que teremos, de alguma forma, influência sobre isso – pesquisa realizada este ano pela Faculdade Anhembi Morumbi mostrou que a opinião da família é o que mais influencia a escolha dos estudantes na hora de definir a profissão (35%).

O que eu penso é que, quanto mais nossos filhos conhecerem, mais segurança vão ter para decidir na hora de fazer um vestibular – que eu, por sinal, acho que é cedo demais na vida para uma escolha tão importante como a profissão.

Por enquanto, julgo ser saudável esse contato deles com o ambiente de trabalho dos pais, até porque eles se sentem super valorizados de participar de um dia de trabalho ao nosso lado. Nesta última viagem que fizemos para Miami, no último dia em que estávamos lá, fui fazer um lanche de manhã numa cafeteria do Bal Harbour com a Valentina e me surpreendi quando, após ter feito o pedido, veio um menino de uns 7 anos de idade servir a mesa. Questionei o que estava ocorrendo, e ele me disse super contente que aquele era um dia especial na cidade, em que os filhos podiam acompanhar os pais em seus empregos e exercer suas funções. Como no caso dele a mãe era garçonete, lá estava o menino super contente servindo as mesas do café, e me disse que no período da tarde ele iria acompanhar o pai no trabalho dele. Achei interessante até como forma das crianças valorizarem os trabalho dos pais.

A maioria das crianças dizem que querem ser bombeiros, policiais, astronautas, bailarinas, cantoras, professoras e veterinárias quando crescerem, certo? É claro que as opiniões e gostos mudam de acordo com o crescimento, e que tudo isso faz parte de uma grande brincadeira, mas acho que mostrar as opções e conduzir esse assunto de maneira leve só pode trazer benefícios no futuro.

O Frederico agora anda dizendo que quer ser empresário quando crescer (risos). E o filho de vocês, o que quer ser quando crescer?

Write a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *