Chuteira personalizada

O Frederico agora só quer saber de jogar futebol. Está sempre chutando uma bola, fazendo gol a gol com o pai, entrou na escolinha de futebol duas vezes por semana, enfim, aquelas coisas de “guri” que eu já sabia que um dia iriam acontecer aqui em casa.

Meu filho adora o Inter em primeiro lugar, claro, mas também curte muito o Neymar (todas as crianças adoram ele, né?!). Por isso, o pedido do último Natal foi a chuteira do Neymar, aquela azul turquesa com laranja, sabem? Bem escandalosa, sim, mas sabem que eu até acho charmosa?

E nós mandamos personalizar a tal chuteira com o nome dele bordado em amarelo fluorescente. Eu achava que isso era comum, mas como até hoje, sempre quando ele está com a chuteira, muita gente me pergunta onde eu mandei colocar o nome dele, aqui vai a dica: na loja da Nike do Shopping Iguatemi aqui de Porto Alegre eles bordam na hora!

Meu pequeno craque adora ver o nome dele escrito na chuteira…

A autonomia e a teimosia andam de mãos dadas

Embora seja mãe de segunda viagem, estou aprendendo muitas coisas novas com a Valentina. Minha filha tem personalidade muito, muito diferente da do irmão, o que está fazendo com que meu marido e eu tenhamos que reaprender. Reaprender a educar, a contemporizar, a ter paciência, a dar limites.

Acontece que a Valentina, com 1 ano e 8 meses, quer fazer tudo sozinha, é independente, quer determinar as regras do jogo. Percebo que os “terrible twos” chegaram antes para ela. Minha menina sempre teve personalidade forte, muito amorosa e muito teimosa ao mesmo tempo, dramática e passional na maior parte das vezes (afinal, é leonina, né?). E isso se traduz em quê, agora que estamos chegando perto dos 2 anos? Em birras, claro.

Não aceita de jeito nenhum que a gente dê a comida para ela, quer segurar os talheres o tempo todo, quer abrir a geladeira e pegar sozinha o próprio lanche, quer escolher roupas e sapatos (e colocá-los à sua maneira), quer desenhar pela casa inteira, muitas vezes não quer trocar a fralda, tira o cinto da cadeirinha do carro, grita, esperneia quando não consegue o que quer.

E agora, o que fazemos???

Recorri à minha “biblioteca”, e estou relendo o livro A criança mais feliz do pedaço, do Dr. Harvey Karp (já falei dele aqui). Já comecei a aplicar as técnicas dele, com alguns resultados até o presente momento. Tenho conversado com outras mães, pesquisado, perguntado: como tornar obediente uma menininha que quer ter autonomia, que tem personalidade forte e que, além disso tudo, é SEGUNDA FILHA?

Sim, porque cada vez tenho mais certeza de que a ordem de nascimento influencia completamente no comportamento e na personalidade das pessoas. Coitados dos filhos mais velhos, como somos eu e o Frederico… Sempre seguindo regras, obedecendo, esperando permissões. Com o segundo filho, quem dita o ritmo são eles mesmos: afinal de contas, se o Frederico só foi apresentado à canetinha hidrocor com 2 anos e ao patinete com 3 anos, a Valentina convive com isso e muito mais desde bebezinha. E quer explorar todas essas maravilhas, claro. Quer usar e abusar, quer fazer tudo o que o irmão faz, quer comer o que ele come… Não é à toa que os segundos (e terceiros, quartos) filhos são muito mais “descolados” na vida adulta! Eles já encontram as portas abertas desde que nascem…

São tantos desafios pelos quais estou passando agora, que nem daria para enumerar todos aqui. Birras, choros, brabeza, muita “arte” em casa…

Em compensação, tenho uma filha MEGA carinhosa, sorridente, esperta, cheia de vida e simpática (quando não está brava, claro).

E aí, o que se faz numa situação dessas??? “Terrible twos” antecipados é pra matar!!!

Ah, e para quem aí estiver pensando que o problema é meu, que sou eu que não sei dar limites nem educar, até aceito a crítica, mas confesso que, quando tinha só o Frederico, que é uma criança super tranquila, madura e educada, eu também costumava pensar assim sobre as mães de crianças que eu via fazendo birra por aí. Entretanto, cada criança é um indivíduo, e vejo hoje como é difícil educar uma personalidade “animada” como a da Valentina, segundo a classificação do Dr. Harvey Karp – com padrões imprevisíveis de comportamento, grandes altos e baixos, apaixonada e que não desiste NUNCA.

