Como escolher banheira infantil

Desde que o Frederico tinha 1 ano de idade, eu sinto que aquela banheira de plástico, de bebezinho, está muito pequena para ele. Mas não encontrava uma solução diferente para o banho dele, pois meu filho DETESTA chuveiro, e também não achava legal ele usar a banheira do meu quarto, já que ele sempre tomou banho no banheiro dele.

Pois então, conversa vai, conversa vem, uma amiga que já tem duas filhas maiores me deu a dica de um lugar aqui em Porto Alegre que faz banheiras sob medida. Achei interessante porque, em geral, o tamanho dos box dos banheiros dos apartamentos de hoje em dia não é grande o suficiente para encaixar essas banheiras de chão que já vem prontas.

Entrei em contato com a Gemax Banheiras, e falei com a Sra. Gorete (fone 51.81122675). Ela veio até a minha casa, tirou as medidas, e me explicou que era possível colocar a banheira no chão sem a necessidade de quebrar azulejo, apenas fazendo a conexão do ralo do box com a própria banheira. Achei ótimo, porque não suporto obra dentro de casa.

Encomendei a banheira, e desde o dia em que ela foi instalada, o banho do Frederico virou a maior diversão. Ele ADORA a tal banheira (que para ele é como se fosse uma piscina), fica horas brincando ali dentro (banhos compriiiidos) e, além de tudo, é muito mais seguro do que a banheirinha anterior.

Fica a dica!

Viajando com filhos pequenos

Viajar com crianças, especialmente bebês, é um assunto que dá muito “pano pra manga”. É preciso uma certa dose de coragem para embarcar em uma avião e encarar uma longa viagem com uma criança pequena.
Eu e meu marido sempre gostamos muito de viajar, e por isso, mesmo depois que o Frederico nasceu, continuamos arrumando as malas e embarcando para diferentes destinos a fim de buscar aquilo que os viajantes vislumbram ao explorar novos lugares: diversão, novidade, cultura, auto-conhecimento, prazer em se surpreender. Só que a diferença é que, depois que o Frederico aterrisou em nossas vidas com sua bagagem infinita de amor e alegria, nunca mais viajamos a dois, e sim a três. Dizem que “dois é bom e três é demais”, né? Pois, no nosso caso, TRÊS É BOM DEMAIS! Optamos por levar nosso pequeno sempre junto conosco em nossas viagens, pois ainda não julgamos adequado nos separarmos dele, e nem mesmo queremos ficar longe do nosso filhote.

Viajando com filhos pequenos
É claro que o planejamento e a estrutura necessários para uma viagem com bebê são bem mais elaborados do que numa viagem só de adultos. Na minha opinião, o ideal sempre é hospedar-se em um local que tenha uma estrutura mínima de “casa”, tipo flats, apart-hotéis ou mesmo casas e apartamentos alugados, pois ter uma cozinha e uma pequena área de serviço faz toda diferença. É muito mais fácil poder preparar comidas, papinhas e sucos em casa do que ficar correndo atrás de restaurantes que tenham comida apropriada para bebês, de locais que ralem frutas e preparem batidas no liquidificador, etc. E tudo ainda tem que ser na hora certa das refeições, para respeitar a rotina do bebê. Além disso, tem a questão das roupas, pois como vocês sabem criança suja muita roupa, e acho uma vantagem poder lavar as roupas durante a viagem (o que ajuda a diminuir o tamanho da mala a levar!).
Outra dica minha é optar SEMPRE por vôos noturnos, principalmente no caso de viagens internacionais, pois assim a criança dorme durante a viagem e nem chega a se incomodar com o longo tempo dentro do avião. Já ouvi relatos de amigas que fizeram longos vôos diurnos com seus filhos e as crianças choraram, resmungaram e incomodaram bastante. Ainda sobre o vôo, vale lembrar que crianças de até 2 anos tem de viajar no colo dos pais e não têm direito a assento, pagando 10% do valor da passagem. Mas, ao menos elas têm direito a bagagem (ufa, que alívio!).
Fundamental também é carregar sempre um carrinho do tipo guarda-chuva (eu tenho um McLaren e adoro, recomendo!). Porque ninguém merece ficar correndo em aeroportos, parques e pontos turísticos com uma criança no colo, né? Além disso, o carrinho serve como apoio para pendurar bolsa, sacola do bebê, etc. Em todas as companhias aéreas que eu viajei, o carrinho pode ser entregue para um comissário na porta do avião do local de embarque, e ao aterrisar no destino o carrinho já está aguardando novamente na porta do avião. Uma facilidade.
Fora isso, tem a questão da babá: eu já viajei com babá, sem babá, com pessoas da família, e também só com meu marido e meu filho. Também já contratei baby-sitter de hotel para me ajudar (daquelas que se paga por hora, sabe?). Acho que para cada tipo de viagem e para cada família tem uma situação ideal, mas em geral considero bem mais fácil e prazerosa para todos a viagem levando alguém para ajudar com o bebê.
O último item que quero falar aqui é sobre a documentação necessária para viajar com bebês: se a criança não tiver carteira de identidade, tem que carregar sempre a certidão de nascimento ORIGINAL (cópia não vale, nem autenticada), tanto em viagens nacionais quanto internacionais. Nas internacionais, além da certidão, a criança tem que ter passaporte, e visto se o país de destino exigir visto de turistas brasileiros. No caso dos EUA, é necessário visto mesmo para bebês. Crianças de até 14 anos não precisam ir até o consulado para fazer o visto, pode ir somente um dos pais, ou então, se ambos os pais tiverem visto, o da criança pode ser feito pelo correio, mediante envio da documentação exigida. Já os países da União Européia não exigem visto dos turistas brasileiros. A emissão de passaporte é feita da mesma forma que a dos adultos (ver www.dpf.gov.br), com a diferença que o passaporte de crianças tem validade diferente, conforme tabela abaixo:

