Uso do desenho no tratamento de crianças? Vanna Puviani comenta

Gurias, na semana passada, aconteceu um evento super bacana aqui em Porto Alegre promovido pelo Infapa, instituto parceiro do Mães à Obra:  ”O uso do desenho e dos símbolos no tratamento de crianças e casais”. Não cheguei a divulgar nada antes porque o workshop era direcionado a especialistas, mas aproveitei a vinda da psicoterapeuta Vanna Puviani, professora da Universidade dos Estudos da Bologna (Itália) e especialista no uso terapêutico das linguagens não-verbais na Psicoterapia Imaginativa para uma entrevista. Espiem só:

Uso do desenho no tratamento de crianças?

As emoções nem sempre são expressas verbalmente, correto? Como, então, tentar entender o que as crianças sentem?

Não é tão importante entender o que as crianças sentem, mas favorecer a expressão das emoções da criança. O desenho é o caminho escolhido pela criança, o mais alegre e profundo, para falar de si, para se conhecer e se fazer reconhecer na sua singularidade e beleza. É uma maneira muito eficaz de se mostrar através das suas criações, e não apenas através de comportamentos problemáticos.

Além da linguagem verbal, que outras formas há de expressão?

Através da arte eu vou despertar o lado artístico da pessoa para que ela possa procurar a beleza, presente em tudo e em cada ser humano. Através de gestos criativos como escrever, pintar, desenhar, cantar, dançar… Através da prática focada nas artes eu ajudo as pessoas a buscar o contato consigo mesmo, com sua própria casa e com os entes queridos.

É possível interpretar sentimentos através de desenhos e símbolos?

A minha escolha não é interpretar os sentimentos, mas trazê-los de volta à vida através do desenho, isto é, do gesto, das cores, das formas e dos símbolos que você pode reconhecer como bons, como os seus sentimentos e como todas as pessoas. E eles são “bons”, porque são seus, visíveis e reconhecíveis através dos símbolos escolhidos e, portanto, não são mais assustadores.

Qual o papel das cores na interpretação de um desenho?

A minha escolha é não interpretar o desenho, assim como não se interpreta um quadro ou uma música, e então o efeito benéfico onde está? Encontra-se nas emoções que evocam o olhar e nas histórias que ativam o seu autor.

E em relação ao desenho? Em quais aspectos ele pode ser observado além das cores? Traçado? Objetos presentes?

Desenhar significa ver e tornar visível o mundo interno e as relações externas: geometria e símbolos, proximidade e distância, que antes eram obscuras. Significa ver os problemas e ver as soluções. Juntos: adulto e criança em busca das necessidades e sonhos, tudo para tornar visível e possível de ser narrado. O desenho não deve ser interpretado pelo adulto, mas proposto por ele e utilizado pela criança para contar, para gritar os seus problemas e sussurrar as soluções, o desenho que se torna auto-revelação.

É saudável que pais e educadores estimulem os filhos a desenhar?

Eu acho que sim, porque é exatamente através do desenhar que a criança se expressa, se reconhece, se narra, se auto- revela. Desenhar é uma atividade sagrada de criatividade. É a maior obra de arte que nos foi dada, poder criar uma forma, uma voz, cores e dar visibilidade à sua própria individualidade única e singular.

A partir de que idade as crianças têm coordenação motora para o desenho?

A partir de dois ou três anos de idade a criança acha divertido passear sobre uma folha com uma cor e deixar os traços de si bem visíveis para mostrar a uma pessoa atenta e pronta a apreciar os seus gestos. Gestos aparentemente sem sentido para o adulto, mas plenos de intencionalidade para a criança.

Quando as crianças conseguem fazer a figura humana?

A habilidade da criança de dar forma ao corpo humano e a qualquer objeto que ele vê é uma conquista que começa a partir dos três ou quatro anos de idade e que varia, tanto em relação à idade, quanto aos estímulos familiares e ambientais. É, portanto, sempre apropriado oferecer a criança a oportunidade de desenhar.

Quais seriam os sinais que poderiam indicar uma situação problemática ou de inadequação, indicando o encaminhamento a um especialista?