Pois eu também não vou desistir. Seguirei sempre tentando educar e dar limites para torná-la mais paciente, obediente e cooperativa (parafraseando a capa do livro citado).

Regras de etiqueta para festas infantis

O texto de hoje não é de nenhum especialista. São os meus pensamentos sobre como devemos nos portar em relação aos compromissos sociais dos nossos filhos. Tenho muitas dúvidas também, e adoraria saber a opinião de vocês sobre tudo isso. Por favor, não deixem de comentar, pois isso é que vai enriquecer a abordagem do tema!

Depois que o Frederico nasceu, fui apresentada a um novo tipo de convívio social e celebrações: as festas de aniversário de crianças. E, como tudo que é novo na vida da gente, percebi que eu tinha muito a aprender. E ainda tenho.

Vamos por partes:

1)   Quando estamos organizando a festa do nosso filho, a quem endereçar o convite? Lembro que no aniversário de 1 aninho do Frederico, eu achei que se colocasse apenas o nome da criança no convite estava implícito que os pais estavam convidados também, mas não foi o que aconteceu, e algumas amigas minhas acabaram comparecendo à festa somente elas com os filhos, sem os maridos, que não se sentiram convidados. Chato, né? É claro que uma criança pequena nunca vai ir desacompanhada a uma festa, mas então como fazer para que ambos os pais se sintam convidados? Colocar “Fulaninho e família”? Ou “Fulano pai, Fulana mãe e Fulaninho”? Sinceramente, continuo achando mais simpático colocar somente o nome da criança, até porque geralmente os convites são pequenos e têm pouco espaço para escrever. O que vocês acham?

2)   Seguindo nessa reflexão de quem deve ir acompanhando a criança nos aniversários: geralmente, quando o Frederico tem aniversários de colegas da escola, eu e meu marido vamos com ele. Às vezes, quando é durante a semana, meu marido não consegue ir junto, e acabamos indo na festa só eu e o meu filhote. Pois é, mas um dia conversei com uma conhecida minha, mãe de dois filhos (que não estudam na mesma escola do Frederico), e ela me disse que a “regra” na escola do filho dela era que em aniversários de coleguinhas, a criança deveria ir acompanhada apenas de um adulto (o pai ou a mãe ou a babá). Achei super estranho, nunca tinha ouvido falar nisso. Vocês conhecem essa regra?

3)   O RSVP: genteee, esse eu nem preciso consultar especialista em etiqueta para saber que é óbvio que, se o convite está pedindo confirmação de presença, temos que responder, né?! Normalmente os pais pedem essa confirmação porque precisam avisar ao responsável pelo buffet o número de pessoas que irão à festa, e – o mais importante – os anfitriões pagam pelo número de pessoas que confirmam. Assim, temos que ser educados e mandar um email ou telefonar, normalmente com uma semana de antecedência, confirmando ou não a nossa presença na festa. Pela minha experiência, mais ou menos a metade das pessoas não atende ao RSVP.

4)   Quando não comparecemos a um aniversário, eu sempre mando na semana posterior à festa um presente com cartão para o aniversariante. Se for da escola, peço para a professora colocar na mochila da criança; se não, deixo na portaria ou na casa da pessoa. Para mim, isso sim, sempre foi uma regra básica de educação. Mas já vi que não é assim que funciona. Lembro que, antes de eu ter filhos, uma amiga que já tinha duas filhas me disse que eu era uma das únicas pessoas que fazia isso, que vai ver era porque eu fui criada no interior, rsrs. O que vocês pensam sobre isso? Sinceramente, acho super estranho ser convidada para uma festa, não comparecer (às vezes nem responder ao RSVP), e ainda por cima não mandar nem um cartão ou agradinho depois!

Sempre penso que nós somos o exemplo que nossos filhos irão seguir, por isso tomo muito cuidado em mostrar para o Frederico e a Valentina que nós nos importamos com os outros,  que temos de ser gentis, e que existem algumas regras de convívio social que devem ser seguidas. Em um mundo cada vez mais sem gentileza, em que nos sentimos muitas vezes em meio a uma barbárie, em que parece que tudo o que é civilizado está ruindo, tento plantar na cabecinha deles que, se cada um fizer a sua parte, o futuro poderá ser melhor. E mais educado.

