Como escolher a escola?

No jornal Zero Hora do dia 17/11/2010, saiu o caderno ZH Matrículas, que traz ótimas dicas de especialistas sobre como escolher a escola dos filhos.
Vou fazer aqui um “resumão” dessas dicas para vocês:
1) COMO ESCOLHER A ESCOLA?
a. O ideal é começar procurando por escolas mais próximas de casa.
b. No entanto, a proximidade da escola não deve sacrificar a escolha por uma escola de qualidade.
c. Visitar as escolas é um passo essencial – os pais devem procurar conhecer a rotina do ambiente escolar, ver se é cuidado, limpo, etc.
d. Durante a visita, a família pode questionar sobre o projeto político pedagógico da instituição.
e. É importante que o espaço educacional tenha, em seu referencial pedagógico e em sua prática cotidiana, valores semelhantes ao do núcleo familiar.
f. Após as primeiras visitas, quando os pais já tiverem feito uma pré-seleção das escolas, deve-se levar a criança para também observar suas reações a esses ambientes escolares.

2) O QUE OBSERVAR NA INFRAESTRUTURA?
a. Deve-se observar a quantidade de crianças por m2, além de luminosidade, janelas (altura, ventilação, etc), instalações elétricas, condições dos sanitários.
b. Preste atenção se a escola é bem servida de pátios. Se tem plantas, contato com o chão, areia, terra. Também é importante observar se esses pátios comportam o número de crianças, se são diversificados com espaços para correr e brincar.
c. Verificar se as salas apresentam jogos adequados à idade das crianças e em quantidade suficiente, e também se apresentam livros, fantoches, quebra-cabeças, carros, construção com blocos, etc.
d. As condições de segurança externa – mecanismos de controle do acesso à escola e preservação da sua privacidade.

3) COMO DEVE SER A ESCOLA?
a. Pesquisas indicam que para bebês e crianças pequenas funcionam melhor as escolas menores.
b. Mas a escolha por tamanho não deve ser fator mais relevante frente à proposta pedagógica e à adequação ao que a família espera da escola em termos de valores.
c. Se a escola for grande, é importante que haja prédio específico e exclusivo para os pequenos.
d. Espaços que não se confundem são essenciais para a criança não se sentir perdida no meio da multidão, o que não é bom para os pequenos estudantes.

E para quem ainda está em dúvida, na segunda-feira que vem o Palavra de Especialista será uma entrevista com a psicóloga Caroline Brandalise Antoniazzi, dando dicas sobre esse tema. Não percam!

Lista de enxoval – todos itens!

Esta lista baseia-se na minha experiência como mãe do Frederico, e também utilizei como fontes o livro Nave Mãe (Tanise Dvoskin), e as listas da Academia Acqualitá e das lojas Puppy e Bordados & Cia.

Lista de enxoval

Para o bebê
• Tamanhos RN e P:
6 bodies manga comprida brancos de algodão
6 bodies manga curta brancos de algodão (se o bebê for de verão)
6 calças de algodão do tipo “mijão” ou “culote” (daquelas de usar por baixo)
6 tip tops compridos com pé
6 tip tops curtos (se o bebê for de verão)
6 pares de meia de algodão (que não apertem o tornozelo)
4 pares de sapatinhos
3 pijamas
2 casaquinhos de linha (se o bebê for de verão)
2 casaquinhos de lã
2 toucas (se o bebê for de inverno)
3 conjuntos de roupa de linha (verão) ou lã (inverno) para ocasiões especiais
2 blusinhas de lã básicas (se o bebê for de inverno)
2 blusas de moletom ou soft quentinhas (bebê de inverno)
3 camisas ou bodies com gola de camisa
6 babeiros
8 fraldas de pano grandes
8 fraldas de pano pequenas
3 mantas de lã ou linha (dependendo da época do ano)
2 vira-xales
3 regatinhas (bebê de verão)
Vestidinhos e lacinhos de grudar com sabonete para as baby girls
1 chapéu de sol
• Para os outros tamanhos (M, G, 1 ano), você pode ir adaptando essa lista conforme a estação do ano, lembrando sempre que, conforme o crescimento do bebê, as necessidades vão mudando, por exemplo, a partir dos 10 meses eles precisam usar sapatinhos com solado para ficar de pé e caminhar apoiado, e assim por diante. Com certeza, cada mãe vai sentir do que seu filho está precisando…