Os sinais mais claros de sofrimento são expressos pela criança através da escolha de um comportamento inadequado e preocupante. O desenho é um instrumento de cura, pois dá à criança a oportunidade de se expressar, de narrar a si mesmo, de reconhecer-se e de se fazer conhecer e ser visto. E assim vai transformar os seus relacionamentos afetivos, fazendo com que o adulto o veja através dos seus olhos. Eu sempre sugiro aos pais e professores que desenhem para buscar as formas “belas” para dar vazão, luz e visibilidade à beleza que está em toda parte, a beleza que é a explosão de vida dentro de nós, à nossa volta, graças a nós.

Primeiros cuidados médicos com o bebe com Pediatra Natacha Uchoa

Na semana passada, a mãe de uma coleguinha do Santiago, que chegou há poucos meses de muda do Rio de Janeiro, perguntou se eu teria um pediatra de confiança para indicar. Recomendei a Dra. Natacha Uchoa, que acompanhou o parto do Santiago e hoje, além de médica do meu gurizinho, é uma amiga muito querida da família. Lembram que publiquei Festa Pop Star a festinha da filha dela? Pois então… Conversando com a mãe do coleguinha do Santiago, percebi que a Raquel e eu nunca tínhamos falado no Mães à Obra sobre a importância da escolha do pediatra e os primeiros cuidados médicos com o bebê. Convidei, então, a Dra. Natacha para esclarecer algumas questões sobre o assunto. Espero que gostem!

Como escolher o pediatra do seu filho? O que é importante levar em consideração no momento da escolha?


A escolha do pediatra é muito importante. O médico deve ser escolhido, se possível, ainda na gestação para logo que sair do hospital, caso não seja o mesmo que atendeu no nascimento,  possa auxilia-lo nas primeiras dúvidas. Além de obter referências, pesquise sua formação profissional. A empatia do profissional é extremamente importante, associado a disponibilidade.  É sempre confortante para os pais, saber se em caso de urgência, ou fora do horário do consultório, possa entrar em contato. Os pais sentem-se seguros se sabem que podem pedir ajuda.

O pediatra deve ser indicado pelo ginecologista obstetra ou pode ser sugerido pela própria paciente?

O pediatra na sala de  parto, na minha opinião, é melhor ser indicado pelo obstetra, pois este já sabe das rotinas dessa equipe, facilitando o atendimento da mãe e do bebê.
Já o pediatra que acompanhará o bebê após a saída do hospital deve ser escolhido pelos pais, assim poderão optar pelo profissional que mais lhe trará segurança.

Primeiros cuidados médicos com o bebe

Para que os pais não fiquem inseguros, vale marcar uma consulta com o profissional mesmo antes do nascimento da criança para já receber as primeiras orientações e tirar dúvidas?

Sim, o primeiro contato é muito importante, e se esse acontecer antes do nascimento, os pais terão mais tempo para procurar o pediatra que melhor atende suas necessidades.
Assim, também, ficarão mais tranquilos com as dúvidas inicias, até as de enxoval do bebê.

É importante que o médico que acompanhe o parto seja um pediatra com especialização em neonatal ou não necessariamente? Por quê?

O pediatra na sala de parto não necessariamente tem que ser neonatologia, mas é recomendável. Isto deve-se ao fato de que se acontecer qualquer intercorrência com o bebê o neonatologia está mais habilitado a atender.

Quais são os exames que o recém-nascido faz ainda na maternidade? Tipagem sanguínea? Teste do pezinho? Teste da orelhinha? Teste do olhinho? Quais exames são obrigatórios? Quais são opcionais?

A Tipagem Sanguínea do recém-nascido não é um exame obrigatório ao nascimento. Esse só é coletado se a tipagem sanguínea da mãe for negativa ou em casos de icterícia neonatal precoce para descartar incompatibilidade sanguínea.

Primeiros exames

O Teste do Olhinho, realizado pelo pediatra não necessita de colírios prévios, é feito utilizando uma fonte de luz para se observar o reflexo que vem da retina. O reflexo vermelho normal  significa que as principais estruturas internas do olho  estão transparentes, permitindo que a retina seja atingida de forma normal, descartando, principalmente catarata congênita. Esse exame é obrigatório ao nascimento ou até a alta hospitalar.

