Sem amigos imaginários

Lorenzo é filho único. Tem 5 anos e nunca pediu para ter irmãos. Aliás, ele pediu para não ter irmãos. Toda vez que a mãe de um colega da escola conta que está grávida ele chega e faz o mesmo comentário: “Tadinho do fulano, vai ter um irmão. Eu não quero isso!”.

Mas toda vez que ele vai dormir, quem dorme com ele? A Mana.

Sim, ele tem uma mana, e ela não é imaginária. É um dinossauro de pelúcia do filme A Era do Gelo. E ele tem um mano, que é o irmão da mana no filme. Mas eles não falam, não choram e não pedem pra dividir os brinquedos.

Eu sou filha única e nunca tive a vontade de ter irmãos. Então não posso culpar o Lorenzo por ser tão radical na vontade de ser o único. Ele aprendeu a dividir o espaço e a comida com dois cachorros, a Maria Eduarda e o Robert Rock.

A Duda, uma maltês de 7 anosm chegou antes dele nascer. Ele diz que ela é minha filha, mas não é irmã dele, afinal, ela é um cachorro.
O Bob, um shitzu de 10 meses, veio pra brincar com ele, e logo de cara eu tive que ouvir: “Eu sou o papai do Robert!”.

E assim a família ficou completa.
Ele brinca com o filho, xinga, coloca de castigo, tenta sempre dividir a comida com os cachorros e ainda dá beijinhos. E eles brigam, brincam e assim o dia se completa.

Eu vejo muito pais falarem dos amigos imaginários dos filhos. Tem pai que já sentou ou pisou no amigo sem querer.
Lá em casa os amigos são todos reais e animais.Até os insetos ganham carinho e atenção até que alguém mate por engano. E aí é um drama, que dura uns 5 minutos, mas que é o suficiente para centenas de fungadas e suspiros dolorosos.

Criar um filho e ter animais é cansativo. Tem dias em que as mordidas são maiores do que as lambidas.
Mas nunca é tedioso. Ver as crianças brincando e sorrindo é tudo que a gente espera para os nossos pequenos. E nada é mais eficiente do que ver o Bob deitado de barriga pra cima esperando um carinho do Lorenzo. A gente precisa aprender com as crianças que as maiores alegrias são feitas dentro de casa com o que faz parte do nosso dia a dia.

Às vezes nós criamos sonhos imaginários para que a vida se torne perfeita, mas para eles ela já é completa e não precisa de mais nada pra sermos felizes. É só saber curtir o que se tem, em vez de esperar pelo que não está ao nosso alcance.

Kidtropolis, um mundo de inspiração

Eu adoro decoração. Quem me conhece sabe bem disso. Gosto de inventar moda, fazer sozinha, copiar, recriar, o que for. Gosto de cores e coisas lúdicas, que não sirvam apenas para enfeitar, mas para brincar.

Um dos sites mais bacanas para se inspirar é o Kidtropolisbuild, que faz de qualquer quarto um parque de diversões. Logicamente, há projetos que só se enquadram em quartos muito grandes, o que não é uma realidade da maioria dos apartamentos modernos brasileiros. Mas o bacana não é olhar e pensar: ah, não dá aqui em casa. Mas se ater aos detalhes e, a partir deles, criar pequenos recantos inesquecíveis.

Olha que bacana esse calendário familiar gigante. Decora uma parede, é útil e lindo.

Gosto muito também desse deck com piscina de bolinhas. Claro que já exige um espaço maior, mas é uma graça e pode ser o palco de muitas brincadeiras, lanches e diversão com os amigos. E ainda tem gavetões para arrumar a bagunça dos brinquedos sem exigir uma disciplina exagerada dos pequenos.

Outra ideia de que gosto muito é esse armário com várias divisões e profundidades e no qual todas as portas têm letras.

Uma das ideias desses americanos de que mais gosto é essa porta com entrada para os baixinhos. Um bom marceneiro reproduz. Não é uma graça?

 

Alergia à proteína do leite de vaca? Gastro-pediatra responde as principais perguntas

Gastro-pediatra Cristina Targa Ferreira Responde

É comum a criança ter alergia à proteína do leite?

As alergias aumentaram muito no mundo atual. A asma, as rinites, a dermatite atópica e as alergias alimentares estão cada vez mais comuns.