Para o berço
4 jogos de lençol
4 fronhas avulsas
2 cobertores
1 edredom
2 colchas
2 protetores de colchão
1 conjunto de protetores de berço
2 travesseiros baixinhos, anti-sufocantes
Almofadinhas para apoiar o nenê no berço
1 móbile

Para o banho
1 banheira com suporte
1 redinha para banheira (para segurar o bebê)
4 toalhas com capuz
4 toalhas de fralda
1 toalha forrada com fralda na parte interna

Para a higiene
Fraldas descartáveis (não comprar muitos pacotes tamanho RN, pois o bebê cresce muito rápido, e em seguida passa para o tamanho P)
Sabonete e shampoo neutros
Pente e escova de cabelo macia
Lenços umedecidos
Algodão em quadradinho
Cotonetes
Tesourinha de unha
Hipoglós
Kit de cesto, garrafa térmica e potinhos para produtos de higiene
Termômetro

Para o carrinho
4 jogos de lençol (os mesmos lençóis do hospital)
1 colchão para carrinho
1 travesseirinho
1 cobertor

Para passear
1 sling

1 mala
1 sacola grande
1 carrinho bom, com várias inclinações
1 bebê conforto
1 berço portátil (para viagens)
1 trocador portátil (muitas vezes vem junto com a sacola)
1 porta-bico

Para a alimentação
1 mamadeira pequena
2 mamadeiras grandes
1 escova para mamadeira
1 escorredor de mamadeiras
2 bicos
1 conjunto de colheres
Pratinhos e copinhos com tampa

Para a amamentação
1 almofada de amamentação
Pomada para os seios (indico a Lansinoh)
Bico de silicone
Bombinha para tirar leite (de preferência elétrica)
Protetores para seio (1 par tipo concha, e também aqueles descartáveis)
3 sutiãs de amamentação

Para a maternidade
Enfeite de porta
Lembrancinhas
Cesto para lembrancinhas
1 pacote de absorventes para pós-parto
4 camisolas ou pijamas com abertura na frente para amamentar
Calcinhas grandes
Chinelo
Produtos de higiene íntima
1 roupa bonita e confortável para o dia da alta
Documentos
Máquina fotográfica
Mala do bebê (farei outro post sobre isso)

Curso para grávidas: vale a pena?

Muitas gravidinhas nos perguntam se vale a pena fazer o curso de orientação a gestantes do Hospital Moinhos de Vento.
Quando estava grávida de 5 ou 6 meses do Frederico, eu e meu marido fizemos o tal curso. Lembro que, por sermos papai e mamãe de primeira viagem, tínhamos muitas dúvidas e inseguranças sobre o parto e os cuidados nos primeiros meses do bebê. O curso dura seis dias (sempre à noite), sendo que no último encontro há a visita ao centro obstétrico do hospital.
Para aquelas que estão em dúvida se vão se matricular e forçar os maridos a assistir às aulinhas, minha opinião é a seguinte: eu e o meu marido não aprendemos muita coisa, mas serviu para “entrarmos no clima” do que estava por vir, além de termos a oportunidade de conviver com outros casais “grávidos”. Alguma vezes, também, aproveitamos para jantar fora depois da aula e namorar um pouquinho antes da chegada do baby. Só não adianta ir assistir às palestras com muita expectativa, pois, por melhores que sejam os profissionais – psicólogos, nutricionistas, médicos e enfermeiras – tem coisas que a gente só aprende, mesmo, é com a prática. Palavra de mãe!
De qualquer forma, lembro que pincei algumas dicas legais no curso, tipo: a alimentação do bebê no primeiro ano de vida, posições para amamentar, como dar o banho em um recém-nascido, a preparação dos seios para a amamentação, etc. Ou seja: há muitas informações úteis e, além disso, dá uma tranqüilidade enorme conhecer a maternidade, as salas de pré-parto e de parto antes do “dia D”, pois ao menos quando a gente entra no hospital, com muitas contrações ou com a bolsa rompida, já sabe o “roteiro” do que vai acontecer dali em diante… Embora um parto seja algo muito, mas muuuito surreal e emocionante, que não tem como descrever ou explicar.
Então, se vale ou não a pena fazer o curso, vai depender muito da disponibilidade de tempo e da vontade dos futuros papais.