O Teste da Orelhinha ou Teste de Otoemissão Acústica é simples, feito a partir de 48 horas após o nascimento do bebê e pode detectar se ele tem algum problema auditivo evitando problemas na fala e no aprendizado da criança. O exame é feito no berçário em sono natural, demora de 5 a 10 minutos, não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê. Esse teste pode ser feito ainda no hospital ou até os 30 dias de vida.

O Teste do Coraçãozinho ou Oximetria de Pulso é um exame simples, indolor, rápido, que deve fazer parte da triagem de rotina de todos os recém-nascidos, pois é importante para o diagnóstico precoce de algumas cardiopatias congênitas. Esse mede a oxigenação sanguínea na mão direita e em um dos pés do bebê. Ainda não é obrigatório em todo o Brasil.

O Teste do Pezinho é um exame laboratorial simples que tem o objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar lesões irreversíveis no bebê. Ele é feito a partir da análise de gotas de sangue colhidas por punção no calcanhar do recém-nascido. O teste tem por objetivo identificar diversas doenças que não apresentam sinais ou sintomas logo após o nascimento.
Deve ser coletado a partir do terceiro dia de vida, o mais precoce possível, para que o tratamento seja iniciado precocemente, evitando complicações da doença detectada. O teste do pezinho básico que detecta quatro doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias e fibose cística, é obrigatório, os testes ampliado, plus e  master, que detectam mais diferentes tipos de doenças não são obrigatórios porém muito importantes.

Com que frequência a criança visita o pediatra nos primeiros anos de vida?

No primeiro ano de vida, as consultas são mais frequentes. A primeira visita ao consultório costuma ser entre o sétimo e o décimo dia de vida.  É normal o bebê perder peso nos primeiros dias de vida, então uma consulta precoce é muito importante para revisar o peso, ver como está a amamentação e tirar muitas dúvidas que surgem nesses primeiros momentos. Depois, as consultas são mensais no primeiro ano de vida para acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança e também as vacinas. A partir dos 12 meses de vida até os 24 meses podem ser a cada dois meses e a partir de então a cada 3 meses.

Quais são as dúvidas mais frequentes das mamães de primeira viagem?

As dúvidas mais frequentes são sobre amamentação e cólicas. Porém, a cada mês que a criança vai crescendo surgem diversas e variadas dúvidas. “Como será quando eu voltar ao trabalho?” “ Deixo o bebê em casa com uma cuidadora, ou coloco em uma escola?”  “Como introduzir os alimentos sólidos ao bebê?”

Conclusão Algum conselho a elas?

Eu além de ser pediatra, sou mãe, então quero dizer que nenhuma dúvida deve ser deixada de ser perguntada, mesmo que pareça bobagem, pois o bebê não vem com uma bula e nem nós, mães, aprendemos a cuidar dos nossos filhos em um curso. O dia-a-dia é que nos ensina e o pediatra ajuda muito, nos deixando tranquilas e nos ensinando quando devemos nos preocupar. Depois de eu ser mãe, tenho certeza, de que me tornei uma melhor pediatra, pois entendi melhor as preocupações das mães.

Miami Children’s Museum Dica de Viagem

Pensem em um lugar onde as crianças podem brincar de imitar os adultos em um espaço planejado para isso. Um mundo de faz-de-conta onde tudo foi feito para que os pequenos possam fantasiar, sentir, praticar, criar, experimentar… Em que aquelas brincadeiras criativas de fazer compras, colher frutas, andar de barco, dirigir caminhão, fabricar dinheiro e fazer paredes de tijolo podem realmente ter uma dimensão de realidade para meninos e meninas: este é o Miami Children’s Museum, uma das experiências mais legais que já tivemos com nossos filhos.

Como é o Museu Miami Children’s

Lá foi feita uma mini cidade mesmo para as crianças: com supermercado, banco, hospital, consultório de dentista, corpo de bombeiros, obras, fazendinha, etc, etc. A sensação, logo na entrada, é de puro encantamento. O supermercado é perfeito, tudo em tamanho reduzido: carrinho de compras, seção de frutas, de carnes, de pães, de enlatados, balança para pesar os vegetais, caixa onde até o barulhinho de leitura do código de barras se ouve ao passar um produto, enfim, uma sensacional maneira de brincar com a questão de fazer compras.