Idade da criança Validade
0 a 1 1 ano
1 a 2 2 anos
2 a 3 3 anos
3 a 4 4 anos
4 em diante 5 anos

 

Antes de o Frederico completar um aninho, viajamos com ele para lugares como o Vale dos Vinhedos, Gramado, Punta Del Este e Rio de Janeiro. Ou seja, todos destinos próximos. Depois do primeiro aniversário do nosso pequeno, começamos a viajar para destinos mais distantes e diferentes. Hoje, com 1 ano e 10 meses, o Frederico já viajou conosco para Porto de Galinhas, EUA (Miami e Orlando), Alemanha (Berlim), e Rio de Janeiro e Punta Del Este de novo. Nos posts do De malas prontas das semanas seguintes, vou comentar as viagens para a Disneyworld, Berlim, Porto de Galinhas e Rio. E boa viagem!

Mãe e profissional 24h : Eduarda Streb

Em junho de 2009, a jornalista Eduarda Streb, 37 anos, trocou Porto Alegre, onde trabalhava há quase 15 anos como repórter e apresentadora da RBSTV, pelo sonho de morar no Rio de Janeiro e entrar para o seleto time de profissionais do SPORTV. Só não imaginava que, logo ao chegar na cidade maravilhosa, realizaria a maior de todas as suas conquistas: a maternidade.

Mesmo longe da maior parte da família e dos amigos que continuaram no sul, Eduarda passou uma gravidez tranqüila, contando com o apoio da irmã, do cunhado e de sua afilhada que moram há 8 anos no Rio de Janeiro. Trabalhou até o final da gestação e manteve o seu característico alto astral.

Luiza, filha de Eduarda e Otávio, carioca, produtor de eventos, nasceu no dia 7 de maio de 2010 e, com apenas 18 dias de vida, veio para Porto Alegre, onde sua mamãe passou os quatro meses da licença-maternidade sendo paparicada pelos parentes. “Como estava há pouco tempo no SPORTV, achei melhor não me ausentar por um período mais longo. Mesmo assim, não participei da cobertura jornalística da Copa na África, para a qual já tinha sido escalada. Mas, afinal, o que é uma Copa em comparação à emoção de ser mãe e estar com o filho? Brinco que a Luiza é a minha jabulani.”

Eduarda admite que os primeiros meses foram os mais complicados. “A Luiza é brava, chorava alto e às vezes eu não sabia o que fazer. Hoje a conheço muito melhor e consigo interpretar suas reações. Já sei reconhecer um chorinho de fome ou sono”, conta a mamãe que ainda amamenta e que pretende promover o desmame de uma maneira lenta para não causar traumas.

Profissional dedicada e completamente apaixonada pelo que faz, Eduarda se esforça para conciliar suas duas paixões: “Para dar conta de tudo, mãe tem que ser meio polvo. E eu, sem a menor dúvida, estou passando pelo melhor período da minha vida. Não tem explicação o amor que sinto pela minha filha.”

BATE-BOLA

um filme: A Fantástica Fabrica de Chocolate (uma doçura!)
um livro: O que esperar quando voce está esperando (o melhor para mamães de primeira viagem como eu)
uma música: Fico Assim sem voce, Adriana Calcanhoto
uma flor: gérbera
um prato: o da minha mãe
uma cor: vermelho
um animal: cavalo
um sentimento: amor de mãe (agora eu sei o que é)
um lugar bacana de POA: Parcão
um lugar bacana do Rio: Calçadão de Ipanema, aos domingos
uma loja charmosa: FARM
um perfume: GUCCI rush
um sabor: doce
uma palavra: filha
um objeto: TV
uma parte do corpo: olhos
exatamente o que a mamãe sonha para daqui a 30 anos: ver a Luiza feliz!