Como escolher banheira infantil

Desde que o Frederico tinha 1 ano de idade, eu sinto que aquela banheira de plástico, de bebezinho, está muito pequena para ele. Mas não encontrava uma solução diferente para o banho dele, pois meu filho DETESTA chuveiro, e também não achava legal ele usar a banheira do meu quarto, já que ele sempre tomou banho no banheiro dele.

Pois então, conversa vai, conversa vem, uma amiga que já tem duas filhas maiores me deu a dica de um lugar aqui em Porto Alegre que faz banheiras sob medida. Achei interessante porque, em geral, o tamanho dos box dos banheiros dos apartamentos de hoje em dia não é grande o suficiente para encaixar essas banheiras de chão que já vem prontas.

Entrei em contato com a Gemax Banheiras, e falei com a Sra. Gorete (fone 51.81122675). Ela veio até a minha casa, tirou as medidas, e me explicou que era possível colocar a banheira no chão sem a necessidade de quebrar azulejo, apenas fazendo a conexão do ralo do box com a própria banheira. Achei ótimo, porque não suporto obra dentro de casa.

Encomendei a banheira, e desde o dia em que ela foi instalada, o banho do Frederico virou a maior diversão. Ele ADORA a tal banheira (que para ele é como se fosse uma piscina), fica horas brincando ali dentro (banhos compriiiidos) e, além de tudo, é muito mais seguro do que a banheirinha anterior.

Fica a dica!

Viajando com filhos pequenos

Viajar com crianças, especialmente bebês, é um assunto que dá muito “pano pra manga”. É preciso uma certa dose de coragem para embarcar em uma avião e encarar uma longa viagem com uma criança pequena.
Eu e meu marido sempre gostamos muito de viajar, e por isso, mesmo depois que o Frederico nasceu, continuamos arrumando as malas e embarcando para diferentes destinos a fim de buscar aquilo que os viajantes vislumbram ao explorar novos lugares: diversão, novidade, cultura, auto-conhecimento, prazer em se surpreender. Só que a diferença é que, depois que o Frederico aterrisou em nossas vidas com sua bagagem infinita de amor e alegria, nunca mais viajamos a dois, e sim a três. Dizem que “dois é bom e três é demais”, né? Pois, no nosso caso, TRÊS É BOM DEMAIS! Optamos por levar nosso pequeno sempre junto conosco em nossas viagens, pois ainda não julgamos adequado nos separarmos dele, e nem mesmo queremos ficar longe do nosso filhote.