E na hora de pagar tudo isso??? Bem, podemos mostrar para as crianças que antes é necessário dar uma passadinha no banco para sacar dinheiro, e já aproveitar para mostrar como são produzidas as moedas, como é um cofre, que os países tem diferentes moedas, como podemos economizar dinheiro…

Vale a pena ir no museu Miami Children’s

Enfim, o lugar é realmente encantador, uma aula e tanto para as crianças, os meus filhos saíram de lá super curiosos em relação ao que viram, com os olhinhos brilhando!

Recomendo MUITO esse passeio para quem for a Miami com crianças.

O Miami Children’s Museum abre todos os dias das 10 às 18 hs, com exceção dos feriados de Ação de Graças, Natal e Ano Novo. O ingresso custa U$ 16,00 para adultos e crianças. Apenas bebês menores de 1 ano de idade não pagam.

Maiores informações: www.miamichildrensmuseum.org

Viajar com Filho não é nenhum bicho de sete cabeças!

Sempre que volto de viagem com meus filhos muitas pessoas – especialmente mães – me perguntam sobre as dificuldades de viajar com crianças pequenas, se a logística não é muito complicada, se conseguimos aproveitar o passeio, fazer compras, se eles dormem bem, etc.

viajar com criança

Depois de 4 viagens para EUA e Europa com meus filhos, e muitas dentro do Brasil e no Uruguai, posso afirmar que é bem menos complicado do que parece. Na verdade, que tem que descomplicar e relaxar de certas coisas somos nós, os pais.

É claro que quando viajamos com crianças pequenas (o meu filho tem 4 anos e a minha filha 1 ano e 9 meses) temos que ir conscientes de que não conseguiremos fazer todos os programas turísticos da programação, de que o momento de compras será mais complicado e exigirá paciência dobrada e revezamento entre os adultos, de que nem todos os restaurantes se encaixam no perfil “família”, e também que muitas vezes a noite vai terminar em um piquenique no quarto, visto que os pequenos vão capotar e os pais terão que se contentar com um bom vinho e alguns petiscos comprados no supermercado. Mas, e o que há de mal nisso???

Na minha opinião, depois que temos filhos, temos que assumir a situação de que somos uma FAMÍLIA, e de que as viagens de férias passarão a ser diferentes. Que há privações em alguns momentos eu não posso negar, mas a alegria do convívio e das descobertas que fazemos juntos nessas viagens são muito maiores e melhores do que isso.

Vale a pena levar filhos ?

Bom, eu sou do tipo que anda sempre com os filhos a tiracolo. Viagem sempre foi uma paixão minha e do meu marido, e não deixamos de viajar depois da chegada dos pequenos. Apenas adaptamos certas coisas, e ganhamos companheirinhos na jornada.

Na verdade, só o fato da pessoa viajar já exige um certo grau de desprendimento, independente de estar com os filhos. Deixamos a segurança da nossa casa, da família, dos amigos, do carro, para rumar ao desconhecido (e essa é justamente a graça da coisa). E daí a gente tem que se adaptar em novos quartos, novas camas, novos caminhos, novos sabores.

Com as crianças é a mesma coisa: até pode ser que no primeiro dia eles estranhem um pouco, mas em seguida já se adaptam e passam e incorporar aquela nova rotina. Noto que a cada viagem essa transição fica mais fácil com meus filhos – primeiro porque eles estão crescendo e ficando mais maduros e flexíveis, e segundo porque estão ficando acostumados a viajar (orgulho de estar formando dois pequenos viajantes!).