Daniela Schneider fala sobre fobias

A fobia se caracteriza por um medo excessivo, ligado à presença ou previsão de se defrontar com o objeto ou situação temida (estímulo fóbico). Envolve um temor não justificado, frequentemente levando a evitação do contato com o estímulo fóbico. Em algumas situações a presença do objeto pode ser tolerada, embora com acentuada ansiedade. Quanto ao estímulo fóbico, este pode envolver animais, situações do ambiente natural, dentre outros.

A que estão ligadas as fobias infantis?

A fobia infantil está ligada a um medo irracional acerca de objetos ou situações circunscritas. Nas crianças, diferentemente do que ocorre com adultos e adolescentes, o caráter irracional e excessivo do medo pode não ser reconhecido.

Em termos de desenvolvimento da fobia, normalmente se destacam três caminhos: (1) a experiência direta, através da qual o indivíduo vivencia alguma situação ameaçadora envolvendo o objeto ou situação em questão; (2) a experiência indireta, por meio da qual se observa este comportamento exagerado em outras pessoas e, por último (3) o aprendizado por informação e instrução, o qual se dá no contato com histórias e informações negativas relacionadas ao estímulo fóbico.

Como identificar a criança que tem fobia? Como perceber que a criança não tem apenas medo, tem fobia em relação a algo?

A criança que tem fobia tende a apresentar intenso comportamento de evitação, esquivando sistematicamente das situações e/ou objetos temidos. Além disso, apresenta elevada ansiedade antecipatória diante da possibilidade de se deparar com o objeto ou situação. Diferentemente dos medos comuns de determinadas faixas etárias, os medos fóbicos persistem por longo tempo e causam um grande impacto na vida do indivíduo.

Quais são as fobias infantis mais comuns?

A fobia referente ao ambiente natural, como é o caso de medo de chuva, está entre as mais frequentes.

Como as fobias podem ser tratadas?

As fobias são tratadas através de psicoterapia, envolvendo, normalmente, estratégias que incluem a exposição ao objeto ou à situação temida. Esta é a principal estratégia utilizada no manejo de medos e ansiedades, denominada dessensibilização sistemática. Claro que para isto, a criança precisa estar compreendendo o funcionamento do seu transtorno, bem como já ter desenvolvido recursos para lidar com seu medo. Dentre estes recursos destacam-se a identificação e avaliação de pensamentos, assim como o aprendizado do relaxamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental tem sido apontada como o tratamento de escolha no caso das fobias específicas.

Jogo da vida

Santiago, meu filho, hoje é teu aniversário. Teu terceiro aniversário! Há meses esperas por essa data, não é mesmo? Chegou a hora de comemorarmos! Proponho um brinde a todas às nossas conquistas nesses 3 anos e 9 meses. Vamos fazer um tim-tim e relembrar alguns momentos?

Tu sempre foste surpreendente. Desde a concepção. Mamãe engravidou com apenas dois meses de casada. Não tivemos lua-de-mel. Isso porque semanas antes do nosso casamento, o teu pai pegou uma forte pneumonia, foi hospitalizado e chegou a passar por cirurgia. Quase que fico viúva antes de subir ao altar… Já pensou? Não gosto nem de imaginar… E tu não serias órfão, não, tu simplesmente não existirias. Credo, que papo deprê para dia de comemoração, não é não? Já já vamos mudar de assunto, mas para garantir, deixa eu bater três vezes na madeira aqui para não dá azar. SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Entrou em campo sem sequer ser escalado.