Entre as alergias alimentares, a alergia à proteína do leite de vaca é

a mais comum, pois a proteína do leite de vaca é uma das primeiras proteínas que o bebê entra em contato na vida. Além disso, as alergias alimentares ocorrem com maior frequência no primeiro ano de vida, pois o intestino do bebê, ainda imaturo, não se protege adequadamente contra a presença de proteínas “estranhas” (não humanas).

Existem dois tipos de alergia: aquela imediata, que ocorre nas primeiras duas horas após o contato, e a alergia tardia, que dá mais sintomas intestinais e que pode ocorrer até 72 horas após o contato com a proteína desencadeadora.  A alergia imediata é mais frequentemente constatada pelos alergistas e a tardia, mais pelos gastro-pediatras.

É mais comum que isso aconteça se o leite for materno ou de vaca?

É mais comum com leite de vaca, ou seja, é mais frequente nas crianças que tomam fórmulas e não leite materno. O leite materno parece proteger contra as alergias e, principalmente, contra as alergias mais graves.

Entretanto, é importante saber que a proteína do leite de vaca passa através do leite materno e, por isso, crianças que são amamentadas também podem ter alergia à proteína do leite de vaca. O que nunca acontece é alergia ao leite materno.

O leite de vaca, integral, não deve ser usado no primeiro ano de vida, pois não é adequado para bebês por ter excesso de algumas substâncias como, por exemplo, gordura e proteína.

O leite de soja pode ser usado como leite substituto? Quais suas vantagens?

As fórmulas de soja não estão indicadas nos primeiros seis meses de vida, pois nessa idade, a quantidade de leite que o bebê ingere é muito grande e a soja possui hormônios fitoestrógenos. O mais indicado para as crianças que não mamam no seio é utilizar as fórmulas especiais para alergia, que se chamam fórmulas hidrolisadas ou fórmulas de aminoácidos.

Para as crianças alérgicas à proteína do leite de vaca e que mamam no seio materno, está indicado à mãe fazer dieta sem leite de vaca e/ou derivados, e o bebê deve seguir mamando no peito. Não suspender a amamentação é muito importante. A dieta é bastante difícil e na maioria das vezes as mães precisam de acompanhamento da nutricionista.

Além disso, como a soja também é uma proteína não humana,  pode causar alergia e isso não é infrequente.

A soja, então, está indicada para as alergias imediatas (aquelas que são mais graves e acontecem nas primeiras 2 horas após entrar em contato com a substância alergênica) ou depois dos 6 meses de vida.

Como identificar se o filho tem alergia à proteína do leite? Quais sintomas ele pode apresentar?

Os sintomas principais são sangue nas fezes, dor e choro importantes, cólicas, diarreia, constipação, outras alergias, tipo dermatite atópica e alergias de pele no bebê nos primeiros meses de vida. A criança que apresenta vômitos e/ou diarreia logo após tomar sua primeira mamadeira ou que apresenta lesões de pele também pode ter alergia alimentar, só que imediata.

Quais testes podem ser feitos pelo médico para ver se a criança tem esse problema?

Para essas alergias mais comuns não existem exames laboratoriais. O diagnóstico é clínico, ou seja, se retira a proteína do leite da dieta e se observa se o bebê melhora. Depois de 2 a 4 semanas, coloca-se o leite na dieta (da mãe ou do bebê) e verifica-se se os sintomas retornam, ou não.

No caso das alergias imediatas – aquelas que se apresentam nas primeiras duas horas, após consumir o leite (ou a proteína que causa alergia) e que se apresentam como manchas na pele, vômitos e diarreia imediatos, há exames de sangue que podem ajudar, mas também não são 100% seguros. Esses exames “ajudam” no diagnóstico, mas sozinhos também não são confiáveis. É necessário haver clínica, ou seja, sintomas que melhoram com a retirada e pioram com a reintrodução.

Como evitar o problema?

Na verdade, o maior fator de prevenção é o aleitamento materno.

Outro fator importante é não dar fórmulas de leite de vaca na maternidade. Deve-se dar para aquelas crianças que são grupo de risco (que têm pais ou irmãos alérgicos) fórmulas hidrolisadas na maternidade.

Muitas crianças precisam receber um pouco de fórmula quando nascem, porque não baixou o leite materno ainda, ou porque fazem hipoglicemia. Nesses casos é que se deve dar fórmula hidrolisada, se essas crianças forem do grupo de risco (que têm pais ou irmãos alérgicos).