Nessa última viagem fomos nós 4 e a minha sogra – a presença da avó ajuda muito em viagens, é mais um adulto para dar uma mão, reparar… Alugamos um apartamento, como costumamos fazer (já disse que acho bem melhor esse tipo de hospedagem com criança). Compramos um monte de novidades gostosas no supermercado (adoro ir a supermercado quando viajo, haha), e fazíamos o café da manhã em casa. Almoço sempre na rua, em restaurantes, e jantar às vezes em casa, às vezes fora. Dependia do cansaço do dia… Mas com o maior orgulho conto para vocês que eles se comportaram bem (para os limites de uma criança, claro) em todos os lugares que fomos para comer, desde os mais simples até alguns sofisticados e exóticos (comida peruana, japonesa, etc). Até jantamos no Nobu com eles uma noite, que é um lugar mais com carinha de “balada”, e deu tudo super certo, inclusive encontramos outras crianças por lá também. O pessoal do restaurante foi super atencioso, trouxeram copinho plástico infantil e ofereceram espetinhos deliciosos de peixe e frango para os dois. Aliás, é difícil o restaurante que não seja kids friendly nos EUA…

É claro que os lanches e refeições durante uma viagem nem sempre são o ideal, a frutinha não está sempre à mão, mas que mal faz, durante 10 dias, se alimentar um pouco fora da rotina super saudável de casa? Melhor fechar os olhos e curtir a alegria deles devorando waffles e batatas fritas…

Sobre o sono, a Valentina estranhou um pouco a primeira noite, mas depois já se acostumou e passou a dormir a noite toda de novo. E o Frederico já nem sente mais essas mudanças… A soneca do dia da Valentina teve que ser sempre “na rua”, no meio dos passeios: andando de carro ou no próprio carrinho. É claro que a programação para um dia inteiro fora, batendo perna e passeando, exige um certo grau de organização: na mochila é necessário levar muitas fraldas, no mínimo duas mudas de roupa, casaquinho, mamá, lanche, água, brinquedos, etc.

Com levar bebes na viagem

A parte “compras” é a mais complicada com crianças, na minha opinião. Lá procuramos mesclar programas para eles, pracinhas, parquinhos, passeios turísticos com as idas a shoppings. Em alguns momentos nos revezamos, meu marido ia para o apartamento com eles enquanto eu encarava as lojas, ou a minha sogra entretia os dois por algum tempinho, ou eu ficava com eles enquanto o Rodrigo pesquisava lojas de eletrônicos… Mas no dia que fomos ao outlet Sawgrass Mills levamos os dois junto, e eles se comportaram SUPER bem, ao meio-dia levamos eles para almoçar no Rainforest Cafe, e depois deixamos eles brincarem um bom tempo no playground do restaurante. Aguentaram firme, sem reinar, até o fim. E temos que convir que um dia de outlet já é massante para nós, adultos, imagina então para eles!

O voo e o aeroporto também são sempre momentos “tensos” em viagens com crianças. Essa foi a primeira vez que fomos de voo diurno. Eu sempre achei que era melhor viajar de noite com as crianças, pois assim eles dormiam o tempo todo e não viam o tempo passar. Só que a gente chega acabado no destino, né? Pois então, experimentamos o voo diurno e adoramos! Saímos de Porto Alegre de manhã cedinho, e à tardinha estávamos em Miami, inteiros. E os pequenos? Se comportaram super bem, nós levamos várias opções de entretenimento (iPad, livros de colorir, livrinhos de leitura, brinquedos), e, além disso, a TAM tem um Canal Kids bem bacana também, com vários filmes e desenhos. Uma parte do tempo eles dormiram, um pouco se ocuparam com as refeições, e o restante da viagem eles brincaram e assistiram desenhos. Pegamos aqueles assentos conforto, que ficam na primeira fileira, o que possibilita espaço para eles brincarem no chão, circularem, etc. Isso ajuda muito! E também comprei assento para a Valentina, pois, embora ela ainda não tenha dois anos de idade, é muito grande para ir no nosso colo por 8 horas.

O Frederico e a Valentina curtiram muito os passeios: zoológico, Museu da Criança, praia, passeio de barco, etc. As crianças crescem muito nesse tipo de viagem, aprendem coisas novas, passam a observar as diferenças entre os lugares, entre as pessoas, entre as comidas… Para mim, cada vez fica mais prazeroso viajar com a minha duplinha!

Finalizando, fiz esse post realmente para dizer que não acho nenhum bicho de sete cabeças viajar com crianças. É claro que precisa ter disposição, paciência, e um companheiro a fim de encarar a aventura do lado – caso do meu marido, que é um ótimo parceiro de viagem, adora a companhia das crianças e encara junto tudo o que precisamos enfrentar com eles.

