Destino I – Miami e Orlando, EUA

Quando o Frederico tinha 1 ano e 3 meses viajamos para a Flórida. É claro que eu sei que uma criança dessa idade quase não aproveita os parques da Disney, mas não escolhemos esse destino exatamente por causa dele. Na verdade, essa viagem se propiciou porque os meus sogros decidiram alugar uma casa e passar um mês em Orlando. Nós, então, resolvemos aproveitar o “ensejo” e passamos duas semanas lá, divididas entre Miami (5 dias) e Orlando (8 dias).
Como em Miami alugamos um apartamento, e em Orlando ficamos na casa alugada pela minha sogra, levamos junto a nossa empregada para nos ajudar com o Frederico, fazer as comidinhas dele e auxiliar no serviço da casa.
Já sei que muita gente vai perguntar sobre o visto para babá/empregada. Funciona assim: o empregador (quem assinou a carteira da funcionária) tem de ir junto com ela ao consulado americano para fazer a entrevista. São exigidos documentos de ambos, e esse visto é um tipo especial de visto de trabalho, que permite a entrada da pessoa nos EUA somente quando acompanhada de seu empregador. Conosco deu tudo muito certo, contratamos uma empresa despachante que nos orientou com os formulários e a documentação, fizemos a entrevista no consulado do Rio, e a minha empregada ganhou o visto para 5 anos (normalmente esses vistos de trabalho tem duração reduzida, mas tivemos sorte).
Bem, vamos à viagem em si:
• Aeroporto e avião – fomos de American Airlines, e o berço (basket) que essa companhia oferece para bebês é muito pequeno, não suportaria o peso do nosso filho. Na ida conseguimos lugar na fileira da frente (preferencial), e o Frederico dormiu no nosso colo. Depois, fizemos uma caminha para ele no chão, mas os comissários não são muito simpáticos a essa idéia, pois pode ser perigoso em caso de turbulência. De qualquer forma, entre colo e chão, o Frederico dormiu a viagem inteira, só acordando na hora do café da manhã. Já na volta havia lugares sobrando no vôo, então ele dormiu deitado entre eu e meu marido. A viagem toda, novamente.