Foi experimentando o vestido que usaria na formatura em arquitetura da Nathalia, tua dinda, que percebi que o meu corpo estava diferente. A pouca cintura que tenho desapareceu e os seios, que já são grandes, ficaram ainda maiores. No dia seguinte, o teu pai comprou um teste de farmácia. Não tive coragem de fazer na hora. Deixei para a manhã do outro dia. O resultado já dá para imaginar, né? Positivo!!! Na mesma hora em que soube, acordei o André. Fiz uma cena bem dramática, daquelas dignas de novela mexicana, sabe? Morrendo de medo de tudo o que estaria por vir… Mal sabia eu que a minha vida estava começando, para valer mesmo, naquele instante…

Como sabes, a festa de casamento conseguimos manter na data prevista, mas a viagem precisou ser adiada. Só não contávamos que semanas mais tarde receberíamos a visita da cegonha, o que fez com que mais uma vez tivéssemos que rever nossos planos. Tivemos uma “lua-de-melda” a três, quando eu já estava com 25 semanas de gestação. E, por favor, sem aquele papo de que grávida também pode ser sexy. Uma coisa definitivamente não combina com outra. Até porque eu estava em forma. Em forma de barril. Hahaha. Engordei muito. Muito mesmo. 35 quilos. Com 1,71 m passei dos 60 aos 95 kg em poucos meses. Assustador!!! E acho que só não entrei na casa dos três dígitos porque parei de me pesar antes. SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Em partida decisiva, controlou a eufórica torcida e apitou o jogo que terminou em zero a zero.

Faltando um mês para a data prevista para o teu nascimento, pela primeira vez o André resolveu conversar com a minha barriga antes de dormir. “Santiago, tenho um montão de coisas para te mostrar. Quero te ensinar a jogar bola, pescar, cantar, assar churrasco, andar de carrinho de lomba, fazer a barba, dar nó na gravata… Tens muitas coisas para aprender, já podes nascer, meu filho.” Naquela noite, perdi o sono. Vi o desfile das escolas campeãs do Rio de Janeiro até às 4h da manhã. E acordei pouco depois, às 6h do dia 1 de março de 2009, porque a minha bolsa tinha estourado. Avisamos os parentes e os amigos e fomos correndo para o hospital. SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Mostrou que não perde tempo e que escuta direitinho as orientações do técnico.

Entrei em trabalho de parto (ai, como dói), não tive dilatação e a gineco optou pela cesareana. Ufa! Depois da anestesia, foi tudo MARAVILHOSO. Consegui curtir cada minutinho ao teu lado, meu amor. É incrível mesmo o tal do instinto materno. Assistindo ao vídeo do teu parto, vi que a primeira reação foi lamber e cheirar a cria compulsivamente. Hehehe. A nossa recupeção não poderia ter sido melhor! O Hospital Moinhos de Vento parecia uma casa de festas, de tanta, mas tanta gente que foi te conhecer… SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Casa completamente lotada já na estréia do campeonato.

A partir de então, filhote, aqui em casa deixamos de ser um mais um. Viramos três. Construímos uma família! Construímos uma história da qual o protagonista és tu! Viramos coadjuvantes da nossa própria vida para todo o sempre, porque NADA e nem NINGUÉM é mais importante para o papai e para a mamãe do que tu, meu gurizinho. SALDO DO JOGO: vitória do Santiago. Com apenas meio sorrizinho, conquista a torcida e recebe fortes aplausos…

Não lembro quantas vezes me perguntastes nos últimos tempos quando era o teu aniversário. Talvez porque nós estejamos sempre em festas, né? Hahaha. Ainda bem que gostas de uma folia tanto quanto a sua mama. “Mãe, hoje é o meu aniversário?”, “Mãe, o meu aniversário está muito longe?”, ”Mãe, e o meu aniversário?”, “Mãe, falta pouco para o meu aniversário?” Santiago, FINALMENTE chegou o teu aniversário! E o pai e a mãe prepararam uma festa bem bonita para ti. Estou louca para ver a tua carinha… Feliz aniversário, meu amor! Parabéns pelos teus 3 aninhos. Muitas felicidades! E não esquece que estarei sempre aqui para te ajudar a encarar o jogo da vida. Ganhando ou perdendo, tu serás sempre o meu campeão. Te amo tudo! Sempre.

A parceria entre Lohan e Natália

Desde a gravidez, Natália Ferreira, 42 anos, se empenhou em nutrir não só o corpo, mas também a alma do bebê que estava carregando. Comeu muitas frutas, que ela adora. Jogou capoeira e fez yoga. E trabalhou, trabalhou, como relações públicas, até o último dia. Saiu de uma reunião para a maternidade. Mas tudo muito zen, tranquilo, como é a relação entre ela e Lohan.

O nome foi inspirado na saga do Senhor dos Anéis. Nati queria muito que o nome finalizasse com “an”, como muitos nomes de cidades do filme.