Enfim, o batizado do Santiago

Quem me conhece, sabe: a-do-ro uma festinha! Por ironia do destino, não consegui fazer nem chá-de-panela e nem chá-de-fralda. O chá-de-panela não saiu porque, semanas antes do casamento, o meu marido teve uma forte pneumonia, precisou fazer cirurgia e ficou muitos dias hospitalizado. O chá-de-fralda não rolou porque não quis fazer a reunião no verão, época em que muita gente viaja. Achei melhor deixar para março. Acontece que o Santiago, apressadinho como ele só, resolveu nascer um mês antes do previsto: no dia 1º de março de 2009, mudando a minha vida para sempre (mas para muito melhor, é verdade).

Cansada dos imprevistos que me impediram de comemorar momentos tão importantes, fiz questão de reunir a família e os amigos mais chegados para brindar o batizado do meu filho no dia 10 de outubro de 2009. Como estudei a vida inteira no Anchieta, achei que não existiria opção mais querida do que fazer a cerimônia na capela do colégio, onde muitos anos antes fiz a primeira comunhão e a crisma. A recepção foi no salão de festas do meu prédio, que fica na mesma zona, o que facilitou o acesso dos convidados.

Fiz questão de organizar pessoalmente todos os detalhes. O layout do convite, assim como o do cartão de agradecimento, foi inspirado do décor do quarto do Santiago: céu azul com estrelinhas brancas. Aluguei cadeiras, mesas e toalhas na Locare. Peguei emprestada toda porcelana e prataria da família para criar um clima meio retrô. As flores foram compradas na Ceasa e montadas em arranjo com a ajuda da mãe e da irmã, sempre habilidosas e prestativas. O almoço estava uma delícia. Servimos vários tipos de risoto, prato que eu e o meu marido amamos. As lembrancinhas eram bem-nascidos enviados de Pelotas, cidade dos meus avós maternos. Esses doces foram enrolados ou em medalha de Santiago de Compostela (referência ao nome do meu filhote) ou em mini-terço de pérola, ambos comprados pela internet.

A festinha estava super animada e valeu para reunir o pessoal e registrar o momento com muitas e muitas fotos.

Procura, procura, procura

Gente, uma das missões mais difíceis da maternidade, para mim, é fazer escolhas para nossos filhos – a escolha de onde morar, onde estudar, em que médico ir. Porque tudo isso vai ter muita influência na vida dos nossos pequenos, e eu acho responsabilidade demais, peso demais, importância demais. Logo eu, que sempre fui uma pessoa super segura, na hora de decidir pelo Frederico me torno…insegura! O medo de errar está sempre latente dentro de nós, não é?!
Bom, mas como toda busca um dia tem de terminar, vou contar um pouco para vocês como eu e meu marido fizemos para escolher a escolinha onde colocaremos o Frederico a partir dos dois anos de idade.
Foi uma procura e tanto – exaustiva, cansativa e gratificante. Num primeiro momento, mapeei as escolinhas que ficavam num “raio” de até 10 minutos de carro da minha casa, pois acho que com crianças pequenas não devemos optar por lugares muito distantes, afinal de contas, Porto Alegre está se transformando numa mini-São Paulo em termos de trânsito. A partir disso, visitei nove escolas de educação infantil. Muitas delas foram indicadas por amigas ou vizinhas que têm filhos nessas escolas, o que sempre é uma boa referência, mas não quer dizer que porque os outros gostaram a gente vai gostar, afinal de contas, cada cabeça uma sentença… Se quiserem saber os nomes, endereços e telefones das escolinhas que eu e a Paula já visitamos, a seguir publicaremos um post sobre isso.
Os critérios que usei para avaliar as escolas visitadas foram: localização, estacionamento, infra-estrutura, pátio, tamanho das salas, banheiros, número de professoras por aluno, lanche, horário de entrada e saída, férias, presença ou não de câmeras, limpeza, existência de uniforme, valor da mensalidade, e, o mais importante de tudo, o projeto pedagógico e as atividades oferecidas pela escola, como aula de música, inglês, educação física, etc. Vou contar para vocês: não foi nada fácil. Como boa engenheira que sou, fiz uma planilha e dei notas para cada um desses critérios, o que me ajudou a selecionar as três melhores. Mas, a partir daí, a decisão foi totalmente subjetiva: sabe aquela história de “dar o clique”? Pois é, é isso mesmo: no final das contas, minha escolha recaiu justamente sobre aquela escola que eu mais tinha simpatizado desde o início, antes de dar notas e avaliar os critérios. Meu marido foi comigo visitar as três “finalistas”, e me ajudou bastante, com a sempre evidente objetividade masculina, a fazer a escolha.
Mas vou dizer para vocês: no final de tudo, eu estava cansada de fazer as tais visitas, e decidi que não iria conhecer mais nenhuma escola, afinal nove já era uma número bem significativo, e eu acho que se visse ainda mais opções, mais confusa ficaria.
Tenho certeza de que não existe a escola perfeita, conforme idealizamos. Temos que tentar imaginar se nosso filho ficará feliz naquele ambiente, se vai aprender coisas interessantes, enfim, qual a visão da criança sobre isso tudo. E, se não der certo, felizmente nada nessa vida é imutável (a não ser ter filhos, rsrs), então, uma vez insatisfeita, é só trocar!
Na semana que vem, vou postar algumas dicas dadas por especialistas no jornal Zero Hora sobre como escolher a escola do seu filho.
E, desde já, para quem está procurando – muito boa sorte!!!