Não deixem de viajar porque tiveram filhos! A vida continua, e os caminhos passam a ser mais coloridos e divertidos (e também um pouco mais cansativos, claro…).

Batizado com ovelhinhas e muito lilás

Gurias, faz tempo que não mostro inspirações para batizados por aqui, né? Então resolvi dividir hoje com vocês algumas imagens da festinha da Sophia, filha da minha amiga Fabiana Fauri. Espero que gostem!

batizado com ovelinhas

O batizado aconteceu na Igreja da Ressurreição do colégio Anchieta.

A pequena Sophia vestiu o mandrião da família.

O mandrião já tinha sido usado pela avó, pela mãe e pela irmã dessa guriazinha fofa!

Após a cerimônia religiosa, cerca de vinte convidados foram recepcionados no salão de festas do prédio onde a família mora.

Dicas Batizado com ovelhinhas

“Os preparativos começaram mais ou menos um mês antes do batizado”, conta Fabiana.

“A decoração foi feita pela Ki-Festa, com a profissional Janete, que é um amor. Já trabalho com essa empresa desde o aniversário de 1 ano da Nathalia, minha filha mais velha, e gosto bastante, porque a equipe é treinada e muito competente.”

“Na verdade, já chego lá com tudo meio planejado.”

“Dessa última vez, queria um tema que tivesse a ver com batizado, mas não queria anjinhos, já que uma amiga tinha recém feito uma festa assim, em branco e amarelo.”

“Optei, então, por um tema fofo e bíblico: ovelhinhas.”

“O bolo, os doces decorados, as bolachas no palito e os cake pops eram da Isa Herzog, com quem trabalho desde o batizado da Nathalia. Ela é ótima e super simpática.”

“Os demais doces eram da Andrea Doces.”

“Além das ovelhinhas, foram usados na decoração pratos de cerâmica branca, flores e balões a gás.”

O cardápio do almoço? Paella.

“As ovelhinhas eram todas minhas. Elas foram compradas especialmente para o evento.”

As lembrancinhas do batizado: um potinho personalizado com álcool gel e uma fotinho da Sophia.

Adorei que a lembrancinha foi enrolada num terço… Tudo a ver com o motivo da comemoração!

“No almoço, a Sophia usou um vestido lindo bege com flores lilás e verde que eu trouxe de Nova York quando estava grávida, por isso as cores da festa, quis combinar com o vestido.”

Lindo o batizado! Linda a família!!! Parabéns, Fabricio e Fabiana!

 

Festa Pop Star para criança?

Lembram desta foto aí de baixo? Foi da festa do Dia da Criança do Mães à Obra, comemorado em outubro passado. Na ocasião, a pediatra do Santiago, a queridíssima Dra. Natacha Uchoa, foi lá nos prestigiar com a filha Helena. A guriazinha não é uma boneca?

Na última consulta do meu filho, a Dra. Natacha comentou que neste ano preparou um aniversário diferente para sua filhotaFesta Pop Star adolescente

Festa Pop Star para adolescente

Ela disse que o aniversário aconteceu no salão de festas do seu prédio, que serviu comidinhas simples e gostosas como totosinho, docinhos, tortas e balinhas…

Mas sabem o que foi o mais legal? O tema da festa! Pop Star! O salão do prédio foi transformado em salão de beleza para receber cerca de 25 convidadas. Achei a ideia bárbara e pedi para mostrar as fotos aqui para vocês…

As meninas arrumaram o cabelo (com direito à capinha para não sujar a roupa), fizeram as unhas e se maquiaram!

Detalhe gentil: foram distribuídas revistas para quem estivesse esperando para ser atendida.

Tinham acessórios para todos os gostos. Perucas coloridas, guitarras, bonés e até efeitos especiais de neon… Tudo isso para preparar as crianças para um desfile de moda e show de calouros! Bacana, né? Sabem que acho que essa ideia estimula não apenas a vaidade feminina, como principalmente a imaginação dos pequenos? Numa festa assim eles até conversam e interagem mais…

O que achei

Sempre na correria tentando conciliar a vida profissional à pessoal, a pediatra diz que praticamente não teve trabalho ao organizar o aniversário de Helena. “Contratei as meninas da Pat Mania e elas arrumaram tudo para mim. Chegaram 1 hora antes da festa, forraram as cadeiras, trouxeram as maquiagens, os enfeites para o salão, colocaram música e, inclusive, providenciaram as lembrancinhas: uns potinhos plásticos personalizados que cada menina poderia encher com shampoo, sabonete líquido ou gel colorido. Fiquei bem feliz com o resultado, porque a Helena e as amigas adoraram. Foi muito legal”, conclui Natacha.