– Fui pensando… Um dia, estávamos numa meditação em grupo e eu falei “Lohan”, e o San, pai dele, disse que tinha sonhado com esse nome. Mágico! – conta Natália.

Desde a gravidez de Nati, todos que trabalham com ela estavam envolvidos com a função gostosa da maternidade. Nos shows, o Lohan, ainda dentro da barriga, já era cuidado. Quando estava para começar uma passagem de som dos artistas, e o volume seria alto, o pessoal da equipe técnica avisava. Então, para Nati, voltar ao trabalho depois do nascimento do filho foi apenas uma questão de adaptação.

Desde bebê, sempre tinha um lugarzinho reservado para o Lohan no trabalho da mamãe, assim ele começou a interagir, já se sentia parte das produções. Até hoje, e cada vez mais, Lohan vibra (e ele é pura vibração e energia boa) quando tem a oportunidade de ajudar a mãe: ele adora estar envolvido com a equipe que o adotou antes de sua estreia no mundo.

– Acredito que seja importante mostrarmos às crianças como atuam os pais no mercado de trabalho, de uma maneira leve e sutil. Ele gosta de saber dos eventos, levar material de divulgação para a escola, um amor! – conta Natália, que tem como marca registrada entre os amigos distribuir “beijos de sol” e muito amor ao final de seus e-mails.

Em um dia das mães, Lohan resolveu surpreender a Nati com um café da manhã feito por ele. Todo produzido – já que a mamãe trabalha desde sempre com produção! Era um domingo, e ela tinha que ir trabalhar. Então, os dois aproveitaram e foram juntos ao aeroporto, onde ela tinha que coordenar uma coletiva de imprensa com o Fábio Junior.

– Pedi desculpas ao artista por ter trazido o filhote, para não parecer tiete. O Fábio estava bem cansado e quieto, mas foi de uma
querideza com o Lohan e fez um cafuné nele dizendo “fala muleque”. O Lohan curtiu um monte! E, até hoje, canta todo faceiro “ você pintou como um sonho” e “As metades, da laranja, Dois amantes, dois irmãos, Duas forças, que se atraem sonho lindo de viver estou morrendo de vontade” – cantarola a mamãe.

O Lohan vibra com os projetos da Nati, que é uma das sócias do Atelier 523. A união é tamanha que, em alguns domingos, o pequeno pergunta alegremente se pode ir para o trabalho com a mãe. Lohan é um parceiro, um companheirinho, que soube, desde sempre, se adaptar à vida da mãe – e fez isso sem problemas, como reconhece Nati. Participa dos eventos, espetáculos e entrevistas, tudo dentro das regras de segurança e, principalmente, respeitando seus limites enquanto criança.

A rotina dos dois foge do comum. Ambos estudam filosofia na Nova Acrópole, cuja sede fica no Solar Palmeiro, no Centro, e Lohan se sente em casa. Quem disse que filosofar não é para os pequenos? Aliás, há muito mais filosofia na infância do que sonha nossa vã percepção de adultos. Uma das preferências de mãe e filho é o oráculo do Pão, que fala das Virtudes, das bênçãos e da abundância. É um hábito que Natália tem com a equipe do Atelier em cada novo dia e em casa. São pequenos momentos de reflexão que motivam as pessoas. “Segundos de pensamento são ouro puro”, diz Nati, uma mulher completamente solar. Iluminada.

Lohan tem 8 anos, e estuda na Amigos do Verde desde os 4. Lá, a rotina da criançada começa com a harmonização, reflexão e desejo de um dia redentor. “Eles fazem mapa mental, definem projetos a partir do consenso do grupo – prática que promove uma conexão valiosa entre escola e família e que, além de emocionar, estrutura e fortalece todos os envolvidos” conta Nati.

Super ligado em cultura, desde pequeno Lohan ama ir à Livaria Cultura. No aniversário de 4 anos, a Dani e o Alex, que atendem Natália desde que o Lohan estava na barriga, mandaram o livro do Bob Dylan de presente para ele por motoboy, mas a exigência era que ele assinasse a entrega. E foi assim a primeira assinatura oficial do Lohan. Para receber Bob Dylan em casa. Quando soube que a mãe iria trabalhar no show do cantor, o pequeno ficou super empolgado. Tanto que colocou o nome de Dylan no filhote de labrador, um dos animais da família.