A mulher que está amamentando precisa ter quais cuidados com a alimentação?

Só se o filho for alérgico. Os estudos não demonstram benefício em tirar leite das mães que os filhos não têm alergias ou que não têm sintomas para prevenir.

Outro problema é que existem muitos credos populares de que a mãe que amamenta não  pode comer muitas coisas. Na verdade, o que não pode é a proteína causadora da alergia, se o bebê é alérgico. As mães devem ter muito cuidado, evitando excluir muitos itens da alimentação e incorrendo, dessa forma, em uma dieta inadequada. A mulher que amamenta precisa comer adequadamente. Isso é muito importante para a boa amamentação.

Existe tratamento para o problema?

Sim. O tratamento é a retirada da proteína que causa alergia da dieta. Com isso, o bebê tem tempo de amadurecer seu intestino e ficar tolerante. Ou seja, a alergia alimentar é, na maioria das vezes, temporária, vai passar com o tempo de amadurecimento da criança. Em geral, quase todas as crianças vão ficar tolerantes, ou seja, vão poder tomar leite com o passar do tempo. O tratamento –  retirada da proteína agressora – é importante para o intestino poder se recuperar e ficar tolerante.

Se não tratarmos e a criança permanecer sangrando, por exemplo, essa criança pode ficar com mais alergias e piorar cada vez mais.

Com o tempo, o sistema imunológico da criança desenvolve tolerância à proteína do leite?

Exatamente, com o tempo o sistema imunológico da criança desenvolve tolerância à proteína do leite ou à proteína que causa alergia. Com a exclusão da proteína agressora da dieta, o intestino se recupera e se fortalece, para poder enfrentar essa proteína posteriormente.

Uma mãe que tem filho com alergia à proteína do leite tem maiores chances de ter outro com o mesmo problema ou não há relação?

Sim. O maior “fator de risco”, como nós chamamos, é ter  irmão, ou o pai, ou a mãe alérgicos. Se ambos forem alérgicos, a probabilidade é ainda maior. Esses bebês que têm familiares de primeiro grau alérgicos são os que vão ter maior risco de ter alergia também.

Alergia à proteína do leite é a mesma coisa que intolerância à lactose?

Não. São duas coisas bem diferentes. O maior erro que se vê por aí é dizer que a criança tem “alergia à lactose” – isso não existe!

A lactose é o açúcar do leite e não causa alergia. Tem muita lactose no leite materno e nenhuma criança se torna intolerante ao leite materno.  A intolerância à lactose é um fenômeno de pessoas mais velhas, em geral, adultos. É a falta de uma enzima, chamada lactase, que ocorre nos adultos. Como somos mamíferos, nascemos com muita lactase e só vamos desenvolver a intolerância bem mais tarde na vida, quando vamos perdendo essa enzima. As crianças só tem intolerância à lactose quando, por uma lesão intestinal extensa, perdem essa enzima. Isso ocorre nos casos de doenças, como as gastroenterites graves, por exemplo.

Já a alergia é um fenômeno diferente, em que há formação de anticorpos. As células de nossa defesa (linfócitos, por exemplo) têm memória e cada vez que entra a proteína alergênica no nosso corpo, elas se “lembram” e atacam essa proteína, formando anticorpos contra ela. Isso é uma reação imunológica, bem diferente da que ocorre na intolerância à lactose.

Então, alergia é mais comum no primeiro ano de vida e é contra a proteína, sendo um fenômeno imunológico, com anticorpos.  A intolerância é contra o açúcar do leite (lactose), ocorre por falta de uma enzima, principalmente nos adultos. São dois fenômenos diferentes, que ocorrem em idades distintas e contra moléculas diferentes.

UPDATE:

Gurias, como as perguntas não param de chegar, a Dra. Cristina vai dar uma resposta geral para todas.

“Paula, vou dar uma resposta geral e tu postas, pois são muitas perguntas e muitos detalhes. beijo Cristina.”