E aí, gurias? O que acharam da ideia? Eu adorei!!! Festa prática, alegre e divertida!

As metas passam pelo balão de festa

Vocês lembram do jornalista Alecs Dall’Olmo? Ele é casado com uma grande amiga minha de infância, a Márcia Munhoz, e pai da graciosa Manuela, de 3 anos. Já publicamos um texto lindo que ele escreveu sobre a filha, o Vem dançar!, e agora ele nos brinda mais uma vez com um texto super sensível e inteligente sobre o desenvolvimento da filhota. Confiram:

É entrar no carro e o pedido ganha volume: papai, liga a música do Eu fiz um rock pra você, da canção Consumado, de Arnaldo Antunes. Canta plena de entusiasmo, com os braços dançando no ar e se movendo no que permite o cinto. Só fica muda em uma parte que entra uma frase para assovio. Ela logo emenda: eu não consigo ainda; também não consigo fazer assim (estende a mão e pressionando os dedinhos em uma tentativa de produzir um estalo). O ainda me chama a atenção. E segue: quando for maior vou conseguir, né? Passado o momento de dois “eu não consigo ainda”, Manuela, minha filha de 3 anos, segue o baile do “tá consumado” do Sr. Antunes versão na cadeirinha do carro. Outro que tem espaço garantindo é Tim Maia, principalmente depois que Manu decobriu que ele fez uma canção só para as princesas cantarem. Lembram da versão ao vivo de Dia de Domingo? Tim abre a voz para pedir ajuda para elas cantarem a primeira parte com um clássico “alô princesas…”. Manu adora cantar Dia de Domingo todos os dias, mas eu só posso cantar na segunda parte. Ou seja: “primeiro as princesas”. Foi em meio das cantorias que a minha princesa passou a definir e propor algumas metas. Certo dia me olhou com ar grave, pegou o violão e disparou: quando eu for só um pouco maior quero tocar violão sozinha. A lista inclui, claro, conseguir assoviar e estalar os dedos para acompanhar as músicas. Mas há metas com diferentes prazos e desafios variados como aprender a surfar. Podem acreditar. Dia desses ela saiu com essa: vou fazer aula de surfe quando chegar a praia de novo. Mas antes do encontro com o mar quer conseguir cortar papel com a tesoura rosa sem rasgar a folha, colar sem que a cola grude nos dedos (até hoje não consegui, ainda mais quando é ‘superbonder’), quer correr com a bola quicando na mão várias vezes. Também quer ir para São Paulo (não me perguntem os motivos, mas vez ou outra vem o papo de São Paulo), quer andar com cachorro na guia sem ela ficar puxando, quer ficar segurando um peixe na mão (mas ele tem que ficar vivo), quer levar o Tubiano (um cavalo) e a Pixinguinha (uma égua) para passearem em Porto Alegre. Manu ama cavalos. E andar sozinha neles nunca foi uma meta. Na primeira vez subiu com a mãe e logo ressaltou: desce que vou sozinha. E foi (para a minha tensão máxima). Monta, segura na sela com uma das mãos e com a outra vai soltando as rédeas para sair no trote manso pelo campo (pelo menos é dentro do cercado). Também quer não ter tanto medo de galinhas. Mas o que mais planeja foi confidenciado dias atrás: “quando eu crescer mais vou conseguir encher balão sozinha para as festas”. É preciso estar mais do que preparado para o discurso dos nossos pequenos. E nunca estaremos o suficiente, pois encher ou não um balão de festa pela vida faz toda a diferença.

As comprinhas de hoje

Por Paula Tweedie

E aí, gurias?

Anotaram a dica da Raquel da última sexta (ver aqui)?

Hoje ela me tirou cedo da cama para irmos juntas ao Babies Day Bazar, evento organizado pelas sempre antenadas Manuela Vilar e Ana Paula Brandão de Mattos.