O amor pelos animais também é parte importante da vida dos dois. Eles têm uma gata de 17 anos que se chama Feliz, e duas pequenas, a branca Laksmi e a preta Vitória Onix. No sítio da família ficam outros animais: os gatos Sol Dourado, a Lola Charlote e a Maya. A Amelie Pouilan é a gata que fica no Atelier. Eles também têm cachorro, a Rara Vida, uma pastora branca, e uma labradora
preta que leva o nome de Pachamama, mãe do Dylan.

– Às vezes, ele está lendo e as gatas estão todas em volta. Todos rompem aquele padrão de que gato não é carinhoso. Aprendemos muitos com as gatas. Bicho faz bem, essa é a mais pura e abençoada verdade para nós – resume Natália.

Nos finais de semana de folga, Natália costuma levar Lohan e os amigos a peças de teatro Ele já assistiu a mais de 100 produções
teatrais infantis.

O rol das perdas

Minha conversa será curta, hoje, porque é mais uma proposta de reflexão do que uma coluna comum. Na madrugada do último sábado, a labradora Maricota morreu, devido a problemas no fígado. Manu estava na sala quando recebemos a notícia e ficou profundamente magoada, chorou, lembrou de episódios com a Maricota. Sofreu a perda. No ano passado, perdemos dois filhotes no parto de nossa cachorrinha Shi-tzu. Manu sofreu e realizou uma cerimônia de adeus àquela que ela havia batizado de Fofurinha, que nunca nem chegou a respirar. No ano passado, também Manu perdeu sua bisa repentinamente. Até hoje, conversa com ela e lembra que ela está presente em momentos como na ceia de Natal.

Lembrei da tal propaganda em que o peixe morre e os pais substituem por outro no aquário sem que a filha saiba. Há perdas que podemos (ou devemos?) contornar. Não sou a favor de expor as crianças a todas as agruras do mundo desde cedo. Nós, pais, tendemos a protegê-las das perdas e frustrações. Devemos? Até quando? Mas a vida nos apresenta situações em que não é possível simplesmente contornar um acontecimento de perda. Muito menos diante de uma criança de sete anos. O luto dói, mas ensina. Em que medida? Não sei precisar. Acho que não devemos dar às crianças uma carga de informações que elas não tenham idade de suportar. Mas não gosto da ideia de criar iglus emocionais.

E vocês, como lidam com as perdas diante dos filhos?

Um beijo contemplativo,

Milena

Oficinas de verão: Lezanfan + Casa de Cultura

Certa vez eu levei a Manu para fazer a oficina de DJ da Lezanfan, comandada pela Adriana Banana. Manu tem essa pegada rock e adorou o método, as possibilidades, o contato com toda aquela aparelhagem de DJ. Todas as crianças curtiram muito. Pois o trabalho da Lu e da equipe da Lezanfan é sempre esse: inventar oficinas divertidas e culturais para a meninada.

Nestas férias, a programação de oficinas e cursos está agitada.

Na segunda-feira, dia 16, tem o oficina de Leitura na Cabana, com Táti Suarez, em que as crianças ouvem as histórias e depois praticam atividades. A oficina é para todas as idades.

Na terça, dia 17, tem Orquestra de Panelas, em que as crianças aprendem a fazer música com as panelas! Também com a Táti, para todas as idades. Na quarta, dia 18, a criançada vai fazer pinturas no muro da Lezanfan, e, na quinta, aprenderão a confeccionar bonecos articulados (a partir de 3 anos).

E, nos dias 23, 25 e 26 de janeiro, a Lezanfan promove mais uma oficina Fazendo Cineminha (a partir de 8 anos), em que as crianças criam, atuam, dirigem e depois assistem a um curta-metragem. Gostou da programação de férias? Então ligue  para  (51) 3072-7857 e faça sua inscrição.

CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA

E ainda estão rolando várias oficinas, nos meses de janeiro e fevereiro, na CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA.

OFICINA INFANTIL DE FÉRIAS “LIVROS BRINCALHÕES”
Às quartas-feiras, das 14h às 16h na Brinquedoteca Pé de Pilão da Biblioteca Lucilia Minssen.
Inscrições e reservas pelo fone 3225 7089.