A alergia à proteína do leite de vaca é um fenômeno da imaturidade, portanto dos primeiros meses de vida. Alguns pacientes seguem com alergia até mais tarde na vida (3 ou 4 anos), mas todos vão se tornar tolerantes, ou seja, um dia vão tolerar o leite.
A soja é a segunda proteína mais alergênica, depois do leite de vaca. Muitos fazem alergia TAMBÉM à soja, que também é transitória.
O que acontece é essas crianças são alérgicas, vão apresentar outras alergias, tipo de pele ou respiratórias.
Mas, nem sempre essas outras alergias estão relacionados aos alimentos. Isso acontece nos primeiros meses de vida, depois eles “trocam” de alergia. Ou seja, depois de 1 ano de idade, as crianças têm outras aelrgias que NÃO tem nada que ver com as comidas. Essas alergias são relacionados a coisas de contato (pele) e a polens ou mudanças  de temperautra (respiratórias).
O diagnóstico é clínico, ou seja, tira o leite e melhora. Coloca o leite de novo e piora.
Nã existe exame bom para isso. A ecografia NÃO é um bom exame para isso, pois além de não existir padrões de normalidade, depende do “olho” do ecografista.
A intolerância à lactose é outra coisa diferente. Tem a ver com falta de uma enzima (LACTASE), que acontece mais nos adultos e não em bebês. Não é uma reação alérgica!”

 

Papo de mãe com Milena Fischer

Pessoal, eu e a Paula estamos muito contentes e orgulhosas em apresentar para vocês a mais nova colaboradora do Mães à Obra: a competente jornalista Milena Fischer. A partir de hoje, quinzenalmente, às segundas-feiras, será publicado um dos maravilhosos textos da Milena, falando de uma forma bem intimista sobre a maternidade. A Milena é mãe da graciosa Manuela, de 7 anos, e já foi nossa It mammy, lembram?

Tenho certeza de que vocês vão curtir os textos dela. Eu adoro a forma como a Milena escreve, sempre me faz refletir e ver as coisas por outro ângulo…Papo de mãe

Com vocês, Milena Fisher, a mais nova mãe à obra!l

Olá, leitoras e leitores. Combinei com a Raquel que este espaço seria bem íntimo, para que possamos trocar experiências pessoais. Antes de pegar no mouse, peço que escrevam, contem dramas, dúvidas, relatem acontecimentos, para que, juntas, passemos a limpo todas as delícias e os dramas da maternidade. Em todas as suas fases.

Tenho 35 anos e uma filha que acaba de completar sete, a Manuela. Sou jornalista por formação e apaixonada por literatura desde o DNA. Aos oito anos, escrevi um “livro”, a caneta, porque computadores pessoais não existiam, arranquei as folhas do caderno, com rebarbas e rasuras, e perguntei à minha mãe:

– Posso mandar para a Editora Ática (eu amava os livros da Ática)?

Minha mãe talvez soubesse que não iria rolar o meu primeiro livro publicado, mas fez o que me vejo fazendo com a Manuela hoje. Incentivou. Até mesmo porque seria uma das primeiras lições de frustrações, caso não fosse aceito pela editora. E um grande ensinamento sobre empenho e dedicação. É preciso fazer, fazer, fazer, aprender, aprimorar-se para, quem sabem, ter sucesso no que se quer fazer.

Mandamos “o livro”, que se chamava Naniquinha, a Menina que Tinha Medo de crescer, pelo correio.

Em alguns dias, chegou o dourado envelope da editora.

Gelei. E se fosse um “sim”? Mas não era exatamente um “sim, prepare-se para a sessão de autógrafos”. Era uma longa carta, que guardo até hoje, elogiando a história, agradecendo a escolha pela editora, explicando que não publicavam livros escritos por crianças e me incentivando: escreva, escreva, escreva. Quando fores adulta, estarás pronta para publicar.

Adorei a carta e a guardo nos meus alfarrábios.

Mesmo antes de nascer, minha filha Manuela se desenvolveu nesse meio de letras e páginas. Eu lia histórias para ela quando ainda estava grávida. Desde muito pequena ela gostava de mexer nos livros e ficava atenta às ilustrações. Foram vários que ela mordeu, rasgou páginas, pediu que lesse para ela. Até meados desse ano. Não sei bem o dia em que me dei conta que ela passou a ler apenas “com os olhos”. E pulou, com curiosidade histórica, para o volume A Bíblia para as Crianças (235 páginas com poucas ilustrações). Depois veio Pipi Meia Longa, Judy Moody, O Ladrão de Sorrisos, contos, e é assim, um ou mais livros “grandes, mamães” por semana.