Viajando com filhos pequenos
É claro que o planejamento e a estrutura necessários para uma viagem com bebê são bem mais elaborados do que numa viagem só de adultos. Na minha opinião, o ideal sempre é hospedar-se em um local que tenha uma estrutura mínima de “casa”, tipo flats, apart-hotéis ou mesmo casas e apartamentos alugados, pois ter uma cozinha e uma pequena área de serviço faz toda diferença. É muito mais fácil poder preparar comidas, papinhas e sucos em casa do que ficar correndo atrás de restaurantes que tenham comida apropriada para bebês, de locais que ralem frutas e preparem batidas no liquidificador, etc. E tudo ainda tem que ser na hora certa das refeições, para respeitar a rotina do bebê. Além disso, tem a questão das roupas, pois como vocês sabem criança suja muita roupa, e acho uma vantagem poder lavar as roupas durante a viagem (o que ajuda a diminuir o tamanho da mala a levar!).
Outra dica minha é optar SEMPRE por vôos noturnos, principalmente no caso de viagens internacionais, pois assim a criança dorme durante a viagem e nem chega a se incomodar com o longo tempo dentro do avião. Já ouvi relatos de amigas que fizeram longos vôos diurnos com seus filhos e as crianças choraram, resmungaram e incomodaram bastante. Ainda sobre o vôo, vale lembrar que crianças de até 2 anos tem de viajar no colo dos pais e não têm direito a assento, pagando 10% do valor da passagem. Mas, ao menos elas têm direito a bagagem (ufa, que alívio!).
Fundamental também é carregar sempre um carrinho do tipo guarda-chuva (eu tenho um McLaren e adoro, recomendo!). Porque ninguém merece ficar correndo em aeroportos, parques e pontos turísticos com uma criança no colo, né? Além disso, o carrinho serve como apoio para pendurar bolsa, sacola do bebê, etc. Em todas as companhias aéreas que eu viajei, o carrinho pode ser entregue para um comissário na porta do avião do local de embarque, e ao aterrisar no destino o carrinho já está aguardando novamente na porta do avião. Uma facilidade.
Fora isso, tem a questão da babá: eu já viajei com babá, sem babá, com pessoas da família, e também só com meu marido e meu filho. Também já contratei baby-sitter de hotel para me ajudar (daquelas que se paga por hora, sabe?). Acho que para cada tipo de viagem e para cada família tem uma situação ideal, mas em geral considero bem mais fácil e prazerosa para todos a viagem levando alguém para ajudar com o bebê.
O último item que quero falar aqui é sobre a documentação necessária para viajar com bebês: se a criança não tiver carteira de identidade, tem que carregar sempre a certidão de nascimento ORIGINAL (cópia não vale, nem autenticada), tanto em viagens nacionais quanto internacionais. Nas internacionais, além da certidão, a criança tem que ter passaporte, e visto se o país de destino exigir visto de turistas brasileiros. No caso dos EUA, é necessário visto mesmo para bebês. Crianças de até 14 anos não precisam ir até o consulado para fazer o visto, pode ir somente um dos pais, ou então, se ambos os pais tiverem visto, o da criança pode ser feito pelo correio, mediante envio da documentação exigida. Já os países da União Européia não exigem visto dos turistas brasileiros. A emissão de passaporte é feita da mesma forma que a dos adultos (ver www.dpf.gov.br), com a diferença que o passaporte de crianças tem validade diferente, conforme tabela abaixo:

Idade da criança Validade
0 a 1 1 ano
1 a 2 2 anos
2 a 3 3 anos
3 a 4 4 anos
4 em diante 5 anos

 

Antes de o Frederico completar um aninho, viajamos com ele para lugares como o Vale dos Vinhedos, Gramado, Punta Del Este e Rio de Janeiro. Ou seja, todos destinos próximos. Depois do primeiro aniversário do nosso pequeno, começamos a viajar para destinos mais distantes e diferentes. Hoje, com 1 ano e 10 meses, o Frederico já viajou conosco para Porto de Galinhas, EUA (Miami e Orlando), Alemanha (Berlim), e Rio de Janeiro e Punta Del Este de novo. Nos posts do De malas prontas das semanas seguintes, vou comentar as viagens para a Disneyworld, Berlim, Porto de Galinhas e Rio. E boa viagem!

Mãe e profissional 24h : Eduarda Streb

Em junho de 2009, a jornalista Eduarda Streb, 37 anos, trocou Porto Alegre, onde trabalhava há quase 15 anos como repórter e apresentadora da RBSTV, pelo sonho de morar no Rio de Janeiro e entrar para o seleto time de profissionais do SPORTV. Só não imaginava que, logo ao chegar na cidade maravilhosa, realizaria a maior de todas as suas conquistas: a maternidade.

Mesmo longe da maior parte da família e dos amigos que continuaram no sul, Eduarda passou uma gravidez tranqüila, contando com o apoio da irmã, do cunhado e de sua afilhada que moram há 8 anos no Rio de Janeiro. Trabalhou até o final da gestação e manteve o seu característico alto astral.

Luiza, filha de Eduarda e Otávio, carioca, produtor de eventos, nasceu no dia 7 de maio de 2010 e, com apenas 18 dias de vida, veio para Porto Alegre, onde sua mamãe passou os quatro meses da licença-maternidade sendo paparicada pelos parentes. “Como estava há pouco tempo no SPORTV, achei melhor não me ausentar por um período mais longo. Mesmo assim, não participei da cobertura jornalística da Copa na África, para a qual já tinha sido escalada. Mas, afinal, o que é uma Copa em comparação à emoção de ser mãe e estar com o filho? Brinco que a Luiza é a minha jabulani.”