Quartinho dos sonhos bebe: Cuidados na hora de projetar

Quais são os maiores cuidados na hora de projetar o quarto de um bebê?

O quarto de bebê deve ser um ambiente confortável, funcional e, principalmente, seguro. O projeto arquitetônico é importante para que o espaço seja pensado de maneira a atender alguns cuidados necessários, como fácil acesso, ventilação e iluminação.

A primeira etapa é definir um layout em que a posição dos móveis seja ideal, considerando a proteção contra ruídos e correntes de vento.  O desenho do mobiliário, por suas formas e materiais, deve ser seguro e prático. Os móveis não devem ter arestas pontiagudas, e devem ser laváveis e resistentes. As superfícies lisas evitam o acumulo de pó. O controle da iluminação é importante, o uso do dimer é uma boa alternativa para regular a intensidade de luz.

A decoração do quarto representa grande parte da preparação para a chegada do bebê. O desejo e a expectativa dos pais para a realização desse sonho devem ser traduzidos no projeto. Além dos aspectos funcionais, projetar o quarto de bebê é criar um pequeno “mundo”.

E a questão da segurança contra acidentes  (janelas, tomadas, quinas de móveis, altura de armários)?

As questões de segurança devem ser pensadas desde o lançamento do projeto arquitetônico para que todos os itens sejam atendidos.

Nas janelas são utilizadas redes de proteção.

O mobiliário deve ser projetado de acordo com a segurança do bebê. Além disso, a casa toda deve ser segura e, para isso, existem os acessórios de proteção: travas para qualquer gaveta ou armário, protetores de tomadas, protetores de canto para as quinas de móveis, espumas para as portas, grades para escadas, tapetes antiderrapantes, etc.

O berço é o objeto mais importante do quarto de bebê e merece ter atenção especial. Assim, deve estar em local visível e seguro, preferencialmente em um dos cantos do quarto. O ideal é que fique afastado de janelas, aparelhos de ar-condicionado e ventiladores. Além disso, qualquer objeto deve ser mantido fora do alcance como cortinas, quadros e abajures.

Em relação à prevenção de doenças, existem pisos, tapetes, cortinas e almofadas contra ácaro e outros problemas?

O ambiente precisa ser sempre ventilado e receber iluminação natural, no entanto, sem luz direta no berço. A escolha dos revestimentos é essencial para a prevenção de doenças. Devem ser escolhidos materiais de fácil manutenção e limpeza, que não acumulem pó e não causem alergia. Devem ser evitados cortinas, carpetes e bichos de pelúcia. São indicados tapetes de borracha antialérgicos, cortinas ou persianas removíveis e laváveis. O piso vinílico não retém poeira, é macio, térmico e tem muitas possibilidades de cores. Outra opção é o laminado plástico que tem superfície lisa e não porosa, sendo de fácil limpeza por não reter sujeira. O piso emborrachado também é apropriado pelas suas características: absorve impactos, é antiderrapante e acústico.

Quais itens são indispensáveis no quarto de um bebê? Quais itens são opcionais?

Para que o quarto seja um ambiente funcional e atenda a todas as necessidades do bebê é preciso pensar nos itens indispensáveis. Além do berço, que tem o papel principal, são itens fundamentais a poltrona de amamentação e a cômoda, que também pode servir como trocador.

Uma cama-sofá é de grande utilidade, já que pode acomodar alguma visita para o bebê durante o dia e, à noite, servir para o cochilo da mãe ou da babá.

Como itens opcionais, o projeto pode ser rico em detalhes para estimular o desenvolvimento da criança.  O uso de espelhos, de forma segura, permite que o bebê se observe. As texturas e cores dão movimento e enriquecem o cenário.

Os pais têm a preocupação de projetar um espaço que mais tarde possa ter seus móveis reaproveitados? Como funciona isso?

