Enjôos, Dramins e afins

Até agora, posso dizer que foi tudo tranqüilo porque não tive nenhuma ameaça de perda do bebê, nem sangramentos. Mas do ponto de vista do meu estômago, não foi nada tranqüilo. Bem pelo contrário: desde a 6a semana de gestação, tenho a sensação de estar vivendo num navio que sacode ao sabor de ondas imensas e constantes. Sim, os enjôos, ou “morning sickness” para os americanos – que, para mim, significam morning, afternoon, evening, night… sickness!

Enjôos

Vocês devem estar se perguntando: mas os enjôos já não eram para ter passado lá pela 12a semana? Sim, eram, e confesso que estão bem mais amenos, mas ainda preciso do Dramin B6 para viver.

Quando eu estava grávida do Frederico, tive enjôo da 8a até a 12a semana. Eram náuseas constantes e quase diárias, mas em geral pelo período da manhã. Vomitei poucas vezes, umas 5 ou 6 no total. Mas agora, nessa segunda gravidez, o enjôo resolveu me mostrar a sua cara mais feia: náuseas muito fortes, eterna sensação de desconforto, falta de vontade de comer, total intolerância a cheiros, e vômitos, muitos vômitos.

Quando eu estava lá pela 9a semana, sofrendo muito, praticamente me alimentando de bolacha água e sal, chá de camomila e água com limão, e já 3 kg mais magra do que no início da gestação, resolvi ligar para a minha médica e dizer que não agüentava mais. Sabe qual foi a resposta dela? Mas por que não me ligou antes, menina?! Me receitou Dramin B6 de 4 em 4 horas, e ufa, que alívio –  me tornei outra pessoa! Voltei a comer, a ter ânimo, a brincar com meu filho… Santo Dramin!

Ela me falou para, a partir da 12a semana, ir diminuindo o Dramin, pois os enjôos normalmente passam nessa fase da gestação. Já estou espaçando mais o remédio, mas no dia em que tentei ficar sem, todo aquele terror das náuseas e vômitos voltou. Meu corpo ainda não se acostumou com tanta progesterona…

Vocês sabiam que 50% das mulheres grávidas sofrem com os enjôos no início da gravidez? E que a mesma mulher pode ter enjôo em uma gestação, e não ter em outra? (Eu não faço parte dessa turma de sortudas).

E vocês, leitoras gravidinhas, também passaram por isso?

Sobre Nós

Sobre Nós

Ao entrar no mundo da maternidade, entre brumas de fraldas, mamadas e tip-tops, descobrimos novas amizades, que foram muito importantes nessa fase tão diferente e fascinante da vida. Da troca de emails diária com um grupo de colegas da hidroginástica de gestantes, do qual fazíamos parte, surgiu a ideia desse site. A vontade de escrever, de dividir dúvidas e acertos, de ajudar a deixar ainda mais colorida a relação entre mães e filhos é o motivo de existência do Mães à Obra.

Esperamos que vocês, que choraram de felicidade ou medo ao ver o resultado do exame de gravidez, se identifiquem com a gente, porque acreditamos que por mais diferentes que sejam as mães (e nós somos opostas em quase tudo, vocês vão ver), no fundo, queremos sempre a mesma coisa: a felicidade dos nossos pequenos.

Paula Tweedie
Jornalista, 31 anos,
mãe do Santiago,
nascido em 01/03/2009.
Raquel Pötter Guindani
Engenheira agrônoma, 36 anos,
mãe do Frederico,
nascido em 20/02/2009,
e mãe da Valentina,
nascida em 26/07/2011.

Somos de Porto Alegre, RS.