Eduarda admite que os primeiros meses foram os mais complicados. “A Luiza é brava, chorava alto e às vezes eu não sabia o que fazer. Hoje a conheço muito melhor e consigo interpretar suas reações. Já sei reconhecer um chorinho de fome ou sono”, conta a mamãe que ainda amamenta e que pretende promover o desmame de uma maneira lenta para não causar traumas.

Profissional dedicada e completamente apaixonada pelo que faz, Eduarda se esforça para conciliar suas duas paixões: “Para dar conta de tudo, mãe tem que ser meio polvo. E eu, sem a menor dúvida, estou passando pelo melhor período da minha vida. Não tem explicação o amor que sinto pela minha filha.”

BATE-BOLA

um filme: A Fantástica Fabrica de Chocolate (uma doçura!)
um livro: O que esperar quando voce está esperando (o melhor para mamães de primeira viagem como eu)
uma música: Fico Assim sem voce, Adriana Calcanhoto
uma flor: gérbera
um prato: o da minha mãe
uma cor: vermelho
um animal: cavalo
um sentimento: amor de mãe (agora eu sei o que é)
um lugar bacana de POA: Parcão
um lugar bacana do Rio: Calçadão de Ipanema, aos domingos
uma loja charmosa: FARM
um perfume: GUCCI rush
um sabor: doce
uma palavra: filha
um objeto: TV
uma parte do corpo: olhos
exatamente o que a mamãe sonha para daqui a 30 anos: ver a Luiza feliz!

Enfim, o batizado do Santiago

Quem me conhece, sabe: a-do-ro uma festinha! Por ironia do destino, não consegui fazer nem chá-de-panela e nem chá-de-fralda. O chá-de-panela não saiu porque, semanas antes do casamento, o meu marido teve uma forte pneumonia, precisou fazer cirurgia e ficou muitos dias hospitalizado. O chá-de-fralda não rolou porque não quis fazer a reunião no verão, época em que muita gente viaja. Achei melhor deixar para março. Acontece que o Santiago, apressadinho como ele só, resolveu nascer um mês antes do previsto: no dia 1º de março de 2009, mudando a minha vida para sempre (mas para muito melhor, é verdade).

Cansada dos imprevistos que me impediram de comemorar momentos tão importantes, fiz questão de reunir a família e os amigos mais chegados para brindar o batizado do meu filho no dia 10 de outubro de 2009. Como estudei a vida inteira no Anchieta, achei que não existiria opção mais querida do que fazer a cerimônia na capela do colégio, onde muitos anos antes fiz a primeira comunhão e a crisma. A recepção foi no salão de festas do meu prédio, que fica na mesma zona, o que facilitou o acesso dos convidados.

Fiz questão de organizar pessoalmente todos os detalhes. O layout do convite, assim como o do cartão de agradecimento, foi inspirado do décor do quarto do Santiago: céu azul com estrelinhas brancas. Aluguei cadeiras, mesas e toalhas na Locare. Peguei emprestada toda porcelana e prataria da família para criar um clima meio retrô. As flores foram compradas na Ceasa e montadas em arranjo com a ajuda da mãe e da irmã, sempre habilidosas e prestativas. O almoço estava uma delícia. Servimos vários tipos de risoto, prato que eu e o meu marido amamos. As lembrancinhas eram bem-nascidos enviados de Pelotas, cidade dos meus avós maternos. Esses doces foram enrolados ou em medalha de Santiago de Compostela (referência ao nome do meu filhote) ou em mini-terço de pérola, ambos comprados pela internet.

A festinha estava super animada e valeu para reunir o pessoal e registrar o momento com muitas e muitas fotos.