• Hospedagem – tanto o apto de Miami como a casa de Orlando eram muito bons, espaçosos e bem equipados, o que facilitou demais a rotina do nosso bebê.
• Alimentação – é um problema a alimentação de crianças pequenas nos EUA. Todas as vezes que tentamos comer fora com o Frederico foram desastrosas. Nos restaurantes, os “kid´s menus” são um atentado à boa alimentação – somente pizzas, batatas fritas, hambúrgueres e massas com molhos muito temperados e fortes. No nosso primeiro dia em Orlando, no parque Magic Kingdom, fomos almoçar em um restaurante dentro do parque, e pedimos a tal massa para crianças. Tinha tanto catchup e tempero naquele molho que nem o Frederico nem nós conseguimos comer! Teve um dia, quando viajamos de carro de Miami para Orlando, que levei uma papinha pronta comprada lá para dar para ele na hora do almoço, pois estaríamos na estrada. O Frederico comeu uma colherada e não quis mais saber. E olha que o meu filho é bom de garfo e não tem muitas frescuras para comer, hein? Provamos a tal papinha, e ela era realmente horrorosa, com um gosto muito artificial. Resumo da história: nos dias em que o Frederico não almoçava em casa, minha empregada cozinhava de manhã cedo uma comidinha para ele, e levávamos num potinho para aquecer nos parques. Acho que essa é uma das partes mais delicadas da viagem para quem não fica num lugar com cozinha, ou não está disposto a cozinhar. Comprávamos todas as frutas, verduras, legumes, iogurtes e carnes, e preparávamos todas as refeições do meu filho em casa.
• Passeios – em Miami, o Frederico ADOROU ir à praia (na verdade, meu filho é um verdadeiro peixinho, sempre adora ficar na água e na areia). Notei também que ele curtiu muito o calorzinho de lá, pois aqui no RS já estava frio nessa época do ano (maio), e para o Frederico foi muito divertido voltar a usar bermudas e camisetas de manga curta. Na Disney, levamos ele aos parques Magic Kingdom, Animal Kingdom e Blizzard Beach. Nesses parques, a empregada foi junto, atuando como babá do Frederico. Reservamos alguns parques, mais direcionados a adultos, para irmos sem ele. Fomos, eu e meu marido, ao Hollywood Studios, Universal Studios e Island of Adventure. Nesses dias, o Frederico ficou em casa com a empregada e os meus sogros. Sobre os parques: a estrutura que esses locais têm para crianças pequenas é muito boa. Todos os parques possuem o local chamado Child Care, onde tem caminhas, bercinhos, trocadores, cadeiras de papá, forno de microondas, água quente, brinquedos, etc. Isso foi de grande utilidade para nós, pois nessa época o Frederico ainda fazia 2 sonecas diárias, então levávamos ele para dormir lá, no fresquinho do ar-condicionado (estava MUITO calor em Orlando nessa época do ano); também era lá que aquecíamos as comidas e preparávamos as mamadeiras dele.
o Magic Kingdom – é o parque mais cheio de magia e fantasia da Disney, especialmente dedicado a crianças pequenas (e à criança que existe dentro de cada um de nós, rsrs). O Frederico AMOU o Mickey, a Minnie e o Pateta. Voltou de lá completamente apaixonado por esses personagens. Lá ele pode “andar” em vários brinquedos, e curtiu bastante. Nas fotos abaixo, não percam a carinha dele ao lado da Minnie.
o Animal Kingdom – eu e meu marido não conhecíamos esse parque, e achamos que seria legal levar o Frederico para ver os bichos. Mas, na verdade, se vê os bichos muuuito de longe no safári ao redor do parque, e o meu pequeno nem enxergou direito as zebras, elefantes, girafas e afins. Fomos lá num sábado, o parque estava meeega lotado, fazia o maior calorão, e foi bem difícil se deslocar com o carrinho de um lado para o outro do parque (que é bem grande, por sinal). Mesmo assim, o Frederico gostou de ver os dinossauros, e na parte dedicada à África, dançou junto no show de músicas típicas (outra característica do meu filho é ser um dançarino nato, adora se sacolejar quando ouve uma música). Outro ponto positivo foi o show do Nemo, que é lindo, vale ficar na fila. O Frederico gostou de ver os peixinhos e os efeitos especiais.
o Blizzard Beach – é o parque aquático mais novo do complexo Disney. Foi, sem dúvida, o lugar onde o Frederico mais se divertiu. O parque é muito legal, tem tobogãs gigantes para os maiores, piscinas com ondas, corredeiras, etc, mas tem também toda uma parte de piscinas, brinquedos e mini tobogãs para crianças pequenas. O Frederico não queria sair da água nem para comer, curtiu demais toda a função. Gritava o tempo todo “água, mamãe, água, água, água!!!”.

• Compras – bom, esse é um capítulo à parte… Para roupas de crianças e brinquedos, é o paraíso – tudo bom, bonito e barato. A dica é ir nos outlets para comprar roupinhas na Carter´s, Gymboree, Janie and Jack, Tommy, Adidas, Puma e Gap Kids, e a boa e velha Macy´s para encontrar roupas mais arrumadinhas e com cara de “lançamento”. Sempre vale muito a pena comprar brinquedos na Toys R´Us e na Target, e artigos para bebês na Babies R´Us.
No final, posso dizer que notei um grande desenvolvimento do Frederico nessa viagem – ficou mais sociável; descobriu novos “amigos” (os personagens de Walt Disney); aprendeu a dormir em qualquer lugar (no carrinho, nos parques, no avião, nos aeroportos), coisa que ele praticamente não fazia antes; viu pessoas que falam uma língua diferente da nossa; cresceu e ficou mais aberto ao novo. Além disso, uma viagem em família é sempre algo muito gostoso e prazeroso, e o convívio que se tem nessas situações só fortalece os laços familiares.