Sim, essa é uma preocupação atual que possibilita uma economia futura. Projetar um quarto infantil que permita “crescer” com o bebê é interessante e funcional. Nesse caso, desde o layout até os móveis são pensados de uma forma que possam atender as mudanças do ambiente. A marcenaria pode ser prevista em função das necessidades atuais e futuras. Como exemplo, o trocador pode ser a base de uma bancada. A cama auxiliar pode ser a futura cama da criança. A cômoda pode ser substituída por uma bancada. O armário deve ser projetado para se adequar ao layout futuro. As prateleiras projetadas para receber brinquedos podem depois abrigar livros. Algumas empresas já desenvolvem móveis para serem adaptados ao crescimento da criança: http://leanderdesign.com/en/frontpage

Que recursos tecnológicos hoje estão disponíveis?

Atualmente a automação é um recurso importante. No quarto do bebê, a possibilidade de criar cenários e controlar a luz, o som e a temperatura. Além da economia de energia, permite um controle a distância. Há no mercado avançados e modernos controles de parede “touch screen”, que comandam os cenários para diferentes ocasiões como a hora da amamentação, do sono ou de brincar. Entre outros comandos, a automação engloba o fechamento automático de persianas e cortinas, acendimento de umidificadores e aparelhos de ar-condicionado e até aquecedores de mamadeira. A babá eletrônica com vídeo ganhou nova dimensão. Câmeras instadas no quarto do bebê podem ter sua imagem para que a mãe acompanhe, via internet, tudo que acontece com o bebê. Outro sistema funciona com alarmes que lembram a mãe da hora de amamentar e trocar as fraldas.

De que maneira a cor influencia no comportamento do bebê? Ela pode acalmar, pode estimular? Como é feita essa escolha?

As cores e formas devem traduzir a intenção do projeto de acordo com o perfil dos pais. O quarto de bebê deve ser um espaço de aconchego e bem estar, tanto para a mãe como para o filho. As cores influenciam o nosso humor. O uso de cores neutras e tons pastéis dão mais tranqüilidade ao ambiente e não agitam a criança. As cores fortes estimulam o bebê, mas devem se restritas a pequenos elementos e aos brinquedos. É importante que as cores traduzam a vontade dos pais em harmonia com as necessidades do ambiente.

Babá Service, Como identificar uma boa profissional

Quais características fazem de uma babá uma boa profissional?

A boa profissional babá tem que ter bastante responsabilidade e comprometimento com o trabalho. Gostar de criança é necessário, mas diria que mais do que isso, ela tem que se vincular com a criança e curtir muito todas as funções que fazem parte do universo infantil.


 

Quais qualidades são indispensáveis?

Podemos levantar várias qualidades como: ser afetiva, ter muita paciência, ter humildade no sentido de aceitar as orientações dos pais e ser discreta.

Quais defeitos são toleráveis?

A capacidade de tolerar os defeitos de cada um é muito particular de cada família, o que pode ser insuportável para mim para o outro pode ser tolerável, mas quando a família sente que a babá gosta das crianças e é carinhosa com elas, às vezes, toleram atrasos, faltas, desorganização, porque o mais importante são as crianças estarem bem.

Quais atividades fazem parte do trabalho da babá?

A babá pode se envolver com tudo que se refere às crianças como: alimentação, roupas e arrumação do quarto.

Que dicas poderia dar para quem fará a seleção de uma profissional?

Saber no que já trabalhou, quanto tempo ficou e motivos das saídas, perguntar sobre a sua família e o cuidado com os seus filhos. Não contratar se alguma coisa ficar meio nebulosa e, se possível, ligar para empregos anteriores. Peça xerox da identidade e comprovante de residência e verifique os antecedentes criminais.

As mulheres têm de quatro a seis meses de licença-maternidade. Na sua opinião, qual é a melhor opção para a volta ao trabalho, é deixar a criança com uma babá ou colocá-la numa escolinha? Por quê?

Se a família não tem condições de remunerar bem e ter uma boa babá é melhor a escolinha, pois lá mais pessoas estarão fiscalizando os cuidados com a criança, mas se a família dispõe de recursos e pode fazer uma seleção criteriosa, a babá tem algumas vantagens: cuidar da criança no seu ambiente (sua caminha, seus brinquedos, seu quartinho…), ter um “olhar” exclusivo da cuidadora que atenderá as suas necessidades, a cuidadora qualificada estimulará e brincará com a criança e ela ficará mais protegida de doenças. Até dois anos de idade a criança não socializa ainda, então, ela não interage com outras crianças, o que seria a maior função da escolinha: a socialização.

O que pensa em relação às babás morarem no emprego? Essa facilidade compensa ou não?

Acho que se buscamos babás saudáveis emocionalmente, o melhor é não morar. Com raras exceções esse “casamento” dá certo. As babás, como qualquer profissional, precisam ter uma distância do seu trabalho para “recarregar as baterias”. Quanto à facilidade, penso que quando decidimos ter filhos deixamos de lado essa palavra, pois o que pode ser “fácil” pra mim, pode ser prejudicial para o filho, e a maternidade e paternidade deve ser o maior exercício de desprendimento da nossa vida.