Procura, procura, procura

Gente, uma das missões mais difíceis da maternidade, para mim, é fazer escolhas para nossos filhos – a escolha de onde morar, onde estudar, em que médico ir. Porque tudo isso vai ter muita influência na vida dos nossos pequenos, e eu acho responsabilidade demais, peso demais, importância demais. Logo eu, que sempre fui uma pessoa super segura, na hora de decidir pelo Frederico me torno…insegura! O medo de errar está sempre latente dentro de nós, não é?!
Bom, mas como toda busca um dia tem de terminar, vou contar um pouco para vocês como eu e meu marido fizemos para escolher a escolinha onde colocaremos o Frederico a partir dos dois anos de idade.
Foi uma procura e tanto – exaustiva, cansativa e gratificante. Num primeiro momento, mapeei as escolinhas que ficavam num “raio” de até 10 minutos de carro da minha casa, pois acho que com crianças pequenas não devemos optar por lugares muito distantes, afinal de contas, Porto Alegre está se transformando numa mini-São Paulo em termos de trânsito. A partir disso, visitei nove escolas de educação infantil. Muitas delas foram indicadas por amigas ou vizinhas que têm filhos nessas escolas, o que sempre é uma boa referência, mas não quer dizer que porque os outros gostaram a gente vai gostar, afinal de contas, cada cabeça uma sentença… Se quiserem saber os nomes, endereços e telefones das escolinhas que eu e a Paula já visitamos, a seguir publicaremos um post sobre isso.
Os critérios que usei para avaliar as escolas visitadas foram: localização, estacionamento, infra-estrutura, pátio, tamanho das salas, banheiros, número de professoras por aluno, lanche, horário de entrada e saída, férias, presença ou não de câmeras, limpeza, existência de uniforme, valor da mensalidade, e, o mais importante de tudo, o projeto pedagógico e as atividades oferecidas pela escola, como aula de música, inglês, educação física, etc. Vou contar para vocês: não foi nada fácil. Como boa engenheira que sou, fiz uma planilha e dei notas para cada um desses critérios, o que me ajudou a selecionar as três melhores. Mas, a partir daí, a decisão foi totalmente subjetiva: sabe aquela história de “dar o clique”? Pois é, é isso mesmo: no final das contas, minha escolha recaiu justamente sobre aquela escola que eu mais tinha simpatizado desde o início, antes de dar notas e avaliar os critérios. Meu marido foi comigo visitar as três “finalistas”, e me ajudou bastante, com a sempre evidente objetividade masculina, a fazer a escolha.
Mas vou dizer para vocês: no final de tudo, eu estava cansada de fazer as tais visitas, e decidi que não iria conhecer mais nenhuma escola, afinal nove já era uma número bem significativo, e eu acho que se visse ainda mais opções, mais confusa ficaria.
Tenho certeza de que não existe a escola perfeita, conforme idealizamos. Temos que tentar imaginar se nosso filho ficará feliz naquele ambiente, se vai aprender coisas interessantes, enfim, qual a visão da criança sobre isso tudo. E, se não der certo, felizmente nada nessa vida é imutável (a não ser ter filhos, rsrs), então, uma vez insatisfeita, é só trocar!
Na semana que vem, vou postar algumas dicas dadas por especialistas no jornal Zero Hora sobre como escolher a escola do seu filho.
E, desde já, para quem está procurando – muito boa sorte!!!

Quartinho dos sonhos bebe: Cuidados na hora de projetar

Quais são os maiores cuidados na hora de projetar o quarto de um bebê?

O quarto de bebê deve ser um ambiente confortável, funcional e, principalmente, seguro. O projeto arquitetônico é importante para que o espaço seja pensado de maneira a atender alguns cuidados necessários, como fácil acesso, ventilação e iluminação.

A primeira etapa é definir um layout em que a posição dos móveis seja ideal, considerando a proteção contra ruídos e correntes de vento.  O desenho do mobiliário, por suas formas e materiais, deve ser seguro e prático. Os móveis não devem ter arestas pontiagudas, e devem ser laváveis e resistentes. As superfícies lisas evitam o acumulo de pó. O controle da iluminação é importante, o uso do dimer é uma boa alternativa para regular a intensidade de luz.

A decoração do quarto representa grande parte da preparação para a chegada do bebê. O desejo e a expectativa dos pais para a realização desse sonho devem ser traduzidos no projeto. Além dos aspectos funcionais, projetar o quarto de bebê é criar um pequeno “mundo”.

E a questão da segurança contra acidentes  (janelas, tomadas, quinas de móveis, altura de armários)?

As questões de segurança devem ser pensadas desde o lançamento do projeto arquitetônico para que todos os itens sejam atendidos.

Nas janelas são utilizadas redes de proteção.

O mobiliário deve ser projetado de acordo com a segurança do bebê. Além disso, a casa toda deve ser segura e, para isso, existem os acessórios de proteção: travas para qualquer gaveta ou armário, protetores de tomadas, protetores de canto para as quinas de móveis, espumas para as portas, grades para escadas, tapetes antiderrapantes, etc.