Vou dizer uma coisa, bem clara e franca, caso alguma de nós, mães, ainda não tenha percebido. Não há produto cultural (adequado e inteligente) que não encante uma criança. Esqueça os livros e filmes tatibitati. Jamais subestime a curiosidade e a inteligência de seu filho. Ele pode ter um ritmo diferente do filho do vizinho. Não compare, não exija, não espere. Deixe-o livre para fazer suas descobertas, mas ofereça essas possibilidades sem medo e sem forçar a barra! Livros são companheiros de berço das crianças porque eles fazem o que poucas coisas conseguem fazer: estimular a imaginação e o entendimento do mundo. E para elas, as crianças, esse processo é simples, encantador e inestimável.

Essa é a primeira mensagem que quero deixar a vocês. Troquem os brinquedos que brincam por si por brinquedos que convidem a criança a agir e criar. Troquem o vocabulário frouxo pelo vocabulário das crianças – que é mais rico do que imaginamos. E deixem que elas façam todas as perguntas do mundo. Não tenham preguiça nem medo de serem questionados. Elas aceitam mesmo um “não sei, meu filho”. E aí vem a melhor a parte: vocês aprendem juntos.

Um grande beijo de quem vive sendo questionada e desafiada.

Milena

Estante para livros. Que tal incentivar a paixão dos pequenos pela leitura?

Formada em letras e jornalismo, teria como não ser apaixonada por livros? Desde pequena, eles me fazem companhia e deixam a minha vida mais interessante. Mas tenho certeza de que esse não foi um caso de amor à primeira vista. Estante para livros criançasSempre fui incentivada pelos meus pais a curtir o mundo das letrinhas. Eles me levavam a livrarias, contavam histórias e o mais importante de tudo: davam exemplo lendo sobre os mais variados assuntos.

O André e eu temos o hábito de ler para o Santiago na cama. E é incrível como o nosso gurizinho se diverte e já tem seus livros preferidos. Semana passada, ao buscar o boletim dele na escolinha, a professora destacou a paixão do meu bebê por histórias. Fiquei toda orgulhosa.

Esses tempos, entrevistando a querida Nurit Masijah Gil para a seção It Mammies aqui do site, ela me contou que as noites em sua casa nunca mais foram iguais desde que instalou uma prateleira baixa no quarto de Taly. Agora a sua pequena escolhe as historinhas que quer ouvir antes de dormir. Não é o máximo que as crianças tenham os livros à altura das mãos?

Selecionei, então, vários modelos de estantes para vocês também entrarem no clima. Vamos brindar a literatura?

Lixo para fraldas

Gente, olhem só que máximo esse lixo para fraldas! Ele acondiciona as fraldas usadas individualmente pelo sistema twist-lock (torce e lacra), evitando o mau cheiro característico, e tem uma película anti-gérmica que mantém os germes e bactérias presos dentro do próprio lixo. Além disso, torna-se desnecessário o uso de sacos plásticos individuais, economizando em até 20% o seu uso.

Lixo para fraldas

O produto da marca Sangenic está à venda agora no Brasil, e já é sucesso na Europa e nos EUA. Eu vi esse lixo na última vez que fui aos EUA, e confesso que fiquei louca para comprar, mas depois achei que era um trambolho muito grande para carregar…

Para quem se interessar, entre no site www.lista.mercadolivre.com.br/lixo-para-fraldas lá tem todas as informações, até com vídeo explicativo, e também os pontos de venda e sites que comercializam o produto no Brasil. Custa apartir R$ 119,00.

Buenos Aires para niños

Mais uma vez a minha vizinha querida e que adora viajar, nos mandando dicas quentinhas de uma viagem que ela fez a Buenos Aires com o filho.

Adorei, pois acho a capital porteña um ótimo destino para nós, brasileiros. Ainda não fui lá com o Frederico, mas com certeza pretendo levá-lo, de repente já com a Valentina junto…

Alguns passeios em Buenos Aires, em 4 dias

Em viagens curtas parece mais difícil fazer as malas, por isso, é muito útil fazer um rol de viagem de acordo com o destino, a época do ano e a idade da criança. Assim não corremos o risco de esquecer de nada e, principalmente, não levamos coisas demais. Além disso, é sempre bom pesquisar em sites e blogs especializados sobre eventos, exposições, peças e outras programações temporárias que acontecerão na cidade no período da viagem. Um dos mais completos é “Buenos Aires para Niños”, editado por uma “mamãe” que mora lá e que até já escreveu um guia que pode ser adquirido através do blog.