Foi uma ótima oportunidade para fazer as comprinhas de inverno que as crianças estavam precisando…

O bazar está incrível, espaçoso e organizado! São roupas de ótima qualidade a preços super acessíveis. Lá vocês encontram marcas como Ralph Lauren,  Carters, Gymboree, Mimo, VIC, Loveet e muitas outras.

Querem dar uma espiadinha em parte das nossas compras?

Então olhem só…

Ficaram interessadas? Corram! Ainda dá tempo! O bazar funciona até às 20h de hoje (17 de abril).

Vão perder a oportunidade de conhecer uma casa de festas que ainda nem inaugurou???

O endereço da Hopi Casa de Festas vocês já tem? Rua Rua Regente, 463 (Bairro Bela Vista). Ah, muito importante: tem manobrista no local e recreacionistas para as crianças.

Viamão – tão perto, tão cheio de atrações

Recentemente tive a oportunidade de conhecer dois lugares aqui pertinho de Porto Alegre, em Viamão, que me seduziram. Um pela originalidade, outro pela sofisticação, ambos pelo contato com a natureza aliado ao conforto.

Primeiro é bom lembrar que eu sou do interior, fui criada numa estância gaúcha, e sempre que dá fujo para lá com os meus filhos. Mas centenas de quilômetros de distância me separam do lugar onde nasci e onde mora minha família, por isso gostei tanto desses locais: estão a menos de uma hora de distância da selva de pedra porto-alegrense!

E não tem como negar: criança amaaa brincar ao ar livre, em contato com elementos da natureza como plantas, água, terra, bichos.

O primeiro lugar se chama Floresta Encantada do Vovô Rangel, fica em Águas Claras (Parada 90 da RS 040). É um sítio totalmente preparado para o turismo ecológico e pedagógico, além de ser um lugar abençoado pela natureza, com resquícios de Mata Atlântica e na beira da Lagoa Branca. Fomos almoçar e passar a tarde lá com um grupo de crianças da escola do Frederico, e os pequenos simplesmente AMARAM. Tem uma floresta que é realmente encantada, onde após uma curta trilha a gurizada dá de cara com a casa da Branca de Neve, que tem até as 7 caminhas dos anões, uma graça. Tem também muitos brinquedos num parquinho bem diferente, feito de material reciclado. Mas a cereja do bolo mesmo é a lagoa com trapiche, pedalinhos e areia branquinha – no dia em que fomos estava calor, e, embora estivessem de roupa, as crianças não resistiram a um bom mergulho. Ou melhor, vários, com muitos pulos do trapiche e brincadeiras. Afinal de contas, infância sem banho de lagoa não tem graça, né? Fora isso, o local disponibiliza várias atividades pedagógicas, é só combinar com a proprietária: trilhas ecológicas, contato com animais, plantio de horta orgânica e cuidados com o pomar, casa do Tarzan, tirolesa, pescaria, passeio de pedalinho. Como comentei antes, nós almoçamos lá. A comida é estilo campeiro, mas eu não gostei muito da qualidade, recomendo que as pessoas levem seu próprio lanche, inclusive eles alugam churrasqueiras com mesas no meio do mato, deve ser super gostoso fazer um almoço lá!

O Babies Day Bazar está de volta!

Lembram do Babies Day Bazar, que as queridas Manuela Vilar e Ana Paula Brandão de Mattos costumavam organizar? Sempre foi um sucesso de público e de produtos, não é?!

Pois então, o evento adorado pelas mamães de Porto Alegre está de volta! A 5a edição se realizará na próxima quarta-feira, dia 17 de abril, das 9 às 20 horas na Hopi Casa de Festas.

É a oportunidade de rechear o guarda-roupas dos nossos filhos com roupas de qualidade a preços bem baixos. A Manu e a Ana têm super bom gosto para selecionar as peças, e garantiram que os preços estarão imbatíveis! O inverno está chegando, e tenho certeza de que muitas mães precisam de itens como calças, camisetas e casacos para seus filhotes. Então, é só correr lá, e ainda aproveitar para conhecer a Hopi, que é uma casa de festas nova em Porto Alegre, super diferenciada, linda e espaçosa.