E, ainda, o Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi) oferece oficina de arte multidisciplinar para o público infanto-juvenil com a arte-educadora Adriana Xaplin na Sapato Florido. As turmas são de alunos divididos por faixas etárias de 4 a 7 anos e de 8 a 14 anos.
As inscrições podem ser feitas no IEAVi, no 2º andar da Casa de Cultura Mario Quintana. Informações pelo telefone 3216-9913 ou email ieavi@sedac.rs.gov.br.

Boas férias!

Sapo para o meu príncipe

Gurias, já estava mais do que na hora de aposentar a mochila super estilosa do Santiago, presente que ele ganhou da minha amiga antenadíssima Juliana Machado… Ela está surradérrima. Não tem condições de aguentar mais um ano letivo.

Esses dias, conversando com a Luciana Chwartzmann, da Lezanfan, ela me mostrou uma novidade que tinha acabado de chegar na loja: as lúdicas mochilas zoo. Uma mais fofa do que a outra! Fiquei tão encantada com as opções que não consegui escolher nenhuma para o Santiago.

Hoje resolvi bater o martelo. Ao receber a visita das amiguinhas Helena e Eduarda, o meu Super Homem (ele não tira essa fantasia nem no calor de 40 graus que faz aqui na praia) mudou de identidade quando as gurias disseram que eram princesas. “Mamãe, não sou Super Homem. Sou príncipe.” Então tá… Como antes dos 21 anos o meu gurizinho só vai namorar a mamãe (socorro Freud!) ficou decidido: vou comprar uma mochila de sapo enquanto ele não tem idade para dar o primeiro beijo.

A mochila de sapo já tem dono. Ninguém tasca – nem a mochila e nem o dono. Hahaha. Mas a Lezanfan ainda tem outras opções de mochilas e lancheiras de bichinhos na loja e também recebe encomendas.

Sem amigos imaginários

Lorenzo é filho único. Tem 5 anos e nunca pediu para ter irmãos. Aliás, ele pediu para não ter irmãos. Toda vez que a mãe de um colega da escola conta que está grávida ele chega e faz o mesmo comentário: “Tadinho do fulano, vai ter um irmão. Eu não quero isso!”.

Mas toda vez que ele vai dormir, quem dorme com ele? A Mana.

Sim, ele tem uma mana, e ela não é imaginária. É um dinossauro de pelúcia do filme A Era do Gelo. E ele tem um mano, que é o irmão da mana no filme. Mas eles não falam, não choram e não pedem pra dividir os brinquedos.

Eu sou filha única e nunca tive a vontade de ter irmãos. Então não posso culpar o Lorenzo por ser tão radical na vontade de ser o único. Ele aprendeu a dividir o espaço e a comida com dois cachorros, a Maria Eduarda e o Robert Rock.

A Duda, uma maltês de 7 anosm chegou antes dele nascer. Ele diz que ela é minha filha, mas não é irmã dele, afinal, ela é um cachorro.
O Bob, um shitzu de 10 meses, veio pra brincar com ele, e logo de cara eu tive que ouvir: “Eu sou o papai do Robert!”.

E assim a família ficou completa.
Ele brinca com o filho, xinga, coloca de castigo, tenta sempre dividir a comida com os cachorros e ainda dá beijinhos. E eles brigam, brincam e assim o dia se completa.

Eu vejo muito pais falarem dos amigos imaginários dos filhos. Tem pai que já sentou ou pisou no amigo sem querer.
Lá em casa os amigos são todos reais e animais.Até os insetos ganham carinho e atenção até que alguém mate por engano. E aí é um drama, que dura uns 5 minutos, mas que é o suficiente para centenas de fungadas e suspiros dolorosos.

Criar um filho e ter animais é cansativo. Tem dias em que as mordidas são maiores do que as lambidas.
Mas nunca é tedioso. Ver as crianças brincando e sorrindo é tudo que a gente espera para os nossos pequenos. E nada é mais eficiente do que ver o Bob deitado de barriga pra cima esperando um carinho do Lorenzo. A gente precisa aprender com as crianças que as maiores alegrias são feitas dentro de casa com o que faz parte do nosso dia a dia.

Às vezes nós criamos sonhos imaginários para que a vida se torne perfeita, mas para eles ela já é completa e não precisa de mais nada pra sermos felizes. É só saber curtir o que se tem, em vez de esperar pelo que não está ao nosso alcance.