Quanto custa e como funciona o esquema para a babá dormir uma ou duas vezes por semana na casa onde trabalha para os pais poderem sair?

Aconselho a perguntar para babá quanto custa a noite de trabalho ou qualquer extra, pois não existe um valor fixo. Já vi noites custarem de quarenta a cem reais.

As cuidadoras de crianças hoje estão mais qualificadas?

Bem mais qualificadas. Hoje não queremos mais uma babá que apenas repare os nossos filhos, buscamos pessoas com conhecimento, com iniciativa para imprevistos  e que também sejam um modelo positivo, que se expressem bem e sejam criativas.

Quais cursos já existem na área?

Além do curso específico para babás, que normalmente as agências oferecem, recebemos candidatas com o curso de educadora assistente, magistério, técnica de enfermagem e pedagogia.

O que acha do monitoramento por câmera do que acontece em casa, na ausência dos pais da criança?

Acho que cada família deve ter o seu jeito de verificar se o trabalho da babá está sendo adequado. A câmera é um deles.

Quanto custa, em média, uma babá por mês?

Depende da carga horária, uma babá em horário integral custa de oitocentos a mil reais.

 

A Saga do Sapato Social

No final de outubro passado, o avô do meu marido (bisavô do Frederico) fez uma festa para comemorar seus 90 anos de vida – o que não é para qualquer um, né, gente?!

Pois bem, como era uma festa de traje social, meu filho teria que ir vestido de acordo. Eu tinha comprado para ele, em Miami (paraíso das compras), uma roupa social muito lindinha, composta de calça e colete risca-de-giz, mais camisa social e gravata. Bom, então tínhamos tudo menos… o sapato!!!

Foi então que minha saga começou. Mais ou menos um mês antes da festa, iniciei a procura nas lojas de Porto Alegre. Primeiro, fui em todas as lojas onde costumo comprar roupas e sapatos para o Frederico. Não encontrei nada, a não ser “sapatênis” pretos, que de sociais não tinham nada. Em todas as lojas, a resposta era a mesma: “a gente costumava trabalhar com esse tipo de sapato, mas como não tinha saída, não trabalhamos mais”. O que me fez pensar também: puxa vida, como hoje em dia se usa pouco roupa social, antigamente as pessoas se arrumavam bem mais…

Resolvi, então, procurar nas lojas de meninos maiores, tipo Brooksfield Jr. e VR Kids, que eu sabia que trabalhavam com trajes sociais, e, por conseguinte, sapatos adequados a essas roupas. Realmente, essas lojas têm sapatos sociais pretos lindos, iguaiszinhos aos de adulto, mas só a partir da numeração 23, e meu filho na época calçava 21. Quase pensei em comprar grande e encher a ponta com algodão!

Fomos ao Rio de Janeiro no feriadão do Dia das Crianças, e pensei que lá fosse ser mais fácil achar o bendito sapato. Percorri todas as lojas dos shoppings Rio Design e Leblon, além das lojas de rua de Ipanema e Leblon. Até achei um sapato social na Chicletaria, só que era BEGE (!). A vendedora me informou que, como no Rio faz muito calor, não se usa sapato preto, só bege. Coisas de cariocas… Fui também, por indicação de uma amiga, na Pé de Dragão, que realmente é uma loja que tem muuuitas opções de calçados infantis, mas o sapato social, adivinhem só – estava em falta!

Voltei para Porto Alegre de mãos abanando, e já preocupada, pois nessa data já faltavam apenas 15 dias para a festa. Apelei, então, para minha mãe, que mora no interior. Ela me disse no telefone: “aqui é certo que vou achar, esse tipo de coisa em cidade pequena é bem mais fácil”. Mas que nada, a coitada da minha mãe procurou, procurou, e não viu nem sombra do tal sapato social.

A essas alturas do campeonato, toda a minha família e amigos já estavam sabendo do “drama do sapato”. Minha cunhada, então, me avisou que havia aberto uma nova loja especializada em sapatos infantis em Porto Alegre, a Poá Calçados. Liguei para lá, e a moça que atendeu me disse que eles iriam, sim, vender sapatos sociais para meninos, mas os benditos sapatos ainda não tinham chegado porque estavam em falta na fábrica (!). Aiaiaiai, meu problema não tinha fim! E já faltava só uma semana para a festa!