Quanto aos passeios, além dos mais tradicionais, vale a pena dedicar um ou dois dias para passear em Palermo, onde as ruas são animadas, há bons shoppings, parques, bosques, pracinhas, o Planetário, o Jardim Botânico, o Jardim Japonês e o  Zoológico! O blog Buenos Aires Para Ninõs indica as principais ruas: Gurruchaga, Honduras, Armenia e El Salvador, e apelidou a área de “Palermo Bacana”.  Pode-se começar pela Rua Malábia, onde concentram-se lojas, cafés e confeitarias, de tudo um pouco. Nosso filho gosta muito da sorveteria Munchi’s, por causa daquela vaquinha simpática  convidando para comer mais sorvete! E, para os adultos, a Starbucks fica ao lado. Na região tem também a Muma’s Cupcakes. Os sorvetes da Chungo (na El Salvador com Gurruchaga) são especiais.

Um ótimo programa para as crianças é ir ao Zoo bem ali em Palermo, que é muito completo e está bem cuidado. É preciso tempo para ver todos os belos animais, como pingüins, leões, elefantes, tigres, ursos, animais de fazenda, girafas, condores, tartarugas gigantes e muito mais! No aquário há horários de shows com focas, e as crianças adoram. Passamos a manhã lá e depois pegamos um táxi direto para almoçar no Casa Mua, em Palermo (Soler 4202, esquina com Julián Alvarez), um misto de bistrô, café e lojinha, onde servem saladas, quiches e outros pratos leves, tendo também menu infantil e uma brinquedoteca ampla e com vários brinquedos educativos. Nosso filho almoçou bem e brincou muito com uma amiguinha que conheceu lá no restaurante.

Outro programa aprovado por ele, apesar de não se tratar de uma novidade e parecer meio “antigão”, foi o Planetario Galileo Galilei. Mas é bom dizer que ele estava com um interesse especial, porque bem naquela época andava interessadíssimo em seu livro novo sobre os astros e o universo. Por isso, depende da idade e do interesse da criança. Ele adorou o filminho sobre os planetas e dizia que saturno brincava de bambolê e a terra era gremista.

A Casa Rosada não é bem um programa infantil, mas se não conhecem ainda pode ser visitada sem muita demora, a não ser em férias e feriados, quando tem mais filas. Um bom circuito pela área é passar antes no Café Tortoni, depois visitar a Casa Rosada e dali seguir para Puerto Madero, pertinho, para almoçar na Cabanha Las Lilas e levar as crianças para visitar os buques-museo Fragata Sarmiento e Corbeta Uruguay.

Outra novidade que surgiu na cidade são os “bares” para crianças, com atividades, brincadeiras, oficinas e jogos. É bom consultar as programações e horários com antecedência. Nós fomos num chamado Recursos Infantiles, mas parece que já fechou.

Aliás, esse é um problema comum em Buenos Aires, principalmente com relação a restaurantes, sendo grande a freqüência com que abrem e fecham os locais. Assim, é melhor gastar um tempo na internet antes para evitar perdas de tempo durante a viagem.

Há ainda muitas opções de programas divertidos. Anna Chaia (www.cirandadomundo.com.br) sugere uma “caça ao tesouro” no MALBA.  E uma amiga foi com a família e adorou o passeio até Colonia de Sacramento, de Buquebus, passando uma noite por lá.

Sobre compras para crianças, atualmente a melhor área é Palermo, com suas lojinhas charmosas como Owoco, Pitti Bimbo, Viva la Pepa, Mitaí, Grisino Ropa para Jugar, Barbie Store, etc.

Shoppings bons são Paseo Alcorta, bem mais calmo, e Alto Palermo. Há lojas da Mimo & Co, Cheeky, Paula Caen D’Anvers Ninõs, MiniMimo, Patisserie, Little Akiabara, Pioppa, brinquedos Imaginarium (espanhola) e outras. Mas a maioria tem filiais em Palermo, onde é bem melhor para passear. No Shopping Abasto, bem mais agitado, tem uma grande loja da Cheeky, para mim a melhor. Se estiver chuvoso, lá tem o Museo de los Niños, mais adequado para crianças pequenas, e um parquinho de diversões dentro do shopping, que não é nada muito especial, mas pode ser bem útil num dia de chuva ou muito frio, adequado para várias idades.