O berço é o objeto mais importante do quarto de bebê e merece ter atenção especial. Assim, deve estar em local visível e seguro, preferencialmente em um dos cantos do quarto. O ideal é que fique afastado de janelas, aparelhos de ar-condicionado e ventiladores. Além disso, qualquer objeto deve ser mantido fora do alcance como cortinas, quadros e abajures.

Em relação à prevenção de doenças, existem pisos, tapetes, cortinas e almofadas contra ácaro e outros problemas?

O ambiente precisa ser sempre ventilado e receber iluminação natural, no entanto, sem luz direta no berço. A escolha dos revestimentos é essencial para a prevenção de doenças. Devem ser escolhidos materiais de fácil manutenção e limpeza, que não acumulem pó e não causem alergia. Devem ser evitados cortinas, carpetes e bichos de pelúcia. São indicados tapetes de borracha antialérgicos, cortinas ou persianas removíveis e laváveis. O piso vinílico não retém poeira, é macio, térmico e tem muitas possibilidades de cores. Outra opção é o laminado plástico que tem superfície lisa e não porosa, sendo de fácil limpeza por não reter sujeira. O piso emborrachado também é apropriado pelas suas características: absorve impactos, é antiderrapante e acústico.

Quais itens são indispensáveis no quarto de um bebê? Quais itens são opcionais?

Para que o quarto seja um ambiente funcional e atenda a todas as necessidades do bebê é preciso pensar nos itens indispensáveis. Além do berço, que tem o papel principal, são itens fundamentais a poltrona de amamentação e a cômoda, que também pode servir como trocador.

Uma cama-sofá é de grande utilidade, já que pode acomodar alguma visita para o bebê durante o dia e, à noite, servir para o cochilo da mãe ou da babá.

Como itens opcionais, o projeto pode ser rico em detalhes para estimular o desenvolvimento da criança.  O uso de espelhos, de forma segura, permite que o bebê se observe. As texturas e cores dão movimento e enriquecem o cenário.

Os pais têm a preocupação de projetar um espaço que mais tarde possa ter seus móveis reaproveitados? Como funciona isso?

Sim, essa é uma preocupação atual que possibilita uma economia futura. Projetar um quarto infantil que permita “crescer” com o bebê é interessante e funcional. Nesse caso, desde o layout até os móveis são pensados de uma forma que possam atender as mudanças do ambiente. A marcenaria pode ser prevista em função das necessidades atuais e futuras. Como exemplo, o trocador pode ser a base de uma bancada. A cama auxiliar pode ser a futura cama da criança. A cômoda pode ser substituída por uma bancada. O armário deve ser projetado para se adequar ao layout futuro. As prateleiras projetadas para receber brinquedos podem depois abrigar livros. Algumas empresas já desenvolvem móveis para serem adaptados ao crescimento da criança: http://leanderdesign.com/en/frontpage

Que recursos tecnológicos hoje estão disponíveis?

Atualmente a automação é um recurso importante. No quarto do bebê, a possibilidade de criar cenários e controlar a luz, o som e a temperatura. Além da economia de energia, permite um controle a distância. Há no mercado avançados e modernos controles de parede “touch screen”, que comandam os cenários para diferentes ocasiões como a hora da amamentação, do sono ou de brincar. Entre outros comandos, a automação engloba o fechamento automático de persianas e cortinas, acendimento de umidificadores e aparelhos de ar-condicionado e até aquecedores de mamadeira. A babá eletrônica com vídeo ganhou nova dimensão. Câmeras instadas no quarto do bebê podem ter sua imagem para que a mãe acompanhe, via internet, tudo que acontece com o bebê. Outro sistema funciona com alarmes que lembram a mãe da hora de amamentar e trocar as fraldas.

De que maneira a cor influencia no comportamento do bebê? Ela pode acalmar, pode estimular? Como é feita essa escolha?

As cores e formas devem traduzir a intenção do projeto de acordo com o perfil dos pais. O quarto de bebê deve ser um espaço de aconchego e bem estar, tanto para a mãe como para o filho. As cores influenciam o nosso humor. O uso de cores neutras e tons pastéis dão mais tranqüilidade ao ambiente e não agitam a criança. As cores fortes estimulam o bebê, mas devem se restritas a pequenos elementos e aos brinquedos. É importante que as cores traduzam a vontade dos pais em harmonia com as necessidades do ambiente.