Foi quando, num momento de quase desespero, tive um lampejo de sabedoria, e lembrei da loja Lione, onde eu havia encomendado a roupinha social que o Frederico usou no casamento da minha irmã, quando ele tinha 4 meses. Liguei para lá e a moça me disse que tinha, sim, sapato social do tamanho do pé do meu gurizinho, só que era AZUL MARINHO. Mesmo não sendo o preto que eu queria, peguei o carro e me mandei para lá, afinal de contas, azul marinho e preto não são primos tão distantes assim… Só que, quando cheguei na loja, vi que o azul nem era bem marinho – era um azul claro demais, vivo demais. Murchei. Mas, então, ao olhar as prateleiras da loja, achei um mocassim todo preto, de pelica, de uma coleção mais antiga da Tip Toey Joey (marca que eu adoro, e os pezinhos do Frederico amam). Perguntei se tinha tamanho 21, e adivinhem: TINHA!!! Salva aos 45 do segundo tempo!!!

O que o seu filho vai ser quando crescer?

Meus filhos têm, respectivamente, 4 anos e 1 ano de idade. Estão, portanto, muito longe da hora de escolher uma profissão. Por enquanto, não sonho nem idealizo nada para eles, somente desejo que sejam pessoas bem sucedidas, realizadas, e que façam muito bem feito aquilo que resolverem fazer – sonho de toda mãe, não é mesmo?

Procuro fazer minha parte ensinando valores de caráter, responsabilidade, esforço, organização, determinação. Tudo através de brincadeiras e atividades da rotina infantil, claro.

Entretanto, acho muito interessante, do ponto de vista da educação e do conhecimento, que eles (principalmente o Frederico, que tem 4 anos) conheçam as diferentes profissões que existem, que entendam a profissão minha e do meu marido, dos avós, dos tios, etc. Não conhecer profundamente, claro, mas ter uma noção. O Frederico sempre gostou de acompanhar meu marido no ambiente de trabalho dele, o que fez com que ficasse totalmente apaixonado pelo negócio do pai. Ele brinca de trabalhar com o papai, desenha eles “fazendo reuniões”, fala bastante nisso. Normal, né? Até porque o “brincar de trabalhar” é uma forma lúdica e divertida das crianças aprenderem sobre o trabalho.

Agora na escola dele a turminha está trabalhando num projeto das profissões, o que está proporcionando que os pequenos tenham contato com profissionais das mais variadas áreas – todos os pais estão visitando a sala de aula para contar sobre seus trabalhos, assim como os funcionários da escola e outros profissionais como bombeiros, enfermeiros, seguranças, pilotos, etc. Nem preciso dizer a curtição que está sendo essa atividade, e o quão divertido é vê-los contar sobre como é o trabalho de cada profissão… As interpretações são bem variadas, e de acordo com o alcance de crianças de 4 e 5 anos de idade. Porque vamos e convenhamos, nada fácil explicar para eles o que faz um psiquiatra, um juiz… Algumas profissões são mais concretas, e por isso mais fáceis, como médico, fotógrafo, dentista, etc. Mas está sendo um aprendizado e tanto! E rende boas risadas, tentem conversar sobre isso com os filhos de vocês!

Sei que algumas pessoas acham precoce ter contato com o assunto “trabalho e profissão” nessa idade, mas acho que tudo depende da forma de abordagem, e na minha opinião é válido para eles começarem a criar seus próprios conceitos e descobrir afinidades com esta ou aquela área. Não tenho pretensão nenhuma que meus filhos sigam as profissões dos pais, no entanto sei que teremos, de alguma forma, influência sobre isso – pesquisa realizada este ano pela Faculdade Anhembi Morumbi mostrou que a opinião da família é o que mais influencia a escolha dos estudantes na hora de definir a profissão (35%).

O que eu penso é que, quanto mais nossos filhos conhecerem, mais segurança vão ter para decidir na hora de fazer um vestibular – que eu, por sinal, acho que é cedo demais na vida para uma escolha tão importante como a profissão.

Por enquanto, julgo ser saudável esse contato deles com o ambiente de trabalho dos pais, até porque eles se sentem super valorizados de participar de um dia de trabalho ao nosso lado. Nesta última viagem que fizemos para Miami, no último dia em que estávamos lá, fui fazer um lanche de manhã numa cafeteria do Bal Harbour com a Valentina e me surpreendi quando, após ter feito o pedido, veio um menino de uns 7 anos de idade servir a mesa. Questionei o que estava ocorrendo, e ele me disse super contente que aquele era um dia especial na cidade, em que os filhos podiam acompanhar os pais em seus empregos e exercer suas funções. Como no caso dele a mãe era garçonete, lá estava o menino super contente servindo as mesas do café, e me disse que no período da tarde ele iria acompanhar o pai no trabalho dele. Achei interessante até como forma das crianças valorizarem os trabalho dos pais.

A maioria das crianças dizem que querem ser bombeiros, policiais, astronautas, bailarinas, cantoras, professoras e veterinárias quando crescerem, certo? É claro que as opiniões e gostos mudam de acordo com o crescimento, e que tudo isso faz parte de uma grande brincadeira, mas acho que mostrar as opções e conduzir esse assunto de maneira leve só pode trazer benefícios no futuro.