Em outra área da cidade, a livraria Ateneo tem uma boa seção infantil, e em Las Cañitas recentemente inaugurou o Mundo da Discovery Kids, com loja e brinquedoteca.

 

Quanto aos restaurantes, todos sabem que é um capítulo à parte, mas vale indicar dois que gostamos muito: Cluny e Cabanha Las Lilas. A maioria dos restaurantes, mesmo no jantar, recebe bem famílias com crianças, mas claro que há lugares que não são kids friendly, como em toda parte, e por isso é bom sempre informar-se antes de fazer uma reserva. Na outra viagem, quando nosso filho tinha dois anos, fomos com amigos jantar no Sucre, mais cedo, antes da agito.

O bom de Buenos Aires é a proximidade com o Brasil e a possibilidade de uma viagem mais curta em final de semana ou feriado.

Enjôos, Dramins e afins

Até agora, posso dizer que foi tudo tranqüilo porque não tive nenhuma ameaça de perda do bebê, nem sangramentos. Mas do ponto de vista do meu estômago, não foi nada tranqüilo. Bem pelo contrário: desde a 6a semana de gestação, tenho a sensação de estar vivendo num navio que sacode ao sabor de ondas imensas e constantes. Sim, os enjôos, ou “morning sickness” para os americanos – que, para mim, significam morning, afternoon, evening, night… sickness!

Enjôos

Vocês devem estar se perguntando: mas os enjôos já não eram para ter passado lá pela 12a semana? Sim, eram, e confesso que estão bem mais amenos, mas ainda preciso do Dramin B6 para viver.

Quando eu estava grávida do Frederico, tive enjôo da 8a até a 12a semana. Eram náuseas constantes e quase diárias, mas em geral pelo período da manhã. Vomitei poucas vezes, umas 5 ou 6 no total. Mas agora, nessa segunda gravidez, o enjôo resolveu me mostrar a sua cara mais feia: náuseas muito fortes, eterna sensação de desconforto, falta de vontade de comer, total intolerância a cheiros, e vômitos, muitos vômitos.

Quando eu estava lá pela 9a semana, sofrendo muito, praticamente me alimentando de bolacha água e sal, chá de camomila e água com limão, e já 3 kg mais magra do que no início da gestação, resolvi ligar para a minha médica e dizer que não agüentava mais. Sabe qual foi a resposta dela? Mas por que não me ligou antes, menina?! Me receitou Dramin B6 de 4 em 4 horas, e ufa, que alívio –  me tornei outra pessoa! Voltei a comer, a ter ânimo, a brincar com meu filho… Santo Dramin!

Ela me falou para, a partir da 12a semana, ir diminuindo o Dramin, pois os enjôos normalmente passam nessa fase da gestação. Já estou espaçando mais o remédio, mas no dia em que tentei ficar sem, todo aquele terror das náuseas e vômitos voltou. Meu corpo ainda não se acostumou com tanta progesterona…

Vocês sabiam que 50% das mulheres grávidas sofrem com os enjôos no início da gravidez? E que a mesma mulher pode ter enjôo em uma gestação, e não ter em outra? (Eu não faço parte dessa turma de sortudas).

E vocês, leitoras gravidinhas, também passaram por isso?

Sobre Nós

Sobre Nós

Ao entrar no mundo da maternidade, entre brumas de fraldas, mamadas e tip-tops, descobrimos novas amizades, que foram muito importantes nessa fase tão diferente e fascinante da vida. Da troca de emails diária com um grupo de colegas da hidroginástica de gestantes, do qual fazíamos parte, surgiu a ideia desse site. A vontade de escrever, de dividir dúvidas e acertos, de ajudar a deixar ainda mais colorida a relação entre mães e filhos é o motivo de existência do Mães à Obra.

Esperamos que vocês, que choraram de felicidade ou medo ao ver o resultado do exame de gravidez, se identifiquem com a gente, porque acreditamos que por mais diferentes que sejam as mães (e nós somos opostas em quase tudo, vocês vão ver), no fundo, queremos sempre a mesma coisa: a felicidade dos nossos pequenos.

Paula Tweedie
Jornalista, 31 anos,
mãe do Santiago,
nascido em 01/03/2009.
Raquel Pötter Guindani
Engenheira agrônoma, 36 anos,
mãe do Frederico,
nascido em 20/02/2009,
e mãe da Valentina,
nascida em 26/07/2011.

Somos de Porto Alegre, RS.