Babá Service, Como identificar uma boa profissional

Quais características fazem de uma babá uma boa profissional?

A boa profissional babá tem que ter bastante responsabilidade e comprometimento com o trabalho. Gostar de criança é necessário, mas diria que mais do que isso, ela tem que se vincular com a criança e curtir muito todas as funções que fazem parte do universo infantil.


 

Quais qualidades são indispensáveis?

Podemos levantar várias qualidades como: ser afetiva, ter muita paciência, ter humildade no sentido de aceitar as orientações dos pais e ser discreta.

Quais defeitos são toleráveis?

A capacidade de tolerar os defeitos de cada um é muito particular de cada família, o que pode ser insuportável para mim para o outro pode ser tolerável, mas quando a família sente que a babá gosta das crianças e é carinhosa com elas, às vezes, toleram atrasos, faltas, desorganização, porque o mais importante são as crianças estarem bem.

Quais atividades fazem parte do trabalho da babá?

A babá pode se envolver com tudo que se refere às crianças como: alimentação, roupas e arrumação do quarto.

Que dicas poderia dar para quem fará a seleção de uma profissional?

Saber no que já trabalhou, quanto tempo ficou e motivos das saídas, perguntar sobre a sua família e o cuidado com os seus filhos. Não contratar se alguma coisa ficar meio nebulosa e, se possível, ligar para empregos anteriores. Peça xerox da identidade e comprovante de residência e verifique os antecedentes criminais.

As mulheres têm de quatro a seis meses de licença-maternidade. Na sua opinião, qual é a melhor opção para a volta ao trabalho, é deixar a criança com uma babá ou colocá-la numa escolinha? Por quê?

Se a família não tem condições de remunerar bem e ter uma boa babá é melhor a escolinha, pois lá mais pessoas estarão fiscalizando os cuidados com a criança, mas se a família dispõe de recursos e pode fazer uma seleção criteriosa, a babá tem algumas vantagens: cuidar da criança no seu ambiente (sua caminha, seus brinquedos, seu quartinho…), ter um “olhar” exclusivo da cuidadora que atenderá as suas necessidades, a cuidadora qualificada estimulará e brincará com a criança e ela ficará mais protegida de doenças. Até dois anos de idade a criança não socializa ainda, então, ela não interage com outras crianças, o que seria a maior função da escolinha: a socialização.

O que pensa em relação às babás morarem no emprego? Essa facilidade compensa ou não?

Acho que se buscamos babás saudáveis emocionalmente, o melhor é não morar. Com raras exceções esse “casamento” dá certo. As babás, como qualquer profissional, precisam ter uma distância do seu trabalho para “recarregar as baterias”. Quanto à facilidade, penso que quando decidimos ter filhos deixamos de lado essa palavra, pois o que pode ser “fácil” pra mim, pode ser prejudicial para o filho, e a maternidade e paternidade deve ser o maior exercício de desprendimento da nossa vida.

Quanto custa e como funciona o esquema para a babá dormir uma ou duas vezes por semana na casa onde trabalha para os pais poderem sair?

Aconselho a perguntar para babá quanto custa a noite de trabalho ou qualquer extra, pois não existe um valor fixo. Já vi noites custarem de quarenta a cem reais.

As cuidadoras de crianças hoje estão mais qualificadas?

Bem mais qualificadas. Hoje não queremos mais uma babá que apenas repare os nossos filhos, buscamos pessoas com conhecimento, com iniciativa para imprevistos  e que também sejam um modelo positivo, que se expressem bem e sejam criativas.

Quais cursos já existem na área?

Além do curso específico para babás, que normalmente as agências oferecem, recebemos candidatas com o curso de educadora assistente, magistério, técnica de enfermagem e pedagogia.

O que acha do monitoramento por câmera do que acontece em casa, na ausência dos pais da criança?

Acho que cada família deve ter o seu jeito de verificar se o trabalho da babá está sendo adequado. A câmera é um deles.

Quanto custa, em média, uma babá por mês?

Depende da carga horária, uma babá em horário integral custa de oitocentos a mil reais.