O Frederico agora anda dizendo que quer ser empresário quando crescer (risos). E o filho de vocês, o que quer ser quando crescer?

Brinquedos antigos na decoração do aniversário

Quem acompanha o Mães à Obra sabe que a Raquelzita e eu adoramos festas com jeitinho de antigamente. Aniversários menores, mais aconchegantes e personalizados. Valorizamos os livros de receita de família, os brinquedos de madeira e tudo que contribua para o clima “a festa é no jardim daqui de casa. Podem entrar…” Sabem assim? Foi por isso que pedi pra Pri Borges, fotógrafa do evento, para mostrar para vocês as imagens desse aniversário tão alegre e querido … Espero que gostem!

“Os preparativos começaram aproximadamente quatro meses antes, quando o pai do Pedro Frederico e eu compramos alguns brinquedos de madeira (carrinho, trenzinho e alguns jogos lúdicos) e um pião sonoro, surgindo aí a ideia de utilizarmos todos na festa de aniversário”, conta a mamãe Eliza Ferretti.

“A escolha do tema foi resultado do desejo de ter uma festa linda, que trouxesse a todos a experiência da infância, explorando o universo lúdico infantil e adotando como tema brinquedos com os quais hoje em dia as crianças não têm tanto contato, como pião, bambolê, carrinho-de-mão, peteca, ioiô, biboquê, monóculos, além de brinquedos de madeira. Assim, o tema escolhido foi ‘brinquedos antigos’.”

“O Pedro Frederico adora brincar com carrinhos, bolas e animais de fazenda/selva. O aniversário, portanto, foi uma oportunidade também para que ele diversificasse um pouco o seu universo, fazendo contato com piões, petecas, bambolês…”

“Como mãe do aniversariante, também quis participar dos preparativos para o grande dia. A decoração foi da Ana Maria Amorim, da AMA Eventos. Ela conseguiu reproduzir exatamente (e ainda melhorar) o que eu havia imaginado para a festa do Pedro Frederico, algo bem colorido, gostoso, com jeito de festa em casa e, ao mesmo tempo, cheio de detalhes especiais, que trouxeram alegria aos olhos das crianças e memórias agradáveis aos adultos…”

“Usamos muitos brinquedos de madeira, como aviões, carrinhos, trens, biboquês, também petecas, bambolês, pião, balões, lego, dominó, pandorgas, e até ursos de pelúcia estilo Teddy Bear. E os elementos em biscuit bem coloridos, utilizados em caixinhas decorativas, deram um charme especial à mesa.”

“O aniversário foi no salão de festas do meu edifício, porque pretendia um ambiente mais pessoal, sem os brinquedos das casas de festas que, à época, ainda não seduziam o aniversariante, então com dois aninhos.”

“Usamos as cores primárias (verde, vermelho e azul), o marrom, o creme e o laranja. Na verdade, a escolha das cores começou pela seleção dos papéis, mimos e fitas que seriam utilizados no bolo, que foi confeccionado por mim, mãe do aniversariante, com todo carinho do mundo, carregando assim as melhores energias e desejos para o Pedro Frederico. Geralmente, tenho um estilo bem mais tons pastéis, mas ao planejar a festa do Pedro Frederico senti a necessidade das cores que traduzissem vida e acabei convencida de que vale inovar sempre, utilizando combinações até mesmo um pouco inusitadas. Adultos e crianças aprovaram o resultado!”

“Não contratamos recreacionista para o aniversário. A ideia era que todos os adultos interagissem com as crianças e também entre si, por isso, em todas as mesas foram colocados brinquedos de montar da época da infância de nossos pais e avós para que os adultos se divertissem e brincassem durante a festa, ensinando aos menores como fazer. Foi uma delícia! Todo mundo adorou a ideia e os pais introduziram no universo de seus filhos novos brinquedos antigos”.

“Foram servidas comidinhas típicas de festa infantil como cachorrinhos, pão-de-queijo, salgadinhos, docinhos, bolo… Para beber, muita água, sucos, refris e espumante.”

“O que mais nos importava era reunir a família e os melhores amigos em um ambiente gostoso, alegre e de bom gosto, fazendo o Pedro Frederico saber que comemorar um aniversário entre as pessoas queridas é sempre o melhor presente.”

“Não fizemos uma festa para comemorar o primeiro aninho do Pedro Frederico, apenas um bolinho em família. Resolvemos esperar para fazer uma bela festa aos dois aninhos para que ele aproveitasse bastante. E valeu muito a pena esperar… A festa foi realmente um sucesso. O Pedro Frederico já estava maduro para entender o que acontecia e se divertiu muito! Curtiu cada momento, se deliciou com as guloseimas, explorou os brinquedos da mesa, brincou com os amigos… Foi perfeito!”